Ficou estranho.
É, realmente esses adereços não combinam nada comigo.

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@baal-zebuth
Ficou estranho.
É, realmente esses adereços não combinam nada comigo.
Você não precisava. Não que eu deixe pessoas desconhecidas jantarem na minha casa todo dia, mas… Enfim, foi uma boa ação. Hum… Vou falar para minha mãe. Ela vai ficar feliz em saber que mais alguém acha isso.
Eu ainda tenho alguns carros aqui… — Encolheu os ombros, passando os olhos pelos carros com diferentes marcas de batidas. — Mas tudo bem. Eu acho que dar uma pausa não será tão ruim, ainda que eu tenha certeza que meu pai vai querer me bater se eu frequentar os bares concorrentes… Mas vamos lá. Aliás, você pode beber? — Arqueou a sobrancelha, olhando-o de forma desconfiada.
Pode falar sim e se ela quiser por algum acaso me alimentar de novo, pode dizer a ela que estou disponível vinte e quatro horas, todos os dias. Uma boa ação que tirou minha barriga da miséria, você merecia um prêmio.
É claro que não sera ruim, uma pausa é sempre bem vinda em um dia cansativo de trabalho, podemos ir ao bar do seu pai, não tem problema nenhum. É claro que eu tenho idade para beber! Onde já se viu isso... -- Falou cruzando os braços e sorrindo de canto, mas logo olhando confuso para o outro. -- Qual a idade para beber?
E ai, o que achou?
O que você está fazendo aqui? Na realidade… Como você entrou aqui? A oficina está fechada, mas se faz tanta questão, posso tentar te ajudar em algo.
Hum, a porta estava aberta e eu pensei em te chamar para tomar alguma coisa, sabe, para agradecer por ter me deixado ficar na sua casa aquele dia e ter me alimentado, a comida daquela senhora é a melhor.
O que acha de ir a um bar? eu pago. Agora eu sou menino trabalhador.
Eu sei que você é inocente, não estou contradizendo, mas vai que né… Você se aproveita da oportunidade de eu paquerar, porque eu admito, eu paquero, tudo bem, e tenta se aproveitar da menina no momento de carência dela. Nunca se sabe…
I know… Não toquemos nesse assunto jamais, prometo, como muitas outras coisas que prometi. O quão metido a bonitão? Sejamos francos, eu sou lindo, não tenho porque fazer cu doce, Baal. Eu faço melhor: uma casquinha tripla com tudo o que você quiser. Não precisa nem me dizer, apenas peça e eu pago. Isso, talvez, pague as pisadas na bola? Espero que sim, porque vai me deixar mais liso do que meu cabelo, certamente.
Ah claro, você fala como se eu me interessasse por garotas, ainda mais aquelas colegiais prontas para realizar o coito, com os hormônios aflorando naquela pele sedosa e marcadas de espinhas cobertas pelos quilos e mais quilos de maquiagem. Eu sinceramente não entendo o porque de você gostar tanto de provoca-las, mas gosto é gosto né. Fazer oque.
Agradeço pela compreensão, esse assunto realmente não é um dos meus favoritos. Você não é lindo, lindo... É no máximo um cara boa pinta. Você esta falando sério mesmo? Eu posso colocar tudo o que eu quiser!? Oh Senhor, acho que eu estou sonhando, vamos voando para a sorveteria e sim! definitivamente sim! Um sorvete montado do jeito que eu quero perdoa todos os seus pecados cometidos contra mim! Ah... já estou fazendo meus planejamentos de qual sabor combina mais com qual.
Yah! Pare de me filmar!
Nós não viemos aqui para você ficar colocando essa coisa na minha cara, viemos para você tirar as fotos que precisa. Agora vá logo fazer isso, estou com fome.
Você parece uma criança boba quando está sorrindo, Baal, apenas por isso. Hey, hey, hey! Eu não paquero com elas, elas é quem flertam comigo, eu apenas acompanho o ritmo. Uhg, como se eu bem ligasse para isso… Acho que é você quem se aproveita dessa situação para se sair de inocente.
Bom, deixa eu te contar uma novidade… Eu sou chato, com ou sem trabalho. Me surpreende que um demônio como você seja mais animado que os demais. Quer dizer… "Vamos botar essa caceta abaixo, fodam-se as boas almas", essas coisas, sabe? Ou pelo menos é isso que consta em uns livros. Você não me suporta, você gosta de mim porque eu te suporto, só por isso. De vez em sempre, você quer dizer! Sua lábia é ótima, Baal, mas prometi que não iria mais lhe importunar sobre a Lana. Estou tentando cumprir isso, mesmo sentindo uma leve coceira. É um ótimo começo, se for eu como modelo, sabe por quê? Você conseguirá a fama bem mais rápido, vai por mim… Literalmente.
Me senti ofendido com esse "Se sair de inocente." O que você quer dizer com isso? Escute aqui moço, eu sou inocente okay? E sim, você faz isso. Toda vez que uma menina passa você lança esse olhar e você sabe muito bem de que olhar eu estou falando, ai todas elas caem derretidas por você. E só para deixar claro antes que surja qualquer duvida: Eu sou uma pessoa inocente.
Realmente eu devo concordar com você. Você é muito, muito chato. E se pudermos não falar sobre o meu lado "demoníaco" eu agradeço, okay? Você sabe muito bem que eu abandonei essa vida de "Fodas as boas almas." a muito tempo. Você me suporta? Como assim!? Eu sou a pessoa mais legal com você! Sou um dos unicos que ficam ao seu lado não importa o quão sem graça, o quão metido a bonitão você seja. Estou me sentindo muito ofendido com seus comentários, senhor Jean, vou querer uma casquinha dupla sabor menta e cobertura de chocolate para compensar essas suas mancadas. A Lana... Tudo bem, então sem tocar no nome dessa pessoa até o final do sorvete, depois do sorvete eu penso se vou te ajudar com a minha lábia perfeita ou não. E não se ache muito, vai estragar a magia da coisa.
Some kind of monster | Baal X Evye
Não havia percebido com quem estava gritando até que escutou o mesmo pronunciar seu nome. Ela parou, então, observando-o, com os olhos ainda vermelhos e inchados. Encarou os olhos negros, só então percebendo que se tratava se um demônio. Ele não… Não havia contado que era um demônio. Não que ela se lembrasse, pelo menos. Sentiu, imediatamente, arrependimento por ter gritado daquela forma com ele. Respirou fundo, pronta para pedir desculpas, quando foi empurrada. Viu Cachorro machucar Baal e a culpa só aumentou.
”Está tudo bem, eu… Sou eu quem sinto muito. Não devia ter gritado com você, é só que… Ele…" Parou de falar, levando a mão à mão do garoto, fazendo-o soltar o rabo do animal delicadamente. Ela acariciou todo o bicho, mesmo que aquilo exigisse muito esforço, contando que se tratava de um réptil de dois metros e meio, querendo demonstrar que estava tudo bem. "Está tudo bem, meu amor, a mamãe está aqui, ok?" O réptil sibilou, reclamando da dor que sentia pelo osso que havia quebrado. Mesmo que estivessem em público, a fada levou uma das mãos ao tronco de Cachorro, em cima do osso, cujo havia ficado pior graças ao movimento brusco que o animal havia acabado de fazer atacando Baal novamente. Um pequeno brilho saiu de sua mão e, em questão de segundos, foi como se aquilo nunca houvesse acontecido.
Assim que viu que estava tudo bem, levantou-se, ainda olhando para os olhos de Baal. “Eu sinto muito por isso. Eu não quis dizer aquilo, juro. Sinto muito. E o Cachorro também. Ele só está estressado. Sua barriga vai ficar bem?" Perguntou, ainda mais preocupada ao ver o que Cachorro havia feito. Lançou um olhar de reprovação para o animal, que só abaxiou a cabeça, demonstrando arrependimento.
Ficou olhando a menina se levantar e vir em sua direção começando a pedir desculpas pelo ocorrido. Não sabia se ela estava se desculpando realmente pelo o que o lagarto fez, ou se ela estava temendo seus olhos negros. Não havia contado para ela que era um demônio. Afinal, antes de Kim sumir tudo o que mais queria era viver como um humano, não precisava sair contando isso para todo mundo. Mas agora já não importava mais. Até mesmo o nome de Baal perdera a importância. Ao se lembrar daquelas coisas mal, mal prestou a atenção no que a menina fazia. Seus pensamentos voltaram a flutuar por ai, lembrando-se de Kim e imaginando aonde o coreano poderia estar. Ficar naquele corpo sem ele era realmente muito estranho.
Sua atenção voltou novamente para a menina quando esta estava com a mão em seu animal e uma luz apareceu no lugar, ela estava o curando. Foi tão bonito assistir aquilo. Belzebuth se sentiu até bem por ver que mesmo estando em publico a menina não se importou e usou de sua magia para curar aquilo que lhe é precioso. Realmente os outros seres eram fascinantes. Os sentimentos que eles possuíam pelas coisas eram algo interessante ao extremo para o demônio. Queria um dia poder sentir tal coisa também.
-- Evye... -- Falou baixo, o sorriso voltou para seu rosto. Estava calmo e queria passar essa mesma tranquilidade para a outra. -- Evye, está tudo bem. Não precisa ficar se desculpando. -- Falou dando uma risada ao reparar no olhar feio que ela lançara sobre o animal. Os dois deviam se conhecer a muito tempo. Já havia lido sobre como animais poderiam construir uma relação de fidelidade e entendimento com os humanos, mas ver isso de perto era encantador. -- Vamos para sua casa? Se alguém me ver com esse rombo na barriga não sera muito legal. -- E assim que terminou a frase soltou uma risada gostosa, seus olhos se fecharam quase por completo e seu rosto estava com as bochechas róseas.
Não é como se o meu mundo girasse por cada sorriso que você dá quando toma sorvete, mas é melhor do que não ver sorrisos, você está certo.
Porque esse é o meu trabalho, eu tenho que organizar tudo, e não adianta ela pedir os papéis e não me entregá-los de volta para cadastro. Eu poderia… Mas o que sugere? Eu, definitivamente, não sou assim, não mesmo! Ou sou?… Argh! Mas isso é para o meu trabalho, eu sei que você compreende muito bem. Aliás, se bem que a voz ficou até parecida mesmo… Até que você pega o jeito para imitação, não é para menos, óbvio.
Não, ele não gira. Mas todos sabemos que você ama quando eu dou um sorriso, não só eu como as garotinhas que você fica paquerando na porta da universidade. Você deveria parar de fazer isso aproposito. Tem pessoas te chamando de o tarado, é meu caro.
Seu trabalho é muito chato e esta te transformando em um chato ainda maior. Não sei como ainda te suporto... mentira eu sei sim, é por causa do sor... Brincadeira. Já tentou conversar com ela de novo? Sabe, um dialogo pode resolver tudo. Se quiser eu posso tentar convencer ela, sou bem convincente de vez em quando. E sim, definitivamente você é desse jeito, me deixa completamente louco. Eu estou pensando em seguir isso como carreira sabe, sinta-se honrado, te peguei como modelo.
Ah, claro, isso sim irá me sustentar e me dar dinheiro, certo? Vamos logo tomar esse sorvete, porque já estou ficando com vontade também, de tanto você falar.
Ela só vai decidir quando fizerem por ela, diga logo isso. Aquela, sim, é uma mulher indecisa por demais. E trouxa! Anyway, estamos devidamente quites. Não precisa se preocupar, eu não vou mais nem citar o nome Lana na sua presença… Durante os próximos cinco minutos, até que eu me aborreça e te peça novamente.
Não lhe trará dinheiro, mas lhe trará meus sorrisos! E cá entre nós, isso é muito melhor que dinheiro.
Se você sabe que ela não ira assinar por vontade propria, por que continua insistindo em acompanhar o caso? Sabe, você poderia tentar outra coisa. Você sempre me promete a mesma coisa. "Ah, Baal. Não precisa mais fazer isso, estou ocupando muito do seu preicoso tempo meu pequeno." E logo em seguida vem encher a minha cabeça com essas coisas novamente. E sim, essa foi a melhor imitação de você que alguém já fez, eu sei, eu sei. Não precisa ficar enchendo minha bola.
Some kind of monster | Baal X Evye
Os jornais estavam espalhados por todos os lados da sala de Evye, potes imensos de tinta encontravam-se na mesa de vidro suja, os pincéis ficavam pendurados no avental de Evye. A parede da sala era branca duas horas antes, mas quando parou de pintar e se afastou, era uma obra de arte. O rosto idêntico ao seu estava pintado com todas as cores mais bonitas que haviam no mundo, das flores mais bonitas, mas só ela sabia que a pintura não era ela. Era Elia.
Cansada, decidiu que era hora de ir tomar um café. Tirou o avental, só para ver a calça jeans escura, a blusa de manga comprida cinco números maior e o Converse vermelho manchados com todas as cores que havia na parede. Deixou soltar uma risada quando viu que não era a única manchada ali. Abaixou-se para acariciar a cabeça de Cachorro, abrindo um imenso sorriso ao vê-lo abanando o rabo imenso para ela. De todos os seres do mundo, o réptil era, de longe, o que Evye mais amava. Ele não a julgava. Pelo contrário, a entendia e vinha lhe dr apoio sempre que precisava. “Eu já venho, querido." Sussurrou só para ele, levantando-se em seguida.
Ao chegar no café, pediu um frappuccino de chocolate branco com morango, seu preferido, e dois pacotes de cookies quentes, um para ela e um para o animal de estimação. Pegou todas as coisas e tomou um pouco do café gelado, voltando tranquilamente ao apartamento. A bebida caiu imediatamente de sua mão, molhando todo o chão da entrada, quando viu as marcas de patas além da porta, que já estava aberta quando chegou. Começou a correr por todos os cantos da casa. Não se importou em ver se haviam ou não roubado algo de sua casa, mas procurava por Cachorro até nos lugares em que o animal não cabia. Por fim, parou, os olhos cheios de lágrimas, e começou a pensar. Para quê iam querer o animal? Era óbvio que ele havia fugido, mas por que? Não se deu tempo de pensar, apenas começou a correr, desesperada, atrás do animal.
Por todo o lugar que ia, toda a vez que encontrava alguém na rua, fazia a descrição perfeita do bicho, dizendo que ele atendia pelo nome de Cachorro. As pessoas achavam que era piada, até notarem o rosto inchado e as lágrimas que não paravam de cair. Finalmente, um homem disse que havia o visto, sim, e que ele havia ido para a área de restaurantes da cidade. É claro que estava.
Finalmente, a fada avistou o rabo comprido que reconheceria em qualquer circunstância. Um sorriso se abriu em sua face, apenas para se desmanchar assim que o viu atacando um garoto. E a decepção e preocupação se transformou em pura raiva quando viu o réptil sendo jogado longe. Um berro agudo saiu de sua garganta, que poderia ser escutado a quilômetros de distância, e Evye correu em direção ao dragão de komodo. Abaixou-se, abraçando o pescoço do animal, que se contorceu no começou, mas parou assim que escutou a sua voz. “É a mamãe, Cachorro, é a mamãe. Está tudo bem, mamãe está aqui." Passou a mão pela cabeça dele, apenas para sentir a dor física que o animal estava sentindo.
Não sabia mais o que estava fazendo, apenas se levantou bruscamente, o rosto vermelho de raiva. As lágrimas brotavam em seus olhos sem parar, fazendo uma cachoeira escorrer por suas bochechas. Caminhou em passos pesados até o garoto, cujo nem os olhos negros a assustariam naquele momento. Ele havia machucado o seu animal, o seu bebê. “Qual. É. A. Porra. Do. Seu. Problema? Qual é a porra do seu problema? Eu estava bem ali e você poderia muito bem ter desviado da porra do rabo dele. Você quebrou os ossos dele, escutou? Você machucou ele, seu animal, seu sem coração! Ugh, você me dá nojo!" As palavras saíram cheias de veneno, ao mesmo tempo que as lágrimas não paravam de cair. "Você machucou o meu bebê, merda.”
O sorriso enorme que Baal carregava nos lábios foi se desfazendo aos poucos ao escutar uma mulher gritar e correr em direção ao lagarto que acabara de mandar para longe. Pelo jeito que ela chorava e abraçava o animal deveria ser a dona. Ficou olhando com aquele olhar perdido para a mesma, ela conversava com ele como se ele pudesse entender. E o mais surpreendente foi que ele realmente entendeu. Assim que ele escutou a voz da menina aquela sensação de que havia algo o incomodando sumiu completamente. Baal continuou ali piscando seus olhos arregalados e completamente negros. Percebeu de que continuava criando aquela neblina e a fez parar, não dando importância real para os olhos negros.
Reconheceu a menina assim que ela levantou. Era Evye, já tinha ido com ela uma vez em sua casa. Era uma menina realmente doce e bondosa, bonita como uma rosa. Não era humana e sim uma fada. Uma princesa se não se engana. Seus olhos piscaram três vezes enquanto a menina gritava em seu ouvido. O chamando de monstro e dizendo que ele a causava nojo. Estava acostumado a ouvir aquele tipo de coisa. Os humanos falavam dele e de seus irmão dessa forma o tempo todo. Aquele ódio, aquela angustia somente os fortalecia. Ele é um demônio no final das contas. Não que precise disso para ser forte. Ele sorriu para a menina e tombou a cabeça para o lado. Viu o lagarto se mover novamente, seus olhos ainda estavam vermelhos e aquela sensação voltou novamente. "Ciumes?" Talvez. O lagarto se pôs de pé e arremessou o rabo novamente em sua direção.
-- Desculpe Evye. -- Baal disse sem abandonar o sorriso e empurrou a menina para o lado deixando com que o rabo do animal o acertasse em cheio na barriga atravessando o corpo. -- Hum... Isso incomoda. -- Falou criando um bico enorme nos lábios. E segurou o rabo do animal. Não iria feri-lo novamente, deu para ver o quanto o mesmo era importante para a garota e ele não queria que ela pensasse que ele realmente era alguém sem coração. Sem conhecimento sobre sentimentos, talvez. Mas sem coração não.
-- Você pode por favor controlar o seu lagarto? -- Perguntou olhando para a menina que estava neste momento sentada no chão. Ele sorriu simpático para a mesma e continuou a segurar o rabo do animal. Não doía, mas incomodava de uma maneira absurda. E claro, irritava também. Aquele ferimento ia demorar em cerca de meia hora para sarar e isso era o cumulo. Andar com um buraco na barriga não é uma coisa que humanos estão acostumados a ver.
Fine! Você não consegue esperar míseros sessenta segundos até que eu recupere o fôlego? Eu prometi, e você também prometeu me ajudar a saber se a Lana, que te passei as informações, já assinou os malditos papéis de divórcio, lembra? Você fez?
Você é muito chato Jean. A todo momento fica me perguntando sobre essa criatura, pense em algo mais produtivo de vez em quando, como me levar para tomar sorvete.
Mas antes que me mate ou volte a me perturbar com esse assunto, eu ainda não posso te dar a resposta. Ela vai decidir hoje mais a tarde no escritório. Depois quando ela decidir eu te passo a informação okay? Agora vamos tomar meu sorvete! Ye!
Ah, vamos la por favor. Você prometeu que depois do jogo iriamos tomar sorvete. Você sabe que sorvete para mim é como o ar, eu preciso dele para poder sobreviver. Vamos, vamos, vamos!
Some kind of monster | Baal X Evye
-- Aigoo... Mas o senhor pode me contratar! Olha, esse cartaz estava colado na porta de entrada, vocês estão precisando de um cozinheiro e eu de um emprego. Eu preciso de dinheiro! Por favor.
Baal Zebuth, um demônio desempregado. Vive de favor na casa de um recém conhecido. Uma criança de dezesseis anos cujo não sabe nada sobre o mundo humano a não ser as coisas que leu em livros. Encontra-se nesse momento em uma situação constrangedora. Estava de mãos juntas, ajoelhado no chão olhando com aqueles olhos puxados e brilhantes para o dono da casa de Sushi de Silvermoon.
-- Você não vai se arrepender se me contratar, eu te garanto. -- Falou fazendo um bico. Se queria mesmo ser contratado precisava usar todas as armas que possuía. E naquele momento sua fofura era a melhor munição.
"Tudo bem garoto! Esta contratado! Você começa na segunda feira e não se atrase, chegue no horário que todas as lojas abrem."
E naquele momento Baal deu o maior sorriso que seus lábios permitiam. Seu peito esquentou em um momento e seus olhos lacrimejaram. Não sabia se aquele sentimento descrito como felicidade em um livro de estudo emocional, era causado pelo dinheiro que ganharia trabalhando ou pela comida que compraria com ele. Mas certamente era um dos dois.
-- Obrigado vovô! -- Gritou em um pulo agarrando o velho Sushi-Man em um abraço apertado, aquele abraço continha todos os mais puros sentimentos de agradecimento do demônio. -- O senhor não vai se arrepender! -- Falou dando um joia para o outro.
"Eu vou sim Baal, eu vou sim." Ele falou coçando as têmporas.
Baal não entendeu muito bem o do porque daquela frase, mas também não se importou muito com isso. Estava feliz de ter conseguido o emprego e era tudo oque importava naquele momento. Saiu do estabelecimento levando uma caixinha com macarrão chinês. Era o que ele mais gostava. Legumes, frutos do mar e apimentados. Oh, como ele adorava aquilo. Comia como se fosse o ultimo alimento que comeria, apreciando cada bocada.
Continuou a caminhar sem se importar com os olhares de reprovação que muitas pessoas lançavam sobre si. Não entendia muito bem o do porque daquilo, mas certamente era por conta de estar cobrindo o corpo somente com uma regata preta. Ela batia em seus joelhos, sendo assim não via necessidade de usar um short. Seus pés estavam descalços e era assim que ele se sentia mais confortável.
-- Hum... -- Algo estava se movendo no chão um pouco mais a frente, não tinham muitas pessoas na rua e pensou ser alguém precisando de ajuda, não que realmente se importasse com aquele ser, mas se queria viver como um humano, tentaria agir como o mesmo. Se aproximou mais vendo que na verdade era um animal. Parecia uma especie de lagarto, ele fazia um barulho manhoso, parecia ter algo o incomodando. Era enorme, sua cauda era cumprida igualmente a seu corpo. Se abaixou terminando de puxar o ultimo fio de macarrão e sorriu para o animal o analisando. -- Ola amiguinho, tem algo te incomodando? -- Perguntou ainda o analisando, procurando o que incomodava-o.
Tentou aproximar o rosto, mas sentiu o animal se mover e em questões de segundos saltou para trás, estava com uma expressão de surpresa, mas o sorriso de canto não o abandonava de maneira alguma. O animal agora estava com o rabo perto do rosto, seus olhos estavam vermelhos. Era possível sentir a dor e a raiva que o pobrezinho sentia nesse momento. Sua calda novamente veio na sua direção, já no chão o demônio somente arredou o rosto para o lado, jogou o pote de macarrão para o lado e sorriu largo.
-- Você quer brincar? Então vamos brincar. -- Seus olhos ficaram negros e uma neblina surgiu no local. Começou a dar passos lentos em direção ao animal que agora estava tentando o acertar a todo o custo com a ponta da calda. Ele puxava e lançava novamente ela em sua direção rapidamente. Desviar não era problema para ele, para alguém normal aqueles movimentos poderiam parecer impossíveis de se desviar, mas para Baal o rabo se movia normalmente. Quando estava na frente do animal seu sorriso enfraqueceu, mas não sumiu por completo, sua mão se moveu e segurou o rabo do animal com força suficiente para fazer o mesmo parar de se mover. -- Sorry about that. -- Falou e chutou o animal contendo um pouco da força o arremessando em uma distancia favoravel.
Por que está me olhando dessa forma? — Resmungou, revirando levemente os olhos. Assentiu quando o irmão fez a pergunta, não se dando ao trabalho de responder. Mas quando a seguinte frase foi pronunciada, sentiu a pele da face queimar de raiva. Não bastava ser obrigado a fazer algo para Lúcifer ou escutar a voz do humano e do anjo dentro do corpo, tinha que aturar algo daquilo. Com uma rapidez incomum, segurou firme os braços esticados, apertando com certa força. — Eu esperava que o fizesse, sim, Belzebuth. Não estou com paciência para aguentar infantilidades vindas de você.
Deu um sorrisinho ao ver o outro se "envergonhar" por ser pego dando uma risada. Mas é claro que ele o encararia assustado, o mais novo nunca sorria ou ria de maneira sincera. Sempre que o fazia o sorriso vinha recheado de ironia e as risadas eram sempre sarcásticas. Sentiu o irmão apertar seus braços e aquilo realmente causava um incomodo em sua pele. Escutou a frase do irmão e se desculpou mentalmente. Belzebuth não voltaria ao inferno, nem mesmo se o próprio Lúcifer viesse o buscar. -- Ouch... -- Um bico leve se formou em seu lábio. -- Desculpe Levi, mas eu não tenho a menor intenção de voltar. -- Falou dando de ombros, seu pé esquerdo em questão de segundos estava acertando a boca do estomago do irmão, assim o arremessando para longe. -- Por favor, eu não quero discutir com você, então não insista. Lúcifer não ira fazer nada com você caso não cumpra essa ordem. Eu acho... -- Disse a ultima frase baixinho. Mesmo que não quisesse retornar sentia medo de que algo ruim pudesse acontecer ao irmão mais novo.
Mesmo que gostasse minimamente dos irmãos, aquele principalmente, Leviathan não sorriu. Quando ele sorria, afinal? Mas, por fim, conseguiu que um sorriso irônico aparecesse em seus lábios. — Eu não gostaria de entender, Belzebuth, essa é a verdade. — Soltou um risinho, como se zombasse do irmão. Nunca havia visto o mais velho lutar, mas tinha certeza que era extremamente habilidoso, aquele corpo, porém, não demonstrava o poder que ele poderia ter. — Leviathan. — Corrigiu ao ser chamado pelo apelido. Por mais que adorasse a abreviação de seu nome, a pose de duro e rígido que havia adquirido não o permitia demonstrar qualquer tipo de afeição por alguém, mesmo que aquele fosse o irmão mais velho que sempre admirara. — Lúcifer o que em casa. Quer que cumpra suas obrigações e ordenou que eu levasse-o.
O mais novo realmente havia mudado somente na aparência, seu jeito continuava o mesmo de sempre. Cabeça dura e rabugento. Deu um sorriso ao ver que aquele era o mesmo moleque de sempre. "Ele riu?!" Belzebuth se surpreendeu ao escutar a risada fraca que o irmão dera e por segundos o encarou com uma cara de espanto, mas sem abandonar o sorriso de canto de lábio. Deu de ombros ao escutar o outro o corrigindo. -- Hum... então o motivo é realmente ele não é? -- Suspirou pesado. -- Você não acha que eu vou me levantar e sair andando tranquilamente com você de volta pro inferno, ou acha Levi? -- Esticou os braços para cima se espreguiçando, mostrando o desinteresse naquela conversa.
Faziam apenas dois dias que Leviathan havia assumido totalmente o controle do corpo de Vincent, quando escutou aquela voz estrondante invadir toda a casa. Conhecia-a tão bem, melhor do que gostaria. Lúcifer. Lúcifer encontrara-o e queria que, agora, ele encontrasse seu irmão, que também havia deixado o inferno para trás. Leviathan já sabia onde ele estava. Baal, era assim que era chamado no mundo humano. E Leviathan foi obrigado a ir até ele, seu irmão mais velho, e seria obrigado a levá-lo até o inferno novamente. Ali, depois que a voz já havia se afastado, sentiu inveja, queria ele estar invisível aos olhos do irmão, o rei. Andou por trás, o vento bagunçando os fios finos do cabelo que sequer eram dele, e ele também invejava. — Me pergunto o porquê de ter escolhido um corpo tão pequeno e frágil para residir, meu irmão. É tão fácil machucá-lo que chega a ser absurdo, principalmente quando ele porta um dos Príncipes.
Um sorriso brotou em seus lábios, um sorriso largo de animação e alegria. Mesmo sendo um dos caras mais chatos e rabugentos que conhecia, estava feliz por reencontrar alguém conhecido. E nada melhor do que reencontrar um irmão. Fechou os olhos respirando fundo. -- Você não entenderia mesmo que eu explicasse mil vezes meu caro. -- Falou e direcionou o olhar para o homem a sua frente. Sua aparência estava completamente diferente da que ele tinha no inferno. Não que pudesse dizer alguma coisa. Seu sorriso morreu aos poucos e já começava a imaginar mil e um motivos para que o outro estivesse ali, parado na sua frente. Sua respiração estava pesada e seus olhos estavam fixos no do mais novo. Podia tentar pensar em mil coisas, mas a unica explicação logica era Lúcifer. O rei é tão arrogante a ponto de ter que mandar seu irmão mais novo atras de si. Pelo jeito sua tática de esconder sua presença estava funcionando melhor do que o esperado.-- O que veio fazer aqui Levi? -- Perguntou sem nenhum tipo de rodeio. Detestava drama desnecessário.