Arquiteta Gabriela Matos lançou um mapeamento on-line para divulgar e potencializar o trabalho das mulheres negras; em agosto será lançada a
O artigo em questão apresenta uma crítica à arquitetura, apontando que esta, historicamente, tem sido marcada pela branquitude, elitismo e machismo, refletindo as desigualdades sociais e de gênero existentes na sociedade. A autora argumenta que a arquitetura é uma expressão cultural e, portanto, carrega valores e ideologias que influenciam a forma como os espaços são projetados e utilizados.
De acordo com a autora, a arquitetura branca é aquela que segue um padrão de beleza e perfeição eurocêntrico, muitas vezes negligenciando a diversidade cultural e étnica do país. A arquitetura elitista, por sua vez, privilegia a exclusividade e o status social, valorizando espaços suntuosos e inacessíveis para a maioria da população.
No que diz respeito à arquitetura machista, a autora aponta que muitos espaços públicos e privados são concebidos a partir de uma perspectiva masculina, desconsiderando as necessidades e experiências das mulheres. Dentre as lacunas destacadas, encontram-se a ausência de banheiros públicos femininos em locais de grande movimentação, a carência de fraldários masculinos em espaços públicos e a falta de iluminação em espaços urbanos, que aumentam o risco de violência contra as mulheres.
O artigo representa uma crítica importante à forma como a arquitetura tem reproduzido e perpetuado desigualdades sociais e de gênero. A autora chama a atenção para a relevância de repensar a forma como os espaços são projetados e utilizados, visando a garantir a inclusão e a diversidade cultural e social. É fundamental que os arquitetos e urbanistas considerem as diferentes perspectivas e necessidades da população em seus projetos, trabalhando para criar espaços mais democráticos e acessíveis a todos.
O artigo "Palmas dá início à programa que visa promover mobilidade urbana com igualdade de gênero e raça" mostra a necessidade de trazer mais segurança às pessoas, principalmente àquelas que mais sofrem com a violência diariamente, e como a solução para o problema foi proposta em Palmas. A partir da criação de um tipo de política pública, chamada de AcessoCidades, o projeto contou com a divulgação e discussão de ações específicas, que discutem os métodos para efetivar tal segurança. Através de diagnóstico com relação ao uso x acessibilidade, raça e gênero, o projeto propõe-se a fazer com que o transporte seja mais igualitário.
Nas discussões, através das entrevistas, oficinas e benchmarking, cujo objetivo é dar voz à comunidade, facilitaram o mapeamento dos principais problemas do dia a dia dos usuários dos transportes públicos e aspectos norteadores para entender a desigualdade e, a partir disso, será possível implantar propostas como, por exemplo, a possibilidade de implementação de canais de denúncias, melhorias da segurança dentro do transporte público, e reorganização das estações, por exemplo. O projeto é do início deste ano e precisará de tempo hábil para que a eficiência seja comprovada, entretanto, é relevante desde a proposta, tendo em vista que trouxeram os próprios usuários para o mapeamento do problema, e não pessoas externas à realidade, o que permite com que a solução seja mais adequada à realidade.
Link Reportagem: https://conexaoto.com.br/2023/02/27/palmas-da-inicio-a-programa-que-visa-promover-mobilidade-urbana-com-igualdade-de-genero-e-raca#:~:text=2023%2010h08%20Reda%C3%A7%C3%A3o-,Palmas%20d%C3%A1%20in%C3%ADcio%20%C3%A0%20programa%20que%20visa%20promover%20mobilidade,igualdade%20de%20g%C3%AAnero%20e%20ra%C3%A7a&text=Palmas%20inicia%20nesta%20segunda%2Dfeira,o%20apoio%20da%20Uni%C3%A3o%20Europeia.
A notícia de Bruno Nogueira reporta sobre uma manifestação de cerca de 50 pessoas em frente a uma obra no lugar onde era o antigo Largo do Rosário dos homens pretos, no atual bairro Lourdes, na Região Centro-Sul da capital mineira, exigindo a presença de um arqueólogo na obra. Segundo os manifestantes, o terreno abriga vestígios históricos importantes e a presença de um profissional especializado seria necessária para a preservação desses artefatos.
A obra em questão é um empreendimento imobiliário, que tem gerado polêmica entre os moradores da região. Além da presença do arqueólogo, os manifestantes também pedem mais transparência por parte da construtora responsável e uma avaliação mais criteriosa dos impactos do empreendimento no entorno.
O artigo destaca que a prefeitura de Belo Horizonte já havia autorizado a construção no local, mas ressalta que a legislação brasileira exige a presença de um arqueólogo em casos onde há possibilidade de ocorrência de vestígios arqueológicos.
Como disse Padre Mauro “De novo a população negra, e eu sou negro, continua sem ter como contar a história de seus antepassados na cidade. É um segundo sepultamento”
Tal falta de sensibilidade da construtora responsável deixa claro como cada vez mais, a cultura e história dos povos brasileiros é apagada e marginalizada, até não restar mais qualquer vestígio.
O Largo do Rosário dos Homens Pretos era um importante espaço cultural e religioso para a comunidade negra de Belo Horizonte na época em que a capital ainda era um arraial. O local era conhecido por ser palco de diversas manifestações culturais e religiosas afro-brasileiras, como rodas de samba, capoeira, jongo e candomblé. Criado pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, uma organização formada por escravos e libertos negros que se dedicava à devoção de Nossa Senhora do Rosário. A partir de pesquisar sobre a área e com o passar dos anos, o local se tornou um importante centro de resistência e de preservação da cultura afro-brasileira em Belo Horizonte.
Grupo: Fernanda, Giulia, Larissa, Letícia, Lorena e Vinícius.
O artigo "Se essa rua fosse minha também" de Adriana Galuppo aborda a importância das ruas como espaço público e como elas podem refletir a identidade e a cultura de uma cidade. Ao longo do texto a autora coloca diferentes relatos de moradores lgbts sobre como é fazer parte da comunidade e as diferenças de tratamento que sentem dentro da cidade. A autora também destaca o papel das ruas como cenário de manifestações e protestos, e como elas podem ser usadas para reivindicar direitos e causas sociais. Ela argumenta que a revitalização das ruas pode contribuir para a construção de uma cidade mais justa e igualitária, e que é importante que as políticas públicas considerem a perspectiva dos moradores ao planejar o desenvolvimento urbano. Sendo assim, a parada lgbt que existe desde 1969 se torna uma grande conquista da comunidade, que usam do espaço público para poderem manifestar e pedir o mínimo, que é respeito para poderem ser o que quiserem. Cada vez mais a parada segue crescendo e mostrando que o espaço é público e devem ser usado por todos.
Grupo 3B: Luiza Frizone, Janara Chimeli, Juliana França, Sofia Procopio, Natalia Lima
Manifestações contra Cunha dividiram espaço com reivindicações e música eletrônica
No início do ano, em 17 de março a Público, uma plataforma online sobre notícias, jogos e outros assuntos. Forneceu o seguinte artigo: “Inteligência Artificial: Uma Ruptura Silenciosa “escrita por Samuel Gonçalves, que confronta a ruptura silenciosa entre a inteligência artificial, a criatividade e a arquitetura. O título do presente texto foi retirado de um estudo desenvolvido na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, que estudou os movimentos de renovação no cinema e na arquitetura nas décadas de 60 e 70, marcados pela Pop Art, pelo Pós-modernismo, pela Nouvelle Vague e pelo Neo-realismo.
Depois dos matemáticos, dos economistas e dos programadores, chegou a vez dos criativos terem à sua disposição a inteligência artificial.
O conceito de Inteligência artificial e exposto novamente, em conjunto as suas raízes com mais de 70 anos, tema esse que já circunda a indústria em diversos pontos a mais de 5 décadas e que gradativamente foi sendo inserido como ferramenta de auxílio em setores de programação, matemática, econômico e de monitoramento do comportamento humano.
O texto expõe conceitos como a inteligência programada em computadores e celulares, para reconhecimento das necessidades do usuário, as vezes nem notadas pelo próprio, e usadas como fator de auxílio no marketing e venda. Isso se torna possível pelo acesso a informações, dados, tempo e locais de acesso. Feito de modo invasivo e sem autorização, na maioria das vezes.
A AI como ferramenta utilizada para monitorizar as nossas vidas, recolher e organizar informação, reproduzir tarefas repetitivas ou resolver operações de elevada complexidade é tudo menos uma novidade. Mas chegamos agora a um novo patamar: o Finch é um programa capaz de:
“Gerar plantas de edifícios, permitindo testar em tempo real dezenas de hipóteses para um projeto, acelerando um trabalho que tomaria várias semanas a um arquiteto experiente. Não creio que com isto, escritores, pintores ou arquitetos venham a perder os seus empregos. Pelo contrário, esta será uma nova ferramenta que lhes permitirá automatizar pela primeira vez algumas das suas tarefas criativas, deixando-lhes mais tempo livre ou, alternativamente, mais tempo para criar outras coisas. Por outras palavras, a IA poderá ser o motor de uma nova era de produtividade criativa.”
A noção de criatividade e processo criativo está prestes a sofrer intensa mudança e requalificação, além das novas problemáticas sobre direitos autorais e uso de imagem. Uma faca com dois gumes, o poder de auxiliar na criação e talvez, o poder de substitui-la por um processo sistêmico e artificial.
“Não sabemos ao certo até onde irá e qual será o caminho que a IA fará nos próximos tempos. Contudo, ironicamente, somos nós, humanos, que a levaremos pela mão, com os dados que diariamente providenciamos. Neste campo, a relação entre “o homem” e “a máquina” pode e deve ser de cooperação e complementaridade, para que um não substitua o outro. Depois dos matemáticos, dos economistas e dos programadores, chegou a vez dos criativos terem à sua disposição a inteligência artificial. Utilizemos a inteligência humana para fazer desta uma boa revolução.”
Por uma perspectiva mais positiva, acredito que o processo criativo de casas para pessoas seja uma experiencia única e direcionada a cada cliente, e não uma construção em massa feita pela maior parte das empresas. Mesmo que com o avanço tecnológico, a pontos na arquitetura e organização que parte da empatia pelo próximo e capacidade de se colocar no lugar do outro, por meio de emoções. É possível programar, mas não ensinar a sentir os ambientes.
Organização defendeu necessidade de proteger identidade dos manifestantes, mas, após subida de tom das críticas, incluindo de fotojornalista
A Anistia Internacional criou imagens falsas de protestos reais usando inteligência artificial para proteger a identidade dos manifestantes e evitar perseguições governamentais. As imagens criadas pela inteligência artificial parecem reais, mas são uma mistura de várias manifestações diferentes, o que permite que seja feita a denuncia sobre denuncie violações de direitos humanos sem expor as pessoas envolvidas nos protestos.
A Anistia Internacional defende que o uso da tecnologia deve ser transparente e responsável, e que é necessário estabelecer diretrizes éticas para o seu uso. A organização espera que a técnica possa ser usada para proteger os direitos humanos e evitar a perseguição de ativistas em todo o mundo.
Contudo, após o surgimento das críticas generalizadas, a organização decidiu apagar todas as publicações.
Clovis Armando Alvarenga Netto apresenta algumas das melhorias que as novas tecnologias prometem para o cotidiano das pessoas
A notícia realça o avanço das tecnologias em tornar as cidades mais sustentáveis e eficientes, afim de melhorar a qualidade de vida das pessoas. O professor entrevistado afirma que essas tendências também estão sendo seguidas pelo Brasil, sendo elas guiadas pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e pelo movimento das cidades inteligentes. A tecnologia pode ajudar na mobilidade, na redução da emissão de poluentes, na caminhabilidade das ruas e na prestação de serviços aos cidadãos.
Embora o animo trazido pelo avanço das tecnologias em direção a sustentabilidade e eficiência, é importante frisar que as soluções tecnológicas não pode ser utilizada como cura para os problemas urbanos. Elas precisam ser complementadas por políticas públicas adequadas, investimentos em infraestrutura e participação cidadã para alcançar o objetivo de cidades mais sustentáveis e inclusivas.
O professor destaca que um dos entraves para a viabilidade econômica da inovação é a necessidade de investimento em projetos, como os totens que fazem propaganda de produtos ou serviços, e que empresas e setor público podem contribuir para essa iniciativa. No entanto, é importante considerar a proteção de dados pessoais e a privacidade dos cidadãos nesse processo.
Em resumo, a notícia destaca as possibilidades oferecidas pelas tecnologias em melhorar a qualidade de vida das pessoas nas cidades, mas também destaca a importância de considerar o papel das políticas públicas e investimentos adequados. A proteção de dados pessoais e a privacidade também são questões cruciais a serem consideradas.
Grupo: Isabela Antunes, João Vitor Martins, Lara Pires de Souza, Maria Luiza Andrade e Nayara Lima
No início do ano, em 17 de março a Público, uma plataforma online sobre notícias, jogos e outros assuntos. Forneceu o seguinte artigo: “Inteligência Artificial: Uma Ruptura Silenciosa “escrita por Samuel Gonçalves, que confronta a ruptura silenciosa entre a inteligência artificial, a criatividade e a arquitetura. O título do presente texto foi retirado de um estudo desenvolvido na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, que estudou os movimentos de renovação no cinema e na arquitetura nas décadas de 60 e 70, marcados pela Pop Art, pelo Pós-modernismo, pela Nouvelle Vague e pelo Neo-realismo.
Depois dos matemáticos, dos economistas e dos programadores, chegou a vez dos criativos terem à sua disposição a inteligência artificial.
O conceito de Inteligência artificial e exposto novamente, em conjunto as suas raízes com mais de 70 anos, tema esse que já circunda a indústria em diversos pontos a mais de 5 décadas e que gradativamente foi sendo inserido como ferramenta de auxílio em setores de programação, matemática, econômico e de monitoramento do comportamento humano.
O texto expõe conceitos como a inteligência programada em computadores e celulares, para reconhecimento das necessidades do usuário, as vezes nem notadas pelo próprio, e usadas como fator de auxílio no marketing e venda. Isso se torna possível pelo acesso a informações, dados, tempo e locais de acesso. Feito de modo invasivo e sem autorização, na maioria das vezes.
A AI como ferramenta utilizada para monitorizar as nossas vidas, recolher e organizar informação, reproduzir tarefas repetitivas ou resolver operações de elevada complexidade é tudo menos uma novidade. Mas chegamos agora a um novo patamar: o Finch é um programa capaz de:
“Gerar plantas de edifícios, permitindo testar em tempo real dezenas de hipóteses para um projeto, acelerando um trabalho que tomaria várias semanas a um arquiteto experiente. Não creio que com isto, escritores, pintores ou arquitetos venham a perder os seus empregos. Pelo contrário, esta será uma nova ferramenta que lhes permitirá automatizar pela primeira vez algumas das suas tarefas criativas, deixando-lhes mais tempo livre ou, alternativamente, mais tempo para criar outras coisas. Por outras palavras, a IA poderá ser o motor de uma nova era de produtividade criativa.”
A noção de criatividade e processo criativo está prestes a sofrer intensa mudança e requalificação, além das novas problemáticas sobre direitos autorais e uso de imagem. Uma faca com dois gumes, o poder de auxiliar na criação e talvez, o poder de substitui-la por um processo sistêmico e artificial.
“Não sabemos ao certo até onde irá e qual será o caminho que a IA fará nos próximos tempos. Contudo, ironicamente, somos nós, humanos, que a levaremos pela mão, com os dados que diariamente providenciamos. Neste campo, a relação entre “o homem” e “a máquina” pode e deve ser de cooperação e complementaridade, para que um não substitua o outro. Depois dos matemáticos, dos economistas e dos programadores, chegou a vez dos criativos terem à sua disposição a inteligência artificial. Utilizemos a inteligência humana para fazer desta uma boa revolução.”
Por uma perspectiva mais positiva, acredito que o processo criativo de casas para pessoas seja uma experiência única e direcionada a cada cliente, e não uma construção em massa feita pela maior parte das empresas. Mesmo que com o avanço tecnológico, a pontos na arquitetura e organização que parte da empatia pelo próximo e capacidade de se colocar no lugar do outro, por meio de emoções. É possível programar, mas não ensinar a sentir os ambientes.
Grupo: Fernanda, Giulia, Larissa, Letícia e Vinícius
Neste artigo, procuramos identificar as principais tendências que apontam para a construção de um futuro melhor para as nossas cidades.
O artigo discute a crescente demanda por cidades mais habitáveis na China e os desafios enfrentados pelos urbanistas na construção de ambientes urbanos saudáveis e sustentáveis. Para lidar com esses desafios, o setor de urbanismo na China está se transformando em uma indústria multidisciplinar, que reúne arquitetos, urbanistas, planejadores urbanos, engenheiros, desenvolvedores imobiliários, especialistas em transporte e outros profissionais.
Os urbanistas na China estão trabalhando para criar cidades mais habitáveis, que priorizam o bem-estar humano e a sustentabilidade ambiental. Eles estão usando tecnologias avançadas para projetar espaços urbanos mais eficientes e integrados, e também estão colaborando com outras disciplinas para abordar questões como a poluição do ar e a mobilidade urbana.
Além disso, os urbanistas na China estão procurando envolver as comunidades locais no processo de planejamento urbano, a fim de garantir que as necessidades dos moradores sejam atendidas e que as cidades sejam construídas com um foco nas pessoas. Em resumo, os profissionais envolvidos no urbanismo na China estão buscando criar cidades mais habitáveis, sustentáveis e centradas no ser humano, através de uma abordagem multidisciplinar e colaborativa.
Esta é 'The Line', a cidade do futuro na Arábia Saudita sem carros ou emissões
O sonho do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammad bin Salman Al Saud, deu mais um passo para tornar-se realidade.
A cidade do futuro "The Line", idealizada pelo prícipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammad bin Salman Al Saud, promete ser uma cidade verde, eficiente, robótica e ultratecnológica.
Com 200 metros de largura, 170km de extensão e arranha-céu de 500 metros de altura, terá capacidade de até 9 milhões de pessoas em 2045.
A proposta é uma cidade sem carros, estradas e emissões de gases poluentes, com energia 100% renovável e edifícios com fachadas espelhadas.
"The Line" prioriza as pessoas, com infraestrutura há 5 minutos de caminhada e transportes coletivos que prometem fazer percursos por apenas 20 minutos.
A cidade oferece novas funções urbanas, permitindo as pessoas locomoverem em três dimensões - para cima, para baixo e transversalmente. Outra proposta é o agrupamento de parques públicos, escolas, residências e locais de trabalho em edifícios altos.
Acredita-se que até 2050, a incorporação de tais avanços tecnológicos serão amplamente sentidos em todos os aspectos da nossa vida cotidiana
A tecnologia tem sido cada vez mais explorada na Arquitetura e no Urbanismo, trazendo benefícios para a qualidade de vida da sociedade. Porém, existem muitos questionamentos sobre os limites do domínio delas no meio construtivo e urbano.
No texto, o autor destaca que a IA é utilizada na Arquitetura, Urbanismo e Construção Civil por meio do uso de tecnologias de alta performance, a fim de tornar a construção de edificações mais resistentes a desastres naturais, como terremotos e furacões. Além disso, a ferramenta auxilia também na criação de cidades mais inteligentes e eficientes, através do monitoramento do trânsito, otimização de rotas de tráfego e do gerenciamento da iluminação de vias públicas.
Entretanto, o surgimento da Inteligência Artificial tem gerado discussões de profissionais da área – embora a IA tenha um grande potencial para propor soluções projetuais, a ideia de uma ‘smart city’ pode ser vista como uma nova forma de tecnologia de controle social. Logo, é preciso senso crítico e moderação no uso desses recursos, pois a segurança e privacidade dos indivíduos precisa ser garantida em termos de direitos civis, na veiculação de informações pessoais e dados sensíveis.
Por fim, o texto traz uma reflexão interessante sobre o impacto que a IA pode ter na Arquitetura, mostrando como o avanço tecnológico pode ajudar a criar edifícios mais sustentáveis e cidades mais seguras. No entanto, é imprescindível ética e discernimento ao delimitar a utilização dessas novas ferramentas.
Grupo 4B: Henrique Almeida, Isabela Alves, Lorena Muniz, Rafael Costa e Thais Gonçalves
A notícia divulgada no Jornal da Universidade Federal do Rio Grande do Sul no dia 24 de março de 2022 aborda os impactos sociais que os murais expostos na cidade provocam no espaço urbano. Sendo assim, o texto destaca as intervenções artísticas nas fachadas de prédios em Porto Alegre, que permitem um acesso mais democrático à arte.
Com isso, fica evidente que a inserção de grandes murais pintados em prédios de grandes cidades vão além de obras de arte, eles tem por intenção causar impactos culturais e, muitas vezes também, impactos sociais, onde são inseridos.
Por fim, outro fator importante abordado é a falta de atenção à preservação das artes no Brasil, a notícia ressalta a importância de preservar os murais existentes na cidade, mantendo também as obras antigas, uma vez que são um patrimônio material da cidade de Porto Alegre.
Grupo: André de Souza, Fernanda Calixto, Fernanda Freire, Flávia Simões, Francielly Nobre, Lais Rodrigues.
Pesquisa da UFMG mostra que avanço do turismo no centro histórico fez com que os moradores não se sentissem pertencentes a aquela região
A pesquisa feita por estudantes do curso de Turismo indica que Tiradentes passou por um processo de gentrificação, que ocorre quando uma área urbana passa por transformações e valorizações que afastam os moradores locais mais antigos e de menor renda. Os alunos entrevistaram moradores locais nas ruas da cidade e observaram um afastamento da população local em relação ao centro histórico, onde muitos só vão para trabalhar e não para o lazer. Embora essa não seja a primeira pesquisa nesse sentido, o diferencial é que o diagnóstico foi entregue ao poder público para pensar em soluções para mudar essa realidade e o município precisa do turismo, mas também precisa considerar a questão do pertencimento da população.
Além da falta de pertencimento, outro fator que afasta as pessoas do centro histórico de Tiradentes é o alto custo de vida na região. Devido à forte presença do turismo, os preços de alimentos e atividades de lazer privadas se tornaram muito elevados para os moradores locais. Isso pode ter consequências negativas a longo prazo, pois reforça a segregação social e limita o acesso das pessoas de classes mais baixas ao espaço.
Embora tenha empurrado a população para a periferia, tanto os moradores quanto os especialistas concordam que o turismo não é o principal responsável pelo problema, já que é uma importante fonte de renda para o município. Em vez disso, eles acreditam que o poder público precisa equilibrar as demandas do turismo com as da comunidade, para que os moradores possam recuperar o sentimento de pertencimento.
Grupo: Isabela Antunes, João Vitor Martins, Lara Pires de Souza, Maria Luiza Andrade e Nayara Lima
A "Festa da Luz", que transformou BH em um circuito de arte pública em 2021, volta para iluminar o Centro da capital em mais uma edição.
Resenha:
A notícia "Centro de BH ganha circuito iluminado com arte para a Festa da Luz" publicada no site BHAZ em março de 2023, relata a realização da Festa da Luz, evento que repete o feito da edição anterior, criando um circuito iluminado de arte em diversas ruas do centro da capital mineira. A iniciativa tem como objetivo estimular o uso do espaço público e a cultura na cidade, promovendo a valorização do patrimônio histórico e artístico de Belo Horizonte.
Essa iniciativa é bastante significativa no contexto da cidade, como bem pontuado pela escritora Brigida Campbell em seu texto "Arte para uma cidade sensível". Nele, a autora ressalta a importância da arte para o desenvolvimento de uma cidade mais humana e sensível. Segundo ela, a arte é capaz de criar um espaço de diálogo e interação entre as pessoas, além de estimular a reflexão sobre questões importantes da sociedade.
Além disso, a iniciativa da Festa da Luz e do circuito iluminado de arte também se relaciona com a ideia de "cortejo errante" de Roberto Andrés. Onde, reflete-se sobre o papel da arte no contexto urbano, apontando que ela pode transformar espaços cotidianos em lugares de encontro, convivência e celebração.
Assim, a iniciativa da Festa da Luz e do circuito iluminado de arte em Belo Horizonte é uma ação importante para a valorização da arte e da cultura na cidade, além de contribuir para o desenvolvimento de um espaço urbano mais sensível, criativo e diverso.
Grupo: Fernanda, Giulia, Larissa, Letícia, Lorena e Vinícius.
Conhecido por questionar o lugar da arte na sociedade, o circuito conta com a colabora
A 6ª edição do Circuito Urbano de Arte (CURA) ganhou uma nova fase no início desta semana. Denominada “Raulzona”, ela tem como foco a Praça Raul Soares, localizada no centro geográfico de Belo Horizonte, e explora a conexão com o outro e com outros seres.
Em outubro de 2021, durante a primeira fase da edição, o artista Ed-Mun e o Coletivo MAHKU pintaram empenas de BH. Sadith Silvano e Ronin Koshi, artistas Shipibo-Conibo (etnia que vive na amazônia peruana) pintaram um Kené de quase 3 mil m² no chão que circula a Raulzona e o Coletivo JK marcou presença com uma projeção na fachada do Edifício JK.
Entre 14 e 25 de fevereiro, juntam-se ao CURA para integrar um dos maiores movimentos de arte urbana do mundo o grupo Giramundo, que comemora seus 50 anos com uma instalação temporária na Praça Raul Soares, além da multiartista Mag Magrela, que fará a cobertura de uma das fachadas do Edifício Savoy.
Novas obras do CURA em BH
O Giramundo é um dos grupos mais tradicionais de teatro de bonecos do Brasil e tem relevância mundial. Além do amplo repertório de espetáculos com mais de 1.500 marionetes diferentes, o Giramundo mantém um museu, uma escola e um ateliê de artes e ofícios. No CURA, estará presente na Praça Raul Soares com a instalação Gira de Novo, inspirada no cosmograma bakongo, que traz os ciclos do universo, os movimentos do sol e as fases da vida humana como símbolo de recomeço.
Para além da Raulzona, Mag Magrela, multiartista paulistana que é referência nacional na cena de arte urbana contemporânea trabalha, desde ontem (17/02), em uma pintura na empena do Edifício Savoy. Reconhecida por suas formas femininas singulares no grafitti, falará sobre passado, resiliência e cura em sua obra.
O CURA
“2021 foi cheio de desafios para a realização do CURA. As entregas ganharam outros significados diante dos impasses vividos pela cultura no país, especialmente com a atuação em âmbito federal no sentido de enfraquecer o setor cultural, atrasando processos, autorizações, homologações, liberações de recursos, etc, e desidratando a cadeia produtiva da cultura. Sentimos ainda mais orgulho e alegria por tudo que foi apresentado e compartilhado até agora” explica Juliana Flores, uma das idealizadoras do circuito, ao BHAZ.
O CURA é conhecido por trazer temas importantes e necessários aos debates sobre cultura e sociedade a partir da cena artística da capital mineira fora dos museus e das galerias, usualmente restritos a grupos elitistas. Utilizando a cidade como tela, coloca Belo Horizonte em um patamar artístico de subversão à visão sobre a arte e sua relação com a sociedade e com os espaços que deve ocupar com participação importante da arte negra, indígena, feminista e LGBTQIA+.
Dessa forma, é emblemático que os murais do festival tenham tido início na mesma época em que os muros grafitados de São Paulo foram cobertos por tinta cinza. Isso fez com que BH fosse reconhecida nacionalmente como uma cidade que acolhe a arte urbana, explorando-a em favor dos artistas que não deixam a cidade se calar.
Idealizadores do CURA
Apesar de as empenas receberem maior destaque durante o festival, o CURA também é responsável por fomentar a cena cultural de Belo Horizonte em outros campos. “Costumamos dizer que o Cura é um festival com três camadas: a pintura, o mirante e a programação, que inclui debates, aulões e oficinas”, diz Janaína Macruz.
As trocas entre diversos públicos são muito importantes para o festival e, por isso, toda a programação de debates e de aulas é gratuita. Temas como a história do grafitti em BH e no mundo, a presença das mulheres no street art, a invisibilidade de artistas negros e as diferenças entre patrimônio material e imaterial da cidade já foram abordados.
As trocas entre diversos públicos são muito importantes para o festival e, por isso, toda a programação de debates e de aulas é gratuita. Temas como a história do grafitti em BH e no mundo, a presença das mulheres no street art, a invisibilidade de artistas negros e as diferenças entre patrimônio material e imaterial da cidade já foram abordados.
Nas redes sociais
Na internet, o CURA também repercute de forma bastante positiva. Usuários do Twitter comentam sobre a beleza das obras. "É muito impressionante o que o CURA tem feito em BH (...) visto o caminho político que o país tomou", disse um deles.
Outros, ainda aguardam o cenário futuro da cidade. "O centro de BH daqui a uns 5/6 anos vai estar fabuloso com os prédio 'tudo' pintado pelo CURA", comenta um usuário que citou um dos vídeos publicados pela organização do circuito.
GRUPO: Janara Chimeli, Juliana França, Luiza Frizone, Natália Lima, Sofia Procopio
A arte urbana é uma prática liderada pelas comunidades que pode beneficiar ou prejudicar o futuro do placemaking e das cidades.
A arte urbana busca oferecer à cidade e seus moradores um significado de comunidade, identidade e engajamento social. Ela é uma forma de contar a história daquele local.
A arte é capaz de diferenciar as cidades ao redro do mundo, que com todo o imediatismo e falta de sensibilidade estética dos dias atuais, muitas vezes acabam se tornando um padrão e se mimetizam. Com a arte temos essa marca, que mostra e solidifica a identidade de uma comunidade e o contexto cultural das cidades. Ela é capaz de produzir lugares memoráveis, chamar a atenção de outros públicos que podem se interessar e acabar conhecendo a história do lugar, sendo uma marca importante para o espaço público.
Ela fortalece o sentimento de pertencimento dos cidadãos e sua relevância cultural, além, claro, da questão estética, na revitalização e regeneração urbana. A arte faz uma relação estética e identidade social, ativando espaços públicos. Dessa forma, ela é capaz de conectar o homem com o espaço público, ela conta e marca uma história para que não seja esquecida.
Um exemplo que podemos mencionar são as artes do East Side Gallery, uma das partes que restou o muro de Berlim. A arte foi capaz de chamar a atenção de turistas e fazer com que pessoas de várias partes do mundo acabem conhecendo mais sobre esse marco tão significativo da história em escala mundial de uma nova forma, mais fácil e visual que a arte é capaz de expressar. Além de todo o seu posicionamento de liberdade de expressão, com temáticas atuais e de extrema importância, de forma abstrata que faz as pessoas refletirem e acabarem usufruindo do espaço público.
Por outro lado, essas expressões artísticas podem contribuir para a gentrificação de áreas ao aumentar o valor dos espaços sendo que serão mais promovidos, com melhores instalações e qualidade de vida. Assim, o espaço se torna um destaque maior e será mais ofertado, aumento dos preços dos imóveis e, muitas vezes, retirando moradores e usuários de rendas mais baixas daquele espaço.
A arte tem grande impacto sobre os lugares e as comunidades, ela deve ser democrática e ser pensada com responsabilidade, com muito cuidado para que não alimente as forças políticas e capitalistas, mas sim beneficie a cidade e os moradores.