O coração de Nica se derreteu todo ao ver a morena sair de sua casa. A analisou por completo e sorriu ao final, não conhecia a fantasia que a mulher usava, mas de toda forma, havia ficado maravilhosa. “Eu? Lia, você está perfeita.” disse pegando de leve sua mão e beijando fracamente, antes de soltar novamente. A menina não sabia o que era, ou o porque, mas no primeiro encontro havia percebido que a mais velha sempre ficava um pouco arisca quando Nikki lhe encostava tempo demais e a menina decidiu que hoje deixaria a morena tomar a maior parte das iniciativas. “Você falando assim me faz parecer até importante, Amalia.” disse brincando. Ficou mais alguns segundos lhe encarando, com um sorriso bobo, antes de lhe puxar para um rápido selinho e se afastava novamente. “Vamos indo então? Estou animada para hoje.”
Amalia realmente estava apaixonada, não tinha como negar o jeito bobo que ela ficava com a simples presença da garota na sua frente mas não queria mostrar aquilo, achava que era melhor não demonstrar absolutamente nada além de um mero flerte. Sem contar que não gostava nem um pouco de imaginar contatos físicos demais que poderiam ocasionar de algo mais sério, embora soubesse que precisava acabar com aquela fobia que tinha. — Mas você é especial, não pense o contrário… bom, é especial para mim. Caso contrário, não estaria nem saindo de casa para ir nessa festa. — falou calmamente para ela, os olhos claros fixos no rosto da mais nova, porém, quando ela pegou sua mão — ainda que coberta pela luva — sentiu o reflexo de puxá-la do toque, mas conteve-se pois sabia que poderia magoar a morena e a última coisa que queria era aquilo. O selinho, é claro, lhe pegou de surpresa embora um pequeno sorriso tivesse se formado em seus lábios — Bom, vamos? Vamos apartar até lá ou você prefere o jeito trouxa? — indagou divertida, colocando as mãos nos bolsos da calça social da fantasia embora tivesse a grande vontade de segurar a mão da outra, mesmo sabendo que não iria gostar daquilo… faria um sacrifício por sua garota, acabando por tirar a destra de dentro do bolso e estender para a dela, segurando-a de modo a entrelaçar os dedos ainda que se sentisse extremamente desconfortável.