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colorsofthxwind:
“ — Tala estava atônita com os novos acontecimentos e o pior era: haviam pessoas que apoiavam aquelas atitudes ridículas. Cada dia que convivia com riquinhos mimados, filhos de heróis, gostava menos deles, ou pelo menos, tinha menos empatia pela maioria e embora ela tentasse não julgar as pessoas por quem seus pais eram, aquilo e os comentários pelos corredores não ajudavam em muita coisa —— É sério que as pessoas vão agir como se nada estivesse acontecendo? Tem gente comendo e cagando pra decisão que foi tomada. Isso é extremamente ridículo. É a mesma coisa que falar que só porque eu sou filha de Pocahontas eu posso evitar duas guerras entre a Inglaterra e os Indígenas. O que é idiota porque eu nem gosto daqueles mauricinhos de sapatos ilustrados. Eu nem gosto de sapatos. Não dá pra ficar sentada olhando isso acontecer mais que merda é que se pode fazer? Ficar plantada na porta da Fada Madrinha? Você viu a cara dela? Aposto que ela não tem poder nenhum pra reverter isso. Eu tô me sentindo inútil por ficar aqui tomando suco no café da manhã enquanto gente boa tá lá naquela ilha passando por sei lá o que. — a Smith falava compulsivamente, como se aquilo pudesse suprir a frustração de estar de mãos atadas para ajudar gente de sua própria casa, ou de gente que gostava mais do que daqueles que tinham ficado no castelo. —— A próxima pessoa que falar que foi uma decisão sábia mandar os filhos de vilões pra suas casas, vai levar um soco e eu nem sou agressiva, mas tô com raiva. ”
Em parte, Nellie concordava com as palavras da filha de Pocahontas, todavia, seus olhos foram se estreitando conforme o monólogo se aproximava do fim. “E você não está agindo como se nada estivesse acontecendo?” questionou, incomodada com a contradição de Tala. A garota parecia desejar apenas criticar atitudes alheias — ou a falta delas — para descontar a raiva. “Como você mesma disse, não tem muito o que se fazer. Já procurei a Fada Madrinha para procurar respostas, mas ela se recusa a atender a porta, nem deve ter controle da situação mesmo.” Nellie suspirou. A diretora era sua única esperança; se ela não podia fazer nada para salvar os bons filhos de vilões, quem poderia? “Tem uma sugestão melhor além de esperar?”
kngsleys:
“ Kingsley não se caracterizava como um revolucionário, mas visto que grande parte dos filhos de heróis que permaneceram em Ethereal continuaram vivendo suas vidas como se nada tivesse mudado, o moreno via aquilo como uma injustiça. Quando todos se encontravam no refeitório, o Fitzherbert subiu em uma das mesas que ficava bem no centro do local com um megafone em mãos. – Ow, vocês ‘tão me ouvindo? – quis fazer apenas um teste, mas o som estava ainda mais alto que o desejado. – Galera, é o seguinte, que porra é essa que 'tá todo mundo agindo normalmente?! ‘Tá faltando gente aqui conosco, muita gente, e vocês não estão nem ligando?! Pega o celular aí e fala pros seus pais pararem de falar merda pra Fada Madrinha. Só porque os caras são filhos de vilões, não significa que sejam pessoais ruins, e alguns de vocês até tinham amizade com eles que eu sei. Pô, cadê a lealdade? Não podemos deixar um amigo nosso na mão, sabe-se o Espelho o que eles estão passando lá nesse exato minuto. Podem estar em perigo e vocês aí de braços cruzados. – desligou o aparelho que tinha em mãos, não poderia falar mais nada ou iria se irritar de verdade, então apenas falou no seu tom de voz normal antes de descer da mesa – É isso aí, qualquer coisa me processa, se conseguirem, claro. ”
O modo como Nellie vinha agindo desde que notara o número anormal de alunos em Ethereal não se caracterizava como normal. Sentia-se mais segura com a ausência de certos filhos de vilões, todavia, mantinha-se em negação toda vez que pensava nos nativos de Forsaken que haviam conquistado sua simpatia. Tentava encontrar outras justificativas para os sumiços e, ainda assim, mostrava sinais de nervosismo, de temor. Uma ferida havia surgido em seus lábios de tanto mordê-los, seu esmalte estava anormalmente lascado nas pontas, os olhos procurando por sinais de seus amigos de Forsaken a todo instante. Desejava livrar-se de alunos que representavam ameaça, não de todos os filhos de vilões! “Você... acha que aconteceu alguma coisa no caminho de volta para cá?” perguntou a Kingsley, assim que ele deixou o megafone. Era menos perturbador imaginar aqueles como Cameron flutuando em alto mar ou sobrevivendo em uma floresta do que aceitar que estariam em Forsaken sendo perseguidos por traição.
malliehook:
Mallie vai para um dos becos da escola e ascende o seu cigarro, até que avista alguém passando. “Aceita?”
Quando o forte odor do fumo chegou às suas narinas, Nellie tossiu e abanou a fumaça para longe do rosto. “Não, obrigada?” respondeu, indignada com a ousadia da garota. “Isso é contra as regras, sabia? Acho que você pode até ser suspensa.”
kngsleys:
“ Alguém deixou cair esse kama sutra… é seu? Você tem cara de quem faria o que tem na página vinte e sete. – abriu o livro e apontou para a posição que estava se referindo, e estendeu os braços para que a outra pudesse ver também. – Ei, calma, foi só uma brincadeira! Eu não estou sugerindo que você seja uma princesa pervertida ou algo do tipo. – tentou explicar-se, mas antes que pudesse perceber, já estava rindo da situação enquanto a garota saia bufando pelo corredor. – O pessoal daqui não costuma lidar muito bem com algumas piadas.”
Observando a brincadeira de Kingsley de longe, ela balançou a cabeça. Pobre garota, deveria se sentir mortificada naquele momento! Se não estivesse acostumada à natureza do primo, Nellie teria repreendido-o, no entanto, sabia que nenhum sermão surtiria efeito sobre o humor duvidoso do filho de Rapunzel. Ela se aproximou e parou ao lado dele, observando a vítima da brincadeira afastar-se. “Você por acaso arrumou esse livro só para fazer isso?” perguntou, calmamente, apoiando a cabeça no braço de Kingsley. “Sabe, vai ser difícil você arrumar uma namorada se ficar assustando as garotas assim. Ela era bonita até.”
goddessxtheia:
As esferas no mesmo tom da maçã verde presente na salada de fruta que ambas comiam giraram em suas orbitas, não estava irritada com a amiga, e sim consigo mesma. Permitiu que as pálpebras privassem a visão enquanto lutava para colocar os pensamentos no lugar, soltou o livro e quando reabriu os olhos um sorriso genuíno enfeitava os lábios vermelhos da patinha. ——— Magina, o Ciso não seria esse tipo de cara. A mão fora erguida para em seguida abaixada, como se estivesse dispensando o assunto com o gesto. Era de conhecimento geral que a jovem fazia vista grossa para as coisas que o outro fazia. Tocou o braço de Nellie como se estivesse suplicando. ——— Me desculpa, é difícil segurar ciúme fraternal, você me entende, não é? Não sabia exatamente porque escondia os próprios sentimentos da loira, talvez fosse por receio que a amizade de ambas nunca mais fosse a mesma. Toda a confusão tornou o controle de sua metamorfose um tanto mais difícil, os fios antes loiros platinados se tornaram vermelhos intenso. Detestava que seu corpo lutasse contra ela boa parte do tempo. ——— É quase tão frustrante quanto controlar essas mudanças.
Pelos detalhes que descobrira a respeito da reputação de Narciso, Nellie imaginava que ele seria sim um libertino — até mesmo Maeve, uma novata, possuía histórias para contar —, no entanto, não insistiria no assunto. “Um pouco...” respondeu à pergunta. Sentia ciúmes de seus irmãos quando eles não lhe davam atenção ou quando era dispensada por preferirem passar o tempo com outras pessoas. Ainda assim, nunca se sentira incomodada quando sabia ou imaginava que um deles estava paquerando, beijando ou namorando alguém. Se aquele diálogo fosse o inverso, Nellie apenas riria com Aletheia e usaria a informação para provocar o irmão em questão. A amiga, contudo, parecia ter elevado o sentimento a outro patamar, enciumada por conta de um flerte que havia durado apenas alguns minutos. Estava com o cabelo rubro, o que a princesa interpretava como algum conflito interno. “Você está bem? Você... está brava comigo?” questionou, temendo qual seria a resposta dada por Aletheia. “Eu nunca mais nem olho para ele, prometo!”
waterheir:
Foi uma aula particularmente animada, suas pernas colaborando em manter o movimento e o equilíbrio perfeito enquanto cruzava a sala atrás do barquinho enfeitiçado por si. Demonstrações de funcionamento e construção de objetos náuticos, seus assuntos preferidos. Ocean pegou o barquinho no ar, os dedos sentindo a umidade salgada do casco da minúscula embarcação, e guardou na bolsa com imenso cuidado. No meio tempo jogando, retribuindo e dando despedidas simpáticas e lembretes do próximo trabalho. — Uma boa excursão marítima não é nada sem uma excelente invasão, ainda mais uma amiga. — Ocean estava acostumado com rostinhos novos ver o outro, geralmente de alunos que traziam os amigos na aula para seguirem juntos ao final. Outros assistiam por interesse, ver como era. A garota entrava na categoria que ele mais gostava, de futuros alunos tão interessados quanto ele mesmo. — Fico feliz em ganhar mais uma para o lado certo desse embate náutico. Mas, desculpe, como se chama? Tem aqui… — Procurou na bolsa o papel criado e deparado para essa ocasião. — Aqui, é uma avaliação da matéria. Como você só viu uma aula, não precisa responder a tudo, só a última questão, sobre os horários. Dependendo do interesse, posso abrir outra turma, ou mudar essa de horário. — Como professor de uma única matéria eletiva, Ocean tinha tempo de sobra para conciliar com as tarefas de Atlântica e o cargo de diretor. As aulas podiam muito bem ter outro lugar na semana. — Como estão suas aulas? Muito puxadas?
"Concordo plenamente” respondeu, ainda sorrindo, mesmo sem entender a brincadeira com excursões marítimas e invasões. Já imaginava que Ocean não ficaria incomodado com a intrusa, todavia, os olhos de Nellie brilhavam por saber que sua presença era mais do que bem vinda. Não tão bem vinda quanto ela gostaria, contudo, aquele cenário já poderia ser considerado um dos melhores possíveis. Enquanto ele procurava pelo papel, a princesa aproveitou para dar um passo a frente. “Pode me chamar de Nellie.” Claro, nenhum de seus professores usava o apelido — com exceção de sua prima Khione fora das aulas —, entretanto, não se importava em entregar tal intimidade para Ocean. Mesmo tendo assistindo a apenas uma aula, já sentia que podia responder toda a avaliação da disciplina, preenchendo todas as lacunas com a pontuação máxima. “Seria excelente, tenho muito interesse. Mal posso esperar para ficar do seu lado... no embate náutico” falou, forçando um sorriso mais largo após a correção final, constrangida pela própria indiscrição. Qualquer um que a conhecesse bem poderia imaginar a linda e hipotética história de amor verdadeiro que passava por sua mente. Talvez seu destino fosse Ocean, afinal. Anna havia encontrado o amor de forma inesperada, por que o mesmo não poderia acontecer à sua filha? “Um pouco, mas ainda consigo livre para fazer outras coisas. Acho que não vai ser tão difícil encontrar um horário compatível.” Nellie tomou delicadamente o papel das mãos do professor e puxou uma da bolsa uma caneta com tinta perfumada. Inclinou-se sobre a mesa e anotou os buracos que possuía em sua grade, mas também tomou a liberdade de marcar o número de seu telefone. “Aqui está. Se tiver a possibilidade de criar outra turma ou qualquer coisa, pode me contatar.”
gasparjxhook:
Dá pro gasto, mas fico com a opção desse reboco que vocês passam na cara, serviria bem até pra mim nesses dias de merda. Dor de cabeça passa, pelo menos não está vomitando pelos cantos igual uma porca, isso sim seria horrível para a sua imagem.
Teria como você ser mais rude?
vmcthyst:
— Devo dizer que minhas experiências com isso são limitadas, fico me perguntado que se eu não tivesse meus pequenos poderes, o que faria.
Você não sabe fazer maquiagem? Eu posso te ensinar! Sou quase uma expert.
goddessxtheia:
A ideia de estudar nos jardins parecia perfeita e estava se mostrando agradável, principalmente por ter ao seu lado Nellie, a amizade de ambas vinha se mostrando sincera desde antes de Aletheia adquirir uma aparecia agradável, a considerava uma de suas melhores amigas. Os orbes esverdeados deviam estar focados nas linhas entediantes do livro que tinha na mão, mas na realidade estava se perguntando se comia um pouco mais, afinal quantas calorias teria aquela salada de frutas, podia engordar com aquilo? Bem, se fosse para ganhar peso que fosse comendo algo que gostava. Deliciava-se com um morango quando a atenção fora direcionada para a face da amiga, o sorriso fora desaparecendo aos poucos. ——— O que, meu Ciso? O esforço que sempre fazia para manter a mascara de irmã cheia de amor fraternal ruía aos poucos, o sorriso nervoso estampava a face era uma tentativa falha de esconder a possessividade utilizada no pronome. ——— Você e o Narciso?
A reação da amiga a pegou de surpresa. Nellie sentia ciúmes de seus familiares, no entanto, o modo possessivo com que Aletheia se referiu ao irmão era incomum até mesmo para ela. Com uma uva doce em sua boca, quase engasgou. Ainda assim, preferia não verbalizar o estranhamento, não gostava de discussões e não desejava perder uma amizade tão preciosa quando a da filha da patinho feio. “Hm... não aconteceu nada demais, se é isso que está pensando” explicou, mostrando as palmas das mãos em sinal de inocência. Envolver-se com desconhecidos em festas não fazia jus à personalidade da garota. “Quer dizer, ele é muito bonito, mas você sabe como eu sou exigente.” Desde que sofrera nas mãos do ostino Trevor, se tornou muito mais observadora, mais meticulosa para escolher os rapazes para os quais decidia se entregar. Nem mesmo aqueles tão atraentes como Narciso escapavam de sua análise longa e detalhada. “Ele deve ter passado a mesma cantada em metade da festa” palpitou, com uma risada sutil, na tentativa de aliviar a tensão recém criada entre as duas.
tillyofoz:
“Sorte a sua. Essa escola tá parecendo mais um lugar cheio de… Qual é o nome? Ah, zumbis. De tanto que ouço gemidos de dor e resmungos. Deprimente, really.”
É mesmo. Sabe, você nem perdeu tanta coisa por não ter ido à festa. O pouco de diversão não está compensando nem essa dorzinha de cabeça.
hexsaprince:
Que a Arendelle não tinha culpa alguma pelos atos de seus ascendentes não importava a Bjarne, assim como não estava pronto para virar a página, ou se mostrar indulgente — seu pai não o educara para aquilo. Na verdade, o que Hans repetia constantemente era que o lugar deles era em um lugar bem melhor do que Forsaken, o que não ocorria justamente por conta da existência de Anna e Elsa. “Se eu fosse do seu nível…” — repetiu em tom ácido, não conseguindo conter a risada anasalada que praticamente implorava para sair por entre seus lábios. “Chega a ser cômico, sabia? Digo, você tentando se vangloriar como se fosse melhor em algum aspecto. Conte-me, princesa, o que te faz estar em um nível mais elevado que o meu? Eu estou louco para ouvir a sua justificativa.” — o interesse pela resposta podia ser claramente notado pela maneira com que o rapaz se inclinava na direção alheia, levando o copo aos lábios e bebericando um pouco de sua bebida antes de prosseguir com sua fala. “Uh, verdade! E provavelmente seja esse o motivo para que eles caiam tão facilmente na lábia dos vilões. Dizem que basta uma canção, ou um pedido de casamento, para que alguns deles sejam iludidos. Um tanto quanto patético, não?” — alfinetou, não demonstrando qualquer arrependimento por tê-lo feito.
{flashback}
Como se fosse melhor em algum aspecto? Nellie, com sua humildade e baixa autoestima, não se julgava melhor do que quase ninguém, todavia, Bjarne era um caso especial. Ela se recusava a acreditar que existiria alguma possibilidade de ser pior ou igual a um monstro como ele. “Para começar, eu não infernizo a vida de ninguém por ser um idiota infeliz. Muito menos fico ao lado de sociopatas golpistas e culpando as vítimas que fizeram justiça. A lista é grande, posso escrever um livro com ela e autografar para você” retrucou, com o nariz empinado, tentando demonstrar uma autoconfiança que não possuía. Nada que Bjarne dissera até então, contudo, havia atingido a princesa tanto quanto suas palavras seguintes. Aquilo não a atacava apenas indiretamente, apelando para a ingenuidade de Anna e o quanto havia sofrido nas mãos de Hans; a própria Nellie, anos atrás, havia se iludido e entregado seu coração em troca de declarações falsas de amor. Tentava diariamente se convencer de que nenhuma das duas eram burras, que a culpa era exclusiva dos vilões em cada situação. Lágrimas de raiva começaram a escorrer pelo rosto da garota. “Sabe o que é mais patético? Voar para fora de um barco com um soco! Ou guardar rancor pelo que aconteceu com o idiota do pai! Muito bem feito, aliás!” Com as mãos trêmulas, Nellie tentou encher o copo com a primeira garrafa que alcançou enquanto falava. Conforme o líquido espirrava para fora, a irritação aumentava, até que a filha de Anna desistiu e jogou o copo de plástico no chão. “Argh! Eu odeio você! Você é nojento! Asqueroso! Um monstro! E você fede igual às malditas Ilhas do Sul!” esbravejou, antes de virar-se para marchar até o mais longe de Bjarne possível.
dreamxizzy:
Izzy tinha certeza que o rosto da loira era familiar. Não lembrava exatamente de onde, mas sabia que já a conhecia. Essa confusão a fez olhar estranho para a garota a sua frente, erguendo uma sobrancelha e deixando os olhos expressivos. “Sou eu…”. O estranhamento continuara até a princesa citar seu nome e de quem era filha. Daí tudo veio a tona na cabeça de Izzy… Claro! Eram bem jovens quando se conheceram; Izzy devia ter seus 9 ou 10 anos. Ao finalmente reconhecer a amiga, abriu um sorriso para ela. “Por Flora, claro que lembro Nellie. ‘Eramos amigas na infância. Uma pena você ter tido que voltar tão cedo.” Izzy levantou-se e se aproximou da filha de Anna Arendelle. “Por onde tem andado?”
{flashback}
Com as especulações finalmente confirmada, Nellie demonstrou a alegria com saltos delicados, até pular nos braços de Izzy e abraçá-la. Não possuía mais intimidade com a filha de Aurora, entretanto, aquele era o modo que tratava todos com quem tinha uma relação minimamente amigável. “Eu sei! Você não mudou quase nada!” exclamou, afastando-se para vê-la melhor. “Quer dizer, ficou bem mais alta, uma modelo. Não quer me doar alguns centímetros?” Embora não fosse baixa em comparação a outras garotas, Nellie não reclamaria se pudesse alcançar um metro e setenta sem a necessidade de usar saltos altos. “Por aqui, por Arendelle... e você? Só veio estudar aqui agora por quê?” Não poderia dizer que voltara a ter a mesma intensidade de amizade de anos atrás, todavia, Nellie sentira a falta de Izzy. Havia visitado o castelo de Aurora e Phillip algumas vezes quando criança e se divertido muito com a filha mais nova deles, mas, após tantos anos sem vê-la, não saberia dizer se o laço continuaria o mesmo. Ainda assim, estava otimista quando ao reencontro.
fairystime:
A fada fungou algumas vezes ao notar a atenção da amiga. Que a loira era um ser essencialmente dramático não havia dúvidas, mas era muito pior quando confrontada com atenção. “— Quero.” O narizinho da fada se empertigou um pouco e ela encolheu os ombros. “— Como você consegue ficar tão bem?”
Nellie ponderou por alguns segundos. “Metabolismo rápido, eu acho” respondeu, em um tom de quase dúvida. “Eu já volto, continue viva.” Nellie levantou-se com um pulo e foi até a porta da cozinha choramingar para os duendes, esperando conseguir ao menos uma caneca de chocolate quente. Como geralmente acontecia, teve seu pedido realizado e retornou para o local onde Autumn se encontrava. “Aqui está. Chocolate cura tudo” falou, entregando uma das bebidas para a amiga.
@dreamxizzy
Como amigas próximas, não era anormal ou incômodo o silêncio entre Nellie e Theia. As duas encontravam-se sentadas nos jardins de Ethereal, saboreando uma salada de frutas e fitando tediosamente livros de História dos Reinos. Uma prova se aproximava e, por insistência da filha de Anna, as duas tentavam estudar juntas. O plano de focar na matéria, contudo, não vinha correndo bem para Nellie. Bastou ouvir alguns alunos comentando sobre a recente festa que seus pensamentos correram para um assunto mais interessante. “Ai, esqueci de te contar!” começou, tocando a perna da amiga para chamar sua atenção. “Acredita que eu conheci seu irmão? Eu meio que dei em cima dele, me iludi por uns segundos, naquela festa e só descobri quem era depois. Que micão.” @goddessxtheia
Planejando praticar mais o canto, Nellie adentrava o teatro quando ouviu o encantador som do piano. Precisava saber quem dedilhava as teclas com tanta habilidade, no entanto, não desejava interromper a música. Aproximou-se lentamente até ver o perfil do pianista. Era Gustav! Teria como se tornar mais encantador? Nellie havia desistido algumas vezes de iniciar uma interação com o filho de Lumière, contudo, não o faria novamente. Caminhou com cautela até parar atrás do rapaz, ajeitando suas pequenas mãos sobre os olhos dele. “Vou dar uma dica: é a garota mais adorável que você conheceu no Tinder e que vai ficar muito chateada se você errar o nome” sussurrou, em tom de brincadeira, embora fosse realmente se chatear caso ouvisse uma resposta diferente da esperada. @delumiere