“Eu sou simpática, no final das contas. Tipo, inventam de fazer coisas que não tem nada a ver, e alguns ainda não respeitam completamente as meninas esportistas, meio que um machismo enraizado. Não ouviu? Bom saber, eu deveria ser contratada para espalhar essas notícias e ao mesmo tempo manter um segredo de estado, eu provavelmente ganharia uma boa grana. Eu percebi que você estava nervoso, mas como eu disse, não tinha motivos para ficar. Ninguém sabe de nada, e por mim, não vão saber. Sinta-se à vontade para mostrar quando quiser, prometo não julgar.”
“Não posso sair acreditando na palavra de qualquer um, né? Por isso, provas sempre. Pelo visto sim, a pior parte de ser de exatas é que eles parecem inventar um novo mecanismo de tortura novo a cada ano, com umas contas que até eu acho que vieram do próprio inferno como um teste divino. Só se você for perseguido por um assassino, mas aí eu tenho certeza que você vai aparecer. Quem mais abriria a janela?”
Que tipo de coisas nada a ver? E ah, sério? Lembro mesmo de você mencionando que sabe chutar muito bem porque joga, até queria ficar surpreso por ainda existir quem não respeite garotas, mas infelizmente não fico surpreso. Talvez esse seja um dom secreto seu, vamos espalhar por aí, talvez acabe sendo contratada mesmo. É, bem, você sabe, eu penso demais nas coisas às vezes, gosto daqui, preferia não ser despedido nem nada. Promete? Então ok, vou manter isso em mente.
Isso é verdade, mas eu sou mais o cara que acredita no “inocente até que se prove o contrário”, sabe? Se eu já achava que no colégio aquilo era tortura, não consigo imaginar quem cursa exatas como se sente, deve ser cruel, meus pêsames. Felizmente tudo que eu tinha que aguentar era ler horrores, e nisso eu sou bom. Bem pensado, resumindo, eu vou aparecer até quando to sendo perseguido por um assassino, sou um ótimo cara, não?