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@azude
Eu espero que você morra
– Seja sincera uma vez na porra da sua vida – disse, já um pouco arrependido por ter usado palavras meio agressivas mas precisava forçá-la.
– Ok, eu espero que você morra, satisfeito? Eu espero que você morra atropelado
– Como assim?
– Engasgado com um roteiro que você estivesse escrev…
– Porque eu comeria um roteiro?
– Porque você largaria alguém que te faz feliz?
– Touché
– Atropelado… por um carro
– Você dirigindo?
– Não, não. Eu não quero participar disso. Quero estar na zona Sul da cidade fazendo alguma reunião quando recebo whatsapp de alguém da sua familia
– Ninguém da minha familia usa whatsapp
– Alguém do teu prédio
– Eu chamei minha vizinha de Cássia uma vez e ela disse que a Cássia tinha saído daquele apto 6 anos atrás
– Aquele apto com a parede Azul?
– esse mesmo
– a Cássia nunca teria pintado daquela cor, você não disse que ela era meio brega?
– VOCÊ disse que ela era brega
– mas você concordou!
– sim, porque você não conseguia superar o fato dela… o que mesmo?
– Usar mais de 4 cores de uma vez. Não orna, É simples
– “Não orna” – ele repete e começa a rir. Ela nota seu sorriso e por um instante permite se perder dentro dele, até que
– Quero que você morra intoxicado, que eu esteja olhando a timeline do Facebook e me depare com milhares de posts das pessoas te dando adeus dizendo o quanto você era incrível, que devia ter ido naquela vez que você chamou prum café mas a vida acaba entrando na nossa frente e …
– veneno?
– Muito dramático
– Alergia?
– Muito irreal
– Camarão por exemplo
– Você espirrou uma vez na praia e inventou essa história
– MINHA GARGANTA FECHOU
– o médico me garantiu que você inventou isso
– Deve existir alguma coisa psicológica que nos faça achar que nossa garganta está fechada
– sim isso se chama loucura
– não sou eu que estou há 15 minutos descrevendo como será a morte de alguém que está na minha frente
– você queria que eu fosse sincera
– sim, porque achei que me xingar ia de monstro, de babaca, não achei…
– Que diria que eu quero que você morra?
– É
– Sabe quando você disse que nenhuma palavra era suficiente pra descreveu o quanto você me amava?
– Sei. Acho que usei infinito aí
– Pois nenhuma palavra me é suficiente pra descrever a raiva que sinto de você agora
– Você acha que um dia vai embora ?
– Quem?
– a raiva
– Claro! Veja bem, eu preciso do meu corpo inteiro pra sentir raiva. Flexionar os dedos para fazer com que o sangue circule mais rápido, dar mini beliscadas neles para ver se a dor se espalha um pouco mais. O oscilar do batimento cardíaco, as pernas que insistem em terem vida própria, a cabeça a mil mergulhando num grande mar de palavras onde pequeninos ajudantes estão tentando a todo custo fazer com que elas formem alguma sentença que faça sentido
– ajudantes ?
– sim, com uma linha e uma agulha eles tecem as frases como quem desenha uma coleção nova da Givenchy
– Eu nunca vou entender essa referência
– Eu preciso do meu corpo inteiro pra sentir raiva. É tão exaustivo… e é por isso que eu sei q a raiva vai embora um dia
– Porque cansa?
– Algo por ai
– Ok, mas
– Andaime
– Ahn?
– Quero que você morra de andaime.
– Você sabe que eu te amo?
– Eu tenho esse cupom de desconto de 25% no Walmart
– Oi?
– A cada 90 reais em compra, eu posso utilizá-lo. Você entende? O cupom é mais útil que as tuas palavras. O teu amor me destruiu, o cupom me faz ter 1 pack de Stella Artois no fim de semana.
Abriu a boca pra contestar, mas ela tinha razão.
Ela foi embora brava, ele continuou vivo
Depois daquele dia nunca mais se viram.
me at any random moment
insta: @naotaobela
“You didn’t see anything.”
no one man should have this much power
Подстава
this is not a helpful translation, google.
oh
Now this is a Russian culture lesson
Una mica de Barcelona
Una mica: um bocadinho em castelhano.
Em Vicky Cristina Barcelona, Woody Allen descomplica o amor aceitando suas imperfeições e irracionalidades. Ao comprar a minha passagem para a capital catalã, me vi obrigada a respirar fundo e fazer o mesmo exercício.
Sempre gostei de simetrias e linhas retas. Então pisar em Barcelona com seus azulejos picados e o torto de Gaudí me davam tremeliques de agonia. Não me orgulho, mas para mim, a Sagrada Família não era mais do que o produto de uma criança brincando com areia molhada, tentando em vão, construir um castelo de areia.
Não poderia estar mais enganada. De perto, cada detalhe das fachadas, as cores dos seus azulejos e o formato das colunas, me fizeram perder o fôlego. Precisei estar ali, vendo a luz brincar nos vitrais e imaginando Gaudí brincando com as formas para conseguir ver a beleza naquele lugar.
Depois de entender a Sagrada Família e o motivo de cada detalhe levemente torto a 60°, Barcelona tem outra cor, outro gosto. Precisei experienciar, sentir o gosto de uma paella, caminhar pela praia de Barceloneta, ser hipnotizada pelo cheiro do mercado La Boqueria.
Ouvir artistas de rua se apresentando nas Ramblas, andar até o Park Güell, decifrar a desordem dos azulejos, atravessar triunfalmente o Arco do Triunfo e me encantar com a Casa Milà.
Só depois de fazer tudo isso, e com muita atenção, é que Barcelona se mostra de verdade. Só na hora do embarque de volta, depois de despachar as malas, se sentar com pouco conforto na poltrona e olhar pela janela é que você entende o que o personagem da Casa do Lago disse sobre a luz de Barcelona.
Só depois de respirar fundo você vê o lugar que fez Gaudí se apaixonar e inspirou Woody Allen. Inhala, exhala. Só quando sente saudades do torto é que você começa a ver a cidade.
Vem ler mais coisa minha aqui: umbocadinho.wordpress.com
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Prazo de validade
Faltam 28 dias
A conversa rendeu. Mais do que o esperado. Geralmente eu fico meio muda e perdida, sem saber até onde consigo ir com as brincadeiras. Na maioria das vezes não entendem o jogo de palavras ou a referência sobre uma série e eu fico parecendo boba.
Um assunto puxava o outro como um daqueles trenzinhos de brinquedo em que os vagões são conectados por um imã ou pequenos ganchinhos. Quando reparei, saímos de filmes favoritos para o que ele achava da saída da Inglaterra da União Europeia. Pergunta difícil - a dos filmes.
Voltei para casa em uma distância segura das nuvens porém com absoluta certeza de que não estava com os pés no chão. Revivi toda a cena na cabeça antes de dormir. Os olhos cor de terra prestando atenção em cada detalhe. A boca que era rosada demais, como que pintada em aquarela, me dando boa noite. Foi mais do que o esperado.
Faltam 20 dias
No celular, ele não tinha nome. Era só "H". Não consegui decidir se era por preguiça de digitar o nome inteiro ao salvar ou para dar um ar de mistério. 357 mensagens em cinco dias. Contei segredos que só eram públicos a quatro pessoas do universo. Falávamos sobre o meu almoço, qual capitulo do livro ele estava e o quão bom seria um pote de sorvete às 17:36.
Foi incrivelmente bom. Aquele pote e outros dois tomados no dia seguinte. Respirei fundo. Ele estava só passando aqui ao lado. Sem pressão, sem pressa, sem medo de ser sufocada. Ainda não.
Espantei a ansiedade afundando minha mão em uma mão quase duas vezes maior que a minha. Era bom me sentir confortável assim de novo. Mais um boa noite, uns dois beijos e minha voz entre risadas implorando para me soltar.
- Você sabe que pode ir quando quiser...
- Você nunca me deixa querer ir! - Rio mais um pouco e saio do carro cambaleando.
Faltam 18 dias
Peguei um livro da estante e me deitei para ler. Me concentrava no casamento da personagem para esquecer o silêncio que já durava dois dias.
É normal. As pessoas têm vida, compromissos. A bateria pode ter acabado e o carregador estragou. Talvez tenha viajado para um sítio no interior do estado que não pega celular. O pacote de 3G deve ter acabado e está sem créditos ou esqueceu de pagar a conta do wi-fi.
Talvez esteja fazendo detox. Da internet ou de mim? Certeza que foi o que falei na hora de sair do carro. Foi carinhoso demais, pretensioso demais, eu demais. Estava tudo indo bem, eu estava controlada, sem demonstrar mais do que o suficiente. Será que meu 75% (uma quantia considerável porém não sufocável) era 175% para ele?
Faltam 15 dias
Estava ocupada escrevendo mas consegui tempo para uma refeição decente. Uma mesa para dois no restaurante em frente ao trabalho. Acabo de analisar o cardápio e recebo uma mensagem com desculpas rápidas e promessas de me recompensar depois. Como rápido para terminar logo aquele parágrafo.
Outras vezes isso acontece. Às vezes antes de sair de casa, depois que já sai e também logo depois do convite ser feito. Me sinto um ser humano menor por ser tão disponível, por conseguir fazer malabarismos e contorcionismos com minha agenda. Às vezes não dá, tá tudo bem.
- Está magoada e monossilábica. Me desculpa?
Faltam 7 dias
Ele já sabia da minha coleção de cartões telefônicos, globos de neve e piadas ruins. Já tinha aprendido meu gosto musical e por filmes. O que fazer quando eu perco o fôlego de medo e como agir quando eu começo a rir e não consigo parar mais.
Eu já conhecia a mania de estralar os dedos, onde ele tinha cócegas e qual seu horário favorito do dia - dez da manhã. Já tinha cozinhado seu prato favorito, pedido desculpas por ter gritado duas vezes e já sabia que quando dormimos juntos ele não consegue dormir bem.
Já temos uma ou duas piadas internas. Conheço algumas histórias dos amigos e fui convidada para o próximo churrasco. Andamos de mãos dadas. Mas frouxas o suficiente para se soltarem quando um conhecido se aproxima ou quando ela está suada demais.
Isso em vinte e um dias. Estávamos indo rápido demais. Estávamos indo rápido demais?
Faltam 7 dias
Acordei de manhã e procurava na geladeira algo para comer no café da manhã. Tinha ensaiado esse dia na minha cabeça três vezes e em todas me pareceu um erro. Esse era meu sinal para realmente fazer.
Fiz café e coloquei gelo no meu copo de suco. O cheiro ou o barulho ao abrir um dos armários o acordou. Despenteado e com cara de sono ele era insuportavelmente bonito. Ele estava sentado na minha frente e eu disse. Quando abri a boca não consegui fechá-la mais e ai foi como se estivesse despencando ladeira abaixo.
Primeiro fiz uma lista de tudo o que gosto nele. Desde os dentes até o jeito de falar quando está com pressa. Depois respirei fundo e fiz uma lista de tudo o que gosto em mim quando estou perto dele. Eu fico mais calma, mais atenta ao mundo e aprendi a fazer (e a comer) risoto.
Respirei fundo de novo e falei que não queria, não devia, mas também não evitei. Estava soterrada naqueles olhos cor de terra e gostava da sensação.
Ele sabia que eu era cheia de metáforas e deu um sorriso tímido ao ouvi-las. Depois foi atender o telefone, que heroicamente o salvou de me dizer algo naquele momento.
Faltam 5 dias
Até agora nenhum sinal, nenhuma palavra além do que foi dito enquanto ele entrava em baixo do chuveiro: "Tenho uma reunião em dez minutos e não me lembrava. Podemos conversar depois?".
Depois é um conceito muito relativo aparentemente.
Faltam 4 dias
Eu revezava entre estar triste e com raiva pelo silêncio. Desde pequena sempre preferi as curvas de uma vírgula, metaforicamente ou não, mas sempre admirei a força de um ponto final. E essa incerteza do que viria depois das minhas últimas palavras estavam me deixando estressada, de mau humor e sem foco.
Odiava esperar, odiava não saber o que esperar, odiava não saber até quando teria que esperar. E odiava mais ainda não ter respirado fundo e ignorado a vontade que apareceu de contar a verdade três dias antes.
Faltam 2 dias
Ele ligou mas o celular estava sem bateria. Ligou minutos mais tarde, mas eu estava no banho - e também não tive coragem de retornar. Ele pensou em passar no meu apartamento mas desistiu por conta da chuva. Digitou meu número para ligar de novo mas imaginou que eu o estivesse ignorando e desistiu.
Eu vi as chamadas não atendidas e perdi o fôlego e a capacidade de mover as pernas por longos minutos. Me deitei debaixo das cobertas ansiosa pela resposta mas com medo dela. Como naqueles filmes em que você recebe pistas de como ele vai terminar durante toda a trama. Não há necessidade de expectativa para o final, mas mesmo assim você tem. Principalmente por acreditar, num fundo escondido do coração, de que poderia ter um final alternativo surpreendente.
Falta 1 dia
Ele ligou e dessa vez não tinha desculpa para não atender. Estava até com o celular na mão. Não me perguntou o motivo de eu não ter atendido antes, nem quis saber como eu tinha passado.
Usou sua voz mais séria para me lembrar que tínhamos que conversar e só. Tenho uma reunião agora. Um beijo, tchau, até amanhã então.
Marcamos de nos encontrar no outro dia naquela pizzaria que eu gosto. Quarta tem cara e gosto de pizza.
Acabou o tempo
Quando me sentei na mesa, ele já estava com uma cerveja do seu lado direito e o cardápio aberto do lado esquerdo. Fizemos os pedidos rapidamente - nunca discordamos quando o assunto era pizza.
Quando estiquei a mão para pegar sua cerveja, ele parou de me contar o quão corrido aqueles últimos dias tinham sido para ele e segurou minha mão. Ali, naquele segundo eu vi que o final alternativo surpreendente só funciona para alguns filmes específicos e que esse era um daqueles bem clichês, cheios de pistas.
Como quando eu dei uma lambida na sua testa e ele disse que odiava isso. Ou quando eu comentei sobre meu conto favorito e ele continuou andando pela livraria sem prestar atenção. Ou quando eu disse que estava soterrada nos seus olhos, jeito de ser e tudo mais e ele correu para atender o telefone.
Elas estavam ali. E todos os espectadores atentos viram, menos eu. Eu devia estar concentrada na pipoca, no casal se beijando ruidosamente na fileira de trás ou tentando lembrar se deixei ou não a janela do quarto aberta. Eu perdi essa parte.
E com calma ele me deu um resumo do filme. A moça era realmente incrível, mas apareceu na hora errada. O moço não conseguia lidar com compromissos (eu nem tinha tocado nisso, tinha falado sobre soterramentos!) e não queria magoa-lá ou se magoar. Era melhor se afastarem por enquanto e depois conversavam melhor. Ela pensou em argumentar mas pra que?
Inventei um compromisso e o deixei lá com uma pizza média metade frango com catupiry, metade carne seca. Com borda. Chorei um pouco no caminho de casa e mais um pouco no outro dia pela manhã.
_____
Talvez fosse assim que a vida funcionasse agora: com prazos de validade. Talvez tivessem alcançado seu tempo limite naquela quarta-feira. Nenhum dos dois tinha como arrumar mais tempo extra - e acho que nem queriam mais. Tantos talvez.
Mas agora, lembrando cada dia menos da terra daqueles olhos e observando a situação com calma, me peguei agradecendo pelo ponto final - era melhor que algo vencido e reticências eternas.
Isabela Lacerda
Eu espero que você morra
– Seja sincera uma vez na porra da sua vida – disse, já um pouco arrependido por ter usado palavras meio agressivas mas precisava forçá-la.
– Ok, eu espero que você morra, satisfeito? Eu espero que você morra atropelado
– Como assim?
– Engasgado com um roteiro que você estivesse escrev…
– Porque eu comeria um roteiro?
– Porque você largaria alguém que te faz feliz?
– Touché
– Atropelado… por um carro
– Você dirigindo?
– Não, não. Eu não quero participar disso. Quero estar na zona Sul da cidade fazendo alguma reunião quando recebo whatsapp de alguém da sua familia
– Ninguém da minha familia usa whatsapp
– Alguém do teu prédio
– Eu chamei minha vizinha de Cássia uma vez e ela disse que a Cássia tinha saído daquele apto 6 anos atrás
– Aquele apto com a parede Azul?
– esse mesmo
– a Cássia nunca teria pintado daquela cor, você não disse que ela era meio brega?
– VOCÊ disse que ela era brega
– mas você concordou!
– sim, porque você não conseguia superar o fato dela… o que mesmo?
– Usar mais de 4 cores de uma vez. Não orna, É simples
– “Não orna” – ele repete e começa a rir. Ela nota seu sorriso e por um instante permite se perder dentro dele, até que
– Quero que você morra intoxicado, que eu esteja olhando a timeline do Facebook e me depare com milhares de posts das pessoas te dando adeus dizendo o quanto você era incrível, que devia ter ido naquela vez que você chamou prum café mas a vida acaba entrando na nossa frente e …
– veneno?
– Muito dramático
– Alergia?
– Muito irreal
– Camarão por exemplo
– Você espirrou uma vez na praia e inventou essa história
– MINHA GARGANTA FECHOU
– o médico me garantiu que você inventou isso
– Deve existir alguma coisa psicológica que nos faça achar que nossa garganta está fechada
– sim isso se chama loucura
– não sou eu que estou há 15 minutos descrevendo como será a morte de alguém que está na minha frente
– você queria que eu fosse sincera
– sim, porque achei que me xingar ia de monstro, de babaca, não achei…
– Que diria que eu quero que você morra?
– É
– Sabe quando você disse que nenhuma palavra era suficiente pra descreveu o quanto você me amava?
– Sei. Acho que usei infinito aí
– Pois nenhuma palavra me é suficiente pra descrever a raiva que sinto de você agora
– Você acha que um dia vai embora ?
– Quem?
– a raiva
– Claro! Veja bem, eu preciso do meu corpo inteiro pra sentir raiva. Flexionar os dedos para fazer com que o sangue circule mais rápido, dar mini beliscadas neles para ver se a dor se espalha um pouco mais. O oscilar do batimento cardíaco, as pernas que insistem em terem vida própria, a cabeça a mil mergulhando num grande mar de palavras onde pequeninos ajudantes estão tentando a todo custo fazer com que elas formem alguma sentença que faça sentido
– ajudantes ?
– sim, com uma linha e uma agulha eles tecem as frases como quem desenha uma coleção nova da Givenchy
– Eu nunca vou entender essa referência
– Eu preciso do meu corpo inteiro pra sentir raiva. É tão exaustivo… e é por isso que eu sei q a raiva vai embora um dia
– Porque cansa?
– Algo por ai
– Ok, mas
– Andaime
– Ahn?
– Quero que você morra de andaime.
– Você sabe que eu te amo?
– Eu tenho esse cupom de desconto de 25% no Walmart
– Oi?
– A cada 90 reais em compra, eu posso utilizá-lo. Você entende? O cupom é mais útil que as tuas palavras. O teu amor me destruiu, o cupom me faz ter 1 pack de Stella Artois no fim de semana.
Abriu a boca pra contestar, mas ela tinha razão.
Ela foi embora brava, ele continuou vivo
Depois daquele dia nunca mais se viram.
This is Sharpay Evans.
In her junior year, all her hard work she’d put into the East High drama department was thrown down the drain when a ruthless monster named Gabriella Montez transferred to the school and heartlessly seized the leading role from her.
Over the summer break between her junior and senior years, she was stabbed in the back by her own twin brother mere moments before she was meant to go on at a talent show, and she was deprived of the prestigious Star Dazzle Award that she - and not Gabriella Montez - deserved.
In her senior year, she was betrayed yet again. Sharpay, out of the goodness of her own heart, took a British exchange student named Tiara under her wing. Tiara turned on Sharpay and stole her role in the spring musical.
Nevertheless, Sharpay managed to bounce back, and she overcame all that stood between her and her dreams.
Everyday, I am inspired by her strength. Like and reblog if you are too.