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@alexvalet
{FB} That's Not Jealousy. || Alice e Alex
“Vovó Harriet?” murmurou confusa Alice para depois abrir um sorriso de quem havia entendido a indireta. A mente da garota ia e vinha nas conversas deles que às vezes era difícil acompanhar ativamente e entender as indiretas rápidas. José apenas revirou os olhos ficando cada vez mais farto de Valet. De forma que a mente de Alice apenas ignorava tudo o que José dizia e ele mostrava-se cada vez mais irritado com aquele fato.
Não gostava de ser ignorado muito menos quando não havia motivos plausíveis para o fato. José indagava-se o porquê de se manter presente naquele lugar, e lembrava que estava ali somente por Alice, mas ideia de ficar apenas por uma garota não estava mais lhe agradando passado da imagem romântica e virando algo como “você é trouxa”. José indagava-se como Willa conseguia conviver com aquele garoto mal criado, e como Alice poderia tê-lo como seu melhor amigo. Ele era um mal exemplo em todos os assuntos que o espanhol poderia pensar.
O espanhol não entendia o alarme que sua namorada havia feito pelo simples fato dele não gostar de maionese. Era algo comum, não era? Mas na mente de Alice, aquilo era inconcebível, quase um crime com pena de morte. “O que tem não gostar de maionese? É normal.”, tentou defender-se, ainda mais por Valet ter entrado na história parecendo abismado.
Ingleses, era o único pensamento que vinha a mente de José com aquele fato estranho. Alice olhou para Willa com o mesmo espanto que havia demonstrado segundos antes com a declaração de seu namorado. “Isso explica porque você é uma vaca.” Declarou sem avaliar suas palavras e quase se arrependeu do que havia dito. “Pessoas que não gostam de maionese não são pessoas boas, posso usar você como exemplo.” Continuou deixando transparecer a raiva que detinha da namorada do seu melhor amigo e virou-se par José. “Agora eu vejo que talvez você não seja a melhor pessoa, afinal, quem não gosta de maionese?”.
Willa ficou de queixo caído e franziu o cenho ao ouvir o comentário de Alice, claramente ofendida. Seu namorado, por outro lado, teve de pressionar os lábios para não soltar uma gargalhada, contudo, acabou deixando uma risada anasalada escapar. A garota virou o rosto para Valet, chocada com a reação dele, que apenas encolheu os ombros em resposta. Até então não havia recebido nenhum apoio durante as discussões com José, por que a apoiaria? Além disso, concordava com Alice em certo ponto. “Você não vai falar nada?! Vai deixar mesmo essa mimada frígida me xingar assim?!” cobrou Willa, cada vez mais irritada. Valet sentiu um impulso de defender a amiga, porém, optou por não dizer nada. Para ele, parecia a melhor alternativa no momento, entretanto, seu silêncio o levou a ser puxado pela namorada para longe de Alice e José.
“Alex Valet” começou, dando ênfase nos dois nomes. “Se você não for lá agora e mandar sua amiguinha não falar comigo desse jeito...”. Ele continuou sem dizer nada e apenas ergueu as sobrancelhas, esperando Willa terminar de falar, embora soubesse como aquela ameaça provavelmente acabaria. Mas ela não finalizou, entortou os lábios, fazendo sua expressão parecer uma mistura de um sorriso malicioso com uma carranca, e apoiou as mãos na cintura. “Eu não suporto essa garota. Muito menos a amizade esquisita de vocês. Se quiser que eu continue sendo sua namorada, não vai mais poder vê-la.” Valet desviou o olhar, nada surpreso por ser obrigado a escolher entre as duas. Willa já havia sugerido algo parecido antes mesmo de conhecer a amiga do namorado, porém, fora convencida a desistir da ideia. “Foi mal então” ele respondeu, dando de ombros. Já estava cansado da garota e não gostava tanto assim dela. Willa era praticamente perfeita quando estavam juntos, contudo, parecia falta-lhe algo. Além disso, não deixaria de ser amigo de Alice por causa de uma namorada, aquilo era ridículo. “Certo. Então é isso...” disse ela, após engolir em seco. “Eu sinto pena das suas próximas namoradas”. A menina olhou para o lado e se afastou andando rápido até desaparecer de vista.
Era pedir muito uma garota bonita e legal que não sentisse um ciúmes bobo de Alice? Valet respirou fundo, olhando-a ir, e voltou para onde a amiga estava com o namorado. “Bom...” começou, encolhendo os ombros. Não sabia exatamente o que dizer. O clima pesado do começo do encontro piorava cada vez mais. “Acho que ela não vai voltar.” Ele ficou em silêncio por alguns segundos e, assumindo que o motivo pelo qual Willa havia o deixado era óbvio, falou: “É como vovó Harriet dizia: bros before hoes, right, mate?” com um sorriso um pouco forçado, e ergueu uma mão para Alice cumprimentá-lo.
Breve em DVD e Blu-Ray.
emo-not-so-much girl & gangster-not-so-much boy.
Alex Valet: aesthetic [1/?] ISFPs be like...
grey’s anatomy meme: (1/8) scenes » “Okay so what? I’ve seen it before, no big deal!”
@alexvalet
@dizzy-twonder
Charlie Stoll & Alex Valet: moodboard [1/?]
Peter Stoll & Alex Valet: moodboard [1/?]
Are you okay? || Alice & Valet
Fixado no quadro de avisos havia uma lista. Uma lista que mudaria a vida de todos daquele acampamento, ainda mais de uma garota loira com parafusos a menos. A confirmação dos pesadelos de Alice estava ali, a sua frente, e ela não sabia como reagir. Ela queria gritar até não ter mais forças, chorar até não ter mais lágrimas, bater em alguma coisa até se machucar, correr para qualquer outro lugar e, acima de tudo, fechar e abrir os olhos para que tudo fosse apenas uma brincadeira sem graça.
– Sierra e Hathor estão mortos. – Foi à única coisa que a garota falou em voz alta e olhou para os lados perdida. Não sabia mais onde estava. Não sabia quem eram aquelas pessoas a sua volta. Sua mente estava turva, não conseguia nem andar direito. Tropeçou algumas vezes nas pessoas e móveis do refeitório até chegar à porta e sair daquele lugar que, na mente de Wonder, cada vez mais se fechava em sua volta.
Assim que colocou os pés para fora, começou a correr. Correu sem nenhuma direção. Caiu algumas vezes ao longo do percurso, pois estava distraída demais para perceber quaisquer obstáculos a sua frente. Correu para qualquer lugar que não tivesse ninguém. Correu tanto que suas pernas começaram a cansar. Suas lágrimas escorriam contra o vento. Sua respiração começará a ficar prejudicada. E, quando não aguentava mais dar um passo, parou. Olhou para os lados e não sabia onde estava. Mas isso não importava mais.
Sua melhor amiga estava morta.
Seu melhor amigo de Andalasia estava morto.
Alice não tinha psicológico para aguentar aquilo de uma maneira corajosa. Não. A garota era fraca, e ela tinha consciência disso. Sierra também sabia, todavia ela já não estava mais lá para dizer que tudo ficaria bem. Não. Ela estava em um lugar melhor do que aquele inferno que chamavam de acampamento. Hathor também não estava mais presente em sua vida, trazendo alegria todos os dias.
Deixou-se cair derrotada de joelhos na grama. Não tinha forças para se manter em pé, ou sequer para parar de chorar. As lágrimas escorriam pelo seu rosto de forma que deixaram a visão da loira embaçada em instantes. Ela queria gritar, mas não ousava sequer abrir a boca para emitir qualquer som. Sua dor era mais do que superficial, ela doía de uma maneira que nunca havia sentido. Era como se uma lâmina houvesse penetrado seu coração diversas vezes. E de novo. Doía. Doía tanto que Alice não tinha certeza de que conseguiria sobreviver àquela queda.
Valet estava em sua cabana procurando o outro pé de seu par de meias quando o anúncio sobre os desaparecidos foi feito. Havia decidido dormir um pouco depois do almoço e acordou horas depois, desatualizado, como sempre. Agora que Hathor e Hector não estavam mais lá, a cabana parecia ter sido invadida por assaltantes. Roupas jogadas por todos os lados, uma janela quebrada por uma bola de futebol que continuava desaparecida, três camas desarrumadas apesar de só uma delas ser usada, duas gavetas caídas fora da cômoda... realmente era difícil encontrar alguma coisa lá. Por sorte, Valet também não se importava em fazer algumas substituições. Colocou uma meia de outro par, calçou os tênis e saiu da cabana. Não sabia exatamente o que pretendia fazer, então saiu caminhando sem rumo, isto é, até ser abordado por um rapaz desconhecido com um sotaque diferente. “Meus pêsames, viu, truta? Você era amigo da Sierra, né?” ele disse. Valet franziu o cenho e o encarou, confuso. “Cê não viu o quadro de avisos?” E então ele entendeu. Mais uma vez, ignorou o rapaz e correu na direção do refeitório. Os campistas desaparecidos haviam sido encontrados, mas nem todos vivos. Na lista de baixas, estava o nome de sua amiga. Sierra Miler, falecida.
Antes de qualquer coisa, leu mais três vezes o anúncio, a fim de se certificar de que não havia interpretado errado. Não. Não era possível. Não podia ser real. Valet sentiu um nó se formar em seu estômago. Sierra não podia estar morta, não mesmo. A qualquer momento ela apareceria para brigar com ele por estar usando meias de pares diferentes e um moletom amassado. Sim, a qualquer momento ela apareceria e diria que foi um engano terem colocado seu nome na lista. Sierra não estava morta. Ou... estava? Valet via sua mão tremer enquanto passava o dedo pelo anúncio no quadro de avisos, tentando ler melhor e perceber que havia confundido a lista de falecidos com a lista daqueles que retornaram. Não podia ser verdade, simplesmente não podia. Conhecia Sierra há anos, eram amigos próximos, não conseguia acreditar que nunca mais a veria ou que nunca mais ouviria sua voz, nunca mais discutiria com ela, nunca mais se assustaria com as visitas surpresas que ela fazia na casa de Alice... Alice. Por mais que gostasse de Sierra, sabia que não deveria estar nem de longe tão mal quanto ela. As duas garotas eram quase irmãs, ele temia o efeito que aquela perda poderia ter em sua amiga. Precisava encontrá-la antes que fosse tarde.
Valet abandonou o refeitório e correu. Perguntou a todos no caminho se haviam visto a menina, no entanto, ninguém parecia ter informações úteis. Decidiu apostar na floresta, e entrou na mata densa que cercava o acampamento. Correu por cerca de dez minutos, até ouvir o som de alguém soluçando. Com tantas mortes, poderia ser qualquer um, mas seguiu o som mesmo assim, esperando que fosse a amiga. “Alice!? Alice!?” chamou, enquanto caminhava, até avistar uma garota pequena de cabelos claros caída na grama. Valet se aproximou e caiu de joelhos sobre a terra úmida, sujando ainda mais sua calça jeans surrada. “Lis...” falou, com o olhar triste, sem saber o que fazer. Não conseguia encontrar outras palavras para dizer, então simplesmente a abraçou.
{FB} That's Not Jealousy. || Alice e Alex
– Tenho quase certeza de que esse ditado não existe. – Respondeu José com um revirar de olhos irritado e impaciente com Alex. – Você é um idiota. – Constatou em voz baixa tentando evitar que Alice escutasse, mas é claro que a garota escutou e apenas bateu em seu braço como protesto. A loira não iria brigar com ele na frente de seus amigos e de Willa, especialmente a namorada de Alex. Não gostava dela e não a deixaria ver que sua vida amorosa não era tão boa quanto à dela. – Na Espanha, idiotas como você não se criam, pois são esmagados logo que nascem. – Continuou ofendido com a piadinha de Valet.
– Oh, como se eu não estivesse falando a verdade. – José não iria se desculpar, havia sido muito ofendido desde que conhecerá o melhor amigo de Alice e ele não aturaria mais nenhuma brincadeira insultando sua nacionalidade ou sobre sua legalidade naquele país, mesmo que isso significasse insultar o país de sua namorada.
Alice queria chorar. Chorar de raiva e de tristeza por estar vendo aquela briga e por ter tido a ideia de fazê-los sair para comer. Mas é claro que não choraria, pelo menos não na frente de Willa. Por isso, começou a andar fingindo que não escutava nada e deixando os outros para trás. Entrou na fila do cachorro quente e cruzou os braços enquanto esperava para ser atendida. José a alcançou e ficou no seu lado. – Sério Lice, como você aguenta esse cara? – Indagou para a namorada que apenas o encarou por cinco segundos antes de ignora-lo e prestar atenção na fila. – Seu amigo babaca me insulta e você me ignora? – Continuou surpreso. Revirou os olhos e olhou para trás onde estava Valet e Willa. – Olha o que vocês fizeram! Gracias, mi amigo. – Ironizou.
Alice seguiu na fila quieta e, quando chegou a sua vez, pediu um cachorro quente com bastante maionese. – Ainda bem que não fomos comer comida mexicana, esse cachorro quente é muito melhor. – Comentou aliviada após ter mordido sua comida, pois a garota tinha medo de comidas mexicanas. Ela não sabia explicar, apenas não podia vê-las na frente muito menos sentir o cheiro e agradecia por não terem ido até o restaurante mexicano como havia sido solicitado. – Se você tirar a maionese fica melhor. – Palpitou José e Wonder virou-se para ele com os olhos arregalados. – Como assim você não gosta de maionese? – Ela ficou surpreendida com aquilo e olhou rapidamente para Alex. – Ele não gosta de maionese! – Repetiu como se eles ninguém tivesse ouvido. – Não é algo anormal não gostar de maionese. – José comentou surpreso com aquilo sem entender nada.
“Isso é porque não existe” Willa confirmou, começando a preferir ficar do lado de José ao do namorado. Valet fingiu ficar incomodado, no entanto, não estava mais sendo afetado pelas repreensões da garota. “Claro que existe. Vovó Harriet sempre dizia isso” respondeu, com um sorriso. Nunca havia conhecido suas avós ou seus nomes, imaginava que haviam falecido antes de seu nascimento, mas não se lembrava se Willa sabia daquilo. O importante era que ele via graça na piada e, caso Alice estivesse prestando atenção, também ao menos entenderia. A namorada manteve-se em silêncio e bufou, indignada. Valet não entendia o porquê de tanta irritação, afinal, ela via aquele seu lado mal comportado frequentemente e dizia se sentir atraída por essa característica, contudo, ele preferia não discutir a respeito, muito menos enquanto estavam com Alice e seu insuportável namorado estrangeiro.
Não conseguia ouvir a conversa do casal que andava na frente, no entanto, podia ver a boca de José se mexendo enquanto o rosto da garota não movia um músculo sequer. Valet geralmente tomava as dores da amiga para si, mas não naquela situação. Alice não parecia estar se divertindo, porém, aquilo valeria o sofrimento no futuro, afinal, continuar namorando aquele babaca espanhol não poderia resultar em nada bom. Tinha certeza de que não demoraria muito para que José a traísse ou algo do gênero. Estava cumprindo sua obrigação como amigo de mostrá-la o lado ruim do rapaz para protegê-la de surpresas mais desagradáveis ainda. Quando o ouviu culpá-lo por estar sendo ignorado, apenas sorriu. Trabalho cumprido, pensou e esperou José se virar para levantar o dedo indicador e o dedo médio na sua direção. Willa revirou os olhos e abaixou seu braço, aparentemente incomodada com o gesto obsceno.
“Sim, essas coisas do México são horríveis” disse, tentando provocar o garoto espanhol, mas sem olhá-lo diretamente. Talvez ele não notasse o segundo sentido de sua fala, no entanto, Willa percebeu e deu uma cotovelada em suas costelas. “Ouch! Pode parar de me agredir, por favor?” sussurrou. E foi ignorado. Valet deu um passo para o lado, se afastando da namorada e massageou a lateral do tronco por alguns segundos. Ela não era forte, porém, era bastante magra, o que fazia um golpe de seu cotovelo parecer uma facada. “Ele não gosta de maionese?!” repetiu, fingindo estar chocado. Na verdade, o próprio Valet não era o maior apreciador de maionese, preferindo usar vinagre como tempero, mas não perderia aquela oportunidade de mostrar o quanto José era um par inadequado para Alice. “Isso é um absurdo! Vovó Harriet sempre disse que pessoas que não gostam de maionese nunca se dão bem com pessoas que gostam de maionese. Talvez isso seja um sinal, huh? Quer dizer, eu e Lis gostamos de maionese, somos melhores amigos há anos. Eu e Willa gostamos de maionese e...” de repente, foi interrompido pela voz da namorada: “Eu odeio maionese.”
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Prank Pete
Toque padrão
[text]: empty
[text]:Your lips + mine = heaven
[text]: ………………….. quem é?
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Era perceptível que aquela noite estava fadada a um desastre. Alice culpava-se a todo o momento por ter tido a brilhante ideia de misturar os seus dois mundos, mas queria que eles coexistissem juntos e não separados. Além do mais, Alex era o seu melhor amigo e José era seu namorado, eles tinham que se dar bem! “Está certo que eu não gosto de Willa…” pensou consigo enquanto andava ao lado de José e observava a garota a poucos metros de distancia. “Mas ela é muito odiável! Olha como rebola! Como se quisesse chamar a atenção o tempo todo para ela. Humph!”. O espanhol também não tinha uma boa visão para aquela noite, pois ele já odiava os amigos de Alice e só gostaria de ir para casa… Mas gostava de Wonder o suficiente para continuar ali, ao seu lado, e aturar Valet.
A loira ia tentar falar algo com Alex, mas desistiu da ideia na hora que viu Willa os observando. Então, apenas lançou um olhar irritado para o amigo e se virou para o espanhol prestando atenção no que ele dizia – ou fingia prestar atenção, já que sua atenção se dispersava muito rápido. Continua a caminhar e pensar em todas as outras coisas ao longo do caminho, exceto no que realmente importava: o encontro de casais. Era fácil para a mente de Alice se desligar, então, não era exatamente um problema lidar com aquela noite desastrosa.
Entretanto, o mesmo acontecia com José, que ficava cada vez mais impaciente com a duração de tudo aquilo. Ele havia conhecido Sierra e achará uma garota muito boazinha e fazia bem para Alice, agora Valet? Ele não tinha certeza dos benefícios que aquela amizade fazia para sua namorada e tinha quase certeza de que ele incentiva certos comportamentos que a mais nova detinha. José chegou à conclusão de que teria que conversar com a loirinha e convencê-la sobre a má influência de Valet.
– Sou espanhol. – Respondeu obviamente José com um revirar de olhos. –Eu percebi que os homens da Inglaterra não são tão machos quanto os espanhóis porque pedem outra coisa em vez de aguentar a boa pimenta que é ofertada… e alguém da sua renda não irá entender o conceito de vindo a negócios… Ingleses, se acham tanto, mas são tão idiotas. – José irritou-se por vez e não pensou o quanto estava insultando o país de sua namorada.
Alice, ao ouvir aquelas palavras, afastou-se e cruzou os braços ofendida. Inglaterra era o seu país e Wonder era bem patriarca para alguém que imaginava o País das Maravilhas. – Você não deveria ofender as pessoas da Inglaterra, já que a sua namorada é uma delas. – Falou tentando não se exaltar muito. – E você, Alex… – Virou-se para o melhor amigo e apontou para ele – Não deveria fazer esse tipo de suposição com o José, ele não é ilegal no país! – Seu tom demonstrava a sua irritação com tudo e virou para Willa… Pensou em dizer alguma coisa, mas apenas a olhou e virou o olhar concentrando-se em alguma barraquinha de comida que tinha ali perto. – Vamos comer ali! – Decidiu frustada e começou a andar.
“Dá no mesmo” Valet respondeu. Não entendia muito de geografia, mas sabia o suficiente para não confundir os dois países, a questão verdadeira era se empenhar ao máximo para discutir com José. “Eu não gosto de pimenta, é verdade. Conhece aquele ditado né: ‘quando você come pimenta, é o rabo que aguenta’, se você curte um ardidinho lá... aí é com você, né” falou, com um sorriso de falsa inocência. Seu principal objetivo era ofender o rapaz e, notando que ele tentava atingi-lo apelando para a sua masculinidade, precisou dar uma resposta à altura, que definitivamente teria algum efeito sobre o ego do espanhol. Sequer pensou no que as garotas pensariam sobre seu comentário. Willa imediatamente arregalou os grandes olhos azuis e guinchou, falhando na sua tentativa de não deixar o outro casal ouvir suas repreensões: “Valet! Por que você está se comportando assim?!” O namorado apenas deu uma risada fraca e sussurrou: “Fala sério, ele pediu.”
“Bom, isso eu tenho que assumir, não foi muito inteligente” Willa disse, em um tom de voz baixo o suficiente para que só Valet ouvisse, a respeito do comentário de José sobre a Inglaterra. Ele balançou a cabeça levemente, sorrindo, indicando que concordava. “Já que você está com três ingleses, na capital da Inglaterra, cercado de vários outros ingleses” completou a fala de Alice, confiante de que ela estava tendendo mais para o seu lado na discussão. Isso é, até ser repreendido também. Valet se soltou de Willa, que segurava sua mão direita, e ergueu os braços, como quem se rendia. “E qual é o problema? Eu tenho alguns conhecidos que não devem ser imigrantes legais. Inclusive, gente boa eles. Vai que o Ligeirinho conhece alguns dos meus parças?” retrucou, se defendendo. Claramente estava apenas tentando começar uma briga com José, não encontrar amigos em comum, mas não queria que Alice percebesse que só tinha uma intenção. Além disso, mencionar seus amigos fora da legalidade poderia deixar o espanhol mais irritado, considerando que Valet supunha que José vinha de uma família tradicional e de bom poder aquisitivo. Willa revirou os olhos e segurou a mão do namorado novamente, puxando-o na direção que Alice estava seguindo.
“Você está sendo ridículo” ela sussurrou, com um sorriso amarelo, tentando fazer os outros pensarem que estava tudo bem. “Eu estou sendo um bom amigo” corrigiu, desta vez acreditando no que dizia. “Esse cara não presta, eu já disse. A Lis merece coisa melhor.” Willa desmanchou o sorriso e cruzou os braços, com um olhar de decepção claro. “Tipo quem? Você?” despejou. Parecia prestes a chorar, mas Valet sabia que ela jamais faria isso em público. “Por que você não termina comigo logo? Por que fica me fazendo passar por isso?” Ele bufou em resposta e ficou em silência por alguns segundos. Willa era sua segunda namorada e, assim como a anterior, parecia não tolerar que houvesse outra garota em sua vida, mesmo que não tivesse nenhum sentimento romântico por ela. “Por que você não termina comigo? É óbvio que não confia em mim” falou, irritado, mas mantendo o tom de voz baixo. Willa não respondeu.
Prank | | Peter & Alex
Tédio, era a palavra que Peter descrevia aquela manhã. Mas o rapaz não pretendia ficar daquele jeito por muito tempo, logo pegou seu caderno de pegadinhas e possíveis piadas, sim, o moreno havia uma caderno com suas possíveis pegadinhas e as que já foram feitas – para que não fossem repetidas. Folheou as páginas já surradas, o garoto não sabia exatamente quanto tempo ele havia aquele caderno, mas pelo estado das folhas e a capa indicava que poderia ter uns três anos ou mais. Depois de ter escolhido a pegadinha deixou o seu caderno em uma gaveta qualquer do seu guarda roupa, e logo saiu a procura de bexigas para seu plano. Logo encontrando em baixo da cama de alguns dos seus companheiros de cabanas. “Por que alguém traria bexigas para cá?” Perguntou em voz alta enquanto pegava seu casaco antes de sair.
Correu até um lugar que estivesse com uma maior concentração de campistas. Logo procurando uma árvore que desse para jogar as bexigas sem ser notado. E que se tornasse fácil de acertar a pessoa, não muito longe e nem muito perto das vítimas, tinha quer meio termo. Logo encontrou a árvore perfeita, subiu com alguma dificuldade por estar segurando uma sacola com várias bexigas e por está congelada o que a cada minuto o garoto quase escorregava, mas depois de um bom tempo ele conseguiu subir. Ficou no terceiro galho e ficou por um instante na procura de uma vítima, encontrou uma garota loira passando bem embaixo da árvore em que estava, pegou uma bexiga rosa e jogou sem pensar duas vezes. E se controlou para não ri quando viu a garota sair correndo, sem querer saber quem foi o culpado daquilo.
Aqueles que avistavam Valet caminhando pela manhã já deveriam supor que ele havia levantado cedo para tomar ar fresco, como boa parte do acampamento fazia, contudo, a verdade era que sequer tinha dormido. Era uma pessoa noturna e a ansiedade que aquele acampamento e suas dívidas lhe causavam apenas pioravam seus hábitos. Depois de horas e horas tentando dormir, bem depois do nascer do sol, desistiu e decidiu sair da cabana a fim de tomar algumas várias xícaras de café para se livrar do cansaço.
Saiu do refeitório com um copo descartável com o que completaria seus três quartos de litro da bebida e, após andar sem rumo por um tempo, entrou na área da floresta. A solidão normalmente o deixaria com mais sono ainda, no entanto, os perigos da floresta de Andalasia o mantinham em estado de alerta. Valet não esperava que algo fosse acontecer naquele dia em especial, porém, sentiu adrenalina ser liberada em seu organismo ao ouvir o grito de uma garota. Talvez mais por curiosidade do que por heroísmo, correu na direção do som. Foram cerca de dois minutos até desistir de encontrá-la. O que teria acontecido? Levando em conta os eventos passados naquele acampamento, nada seria surpreendente, então pegou o galho mais grosso que encontrou no chão para se defender e encostou-se em uma árvore de tronco largo o suficiente para proteger suas costas, esperando que algum monstro ou algo do gênero aparecesse.