Maternidade. Nunca achei que fosse tão difícil, nunca imaginei que fosse me frustrar tanto. As vezes me pego sozinha olhando pra esse ser fazendo birra e já sem nenhuma paciência sem saber como lhe dar com aquela situação. Sim, as vezes eu fico esgotada, esgotadíssima, as vezes a única coisa que quero é sumir por uns instantes. Eu sou humana e é difícil pra mim criar alguém quando eu nunca soube nem cuidar da minha vida, quando eu sempre fui tão dependente, quando eu sempre fui tão ‘’largada’’. Mas se quer saber se quero outra vida? Não, eu não escolheria outra vida nem nos meus maiores surtos de estresse. Eu amo essa rotina, eu amo minha vida assim, mesmo surtando na maioria das vezes, eu amo minha filha, eu amo o jeitinho dela, as manhas, os dengos, eu amo o sorriso dela, eu amo o carinho que raramente ela me dar, mas quando me dar, ah, eu ganho o dia. Faço tudo por ela, tudo possível e as vezes até o impossível, quero sempre que nunca falte na vida dela o que muitas vezes faltou na minha. Eu a amo tanto, tanto que chega dói. E sim me sinto as vezes a pior mãe do mundo, mas ai lembro que to fazendo e dando meu máximo e que nunca irei ser perfeita. E que sim, ela vai me achar chata as vezes por proibi-la de fazer o que não deve, o de não deixar comer um doce antes do almoço, ou de ficar sem tomar banho só pra ficar em frente a TV, mas mesmo assim ainda serei a MÃE, aquela que acolhe na madrugada, aquela que levanta quando ela cair, aquela que mesmo cansada vira noites enquanto ela ta doente, aquela que deixa de comer pra dar pra ela muitas vezes, que deixa de comprar pra si pra comprar pra ela, que pensa sempre nela em primeiro lugar e que todas as noites pede a Deus em oração para que ele a proteja, quando eu não puder e não tiver por perto. Sim, a maternidade é muito difícil, mas no final, vale a pena.