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Fechou os olhos para se acostumar com a sensação. Os momentos de vergonha iniciais já tinham passado e ela agora se acostumava à ter Peeta próximo de si. Deviam fazer isso mais vezes. Quer dizer, se eles tinham decidido se tornar amigos, fazia parte ser afetuoso, certo? Mas se ela pensasse rápido por um momento, não se imaginava assim com outras pessoas, nem mesmo Gale. Existiam coisas que só os dois, Peeta e Katniss, podiam fazer sem ficar tão estranho assim. Por mais que a maioria das coisas que aconteciam entre eles era estranho. Bem difícil de explicar.
Recentemente, ela veio percebendo que ele se afastava mais dela, e imaginava ser sobre o que Haymitch disse sobre o plano. Katniss não conseguia ver nada que pudesse ser dito. Ela só estava fazia o que lhe propunham, e ainda não compreendia a raiva de Peeta. Para evitar qualquer tipo de contato, ela também estava mantendo certa distância dele. Até agora.
Comprimiu os lábios ao ouvir o que ele disse. Por alguma razão, ela sabia que não seria tão fácil assim. Ela tinha certeza de que ainda tinha muita coisa por vir, não só ter sua vida monitorada pelo resto da vida, ou ter de se tornar mentora, treinar pessoas para serem jogadas naquela arena. Não, não era só isso. Levou uma das mãos à sua trança e ficou passando os dedos entre os cabelos, a cabeça pensando à todo vapor.
”Eu sei.” respondeu simplesmente, olhando para baixo. “Nunca quis que você morresse. Ou que alguém daquela arena também morresse, por mais que fosse preciso.” uma pausa. “Peeta…” abriu a boca, mas esperou por mais alguns segundos para as palavras conseguirem sair de sua língua. “Você ainda tem pesadelos?”
Por mais estranha que fosse a relação deles, Peeta sentia-se confortável agora. Mas não em questão do frio, ou do sofá, mas sim de Katniss. Ele sentia-se bem em tê-la assim, tão próxima, tão... sua. Talvez não fosse exatamente essa a palavra certa. Ele tinha dúvidas quanto ao relacionamento dos amantes desafortunados. Em certas horas, ela parecia estar sendo sincera em seus beijos, em outras, forçada demais. Contudo, Peeta ainda a amava.
Fechou os olhos, ouvindo o crepitar do fogo. Teria que treinar os próximos tributos para os eventuais futuros Jogos Vorazes. Sem dúvida, treiná-los devia ser um trabalho mais árduo e sacrificante. Preparar crianças e levá-las em direção a morte certa. Não queria isso para Katniss, nem para si próprio. Para ninguém. Não evitou sentir pena de Haymitch e dar razão para sua embriaguez.
Abriu os olhos, sentindo algo se formar em sua garganta. A pergunta dela lhe pegara de jeito. -- Eu só tenho um pesadelo -- disse baixo, sem olhá-la e incapaz de continuar a frase. Engoliu em seco. Estava olhando para a razão de suas noites em claro, de seus pesadelos. Katniss. Perder Katniss era o seu pior pesadelo. -- E você? -- perguntou ainda mais baixo e involuntariamente apertando-a um pouco mais, apenas para ter certeza absoluta de que estava no mundo real, de ela estava ali, envolta em seu braços, e não iria perdê-la.
— Ah, ele está demorando muito! — Prim meio choramingou, meio falou rindo. Na verdade, sua expressão estava ansiosa o bastante para misturar os dois. Ah, fala sério, sua primeira receita feita sozinha, sem a ajuda de ninguém, e que não era da área de cuidados medicos. Prim queria mostrar que sabia fazer um bom trabalho tanto na cozinha quanto em qualquer outro lugar — Quando você faz, parece ser tão rápido.
Prim pegou as luvas e vestiu em suas mãos, assentindo com a cabeça.
— Está bem, mas eu tomo cuidado, Peeta.
-- É porque você não fica ansiosa, olhando para o forno de segundo em segundo -- disse calmo, mas estava começando a ficar ansioso também. Prim queria que seu pão desse certo, e ao que tudo corria, daria certo e um belo café-da-manhã. Olhou mais uma vez para o forno, o pão parecia bastante corado e grandinho. -- Acho que você já pode tirá-lo, Prim. -- Sorriu, esperando a reação da garotinha.
//Closed//breads-boyreblogou
Yukiko olhou para a pessoa que falara com ela.- Não tem problema, eu acho que estou ficando neurótica.- Disse com um sorriso amigável no rosto.- Sou Yukiko.
-- Ah -- riu, olhando para a garota com estranhos cabelos azuis. Ela não parecia ser da Capital, mas mesmo assim seus cabelos eram estranhos aos olhos de Peeta. -- Peeta -- sorriu, esticando a mão em forma de cumprimento.
*Open*
Hideko amaciou a feição ” ele não parece ser uma pessoa ruim” pensava ela.- Desculpe meu modo de falar, é que bem, por aqui se tem que desconfiar até da própria sombra entende?
-- Sim, entendo muito bem -- deu um sorriso fraco, lembrando-se de como é ruim ter a vida vigiada, nunca sabendo em quem se pode confiar. -- Você mora por aqui? -- perguntou, pois não reconhecia a garota de nenhum distrito.
Open RP | Bored
Liam havia resolvido sair um pouco do acampamento e visitar sua mãe, fazia um certo tempo que não a via, e nem nenhum de seus irmãos que sempre foram apegados a ele. Liam tinha um grande carinho por todos os seus irmãos e parentes, tanto fora do acampamento quanto dentro dele, quer dizer, todos aqueles irmãos e irmãs bagunceiros as vezes o deixavam louco, mas sendo o mais velho em seu antigo lar, sabia lidar com esse tipo de coisa, e adorava ter a companhia de pessoas que pareciam ter tanto em comum com ele.
Quanto mais andava pela cidade, mais se deparava com coisas das quais seus irmãos iriam gostar, desde pequenos instrumentos musicais até roupas, calçados e coias do gênero, pensou até em presentear alguns, afinal, estava próximo do natal, e ainda achava ótimo comemorar tal data. Algumas crianças passaram correndo por ele, e na tentativa de desviar, acabou dando um pequeno esbarrão em alguém, se virando quase que no mesmo instante para se desculpar.
“Foi mal, sério! É que eu tentei não esbarrar nas crianças, e aí, hã, esbarrei em você…”
Peeta havia terminado o seu turno na padaria, saindo mais cedo do que de costume, resolveu andar e aproveitar o resto do dia de folga afinal, isso não acontecia com muita frequência. Observava as lojas já enfeitadas para o natal, com grandes enfeites chamativos de cores berrantes e iluminações exageradas. Ele gostava do natal, sem dúvida, mas de um jeito mais sentimental e não comercial.
Desviava de todas as crianças com cuidado para não esbarrar em nenhuma. Sentiu algo, ou melhor, alguém esbarrar consigo. Virou-se imediatamente, pensando ser alguma criança, e imaginando se ela tivesse se machucado ou não. Mas não era uma criança. Era um rapaz, que se desculpara também.
-- Ah, eu estava fazendo o mesmo -- ele riu sem graça. -- O erro foi meu, não precisa se desculpar.
OPEN
- erm… no Japão. - respondeu ela estranhando cada vez mais as perguntas dele. - ocê está mesmo bem perdido. Em que continente fica essa tal de Panem?
-- Continente... -- repetiu para si mesmo, tentando lembrar-se das aulas de geografia, que dizia ter algumas coisas assim há muito tempo atrás. -- América, eu acho. Aqui não é a América, é?
— Não… — Murmurou, abraçando a barriga. — Dá pra ter um pouco mais de consideração comigo? — Ergueu o rosto de bochechas rosadas para o loiro e fez uma careta. — O que você tem? Tá com fome ou perdido, loirinho? — Arqueou as sobrancelhas, meio curiosa. Apesar de as outras pessoas estarem correndo, nenhuma delas tinha tropeçado na semideusa. E nenhuma delas estava com aquela cara de espanto.
Ele franziu a testa, não entendendo tamanha grosseria da garota, mas resolveu não ligar, já havia passado por situações piores. -- Estou perdido. -- Admitiu, agora um pouco mais calmo e concentrado. -- Quer ajuda para se levantar? -- Perguntou delicadamente, percebendo a alteração alcoólica da outra.
Open
Noite turbulenta, cidade lotada e pra completar, uma filha de Dionísio meio tonta. Era tarde, estava escuro e ela no portão de seu apartamento, tentando acertar o buraco da fechadura. — Caramba… Por que essa merda não entra logo? — E assim, depois de algumas tentativas desistiu e escorreu para o chão, cansada.
Peeta estava na Capital, ele tinha certeza. Só podia ser uma pegadinha dos malditos idealizadores, ou mesmo de Snow. Ele nunca vira uma cidade tão lotada e com tantas luzes assim, tão tarde. Começou a ficar desesperado, correndo sem saber para onde ir, entrando em lugares que nem mesmo sabia o que eram, e assim, tropeçou em alguém que estava... dormindo no chão? Observou atentamente a garota, que parecia muito debilitada e resolveu ajudar.
-- Ei, você está bem? -- agachou-se.
//Closed//breads-boyreblogou
Yukiko estava andando na floresta que ficava nos arredores do reino. Ela olhava para o céu que não tinha nenhuma nuvem quando escutou um barulho de galhos quebrando.- Quem está ai?- Perguntou pegando o arco que estava em suas costas, mas sem colocar nenhuma flecha.
Katniss tem razão quando fala que Peeta não sabe andar sem fazer bastante barulho, afastando todos o bichos. Dessa vez não foi diferente, ele quebrou tantos galhos, fez tanto barulho, que até chamou atenção de alguém que caminhava por ali também.
-- Desculpe, não foi minha intenção te assustar.
— Sério? E eu adoraria que o padeiro Peeta Mellark experimentasse.
Prim sorriu, sentindo o cheiro do pão e voltando com toda a sua ansiosidade.
— Está pronto? — Correu para o forno, sem se lembrar de panos ou luvas, só queria ver se o pão já estava no ponto.
-- Sério -- ele riu, ouvindo as palavras animadas da pequena Prim. Caminhou junto a ela, observando o pão atentamente. -- Acho que podemos esperar mais um pouco, até ele dourar mais. -- Peeta pegou as luvas deixadas sob a mesa e entregou à Prim. -- Vai acabar se queimando com essa pressa toda.
OPEN
- Panem? - perguntou ela em duvida - Isso é o nome de uma cidade? Não sabe que está em Osaka?
-- O...Osaka? -- Levou uma mão a cabeça. Estava completamente perdido. Nunca ouvira falar dessa tal Osaka, e nem a garota do distrito 12 ou mesmo de Panem. -- E onde fica isso?
{ Ok, estou aqui, alguém para rp? Não, não? Beleza. q }
{Olha um Peeta só esperando por uma open sua aqui, linda <3 qq}
OPEN
- Distrito… 12? - perguntou ela repetindo - desculpa mas não sei onde fica… tão pouco já ouvi falar alguma vez de um lugar com esse nome.
Ele estranhou a reação da outra. -- Nunca? -- Perguntou retoricamente. -- Mas em que lugar eu estou se não Panem? -- Peeta começou a ser preocupar.
Prim se afastou do forno, observando o pão no meio de um fogo consideravelmente maior do que o anterior. Imaginou como seria trabalhar para Peeta de vez em quando na padaria. Seria divertido e poderia aprender outras receitas.
— Mais ou menos. Só queria fazer alguma coisa diferente por mim mesma. Será que vão gostar?
-- Claro que sim -- disse gentilmente. -- Eu mesmo adoraria comer o pão feito por Primrose Everdeen -- respirou fundo, sentindo o cheiro bom que começava a sair do forno, indicando um bom sinal.
*Open*
-acha?- disse recuando um passo, estava a ponto de liberar seu poder demoníaco, mais não iria fazer isso enquanto o ser não se mostra-se uma ameaça.
-- Desculpe se te assustei -- ele disse calmo, observando a feição um pouco brava da garota. -- Eu só estava caminhando.