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Se a vida te der um pão faça um X-Tudão.
Leticia Cunha
Quarenta Minutos
Por Wallas Freitas, 2015.
10 de Janeiro de 2012. Em um dia nublado de inverno Dona Zita, resolve fazer cupcakes para o café da tarde, e já que era uma receita de família, muito tradicional, renderia muito, mas como só moram em sua casa três pessoas sobram muitos bolinhos. Para não ter que desperdiçar a tão preciosa delicia comestível ela manda Raquel ir levar os que sobram para sua vó: - Filha, Filha, RAQUEL. Raquel,16 anos filha de Dona Zita e Senhor Jorge nascida em Florianópolis - Santa Catarina, uma garota linda, cabelo longos e castanhos, alta e magra, de olhos azuis e com a pele branca, exemplar, obediente, pelo menos era o que se achava de uma menina que ia a escola todos os dias e não queria faltar sequer quando estava doente, só tirava notas dez, era estudiosa e dedicada em tudo que fazia, a menina perfeita. - Oi mãe desculpa não estava escutando. Estou no meio do dever, o que a senhora quer ? - Filha como sobraram muitos bolinhos do café eu quero que você leve o restante la na casa da sua vó, mais vai rápido antes que escureça. - Tudo bem mãe (Bufa), mas antes deu ir deixa eu ir escovar meus dentes. - Pare de ser mal educada e vá logo ! Ah e antes que eu me esqueça vá pela Rua Cinco e não pela ciclovia, pois fiquei sabendo que andam fazendo coisas muito erradas naquelas bandas. - Mas mãe esse é o caminho mais longo, vou demorar uns quarenta minutos. - Não importa , com tanto que volte até o jantar e você faça oque mandei. - Okay Okay, agora deixa eu escovar meu dente pra ir logo. Zita era religiosa, com isso ensinando todos os conceitos para sua filha, que foram lhe passados na igreja, mas ela não queria saber disso, pouco acreditava em Deus, seus presseitos era de que se estudasse seria bem sucedida e não importava sua religião seria fiel a aquilo que escolhesse, mas sua mãe pensava diferente e não aceitava isso em sua filha, insistia em ensina-lá sobre o catolicismo, e até a subornou para que fossem a igreja juntas. O contato entre as duas não era lá perfeito, tanto que Raquel já tinha desobedecido sua mãe inúmeras vezes, até bolando aula para chamar a atenção, essa brincadeira lhe rendeu uma grande castigo, que durou intermináveis 3 meses, sem contato com nada, só indo para a escola e voltando para casa, isso fez com ela quisesse retornar ao seu habitual, sendo a mesma garota perfeitinha, porem com seus momentos de rebeldia. Após escovar seus dentes ela grita: - Mãe já estou indo. - Tchau filha, cuidado e fica com Deus, e leva o guarda chuva que o tempo não esta muito favorável. - Tchau. Raquel pega o guarda chuva, a caixa com os cupcakes e sai as pressas antes que sua mãe comece a falar novamente. Ao sair de sua casa, pensa consigo mesma, porque vou demorar tanto sendo que posso ir cortando caminho pela ciclovia e o tempo pela metade, eu aproveito e ainda passo na casa da Julia. E assim seguiu. Chegando lá ela avista Jonas, uma antigo amigo do fundamental que sem razões plausíveis parou de estudar repentinamente, ele foi próximo de Raquel quando a garota dava seus colapsos rebeldes, ele até foi seu ficante por um tempo. Mas quando sua mãe descobriu logo tratou de afastar os dois pois ela achava que o garoto não era boa influencia a sua filha, e induziria ela a fazer coisas erradas. Acenando grita: - Oi John, John sou eu a Ra. Fingindo que não ouviu, ele sai pela lateral da ciclovia entrando em uma rua deserta. Ela sem entender nada, continua andando descompromissada e lentamente. Até que uns cem metros a frente avista-o novamente, dessa vez parado em um muro, não demora muito ele olha pra ela novamente e sai andando, adentrado as ruas. Já meio assustada Raquel começa a andar mais rápido, quase que uma corrida arrastada, porém, ela e surpreendida com a presença dele, novamente, só que dessa vez atrás dela e no telefone, já assustada, começa a correr mais rápido, quando ao cruzar com uma linha de pedestre é pega pelo braço por um homem de meia idade, desconhecido e amedrontador, ameaçando de que se não o acompanhasse iria morrer. Raquel com medo, acompanha o moço, levada a força e ao berros, quando o moço que segundos depois se apresenta por Francis, tampa sua boca e a carrega no colo até um matagal, onde Raquel é amordaçada e algemada com panos. Se passa alguns minutos John chega e dialoga com seu comparsa: - Já esta tudo pronto ? - Sim, dessa vez nós só brincamos, mas o jogo vai ter que ser lento e meticuloso. - Muito bom, leva ela pra casinha aqui atrás tira a roupa dela e me espera, que os brinquedinhos estão em outro lugar. - Hoje a brincadeira vai ser divertida (Risos) Francis leva-a, puxada pelas algemas até a casa que se encontrava atrás deles, escondida por algumas arvores e bem destruída ela era ideal para o plano dos dois, após entrarem ele tira a roupa da moça, a deixando totalmente nua, e liga para John, que diz: - Oi? Calma ai não começa nada, já estou chegando. - Okay mas vem logo por que não sei quanto tempo posso aguentar. Cinco minutos depois John chega, com uma bolsa de academia, que percebesse estar cheia, pelo barulho que faz ao ser colocada no chão. Os dois desabotoam suas calças, e um pergunta pro outro, quem vai primeiro, Francis se oferece, e John passa a vez, sem qualquer tipo de proteção ou preocupação ele faz sexo com Raquel, enquanto a mesma chora de repugnância e ódio, já John, só assiste, com um olhar frio, seus olhos castanhos transmitem a sensação de ódio inabalável, ele assiste como se fosse um espetáculo de circo, a qual a graça da brincadeira é se machucar. Seu amigo se sentindo por satisfeito abotoa as calças, e sentasse dizendo para John que agora é sua rodada, ele já mais preocupado com seu bem estar, se protege contra eventuais DSTs, mas sem preocupação em violar as partes intimas da jovem vai em frente, olhando diretamente para seus olhos, com um sorriso falso e sem escrúpulos. Apos o estrupo, os dois se reúnem fora da casa, e começam a cochichar, ao retornarem começam a vasculhar a bolsa, e pegam uma tesoura de jardinagem grande e enferrujada, Francis empolgado, tenta pegar a tesoura da mão de John, ele se irrita, e finca o objeto em seu peito, seu comparsa todo ensanguentado cai no chão com o mesmo, ainda sobre seu coração, sem tempo de sequer dizer nada começa ele sangra pela boca se afogando e morrendo de uma forma tão indigna quanto se era merecido, ao retirar a tesoura do recém morto ele limpa a mesma em sua blusa, e fala: - O que vou fazer com você minha doce princesa não e melhor nem pior doque oque eu fiz com esse canalha!, pelo menos você morrera dignamente, pois um dia te amei e sempre te amarei e aquela que possui meu coração será louvada por mim, como uma rainha, mas aquela que destrói meu coração será amordaçada e queimada. (Gritando diz:) - Já que você não vai ficar comigo não ficara com mais ninguém. A tesoura é fincada em sua cabeça, fazendo com que ela se reparta, deixando uma poça de sangue da jovem menina, enquanto seu cranio cai ao chão, John vai até a bolsa novamente, e pega um buque de rosa e uma caixa, a qual continha duas alianças, escritas “Ao meu mais sincero amor” ,colocando-a uma no dedo de Raquel, e a outra em seu próprio, se deitando no chão a dizer: - Eu Morrerei, pois assim como Romeu se matou por Julieta eu me matarei por você minha doce amada. Ele pega o buque e coloca entre os dois, pega a tesoura caída, e enfia em seu peito, olha para frente e avista uma caixa escrita “Para você querida vovó, os cupcakes da mamãe”, escorrendo uma lagrima de seu rosto, que se vira para sua amada.