Olhar para si já é mais do que o suficiente!
Motumbá!
Olhar para si é muito mais do que vê o nosso reflexo no espelho, mas fazer uma autoanálise dos nossos defeitos e qualidades dia a após dia.
Nas últimas semanas eu percebi que não importa onde a gente esteja e com quem, sempre haverão pessoas problemáticas testando os limites da nossa paciência com suas questões pessoais. Isso não tem nada haver com o local onde nós estamos ou ciclo de amizade. Porém sim, com as demandas mal resolvidas que o outro não soube solucionar enquanto tinha tempo. Infelizmente, todos temos um determinado prazo para nós solucionarmos os problemas, para que isso não afete o presente ou o futuro. Nota-se que esse assunto você já lidou no seu ambiente familiar, profissional ou espiritual.
Por acaso, você já se deparou com uma pessoa que questionou o branco da sua roupa no asé? Mas o próprio não tem cuidado e carinho com as suas vestimentas. O mundo é formado por indivíduos que em tese deveriam estar muito ocupados com as suas vidas e não prestando atenção na vida alheia. A teoria é bela, mas no dia a dia a vida é muito diferente daquilo que nós vimos nos livros HQ. A verdade é horrível e simples, quanto mais problemas e defeitos o outro têm, mas ele achará que tens o poder intrometer-se na sua vida.
Aos invés de nós querermos viver a vida do outro que, por sinal isso é bizarro demais. A gente deveria olhar mais para si, preocupar-se com as nossa vida, alimentar os nossos Orisás e os nossos Esús, tomar um bori (ás vezes), conversar com o nosso sacerdote, manter a quartinha transbordando e firmar os 4 cantos da nossa casa. Ah Pati mas eu não sou do asé, o que eu faço? Procure uma louça para lavar, vai trabalhar, estudar, fazer terapia etc. Ou flertar com alguém ajude você a manter a mente ocupada e longe de fazer o mal para os outros.
EXAUSTA!
Exausta de tantas mentiras, comentários... eu sou muito grata pela preocupação, carinho e atenção. Entretanto, é preciso separar conselho de ser invasivo ao extremo, sem pausas. Por exemplo, eu tenho notado muita agonia em relação eu estar cultuando os Orisás, em uma casa de candomblé. Existe uma tal inquietação com a possibilidade de eu aceitar o propósito que o sagrado têm para a minha vida. Porém, é muito incorreto dizer que eu jamais serei feliz no asé ou que os meus Orisás não fazem partem desse nicho. Confesso que eu já escutei coisa pior [....], inclusive apontada injustamente por mexer com um grau de magia que está muito além do que eu sei (mesmo que eu soubesse não encaixa-se com os meus valores).
Eu não tenho a menor intenção de sair do candomblé, até porque pessoas maldosas sempre existirão independente do lugar onde eu esteja. O único aprendizado que eu tive disso tudo foi olhar para o outro e ver até onde ele(a) possa ir. Desconfiar de tudo e todos, inclusive das pessoas mais velhas. Infelizmente, há pessoas maduras que abusam de suas idades para espalhar falsas verdades achando que, os outros irão acreditar com muita facilidade e sem confrontar. Complicado demais e quando eu penso que a mentira foi algo parecido com o filme obsessão. Dá repulsa só de pensar alguém sofrendo daquela maneira e sem poder pedir ajuda, pois isso foi feito pelo melhor amigo. Males que vem pro bem, pois hoje eu sei quem és a pessoa e qual é a extensão do caráter dela.
Motumbá, Asé, Motumbá!















