Em nome da Excalibur, Polly Jean, em seus vinte e sete anos, jura seguir o legado do Circo durante a sua estadia na Academia dos Legados. Com a sabedoria concedida a ela, deve se manter caminho da luz enquanto conclui o Módulo II. Com a bondade tocada em seu coração, recebe ousadia e não se permite ser corrompida por medo.
HABILIDADE MÁGICA: Persuasão extrema. A base da habilidade é poder convencer ou contrariar a partir do uso de suas palavras, mas precisa manter contato com a pessoa e o uso excessivo causa lapsos de memória. Com treino, se tornou capaz de formar verdadeiras ilusões duradouras, aprisionando as pessoas no que ela quer que vejam.
OCUPAÇÃO: Narradora no Circo des Rêves. Costumava ser acrobata e ainda faz números, mas assumiu outra posição devido ao desenvolvimento da sua habilidade mágica.
Em uma sociedade onde status é tudo, a falta de um sobrenome denuncia a insignificância. Tendo sido sempre apenas um nome (composto, ainda assim, mas só nome), Polly Jean teve em mente desde cedo que seu destino era não ter destino. Além do nome e algumas lembranças, os pais não lhe deixaram nada registrado, e imaginava que viveria e morreria assim como as baratas que rastejavam pelo orfanato do Castigo: miseravelmente, mal sendo percebida. Bastava esperar. Se vivesse o suficiente para atingir a maioridade, se entregaria à algum dos vilões, trabalharia no Bordel Soul (que parecia o único destino possível para as orfãs do lugar), faria qualquer coisa, mas não adiantaria. Eventualmente, seria esmagada.
A promessa de viver no e para o Circo, lugar que parecia tão mágico e encantador, contrariou suas expectivas e a fez pensar que talvez o fim não estivesse tão próximo. Já era velha o suficiente para saber que tudo tinha um lado podre, mas após viver desde que se entendia por gente no orfanato, largada às traças e completamente à margem de tudo, Polly iimaginou que não poderia ser pior do que já conhecia. Era obediente e inteligente e, se fosse ruim, poderia aguentar. Melhor uma tenda individual e apresentações esporádicas do que um colchão podre e a precariedade geral, não é?
À primeira vista, a resposta fácil é sim. Mas agora sabe que não. Seu pedido desesperado à Fada Azul lhe transformou em uma mera marionete nas suas mãos, incapaz de sequer poder planejar um destino para si mesma. Chegando ao fim do Módulo II, seria proibida de continuar, e o Circo se tornaria, finalmente, seu único cenário. Não há saída nesse acordo, feito há tanto tempo, por isso Polly enrola as matérias da Academia e é sempre reprovada propositalmente. Agora, está no primeiro ano do Módulo II. Faz o necessário para continuar mantendo a imagem de boa moça aos olhos de Gepetto e Fada Azul, mas não é necessário conhecê-la muito bem para saber que sua situação não é tão bem quista assim, visto que até usa a habilidade como forma de se divertir por Storydom sem ser pega.
Por sua posição social, Polly não se importa com os problemas de Storydom. Sabe qual o lado certo e o errado da situação (afinal, tinha sido cria do Castigo), mas qual seria a utilidade de pensar nisso se seu futuro já tinha sido, há muito, determinado? Arthurian continuará rica, o Castigo continuará pobre, e ela continuará no circo. Parece a ordem natural das coisas.














