Cura
Escrever sempre me curou, até nos momentos em que eu nem sabia que precisava de cura. Escrever me fez mais forte, mais consciente, mais madura e ao mesmo tempo tão menina, tão inocente, tão “descobrindo a vida”.
Desde muito tempo, palavras bonitas visitam a minha mente criando frases melhores ainda. Versos singelos, despretensiosos que fazem estrago quando lidos com calma.
Escrever é a alma que diz “olá”. É o íntimo em destaque. É escrever para desabafar, fazer para ninguém ver e, quando perceber, já está belo o suficiente para permitir que outros acessem.
A cura veio da expressão e que forma mais simples é deixar sair pelas palavras. É delicado, é verdadeiro, é único.
Gostaria que hoje ainda estivéssemos na era da valorização da escrita, do aprofundamento de uma verdade íntima que cala, mas que transpassa através dos dedos, das mãos, das letras.
Se um dia quiser se conectar com o seu íntimo, escreva, se conheça, faça por você, para você. Deixe sair toda mágoa, peso, aflição, saudade, dúvida, através das palavras.
Deixe sair quando o lado de dentro movimentar.
Marcia Belinazo Moretti















