#HEALER. i’ve been relying on the leaves in my tea to tell me what it’s gonna be. i’ve been reading all the lines in my hand to tell me where i’m gonna land. but somewhere deep inside i know the answers lie and i don’t have to look so far. and when i close my eyes and turn off all the lights, i wish upon a lucky star.
* / nascida e criada em arcanum BUPPHA PIMCHANOK é uma BRUXA e recentemente foi nomeada como LÍDER DO COVEN DE THE WHISPERING WOODS. aos TRINTA E SEIS ANOS, é dona de uma clínica médica onde também trabalha como MÉDICA FITOTERAPEUTA. mas tome cuidado, mesmo sendo EMPÁTICA e COMPASSIVA, PIM ainda é uma bruxa e pode ser CONTROLADORA e IDEALISTA. você foi avisado.
⠀ ⠀⠀ ⠀⠀ ⠀⠀⠀ ⠀⠀ ⠀⠀ ⠀⠀ ⠀⠀ ⠀um estudo sobre contradição e destino, ⠀ ⠀⠀ ⠀⠀ ⠀ ⠀⠀ ⠀⠀ ⠀⠀⠀ ⠀⠀ ⠀⠀ ⠀escrito por gem.
* / so pretty, so smart. such a waste of a young heart . buppha nasceu e cresceu dentro do coven de whispering woods, numa linhagem ancestral de bruxos que há gerações liderava a comunidade mágica em arcanum. filha de dois bruxos altamente respeitados, desde cedo aprendeu os mistérios da magia e os segredos da natureza, desenvolvendo uma afinidade especial com o poder curativo das plantas e energias naturais. sua habilidade mágica, embora jovem, impressionava pela profundidade e rapidez com que dominava rituais e feitiçarias, especialmente os relacionados à cura.
depois de anos dedicados a estudar e aprimorar suas habilidades, abriu uma clínica de fitoterapia em arcanum, um espaço onde aplica seu conhecimento para ajudar as pessoas e criaturas da cidade. em sua clínica, ela busca um equilíbrio entre a medicina e sua magia, focada em curar e proteger. mas logo percebeu que seu destino estava entrelaçado com as responsabilidades do coven.
com a morte de sua avó, a líder anterior do coven, foi inesperadamente nomeada como sua sucessora. embora seu poder mágico fosse inegável, a bruxa se viu insegura e assustada diante da nova responsabilidade. liderar o coven, com todas suas tradições e desafios, exigia mais do que habilidades mágicas; era necessário equilíbrio, sabedoria e autoridade, algo que ela sentia não estar pronta para assumir.
mas apesar das dificuldades, está determinada a honrar o legado de sua família e guiar o coven com a mesma sabedoria e compaixão que sempre dedicou aos outros.
* / call on all your girls. don't forget the boys . wanted connections.
amizade próxima/conselheiro. muse é a pessoa mais próxima de buppha dentro do coven de the whispering woods. com uma convivência que já dura anos, a proximidade não foi o único fator que fez com que muse se tornasse algo como conselheiro da líder. buppha admira o talento e a excelência da magia de muse, por isso considera sua opinião tão importante. apesar da decisão final sempre ser sua.
atendimento secreto. muse e buppha são inimigos naturais, segundo leis que não foram criadas por eles. mas muse sempre a procura para cuidar de ferimentos que não consegue cuidar por conta própria. a bruxa sempre abre a clínica em horários diferenciados para que ninguém veja que muse está ali.
história interrompida. muse foi quem buppha achou que era o amor de sua vida. planos de casar, formar família, ter filhos. tudo isso estava em sua mente, queria uma vida com muse. mas (por motivo a ser combinado), não deu certo e o relacionamento dos dois chegou ao fim deixando ao menos em buppha a constante pergunta de "e se?"
JUNO ANDAVA PELA CIDADE SEM MUITA preocupação, seus passos mais felizes agora que tinha recebido o seu salário. ela sabia que precisava pagar o aluguel primeiro, já tinha cometido o erro de comprar inúmeras coisas e não sobrar nada para manter o teto sob a sua cabeça. ainda assim, ela olhava para cada estabelecimento, imaginando o que poderia comprar, quando seus olhos se voltaram para a clínica adiante. ela nunca havia entrado ali antes, o que sempre lhe surpreendia porque apesar dos dois anos e meio na cidade, ela nunca deixava de encontrar um canto novo que não havia sido explorado. curiosa, foi entrando no lugar, se assustando com a voz que ouviu. ❝ nossa, eu nem percebi o horário. me desculpa! ❞ juno falou, observando que a outra provavelmente estava pronta para um ataque. ❝ eu sei que pode parecer que eu vim te roubar, mas eu não faria isso. tudo bem que um ladrão diria isso, mas eu literalmente não posso mentir. ❞
* / ao perceber não estava em perigo real, a postura relaxou. ombros caindo depois de um suspiro e as mãos se abrindo. a bruxa riu baixinho e balançou a cabeça em negativa. um pouco incrédula na maneira tão dura como reagiu. percebeu ali que estava mais tensa e alerta o que imaginou estar com tudo o que tinha acontecido. " me perdoe, sim? " pediu em seu tom habitualmente suave. " minha reação foi bem exagerada… " lamentou-se com o franzir do nariz. " mas o que faz na rua uma hora dessas? não acha perigoso? " não era alguém que se metia na vida dos outros, mas era alguém que cuidava dos outros. não podia deixar de se preocupar com a outra.
( 002 ) - a inquietação existe até mesmo nos ossos , que parecem querer fraturar com sua apreensão. porém, ele esconde bem - seus trejeitos são suaves e calmos como sempre foram , as pernas se cruzam e ele reclina as costas contra a madeira , mãos descansando nos joelhos . cinco pessoas , mortas. em um lugar público & ninguém parecia saber o culpado . ele se preocupava, acima de tudo, com o bem estar das crianças no orfanato , pequenas vidas que ainda não podiam se proteger, e dependiam de adultos que estavam mais interessados em travar guerra santa. lúcifer, miguel, deus - qual a diferença entre todos eles ? aparentemente nenhum se dedicava a proteger os humanos, e isso era a única coisa que lhe importava. não, ele jamais poderia ser um fiel - desamor estava no silêncio, na falta, no indiferença e estes ceres divinos, ou profanos tinham a mesma agenda - eles mesmos.
que importava se a estrela da manhã andava entre os vendedores, e os pedestres ? qual diferença fazia que o arcanjo sentasse no lugar mais alto do conselho ? cinco pessoas , mortas - e qualquer um podia ser o próximo. ― ❛ acho que não estava me divertindo. ❜ replicou com um suspiro, aceitando o chá graciosamente . ― ❛ não tem sentido dançar ao redor do assunto, pim. ❜ os olhos assumiram um fitar distante, glacial como se pensasse longe. ― ❛ são tempos de fidelidade cega e isso nunca acaba bem. ❜
* / sua magia não envolvia nenhum tipo de adivinhação. mas com o tempo e com sua profissão, aprendeu a ler pessoas e criaturas da melhor maneira que podia diante da maneira como cada um se expressava. mesmo que o vampiro à sua frente aparentasse tamanha calmaria e ela não tivesse como quebrar a barreira que protegiam seus pensamentos, eram os pequenos detalhes que a faziam pensar em como ele realmente estava se sentindo. as escolha de palavras, o suspiro, o olhar distante. preocupação válida. " cinco… parece muito. e ao mesmo tempo, só o começo. " comentou em tom baixo, sua própria preocupação escapando entre as palavras. a bruxa suspirou também. " e o que fazer agora? nos prepararmos para o pior ou confiar que alguém vai conseguir reestabelecer a paz e equilíbrio prometidos? " aquela era a parte que lhe assustava. não saber quando ou se já era tarde demais.
Kemet observou Buppha enquanto ela preparava o chá, seus gestos cuidadosos e a tranquilidade deliberada contrastando com a tensão que pairava no ar. Ele estava ali em uma rodada de visitas de cortesia às líderes dos covens de Arcanum, tentando mostrar que sua chegada não era uma ameaça, mas sim um ato de respeito, vindo de uma cultura em que alianças eram tão valiosas quanto o poder. Aceitando a xícara de chá com um gesto elegante, ele inclinou a cabeça levemente, como quem aprecia o cuidado do momento. O aroma era suave e convidativo, uma mistura que prometia clareza e calmaria. Levou a bebida aos lábios, tomando um gole antes de finalmente responder, “Eu diria que o baile foi... instrutivo, no mínimo. Arcanum tem seu próprio charme peculiar, não acha?” Ele colocou a xícara sobre a mesa, seus olhos observando-a atentamente. “Quanto às cinco cabeças…” Ele deixou as palavras pairarem por um instante, escolhendo bem o tom. “Eu entendo que algo assim perturbe a ordem da cidade, especialmente em um evento que deveria ser apenas uma celebração.” Adotou uma postura mais relaxada, seus olhos brilhavam com uma curiosidade contida. “Porém, não estou aqui para especular sobre o passado. Estou mais interessado no presente e no futuro.” Ele fez uma pausa, observando a expressão da bruxa. “Por isso mesmo, quis garantir que nos conhecêssemos sob circunstâncias mais... diplomáticas. Meu objetivo não é criar atritos, mas sim compreender a dinâmica da cidade e, quem sabe, colaborar, caso nossos interesses se alinhem.” Kemet gesticulou levemente, indicando o ambiente acolhedor. “E, claro, conversar com alguém que sabe preparar um chá tão harmonioso é um privilégio que poucos têm.” Ele finalizou com um sorriso quase imperceptível, tentando aliviar o peso da conversa.
* / buppha aceitou a visita de muito bom grado. tinha ficado genuinamente feliz com a iniciativa do homem e as intenções que acompanhavam aquele gesto. em um lugar tão instável quanto arcanum e em tempos de tão grande incerteza, sabia o quanto podia ser fácil se fechar para os outros, envolver-se em muros invisíveis para se proteger das correntes imprevisíveis que varriam a cidade. havia algo na aparente sinceridade daquela visita que despertava em buppha uma chama tênue de esperança; talvez ainda fosse possível confiar, mesmo que o mundo ao redor parecesse desmoronar. " bastante peculiar, inclusive. " concordou, uma risada suave saindo junto as palavras.
tinha morado ali durante toda a vida, era tudo o que conhecia do mundo. mas enxergava com clareza a situação da cidade. " por isso acredito que compreender a dinâmica da cidade será seu maior desafio, senhor Kemet. " não era tão simples quanto certo ou errado. envolvia muitas particularidades de cada indivíduo, as microssociedades que se formavam a partir das espécies ou estilo de vida. " mantenha a mente aberta. " era um conselho que podia oferecer. era o que tentava fazer também. " aliás, como foi que chegou aqui? se não se importa que eu pergunte. " como não conhecia nada de fora, gostava de ouvir as histórias. " oh, por favor. assim vai me fazer corar. " o elogio a pegou de surpresa, de maneira positiva. mas ficava feliz que tinha sido do agrado dele.
mik`ael fechou os olhos pausadamente ao que um suspiro longo emanou entre seus lábios. claro, cada uma das cabeças que haviam rolado no baile eram de extrema relevância mas, ele sentia como se tivesse de ter falado sobre isso por meses. fosse em uma simples cafeteria, ou na universidade. naquele momento, tudo o que ele queria era conseguir descansar um pouco. — eu não cheguei a ir ao baile, na realidade. estava atolado corrigindo provas e, honestamente… confesso não ser o maior fã de locais cheios daquela forma. mas, e voce? eu aposto que voce estava linda e que certamente recebeu diversos convites para dançar então, foi divertido até não ser mais?
* / " oh, isso é uma pena. " o lamento era verdadeiro. era mesmo uma pena que ele tivesse que abrir mão de um momento de lazer por conta do trabalho. mesmo com a festa terminando como terminou, a proposta era quem todos se divertissem. a maneira como ele presumiu sobre sua noite fez a bruxa rir verdadeiramente divertida. as bochechas assumindo tons de rosa com a forma como ele presumia sobre sua aparência. " muito lisonjeiro de sua parte pensar assim de mim, mas não. também não fui ao baile. " informou ao colocar uma mecha dos cabelos longos atrás da orelha. " não estava me sentindo bem naquela noite. " talvez tivesse sido um pressentimento ou presságio. " mas teria sido bem divertido receber uns convites para dançar, não nego. "
darius desaprovou a escolha do assunto assim que atingiu seus ouvidos, refletindo em seu olhar espontaneamente essa discordância. observava a bruxa preparar a bebida dela, pensando na melhor maneira de dizer que não queria falar das cabeças agora. não aguentava mais as pessoas falando disso, mesmo que fosse compreensivo; era uma notícia tragicamente marcante. "eu não diria que me diverti tanto assim. quero dizer, no começo foi legal, mas uma pessoa passou dos limites e sabe como é. não dava para largar ela lá passando mal." resumidamente, o lobo não conseguiu aproveitar tanto quanto gostaria o baile.
* / não foi difícil perceber que o rapaz não queria dar continuidade ao assunto proposto. e isso não era nem de longe um problema para a bruxa. entendia que podia ser cansativo ou assustador quando esse parecia o assunto principal da cidade. bebericou um pouco do chá e assentiu em entendimento. " você é o amigo que cuida dos outros nesse tipo de situação ou foi um caso excepcional? " perguntou por curiosidade. como não podia deixar de ser, ela era a amiga que cuidava dos outros. " se acontecer de novo, veja se encontra folhas de hortelã ou rodelas de limão no bar. eles ajudam a aliviar o mal estar. " podia falar de raiz de gengibre ou dentes-de-leão, mas hortelã e limão eram muito usados em drinks, então seriam mais fáceis de encontrar em uma festa.
Joshua definitivamente não queria falar sobre aquelas cabeças, havia muito mais do que um crime tão bizarro e horrível como tinha sido, não eram só cinco cabeças mas um presente dado ao quase rei do inferno, ou seja lá como ele gosta de ser chamado. Desde o baile, a super proteção de sua mãe havia se tornado quase como uma obsessão, causando uma paranoia sem fim para o feérico, que só queria viver a sua vida em paz. Tinha acabado de se apegar a cidade e se acostumado aquela vida as claras, agora estava novamente com medo. A xícara de chá lhe interessava de tal forma que não saberia explicar em palavras. “Eu prefiro falar sobre outra coisa mesmo” Disse em voz baixa, definitivamente não era uma boa ideia jogar aquele medo todo nas costas de outra pessoa que sentia exatamente o mesmo que ele. “Eu achei que ia me divertir mais, me disseram tanto sobre o tal baile que achei até tedioso” Suspirou, bebendo um longo gole da bebida quente, apreciando o seu corpo esquentar um pouco enquanto esperava o efeito das ervas, torcendo para sair dali mais calmo. “E você? Espero que tenha se divertido um pouco mais do que eu…”
* / " como quiser, meu bem. " respondeu com enorme melodiosidade na voz e um sorriso gentil. entendia que o assunto podia trazer desconforto e jamais insistiria em mantê-lo. observou o rapaz tomando chá com evidente satisfação. esperava que o ajudasse a se sentir mais tranquilo. " tedioso por quê? quais eram suas expectativas para o baile? " perguntou com interesse. um ponto de vista diferente sobre a festa era interessante, já que tinha ouvido bastante das pessoas que se divertiram. " não fui. " respondeu de maneira simplória. " não estava me sentindo muito bem naquela noite. " imaginava agora que se tratava de um pressentimento. coisa de bruxa.
( 001 ) * / durante os dias que se seguiram ao evento do baile, buppha pensou em não abrir a clínica. a tensão que pairava no ar parecia justificar o desejo de se manter em segurança, cercada pelos conhecidos, longe de qualquer situação arriscada. no entanto, algo dentro dela, um impulso profundo, a fez reconsiderar. sabia que não teria paz enquanto soubesse que pessoas estavam precisando de cuidados, fossem físicos ou emocionais, especialmente depois de tudo o que aconteceu. decidiu abrir a clínica, estendendo até um pouco mais o horário de atendimento, para garantir que aqueles que necessitavam de apoio não fossem ignorados. quando estava prestes a fechar as portas e ser a última a deixar o local, uma figura surgiu na escuridão. seus sentidos sempre aguçados perceberam a aproximação de muse. uma onda de desconfiança a fez se tencionar por inteiro. a magia parecia se concentrar nas palmas das mãos, pronta para se defender. com a voz tensa e a postura alerta, perguntou: " o que faz aqui uma hora dessas? "
( 002 ) * / " podemos conversar sobre as cinco cabeças... " o tom de voz não era exatamente tranquilo. não tinha como ser, afinal. estava inquieta com aquela história, mesmo sem ter participado do baile. não poderia ser diferente, certo? uma situação como aquela mexia com qualquer um. mas não queria transbordar aquela ansiedade, não queria mostrar que estava à beira de um turbilhão emocional. a bruxa se ocupou com a preparação do chá de mulungu e passiflora, uma mistura relaxante que sabia ser eficaz no alívio de tensões mentais e emocionais, especialmente para quem estava precisando clarear a mente ou se recompor. preparava a bebida com gestos serenos, quase ritualísticos. a ajudava a manter o controle sobre si mesma. quando finalmente terminou, serviu uma xícara da bebida quente para muse com uma expressão acolhedora. " ou podemos falar de acontecimentos prévios ao grande final. se divertiu no baile, antes de… você sabe." a escolha de palavras foi intencional, não queria se aprofundar no que havia acontecido sem que fosse necessário.