Vou te amando E me frustrando E sobrevivendo Por um fio...
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Vou te amando E me frustrando E sobrevivendo Por um fio...
Take me, free me, see through to the core of me. Take me, free me, there will be no more pretending...
A beira dos 18
Pra quem tem só 17 anos e quase 12 meses, o que eu tenho pra dizer pro mundo é bem extenso.
Possuo esse tumblr desde os meus quatorze anos. Foram-se quatro anos contando agonias, sofrimento, subidas e recaídas.Tem muita coisa dessa minha adolescência conturbada.
E se hoje, tem algo que eu preciso dizer é que o tempo realmente ensina. E como. Às vezes, da pior forma, na marra, e sem avisar. É pra aprender, mesmo, e de vez.
Nesse meio tempo, em meio a turbulência que minha cabeça ainda é, percebi que a cada ano, eu idealizava algo diferente pra mim. Provavelmente no final do ano, a única conclusão que eu chegava era a intenção de óbito mesmo. E eu nem posso prometer que esse ano será diferente, já que comecei o mesmo já tentando de fato chegar ao meu falecimento. Ao falecimento de tudo que fui ou poderia ser. Não se engane, não virei uma pessoa otimista e muito menos consigo enxergar minhas qualidades... A única diferença é que tenho tentado mais. Isso. Apenas tentado. Antes eu só pensava. Antes eu corria. Agora eu pelo menos tento. Tentei emagrecer, e 14kg se foram. Tentei esquecer todas decepções do passado, tentando olhar apenas que eu era ingênua demais pra lidar com tudo, e consegui. Ou melhor, apenas deixei o que era necessário e deixei o resto pra lá.
Tentando viver novas coisas, novas pessoas, novos cheiros. É assustador. Porque por mais que eu já esteja chegando a maior idade penal, eu ainda me sinto uma menininha cheia de medos que precisa do colo do pai de vez em quando... Talvez porquê não tive a oportunidade aproveitar esse colo durante muito tempo, pois logo ele adoeceu e eu tive que lidar com tudo isso só.
Eu antes idealizava praticamente um príncipe encantado que me entederia e que me amaria assim. Idealizei errado, e muito. Esse príncipe não existe..Ou melhor, não desse jeito, não perfeito, não cheio de amores e compatível a tudo que eu ofereço e digo. Até entender que simplesmente ele jamais apareceria. Porque provavelmente eu posso ter afastado o mesmo, ou ainda farei isso. Assustando, botando terror sobre mim e sobre minha síndrome. Por medo. Medo de me envolver. De ser amada. De ser eu. De simplesmente aceitar que alguém gosta de mim. Eu aceitei esse ano o desafio de tentar ser feliz, mas confesso que meu medo é maior que qualquer desafio já imposto. É É difícil ver todas as conhecidas amando ou sendo amadas e ostentando o quão a auto estima delas está lá em cima. Eu nunca tive esse momento, ou se tive, não foi verdadeiro.
A realidade é que a vida vai ficando mais difícil e não há livro que explique como lidar com todas as responsabilidades, idas e vindas e escolhas.
O grande problema é procurar a perfeição nas coisas, nas pessoas, e até achar. Mas eu não acho em mim. Nada. E a minha inferioridade começa ai. De todos os bons rapazes que já tirei da minha vida por não achar que sou o suficiente. Ou de todas as vezes que me chamaram pra ir à alguma festa mas pensei o quão de meninas mais bonitas que eu teria lá, e não ir. Viver com esses complexos é intenso e definitivamente destruidor. Eu expulso tudo de bom por não achar ser suficiente. Eu expulso tudo que possa ser bom por não querer nem tentar e saber do possível fracasso.
De traumas e problemas eu tenho histórias, mas coisas alegres, histórias de amor...Não tenho, desculpa decepcionar.
Queria achar no google a resposta pra a pergunta ‘’ Como ser uma pessoa incrível?’, mas não tem. E eu já tentei por tantas vezes mudar quem sou pra ser feliz com outro alguém, pra se encaixar, pra viver, mas foi falho, porque não era verdadeiro.
Essa sou eu. Sou a que escuta e dança Backstreet boys no banheiro, que tem a discografia completa de Sandy & Jr, e chora com as músicas de Aguilera e James Morrison. Que põe filmes que eu já sei o final de tanto ter visto, mas eu sei que vou chorar da mesma forma. Que trata cachorro como filhos. Que acorda todo dia com medo de receber uma ligação avisando sobre o falecimento do meu pai. Que tem medo de crescer, mas é inevitável negar que mulher já sou. Que sou uma ótima amiga, mas sou péssima mulher. Que a minha insegurança me corrói e chupa qualquer bom dia que eu possa ter.
Se você tá na minha vida agora, eu espero muito que fique, mesmo eu sempre dando argumentos pra você ir. Porque eu sou racional. Eu sei que é o certo. Mas eu não sei o que é tentar não ser assim.
Descobri a beira dos 18, que apesar de saber tantas coisas, ainda nada sei.