na escuridão do mundo
eu me encontro
perdida,
vazia,
tudo gira menos eu,
encolhida em um canto
estagnada,
me sinto só,
com frio,
não enxergo o que está a minha frente,
só vejo o meu passado
e a dor sempre presente.
nos meus sonhos o tempo todo
me atiro do penhasco,
caindo em câmera lenta,
olhando lá debaixo
aquilo que eu não posso alcançar,
aquilo que eu não posso amar.
sou só eu numa imensidão
com o vento a soprar
tornando-se cada vez mais um turbilhão,
destruindo tudo ao meu redor,
fazendo de cada pedaço meu
cacos,
sou transformada em minúsculos pedaços
impossíveis de juntar,
sou espalhada para todos os cantos,
e todos só conhecem meus fragmentos.
não sou nada.
sou o pó.










