Primeiro Amor
Analogia de uma longa metragem pujante,
Aposento e uísque com direito a atriz coadjuvante,
Lua crescente, uma desmedida paixão veio a brotar,
Aventureiro coração, mal sabia aonde iria parar...
Doou-se vendendo sua carente alma,
Ainda que premeditada derrota fosse certa,
Alistou-se cegamente nesta perigosa batalha,
Desarmado em um campo minado se detonou...
Conquistou diversos territórios, os quais sobrevoou,
Em tempestades colossais várias aeronaves derrubou,
Até o momento que uma asa se soltou,
Em parafuso velozmente em solo mergulhou.
No entendo, desta sangrenta guerra veio a se esgotar,
Sobrando alguns pedaços decidiu-se remendar,
Pois permanecia decidida a triunfar,
Visando o dia o qual em paz iria amar...
Não obstante decrépito coração,
Chorou, sofreu, lacrimejou, padeceu,
Por um amor sem limites limitado,
O qual habitava um cárcere libertado...
Uma paixão alegre triste, ingênua maléfica,
Um tanto insaciável se bastava, era acompanhada solitária...
Uma sina enfeitiçada,
E por tantas vezes comprometida solteira...
Muitas vezes esquecida, mas gostosa de rememorar,
Um amor sem despedida, talvez por acreditar,
Que mesmo que com tantas contrariedades, uma eternidade iria durar...












