molly estava com os nervos a flor da pele o cabelo bagunçado mais do que o do costume, as bochechas vermelhas e as mãos gravadas na têmpora buscando algum conforto inútil de aliviar os sentimentos estridentes em seus peito. ela podia ver qualquer um dos amigos mas só havia uma pessoa que poderia acalma-la por isso não se importou dos boatos piorarem e foi até o dormitório de @arthursley esperou por ele lá, abraçando um dos travesseiros e tentando se acalmar com o cheiro que eles tinham dele, ainda que as lagrimas não parassem de rolar em sua face, os soluços altos indicavam que ela não estava em seu juízo perfeito, não mesmo, não que ela não chorasse mas jamais deixavam escutar, molly era durona ou tentava parecer.
quando escutou a porta abrir quase saltou da cama, a face inchada, as mãos tremulas. ❝ eles… eles… o fabian… ❞ gaguejou talvez o weasley já soubesse que a figura do irmão esteve na festa, todos dizendo que ela era louca, que ele estava vivo, aquela deveria ser a coisa mais cruel que já fizeram com si. ❝ algum imbecil se passou por ele hoje e eu só queria… ❞ grunhiu fingindo enforcar seja lá quem com as mãos. ❝ foi tão real… ❞
arthur havia dado uma saída para buscar alguma coisa para comer. ainda estava com fome, por incrível que parecesse. mas quem podia culpá-lo, afinal? ele não era um jovem em idade que crescimento? precisava de comida para isso, com certeza. ele ainda mastigava o final da maça quando abriu a porta e assustou-se com a visão de molly no dormitório, principalmente porque ela estava chorando. “molls?” ele murmurou, correndo até ela e a tomando nos braços. quando ela falou o nome de fabian, ele estremeceu. ah sim, os gêmeos falecidos, irmãos de molly, que por acaso não estavam lá tão falecidos assim. arthur sabia o quanto ela amara os irmãos e o quanto aquilo poderia ser assustador para ela. ele não havia visto fabian, mas também não queria ser mais um a chamar molly de maluca. ele suspirou. “eu não sei o que aconteceu na festa. se foi mesmo alguém se passando por ele ou se ele realmente era...” arthur não terminou a frase, para não piorar as coisas. “mas você precisa parar de chorar. vamos arrumar isso. vamos saber a verdade, eu prometo.”














