bcu-taeoh:
Bagunçados fios cobriam os olhos inchados de Choi Taeoh, que chorava igual a uma criancinha desde que foi deixado sozinho por sua companhia. Talvez fosse os goles que tomara de uma de suas garrafinhas de água influenciando o seu humor, ou fosse somente a falta sendo sentida de forma tardia, não importava: sua aparência estava bem desgastada depois de uns poucos minutos sem as íris de Yun igualmente preenchidas de pesar sobre si, aproveitando para desabar sem testemunhas oculares. Em uma das mãos, segurava firme uma bola de baseball que teria um destino no mínimo interessante. Estava sob sua tutela agora, algo completamente errado em seu ponto de vista. — Seus métodos de conseguir as coisas me assustam, mas é por uma boa causa. — Ainda apresentava traços de choro na voz, embargada por causa da emoção. — Viado, a gente deveria cavar essa porra junto. Uma pázada você dá, depois eu dou outra. Trabalho em equipe. — Disse, levantando a sua bunda no chão e pegando o celular logo em seguida. — Separei todas as músicas icônicas de Wonder Girls ‘pra esse momento, mas é melhor guardar ‘pro final da cerimônia. Vamos fazer essa merda aí. — E, assim, puseram-se a cavar um pequeno buraco em equipe, começando assim um ato simbólico de despedida.
Não gostava de chorar na frente dos outros pela imagem de inabalável que levara anos para construir, contudo, era impossível conter totalmente suas emoções quando dizia respeito ao amigo que já não mais estava presente, deixando como lembrança uma série de tralhas inúteis que guardaria com carinho, mantendo, principalmente, bem zeladas as jaquetas esportivas da universidade, como a que estava usando agora mesmo sobre o corpo. Limpou as lágrimas que confiam a visão após uma fungada, e pigarreou, sustentando um sorriso agridoce. --- Ele se surpreenderia com o fato de dessa vez eu nem usar essa porcaria ‘pra algo violento. --- O peito se encheu daquele sentimento de saudade, e acabou sendo fraca o bastante para chorar um pouquinho. --- Pô, você ‘tá certo, oppa. É justo. --- Concordou, a voz novamente embargada, então, olhou pelo arredores atrás de algo específico. --- Antes de tudo, eu vou beber água. --- Anunciou, pegando a garrafa suspeita repousada no chão. Um. Dois. Três. Quatro goles, e uma sacudida de cabeça, voltara ao seu posto. --- Na hora de falar sobre ele a gente coloca ‘pra tocar. Vamo’ então. --- Não disse nada mais, apenas seguiu cavando junto do mais velho, agora, finalmente conseguindo chorar de forma decente. Ao fim, os olhos chegavam a doer de tão inchados. --- Coloca logo esse inferno de bola na droga do buraco. --- A agressividade era a forma que encontrara, faziam anos, de demonstrar sua dor, e então, quando finalmente viu aquele objeto seguir para o seu destino, respirou fundo, para não cair novamente no choro. Ainda tinha um discurso para fazer, afinal.















