a televisão serve para ouvir vozes de quem não está preso ali, uma reprise de alguma série que não produzem mais. duho encontra um refúgio momentâneo no apartamento de asbjorn, uma vez que este ainda não teve a noiva anunciada — e duho espera que demore para acontecer, principalmente, pela coitada que perceberia que fora condenada. é a primeira vez, desde tempos, que para de frente à televisão. uma pena que nada realmente prende sua atenção.
“ qual graça disso? quem já não sabe que eles vão terminar juntos? ” ele joga o controle para o lado, sobre o sofá. e em súbita que deixa transbordar a frustração até então segurada. ele se inclina, e derruba o que tem sobre a mesinha do centro. o som de algo quebrando combina com o tiro na série. em sua mente, porém, soam os tiros durante o blackout. “ eu quero matar ela. eu realmente quero matar ela. ”
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Ter Duho em seu apartamento o deixava mais tranquilo de forma que pudesse monitorar melhor o outro e saber o que acontecia. Desde os anúncios, o herdeiro Azumabito era a sua maior preocupação, receiava pela sua sanidade e em como estaria reagindo ao exílio da sociedade visto que estava privado de todo o seu trabalho e dever. Muitos ficariam aliviados pela baixa em seus deveres tendo o prazer como nova conduta de vida, mas sabia que Duho não era assim. Escutou as suas queixas com a televisão dando risadas que passariam despercebidas pela falta de som e visão por estar em um cômodo mais distante preparando algo para que pudessem comer. No entanto, deixou tudo de lado ao ouvir um som abrupto de algo quebrando, assim, dando passos rápidos para a sala, suspirando ao ver que era apenas um copo quebrado em seu carpete. Não questionou, apenas se aproximou, se abaixando para catar os cacos de vidro com cuidado. “Eu sei que estamos em uma situação desfavorável, mas não devemos quebrar as coisas.. Ou desejar matar alguém.” advertiu enquanto separava os pequenos pedaços de vidro dentro do maior. Ao terminar de catar todos os visíveis, se levantou, olhando calmamente para Duho. “Vamos jantar, fiz aquele que gosta de comer.” disse acenando para a cozinha com a cabeça, masantes de se virar para ir até lá, acrescentou. “Cuidado onde pisa, talvez ainda tenha algum que escapou da minha vista.”











