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drvconik:
A conversa parecia ir por caminhos mais profundos e aquilo não incomodava Alnik, na verdade, ouso dizer que até o animava. Ele estava precisando pensar por outras linhas as quais não conseguia se prender ultimamente. Além disso, ver a paixão brilhar nos olhos de Bruiser fora interessante, fazia tanto tempo que não interpretava reações de outras pessoas que sentiu como se em seu próprio programa fosse implementado uma melhoria. Bufou uma rápida risada de seus pensamentos e manteve o sorriso, era uma conversa sem ataques e casual como o ambiente merecia e ele queria demonstrar que aquilo era bom.
O questionamento do Major, no entanto, o pegou de surpresa. Ninguém nunca havia o feito tão profundamente acerca daquele assunto. Seu pai mesmo pouco se importava com seu posicionamento político, uma vez que o próprio patriarca não tinha um definido (algo herdado por Alnik), sua única exigência era manter as imagens que seu o avô de Alnik criara, sua mãe era a favor do governo por estar acomodada com a segurança que lhe era promovida, mas tivera sua posição baqueada quando Nalee fora internada, apesar de acreditar ser o modo mais correto de ‘ajudar’ sua filha.
Precisava de alguns segundos e agradeceu com um acenar quando ele falou sobre não ter pressa em ouvir uma resposta. Deu o primeiro gole de seu copo ‘recém recarregado’ e o mirou por alguns segundos. O que realmente me faz agir como costumo agir? perguntou-se enquanto os olhos azuis miravam o líquido escuro. Por fim, levantou o copo também, como se comemorasse algo com o homem ao seu lado. — Acho que… Segurança. Se meu governo me protege, porque eu não retribuiria? E o que um homem como eu poderia fazer se não honrar seus deveres e obrigações para com minha bandeira? — respondeu com certa sinceridade. Por mais que estivesse abalado com os últimos acontecimentos, Alnik mantinha-se fiel aos seus primeiros princípios. Aquilo a que fora ensinado demonstrar.
— E você, Bruiser? De onde veio todo esse amor por Gallica I? Devo observar que falou com uma dedicação que não é tão comum de se ver por aí, nem mesmo entre as pessoas que mais deveriam ter essa devoção. — agora ele mesmo encontrava-se curioso a respeito daquele homem. Tinha alguma lembrança do homem usando um uniforme, mas o que lhe custaria perguntar a respeito e ouvir da própria boca dele?
Retribuição, como Alnik havia respondido, era uma excelente palavra para Bruiser, que não precisava pensar muito para responder àquela pergunta, mas parou por uns instantes e pensou em Gallica I. Tudo o que sua família e ele mesmo haviam construído até então, todos os problemas que haviam resolvido, tudo o que havia sido feito por eles e o modo de vida que levavam. Parecia egoísta, mas ele sentia que precisava retribuir o que havia recebido daquele lugar e daquelas pessoas.
Suas convicções foram traçadas com base no que havia aprendido e nas ideologias com que convivera e em que acreditava a vida inteira. Era algo que estava dentro de si, que pulsava todos os dias ao acordar, que enxergava nos rostos dos cidadãos. Bruiser Lascius sentia que estava fazendo algo bom, sentia que estava protegendo seu povo e achava que era bom ter controle sobre eles para o bem dos próprios cidadãos e de toda Gallica I.
— Minha motivações são antigas, jovem Draconi... — falou meio baixo, organizando os pensamentos acerca de seu dever como major. — Não apenas meu cargo como major me faz amar o que faço, mas, sabe... Eu tenho essa profunda compreensão do que é melhor para todos. Parece triste e até cruel, e eu, pessoalmente, sei bem disso. Mas, por outro lado, se pensarmos na sociedade de Gallica I como belas flores no campo, precisamos entender que, mesmo as ervas daninhas sendo igualmente vegetais, elas existem em detrimento de outros seres. Elas prejudicam o equilíbrio e a capacidade de prosperar que as outras plantas têm. Essa analogia sempre me acompanhou, sempre me levou a prosseguir com o que precisa ser feito.
Bruiser tomou um gole da bebida, sentindo-se bem por poder conversar com uma pessoa decente em dias. Ultimamente andava cercado de robôs e pessoas igualmente robóticas na maneira em que agiam. Alnik parecia alguém com quem ele pudesse compartilhar opiniões e interesses, ou ao menos um pouco de sua bebida. Era uma pessoa que merecia o status e a posição, ele era alguém que fazia a sociedade funcionar e caminhar.
— Acredito, se me permite dizer, senhor Draconi, que atraia bastante a atenção das moças de boa família. Sei que não é casado... Mas alguma mulher o fez sentir-se vivo recentemente? — perguntou, olhando para o nada como se falasse a um amigo próximo, a voz um pouco mais arrastada por conta da bebida.
|The Future of Gallica I| Lascius&Lascius
hectolascius:
No dia após a catástrofe que havia se instalado durante o Banquete Para Gallica I, Hecto poderia dizer que estava talvez tão atordoado quanto todos os outros convidados, de modo que precisou de um comprimido para dormir e de duas xícaras grandes de café no dia seguinte, para sair da própria cama.
A ameaça rebelde era algo que temia bastante. A ideia de ver suas experiências científicas no Manicômio irem por água abaixo parecia um grandioso pesadelo. Queria muito falar com seu tio sobre os eventos daquela noite, mas preferiu deixar a semana passar para ter uma conversa mais profunda com ele. Sobretudo, vieram a se encontrar durante a semana seguinte, principalmente porque Hecto participaria do Depoimento a ser prestado por Maya Euterpe e Topher Hyde, envolvidos no caso. Depois de realizar isso, porém, combinou com o tio e também Major de Polícia que se encontrassem no Order’s Restaurant, para jantar e conversar sobre algumas questões importantes.
Naquela noite, pegaram uma mesa mais reservada, onde não poderiam ser ouvidos. Sentaram-se e fizeram seus pedidos, Hecto escolheu lagosta. – Então, Bruiser, sua semana deve ter sido ainda mais corrida que a minha, eu suponho.
Sentados em um lugar distante do restaurante, Bruiser observava o ambiente, olhos afiados e rosto endurecido, sua cabeça não parou nem por um instante desde os acontecimentos no Grande Banquete. Ver Hecto era algo que, de certo modo, alimentava sua esperança em soluções concretas, uma vez que o mais jovem era um gênio e sabia bem o que fazer ou dizer na maior parte das situações.
— Essa foi uma semana realmente exaustiva. Preciso dizer que gosto mais de quando as coisas estão sob controle. Aqueles malditos conseguiram realizar um movimento — Bruiser falou, socando a mesa com raiva, balançando negativamente a cabeça e passando a mão pela testa. — E diante da população de Gallica I... Aquilo foi perigoso... Muito perigoso... Essas pessoas não podem pensar que algo fugiu do nosso controle, isso seria ainda mais terrível.
Bruiser se lembrava de alguns policiais que estavam com medo da ameaça rebelde. Aqueles covardes desgraçados eram uma desonra para toda a corporação. Não podiam recuar, era preciso mostrar quem é o verdadeiro poder ali, e disso Bruiser entendia muito bem. Uma de suas preocupações era especialmente o seu povo e o que eles andavam pensando do governo e da força policial.
— E como foi a sua semana, Hecto? Imagino que o trabalho não tenha sido nada fácil desde então.
responsibilities. bruiser & alnik
drvconik:
Riu-se da forma como o major havia completado sua sentença, mas não a negou, às vezes, lá no fundo, talvez até ele, ‘o mais bonzinho dos homens da classe alta’, quisesse sair por aí detonando carros, atirando em alguém, cedendo ao caos. Os olhos azuis agora pareciam se divertir pois eles mesmo sorriam para Bruiser com certa zombaria. — Nem me fale. — finalmente concordou com o homem, ele não seria preso por aquilo, não é? Não podia ele ter seus momentos de crise? Afinal de contas… Toda aquela pressão que sofria? Para ser o filho perfeito, para pais ‘tão perfeitos’ quanto, o irmão exemplar, por mais que Nalee fosse nenhum pouco influenciável e tivesse uma personalidade forte e inteiramente dela, o herdeiro ‘incorruptível’, moldado ao posto que lhe seria de direito, bom moço aos olhos da lei e de toda uma classe. Normais para a maioria das pessoas, ele mesmo diria, mas ainda assim pressão. Principalmente quando importava tanto para ele realizar todas as expectativas que tinham sobre si.
Arrancado de seus devaneios de embriaguez (ou não seriam apenas filhos do álcool?) por aquela frase sobre eles, Alnik não conseguiu esboçar reação alguma. Dixie Dignal veio à sua mente e ele apenas lutou para expeli-la dali. Pensava demais nela ultimamente e não deveria fazê-lo, pois o último encontro que tiveram não deveria passar daquilo que foi: uma despedida. — Eu… não deveria… Mas acho que nessa noite é justo. — e sorriu animado com a ideia de ter mais um pouco de álcool para ser tratado por seu tão saudável fígado, arrastando o copo para o centro do balcão, onde o robô-garçom poderia servir-lhe. — Alnik. — ofereceu a mão para o homem, num sinal de respeito e cumprimento e só então analisou bem o rosto dele. — Acredito que eu já tenha te visto antes. Talvez conversando com meu pai em alguma festa, mas nunca fomos apresentado devidamente. Sou o filho mais velho de Kass Draconi.
Bruiser não se impressionou ao sorrir para o homem e apertar sua mão com algum entusiasmo contido. Era sempre um prazer cumprimentar as pessoas de bem de Gallica I. Os Draconi eram parte das pessoas mais respeitáveis dali. Bruiser viu no Draconi um espírito semelhante.
— Você é o jovem Draconi, já nos vimos antes certamente. Bruiser Lascius. É um prazer finalmente sermos apresentados.
Bruiser conhecia bem a história da família daquele homem, pelo menos em parte. Já ouvira falar sobre as riquezas, sobre os outros familiares, conhecia, inclusive, o pai de Alnik e até mesmo ouvira sobre a irmã mais nova, a garota que tinha passagens pelo manicômio por comportamento inapropriado. Bruiser sabia bem no que acreditava, quais eram seus ideais, por isso era impossível não pensar que a jovem havia tido o destino que merecia por realizar tais atos. Tinha a certeza de que até mesmo a família dela concordaria com o major. Bem, era o mais lógico para o Lascius.
Viu o copo ser preenchido com a bebida. Lembrou-se de sua própria irmã e do quão difícil era para qualquer família passar por uma situação como aquela, e como era difícil livrar-se do constante questionamento “o que eu poderia ter feito para impedir o curso do destino?”. Bruiser entendia o fardo de Alnik. Pensou em perguntar algo, mencionar o problema, mas achou que seria um assunto que não se pergunta casualmente em um bar. Por isso era mais do que compreensível que buscassem algo em que pudessem se apoiar. E o major sabia bem o que o movia.
— Dias assim até parecem tranquilos, mas é impressionante como as aparências enganam. É um peso que precisamos carregar para que tudo fique sob controle. Mas, sabe... Nós somos Gallica I.
Bruiser disse as palavras de modo orgulhoso, mas era apenas mais um bêbado discursando apaixonadamente em nome do que defendia, e gostaria de recrutar mais "soldados" para aquela "batalha" em nome do governo.
— Mas me diga, Alnik Draconi, o que é que te move em meio ao caos? O que o mantém nas linhas do que é correto? — perguntou, levantando o copo em direção ao outro, sorrindo. Então gargalhou. — Não precisa responder de imediato, se não quiser. Mas confesso que venho me prendendo a tais pensamentos ultimamente. O que vale a sua luta? Ou talvez: quem é que vale a sua luta?
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Não importava o quanto procurasse em sua própria mente, Alnik não conseguiria lembrar qualquer outra vez em que estivera na mesma situação em que encontrava-se agora: olhando através do fundo transparente do copo largo onde antes havia algum destilado. Uma, duas, três vezes. Não conseguiria lembrar ou por não existir momento igual aquele ou por sua mente estar tão enevoada que mal conseguiria levantar-se daquele banco e rumar para fora dali. E o ambiente estava cheio. Kass Alnik nunca ficara tão bêbado em público antes e no lugar de estar berrando seus novos segredos e suas frustrações, ele só conseguia ficar ali. Admirando aquele material que era tão comum: o vidro. — You know what? — finalmente abrira a boca depois de tanto tempo em silêncio, falando para quem perto estivesse ou para quem quisesse ouvir. — Tem vezes que eu quero sair feito um louco, gritando e correndo. Como se nada realmente importasse.
Bruiser deu uma risada sacana ao ouvir o discurso do homem que estava ao seu lado havia algum tempo. Fitou o rosto dele com alguma empatia por seu estado de embriaguez, Bruiser via a si mesmo ali, então voltou-se para a bebida no próprio copo. — E fazer coisas que ninguém esperaria de uma pessoa como você. Detonar um carro, atirar em alguém… — Bruiser completou em tom sério, encarando novamente o rosto do outro homem, logo em seguida quase riu das próprias palavras tão sérias, porém ditas por um major completamente bêbado. Então olhou para a frente, balançando a cabeça afirmativamente, imerso em uma reflexão digna de um verdadeiro louco. — Manter tudo em ordem o tempo inteiro é uma merda, eu queria acender uma centelha e assistir a um incêndio… Mas não podemos agir como eles… — comentou com certo mistério na voz, referindo-se aos rebeldes, esperando pela reação do homem ao seu lado, sem saber ao certo se ele entenderia quem eram “eles” ou não. Mesmo ao final de seu período de atividades do dia, o major Lascius não conseguia perder aquela maldita mania de avaliar as outras pessoas e suas reações.
Logo Bruiser voltou a si, passando a mão pelo rosto e suspirando pesadamente. — Esquece… — murmurou. Os últimos acontecimentos haviam sido exaustivos, ele não sabia mais o que pensar. Uma mistura de todo o ódio pelos rebeldes e todo o cansaço por não conseguir mais tempo para qualquer outra coisa o estava deixando em um nível de frustração que apenas a bebida poderia ajudar a resolver agora. Ao notar o copo vazio do outro, o major perguntou: — Mais uma rodada? É por minha conta.
Who did you last say “I love you” to?
Amor? Vocês inventam cada coisa. Essas palavras jamais sairiam da minha boca, eu tenho coisas mais importantes a resolver do que perder meu tempo com isso.
Send ✚ for one of my muse’s prized possessions.
Tenho alguns bens preciosos muito importantes, mas não devo revelar o que são, pois sei que alguns rebeldes gostariam muito de colocar as mãos neles, e, bem, poderia ter como consequência atos potentes contra o governo caso eles obtivessem tais itens, o que eu não posso permitir que aconteça.
Mostre seu lado descontraído. Como seria um dia perfeito de diversão para você?
Descontração, você diz? Uma boa luta de robôs e bastante álcool.
✑ describe something they like without naming it
Um vasto gramado, buracos no chão, bolas pequenas e um taco. Bem das antigas, mas o que eu posso dizer? Estou mesmo ficando velho…
53:What is the last thing you did before you went to bed last night?
Me reuni com o grupo de inteligência da polícia para discutirmos planos de neutralização dos rebeldes responsáveis pelo ato no dia do maior evento de Gallica I. Aqueles malditos…
61:Is it cute when a boy/girl calls you baby?
Depende do que estivermos fazendo na hora. Essa pergunta por acaso esconde algum interesse íntimo e pessoal por trás ou é apenas curiosidade?
Vamos lá, então. Ask Me.
[POV] Feriado Nacional de Gallica I
O Major gostava do que via. O evento estava incrivelmente organizado e agradável, como deveria ser. Por um instante, ousou pensar em não se preocupar tanto. Ainda assim, precisava se manter firme e atento a quaisquer problemas que pudessem aparecer, pequenos ou grandes.
Pessoas de todos os tipos entravam no lugar, tornando-o muito movimentado e barulhento com os burburinhos. Apesar de tudo, podia notar animação e expectativa no rosto da população que se encontrava ali. Um dos poucos dias em que se podia ficar despreocupado com tudo. Exceto pelos responsáveis pela organização e segurança. Bruiser observava tudo de longe, bem precisamente.
Era hora de ouvir os Chanceleres, então todos precisavam prestar muita atenção. Os próximos segundos se seguiram imersos em um absoluto silêncio. Inclusive pelo microfone do Chanceler que seria o primeiro a falar.
— O que está acontecendo? — Bruiser perguntou para um staff que estava ao seu lado. — O que tem de errado com aquele microfone?
O homem foi rapidamente até a aparelhagem de som, enquanto outras pessoas verificavam qual era o maldito problema nos aparelhos. Um absurdo.
Bruiser mostrou-se ainda mais irritado e impaciente, pronto para explodir sua ira sobre outras pessoas. Os culpados por aquele vexame seriam visitados por ele próprio e pagariam uma grave punição. Entretanto, assim que se moveu para que pudesse gritar com alguém, ouviu-se uma música invadir o silêncio. Estava bem alta e ofuscaria qualquer outro som que tentasse se manifestar ali.
Nos telões, então, um rosto surgiu.
— Filho da puta... — Bruiser Lascius disse baixinho assim que o maldito começou a fazer seu pequeno discurso.
O desgraçado usava uma máscara, então era impossível saber quem era, mas Bruiser sentiu um ódio pessoal e insano por ele e por todos aqueles que seguissem aquela atitude imperdoável contra o governo de Gallica I.
— Desliguem essas telas! — Lascius gritou para os técnicos, que pareciam ainda mais desesperados diante da impossibilidade de resolver aquele problema. — Desliguem essa merda agora!
Nada se resolveu. Então, um estouro muito alto fez com que todos se pusessem em alerta, ainda mais desesperados.
A imponente estátua dos Chanceleres fora reduzida a pó e escombros. Bruiser ficou alguns segundos em um estado de surpresa e ódio que não cabiam em si. Aquilo não podia estar acontecendo ali. Era como uma visão de algo extremamente irreal. Só que era tudo real.
— Major! — um policial gritou. — Precisamos tirar os Chanceleres daqui imediatamente!
Sim, aquela era a prioridade, o primeiro plano, entretanto, Lascius precisava resolver aquilo, ver de perto, colocar suas mãos em ao menos uma garganta de um rebelde e senti-la quebrar. Os rebeldes poderiam estar por perto, e ele precisava pegá-los antes que escapassem como os ratos que eram. Bruiser dirigiu-se aos policiais e ordenou:
— Leve-os em segurança, vocês sabem o que fazer.
— Mas Major, o senhor...
— Eu preciso fazer algo antes.
Então correu para dentro da confusão que havia se instalado, pessoas tropeçavam e caíam, outras simplesmente não sabiam para onde ir, mas corriam. A estátua estava absolutamente destruída e Bruiser Lascius notou o quanto precisaria se preocupar com o problema dos rebeldes. E, acima de tudo, o quanto queria aniquilar cada um deles com as próprias mãos.
[POV] Pequenas Reflexões Sobre o Evento
As máquinas organizavam tudo em seu devido lugar naquele fim de tarde. O enorme salão da mansão agora estava apenas vazio, exceto pelo único homem que o ocupava.
Retirou-se para o próprio quarto, não deixando de olhar rapidamente ao redor para observar os enfeites já colocados pela casa inteira. Estavam perfeitamente alinhados, cada qual em sua devida graciosidade. As cores da bandeira e o símbolo da coroa de cinco hastes espalhadas por todo o canto. O exterior estava ainda mais belo.
Bruiser Lascius não sorriu. Aquela era a função daqueles robôs e das pessoas que coordenaram a arrumação. Ele não esperava nada menos do que a perfeição, era o trabalho deles. Do contrário, haveria consequências.
Permaneceu subindo as escadas e indo até o lugar em que passava algum de seu tempo livre meditando sobre certas coisas. À janela do andar mais alto da mansão Lascius era onde o Major gostava de ficar. Parado de pé em frente ao vidro perfeitamente limpo, o homem observava a paisagem lá fora, porém estava absorto em pensamentos.
O grande evento se aproximava e ele já havia dado ordens para certos policiais de sua confiança. Precisava organizar aquele evento de modo que qualquer comportamento suspeito ou ataque minimamente rebelde fosse devidamente neutralizado e destruído. Não correria riscos de deixar que nenhum daqueles malditos acreditasse que teria alguma chance neste dia. Não no dia mais seguro de Gallica I.
Ou talvez fosse melhor deixar que acreditassem que teriam alguma chance apenas para que saíssem de suas malditas tocas como os ratos que são e então toda a polícia especializada estaria à espera deles. As expressões de medo e surpresa no rosto dos malditos seria um grande motivo para causar bom humor no Major por muito tempo.
Bruiser sorriu de modo sádico com o pensamento, voltando a observar o tempo frio que fazia lá fora, em contraste com o ambiente aquecido de sua mansão.
PX.0073728-91.2156.0. Bruiser Lascius. Humano. 44. Solteiro. Filho de Hera Cillo e Major Joffen Lascius. Classe Alta. Major da Polícia Especializada de Gallica I. Posicionamento a favor do Governo. Heterossexual. Sem passagem pela polícia ou manicômio. (Richard Armitage)
Lascius é um dos sobrenomes mais poderosos da classe alta de Gallica I, e, quando acompanhado do imponente primeiro nome, as sensações causadas são de grande respeito e medo. Bruiser Lascius não é um homem de tolerar brincadeiras nem desaforos, menos ainda quaisquer opiniões que pareçam minimamente questionadoras com relação ao governo.
Convenceu seus pais a criarem o filho de sua irmã, Hecto, da forma como um verdadeiro Lascius deveria ser criado, afeiçoando-se a ele, sendo a pessoa mais próxima a si, apresentando uma tolerância maior com relação a Hecto, aconselhando-o bastante também. Reconhece as qualidades dele como um homem exemplar aos outros cidadãos, mas preocupa-se com o excesso de trabalho. Não que ele mesmo evite entregar-se às suas atividades como Major durante todo o tempo.
O Major é muito rigoroso e severo, que mostra impassibilidade a todos. Um tanto misterioso também, sendo difícil perceber se algo o agrada ou o desagrada apenas observando seu rosto endurecido. Entretanto, sua voz grossa reverbera por todo o cômodo quando está irritado, assustando a todos, tornando-o mais inacessível, uma vez que poucas pessoas têm coragem de aborrecê-lo com perguntas inúteis ou notícias ruins.
Formado em Direito pela Universidade de Gallica I, Bruiser é um bom argumentador e dificilmente alguém conseguiria enganá-lo, pois é muito atento e treinado para reconhecer nas expressões faciais das pessoas se estão a contradizer ou a confirmar aquilo que os lábios proferem. Treinado fisicamente desde a adolescente, possui porte físico grande e forte, além de grande resistência física, embora não tão grande quanto a resistência de um homem em seus vinte e poucos anos.
Ele não costuma dar atenção a mulheres realmente, apesar de gostar de passar algum tempo no Rose Club. Ousou apaixonar-se por uma mulher de lá há algum tempo, porém descobriu mais tarde que ela era uma rebelde que estava tentando usá-lo para conseguir informações, por isto ela fazia tantas perguntas estranhas sobre a parte interna de seu trabalho (que ele jamais respondia), o que o fez sentir completo ódio e desprezo, dedicando-se ainda mais a acabar com todos eles.
Sua vida é destinada a destruir todos os que vão contra o governo que tanto admira e protege. Não teme os rebeldes, pois confia no trabalho realizado pelos seus homens da polícia especializada de Gallica I, geralmente zombando da luta rebelde e considerando a conspiração dos “revolucionários” totalmente fadada ao fracasso, não acreditando que eles sejam capazes de vencer de modo algum, menos ainda de derrubar o governo.
Encontra-se indisponível.