7 de novembro de 1933, terça feira, nascia na cidade de Jundiaí, Vilma Baston. E quem poderia dizer que aquele bebê teria papel tão fundamental na vida de tantas outras pessoas. Irmã do meio, levada, nada discreta, ou recatada, assim era ela.
O significado do seu nome fez jus a pessoa que eras, Vilma, ou aquela que protege, afinal, seu colo sempre foi refúgio, sempre foi abrigo e sempre trouxe amor.
Cresceu, e assim como passarinho que aprende a voar, foi viver. Alçou vôos longos, e por fim, retornou ao ninho, mas não mais sozinha.
Sua história de vida foi dura, teve logo cedo que aprender que as quedas existem, mas o que nos torna especial é a capacidade de se levantar e refazer quantas vezes forem necessárias. Assim se tornou uma mulher de fibra, garra e coragem, definitivamente um exemplo.
Nesta vida fez de tudo um pouco para que o pão de cada dia sempre estivesse na mesa; Ah! E que mesa! Sempre recheada com quitutes que só sua mão era capaz de fazer com primazia.
Jamais esquecerei dos seus verdes olhos que se enchiam de brilho (E sejamos sinceros, de lágrimas também) toda vez que se admirava com o simples da vida. A chegada de um circo na cidade, quando ouvia Clara Nunes entoando o canto das três raças, ou até mesmo quando ouvia nosso hino nacional, mas brilho maior não havia do que quando fazíamos aquilo que mais lhe dava prazer, ficávamos unidos.
Ah vó, você sempre foi luz! Queria hoje poder ler essas palavras e te agradecer simplesmente. Seria uma quimera desejar que eu pudesse apenas olhar nos seus olhos, que provavelmente estariam marejados, e, te dar um longo abraço, pertencer de novo ao seu colo.
Sei que aí de cima você está me ouvindo e talvez até dizendo "Magine bem, não precisava", mas queria te dizer, estamos todos bem. A saudade é inevitável mas a honra de ter tido tantos momentos e memórias boas ao seu lado nos trás um enorme acalanto.
Hoje com toda certeza o céu está em festa, é seu dia!
Parabéns vó!














