Faltam palavras. As memórias de uma época triste ecoam na minha mente.
A real é que as circunstâncias mudaram um pouco, mas a vida segue triste.
Fui transportada para aquela casa sem forro, sem porta no quarto. Uma cozinha pequena, uma mesa de plástico e, quase nunca, comida na geladeira.
Eram dias difíceis, regados a lágrimas e tristeza. Poucos amigos, poucas roupas, pouca comida - mas muita esperança. E, por incrível que pareça, era a única coisa que sustentava.
Em algum momento desses dias, fiquei mais sozinha do que já era. Mas a vida fluiu, seguiu… e segue.
Hoje há comida, uma mesa, poucos amigos… mas ainda há tristeza.













