Minseok havia perdido seu caderno de anotações. Ele raramente anotava as matérias durante a aula, mas as poucas coisas que achava importante estavam escritos nas folhas perdidas. A questão era que, além daquilo, ele também guardava uma foto de família na contracapa do caderno e, não era por vergonha, ele não queria ser o idiota que perdeu a foto e teria que mandar revelar outra. Caminhando pelo campus, ele falava em voz alta sobre os caminhos que ele havia percorrido, como se conversasse com alguém. Notou, porém, um olhar estranho decaindo sobre si e sorriu de lado. “Não sou maluco, dizem que se você conversar em voz alta enquanto procura algo, você acha mais rápido. Então estou tentando isso.”
O melodioso timbre ricocheteia através dos corredores aparentemente vazios, ondulando uma fala desconexa aquele que jazia concentrado na partitura entre os dígitos. Porém, ao que a musicalidade persiste, Hyunki direciona o olhar a nascente da sonância em certa curiosidade. Não soube a princípio se o próprio olhar detinha de cerne discriminatória, mas acredita que sim devido a fala alheia. “Oh. Desculpa, cara. Eu não ‘tava te julgando.” Justificou-se de forma simplista, retornando a colocar a partitura para dentro da pasta. “Mas huh. Está funcionando recitar os seus últimos passos? O que você está procurando?” Então finalmente percebe que fora um tanto quanto intrometido, ao que ele mordisca o canto do lábio após a sentença. “Foi mal. Não quis parecer intrometido ou sei lá.’












