"Nós éramos só duas crianças, mas eu sabia: é com ele que quero casar."
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"Nós éramos só duas crianças, mas eu sabia: é com ele que quero casar."
Nate a viu sair. Estava gostosa na frente-única nova de seda preta, os cabelos castanho-escuros lisos caindo entre os ombros nus e a calça de coro apertada nos quadris. Parecia que já tinha transado, muitas vezes.
Calça de couro tende a produzir esse efeito.
Nate olhou para Blair, que os observava cuidadosamente, e se retraiu.
— Olha, Serena — disse ele, dando um passo para trás e retirando os braços dela. — Eu não posso... sabe como é... ser seu amigo... não como a gente era antes — começou ele. Serena olhou curiosa nos olhos dele, tentando ler seus verdadeiros pensamentos.
— O que foi que eu fiz? Eu fiz alguma coisa? — Blair é minha namorada — continuou Nate. — Eu tenho de... Tenho de ser fiel a ela. Não posso... Realmente não posso... — ele engoliu em seco.
Serena cruzou os braços no peito. Se ao menos pudesse odiar Nate por ser tão cruel e tão baixo. Se ao menos ele não fosse tão bonito. E se ao menos ela não o amasse.
"Serena podia sentir Blair observando-a, e suas mãos tremeram enquanto ela vasculhava a bolsa procurando o isqueiro. Como sempre, não tinha um. Sacudiu a cabeça irritada e ergueu os olhos para Blair. E depois, em vez de se fuzilarem com os olhos, as duas garotas sorriram. Foi um sorriso estranho, e nenhuma das duas sabia o que a outra queria dizer com ele.
Será que Blair estava sorrindo porque tinha conquistado o cara no fim e tinha pisado nos sapatos de festa de Serena? Porque — como sempre — ela estava conseguindo o que queria?"
As delícias da fofoca — Vol. 1
Nate e Blair estavam dançando juntos, a bochecha dela colada no peito dele, os dois de olhos fechados, os lábios dele roçando o alto da cabeça de Blair, que tinha dado um tempo ao cérebro e sua cabeça estava cheia de estática. Estava cansada de imaginar filmes. Agora mesmo, a vida real convinha muito bem a ela.
Blair abriu a porta do reservado.
— Você ainda está aí.
Nate estendeu a ela o comprimido e a água.
— Eu ainda estou aqui — repetiu ele.
Blair engoliu o comprimido, bebericando a água lentamente.
— Eu estou bem. Pode voltar para a festa.
— Você está bonita. Nate ignorou o que ela dissera. Ele estendeu a mão e apertou o ombro nu de Blair. A pele dela era quente e macia, e Nate quis se deitar com ela na cama e dormir juntos como sempre fizeram.
— Obrigada — disse Blair, o lábio inferior começando a tremer. — Você também.
— Desculpe, Blair. Eu realmente sinto muito — começou Nate.
Blair assentiu e começou a chorar. Nate pegou uma toalha de papel e estendeu a ela. — Acho que o único motivo para o que eu fiz... quer dizer, para o que eu fiz com a Serena... é porque eu sabia que ela ia topar — prosseguiu ele, procurando pelas palavras certas. — Mas era você que eu queria o tempo todo. — Essa foi boa.
Blair engoliu em seco. Ele disse a coisa certa, exatamente do jeito que ela havia escrito em seu roteiro mental. Ela colocou os braços em volta do pescoço de Nate e deixou que ele a abraçasse. As roupas dele cheiravam a maconha. Nate a afastou e olhou nos olhos dela.
— Então está tudo bem de novo? Você ainda quer ficar comigo?
Blair viu o reflexo dos dois juntos no espelho do banheiro, fitou os lindos olhos verdes de Nate e assentiu um sim.
As delícias da fofoca — Vol. 1
"Você me ama?"
"Oi, você está linda.
Quer me contar alguma coisa?"
"Eu só queria que a gente tivesse um recomeço e você nem tentou."
"- Eu me lembro dos bailes que costumava organizar. – disse a sra. Van der Woodsen, com uma expressão sonhadora. – Mas o que me preocupava neles eram se os meninos iam aparecer. – Ela sorriu para Nate e Chuck. – Não precisamos nos preocupar com vocês dois, não é ?
- Eu estou totalmente nessa. – confirmou Chuck esquartejando a omelete de Blair.
- Eu vou. - disse Nate, olhando para Blair, que agora o encarava.
Nate estava usando o mesmo suéter de cashmere que ela lhe dera em Sun Valley. Aquele com o coração de ouro.
- Com licença. – Blair se levantou de repente e deixou a mesa."
"Ele tentou afogar os pensamentos sobre Blair e Serena no máximo de álcool que conseguiu engolir, e agora estava pagando por isso. Seu rosto estava pálido, tinha círculos marrom-arroxeados sob os olhos e as bochechas estavam encovadas. Ele se sentia uma merda.
Assim que o maldito brunch terminasse, ele iria direto para o parque, para fumarao sol e dar uns tapas. A cura perfeita.
Mas antes tinha de azarar Balir um pouquinho. Só o bastante para ela querê-lo de novo."
— Ei, Blair - disse Nate delicadamente, fazendo com que Blair deixasse cair a colher com estrondo. Ela sorriu e se inclinou na mesa. - Isso parece bom. Me dá um pouquinho?
A mão de Blair agitou-se nervosamente para o coração. Nate sexy. Seu Nate. Meu Deus, ela o queria. Mas não ia se entregar com tanta facilidade. Tinha seu orgulho.
Blair recuperou a compostura e empurrou o prato para ele, pegando uma bebida e entornando o que estava dela em um gole só.
- Pode ficar com o resto - disse ela e se levantou - Com licença.
Eles chegaram ao corredor para os toaletes.
- Qual é, Blair. Desculpa, ta bem ? Será que a gente pode conversar? – gritou Nate
Blair chegou a porta do banheiro das mulheres e se virou, empurrando – a pela metade com o traseiro.
- Me deixa em paz, ta bom ? – disse ela, ríspida e entrou.
Nate ficou do lado de fora da porta por algum tempo com as mãos no bolso, pensando. Naquela manha, quando colocou o suéter verde que Blair lhe dera, encontrou um coraçãozinho de ouro costurando na manga. Nunca o tinha percebido antes, mas era obvio que foi Blair quem o colocou ali. Pela primeira vez ele percebeu o que ela quis dizer quando falou que o amava.
Foi muito intenso. E muito lisonjeiro. E meio que o fez querê-la novamente. Não era qualquer garota que costurava um coração de ouro nas roupas.
Ele tinha esse direito.
Nate se atrapalhou. Lembrou o que Cyrus tinha dito a ele sobre as garotas gostarem de surpresas. Bom, Blair estava prestes a ter uma surpresa e tanto, e Nate achava que ela não ia gostar nem um pouco dessa.
- E o quê? - perguntou Blair. - O que aconteceu?
- A gente se beijou. - Nate inspirou fundo e prendeu a respiração. Não podia deixar isso assim. Soltou o ar. - E depois a gente transou.
Blair tirou a colcha dos ombros e se levantou.
- Eu sabia! - gritou ela. - Quem é que não transou com a Serena? Aquela nojenta, aquela puta suja!
- Desculpe, Blair. Mas não foi assim, não foi nada planejado. Só aconteceu. E foi só daquela vez, eu juro. Eu não quero que você pense que essa é minha primeira vez, porque não é. Eu tinha de contar a você.
Blair pisou durou até o banheiro e apanhou o robe de cetim rosa do gancho. Vestiu-o, apertando o cinto.
- Dá o fora daqui, Nate - disse ela, as lágrimas de raiva jorrando pela bochechas.
- Não posso mais ver você. Você é ridículo.
- Blair... - implorou Nate. Por uma fração de segundo ele tentou pensar em alguma coisa encantadora para dizer. Em geral ele conseguia pensar em alguma coisa, mas agora não vinha nada.
Blair bateu a porta do banheiro na cara dele.
As delícias da fofoca — Vol. 1
O novo plano de Blair era virar uns drinques com Serena no Tribeca Star, sair cedo, ir para casa, encher o quarto de velas, tomar banho e esperar por Nate. E depois eles transariam a noite toda com uma música romântica. Ela já gravou um CD sensual para tocar quando eles transassem.
Até as garotas da classe recorrem a coisas vulgares como gravar CDs quando vão perder a virgindade.
No intervalo de 6 minutos entre o toque da sineta para o fim da aula de latim e o toque de início da aula de educação física, Nate se esgueirou para o laboratório de computação da St. Jude's School. Ele e Blair se acostumaram a trocar um bilhete de amor por e-mail toda quarta-feira (todo bem, foi idéia da Blair), para ajudar a atravessar a chatice da semana de aulas. Só mais 2 dias para o fim de semana, quando eles podiam passar o tempo que quisessem juntos.
As delícias da fofoca — Vol.1
De repente a voz da mãe de Blair soou, alta e clara, pelo corredor.
– Serena van der Woodsen! Que surpresa agradável!
Nate largou a mão de Blair e se pôs de pé como um soldado que levou uma bronca. Blair se sentou dura na ponta da cama, colocou o copo no chão e agarrou a colcha com força, os nós dos dedos esbranquiçados.
Ela olhou para Nate.
Mas Nate já estava se virando para sair, andando a passos largos pelo corredor para ver se aquilo podia ser verdade.
As delícias da fofoca — Vol. 1
Blair pegou a maçaneta de vidro da porta e girou, surpreendendo Kitty Minky, sua gata Russian Blue, que estava enroscada na colcha de seda vermelha da cama. Blair parou na soleira da porta e se inclinou para Nate, apertando seu corpo junto ao dele. Ela estendeu o braço para pegar a mão de Nate.
Naquele momento, as esperanças dele se reanimaram. Blair estava agindo de um jeito sexy e apaixonado e será... que alguma coisa estava prestes a acontecer?
Blair apertou a mão de Nate e o puxou para dentro do quarto. Tropeçaram um no outro, caindo na cama, e entornaram a bebida no tapete de pêlo de cabra.
Blair riu; o uísque que ela derrubou tinha ido direto para a sua cabeça. Estou quase transando com o Nate, pensou Blair.
As delícias da fofoca — Vol. 1
Nate dormiu, roncou baixinho, e Blair se deitou ao lado dele e imaginou que ela e Nate estrelavam um filme em que eram casados e ele tinha problemas com a bebida, mas ela ficaria com ele e o amaria para sempre, mesmo que de vez em quando se molhasse na cama.
As delícias da fofoca - Vol. 1