o que diabos faria agora? kazz sentou no batente da porta, encostou a cabeça na porta e tirou um pequeno cantil de prata de seu casaco.  â  â porra â  devolveu o objeto vazio para o bolso e tirou um saquinho com doces. colocou uma balinha na boca, desejando que fosse alucinĂłgena para conseguir passar por aquilo com mais calma, mas sĂł tinha gosto de caramelo. viu vĂĄrias pessoas passando na rua. todos estavam enlouquecendo e nĂŁo era para menos. eles tinham uma rainha mais louca do que imaginavam. â  â cinco caramelos para quem estiver sentindo aquela vontade incontrolĂĄvel de cometer assassinato, eu posso ser a vĂtima â anunciou alto, balançando o saquinho no ar.
kassandra nasceu jĂĄ nadando num mar de dinheiro. era tĂŁo preciosa quanto um bibelĂŽ, perfeita e intocada. toda sua infĂąncia e parte da adolescĂȘncia foi limitada a mansĂŁo dos pais. seus dias cheios de atividades que eram dignas de uma princesa: etiqueta, dança, mĂșsica, histĂłria e por aĂ vai. ela era inocente e seus pais queriam que continuasse assim, eles tinham influĂȘncia suficiente para pedir que a colocassem no mais chato serviço militar: a secretaria.
infelizmente, logo ela descobriu. em uma de suas visitas secretas apĂłs a ultima demonstração de armas para os azumabitos, kazz foi dar uma olhada nas Ășltimas novidades. estava com uma arma em mĂŁos quando o pai a surpreendeu com a mĂŁo na botija. o susto provocou seu dedo no gatilho.
oh, como saberia que estavam carregadas? ela nunca tinha encontrado nenhuma das armas com balas antes! kazz largou a arma onde tinha encontrado e correu para o pai que jĂĄ perdia bastante sangue. naquela noite, perseus freeman morreu nos braços da filha, sussurrando âtudo bem, querida, nĂŁo se preocupe, vai ficar tudo bemâ