My pass is HELL
January 29th, 2010 - Hogwarts
“Dont fucking tell me that i have to be strong, i know my job here”
(tw: death)
Créditod so edit para: @vxnstrucker
Não era segredo pra ninguém que Hogwarts foi um dos melhores acontecimentos da vida de Cecile, ela amava aquele lugar como se fosse sua própria casa, fez amizades que pensou que jamais faria e se encontrou realmente ali. O jantar no salão principal já havia acabado e todos os alunos foram direcionados para seus respectivos salões comunais, ela adentrou a sala principal da Lufa-Lufa vendo seu furão Ash vir em sua direção e abriu um pequeno sorriso, abaixando-se para pegar o bichinho no colo. Nesses pequenos momentos ela sentia falta apenas de uma coisa, da irmã dela que estava em outra casa, mais precisamente na Sonserina. Ela sentou-se na grande poltrona amarelada da sala com seu bichinho no colo e ficou encarando as janelas do local, como se esperasse que alguma coisa surgisse dali.
Acabou que ela pegou no sono ali mesmo, com Ash também dormindo em seu colo, mas não demorou muito para que a menina de apenas 12 anos fosse acordada pelo monitor de sua casa “Desculpa lhe acordar dessa forma, Cecil, mas prof.McGonagal pediu para que você fosse até a sala dela” a ruiva esfregou os olhos confusa e apenas balançou a cabeça positivamente, levantando-se da poltrona com certa lentidão e o acompanhando para fora da sala. Sua cabeça estava confusa, estava no meio da noite ainda e ela havia sido chamada para a sala da diretora? Tremeu na base lembrando-se da brincadeira que ela fez com um menino da Corvinal na aula de herbologia e logo sentiu uma pontada de culpa no peito, Será que aquele realmente seria o motivo urgente de estar sendo chamada para A SALA DA DIRETORA?
Finalmente adentrou a grande sala e logo avistou sua irmã gêmea, Naomi, sentada em uma das cadeiras de frente para a mesa da diretora que a encarava com certo pesar no rosto, apesar de claramente manter sua seriedade tão respeitada por todos. Cecile, em passos tímidos, se dirigiu até a cadeira vazia e sentou-se nervosa, já eliminando o seu feito daquele dia da cabeça. Olhou pelo rabo do olho para a irmã que carregava uma carranca impaciente, mas, ao mesmo tempo, nervosa e preocupada. Cecil esticou a mão esquerda e segurou a mão da irmã, logo dirigindo os olhos para a mais velha à sua frente, esperando alguma resposta “Boa noite, meninas, peço perdão por tê-las acordado no meio da noite, mas fui avisada de uma ocorrência urgente na casa de vocês e seu pai pediu para que ambas retornassem à França para que tal assunto fosse resolvido, pedi para os elfos organizarem suas coisas e elas já estão em sua casa. Trouxe vocês aqui para que vocês possam viajar pela rede de flu até o pai de vocês” disse Minerva com uma triste expressão transbordando em sua face. Ambas as irmãs ainda pareciam muito confusas, mas não questionaram. Bom, Cecile até tentou, mas foi interrompida por Naomi que a impediu de falar.
“Espero que tudo se resolva para vocês. Lembrem-se, Hogwarts sempre ajuda a quem lhe recorre. Fiquem bem, meninas, até logo” elas logo entraram na grande lareira da sala e disseram o endereço delas em voz alta, jogando o pozinho no chão. Não demorou muito até elas perceberem que estavam dentro da casa delas, mais precisamente na sala de estar. Logo que Cecile focou sua visão na sua frente, avistou seu pai com os olhos cheios de lágrimas, o que a fez ficar mais confusa ainda “O que aconteceu? Pai, tá tudo bem?” a menina questionou quase em prantos, enquanto sua irmã tentava ao máximo manter a calma. Carlisle segurou nas mãos das duas e desaparatou num local que era desconhecido para elas, mas Cecil logo reconheceu pela pessoa que correu pelo quarto em que elas estavam. Seu coração quase parou de bater quando ela olhou para sua frente, vendo a cama de hospital e quem estava em cima dela. Sua mãe estava adormecida, pálida, quase irreconhecível. A menina se aproximou da cama segurando uma das mãos da mãe e não conseguiu segurar as lágrimas, os cabelos que eram naturalmente ruivos, começaram a ficar de uma cor apagada, um castanho tão morto que sua irmã estranhou, pois nunca havia visto Cecile ficar daquele jeito. “Ela tem câncer” o pai disse com a voz embargada aproximando-se delas “Ela já está assim há algum tempo, trouxa vocês porque ela implorou para vê-las antes que...” “Antes que o que?” Naomi perguntou com um nó na garganta “Antes que ela morra” Cecile respondeu pelo pai, mantendo a voz firme, mesmo que ela não conseguisse mais parar de chorar. Aquilo estava sendo a coisa mais difícil da vida dela, ela tinha apenas doze anos e não sabia lidar com todas aquelas coisas. Sua mente apenas se focava em seu futuro e no que poderia acontecer.
7 months later
August 23rd, 2010 - Paris Hospital (France)
As coisas haviam se tornado bastante difíceis, naquele período as duas meninas estavam estudando em casa mesmo, de vez em quando Minerva ia visitá-las para ver como estavam as coisas, se elas precisavam de algo ou alguma ajuda. O psicológico de Cecile ia apenas ladeira abaixo, ela passava mais tempo dentro do seu quarto do que o normal, sua única companhia era o diário que ela usava para descontar as suas frustrações, faltavam apenas alguns dias para ela completar 13 anos e para o terceiro ano começar e sua mente não conseguia nem focar nisso, era como se Hogwarts não fosse mais importante, sua única vontade era que sua mãe melhorasse e voltasse logo para casa. Porém, isso não aconteceu. Novamente Amelia pediu para que Carlisle levasse ambas as meninas para o hospital, mas Naomi se recusou a ver a mãe naquele estado, acabou indo apenas Cecile e Carlisle até lá. Adentrando o quarto, Amelia pediu para ficar a sós com a filha e o homem assentiu, depositando um beijo sobre os fios castanhos da mais nova e se retirando do quarto do hospital, fechando a porta atrás de si.
“Você é linda, sabia?” a mulher disse com a voz fraca, esticando a mão para que sua filha viesse em sua direção, mas Cecile se manteve imóvel. A mulher estava quase irreconhecível, não tinha mais os cabelos e seu estado era doloroso de se ver, a pele estava pálida e praticamente grudada nos ossos, os olhos fundos e escuros, aquela não era a mãe dela, pelo menos era o que a mente dela dizia. A ação de Cecile fez com que Amelia começasse a chorar, os batimentos cardíacos da mulher ficaram ainda mais fortes e parecia que seu coração ia explodir. Cecile, em desespero, se aproximou da cama da mulher segurando com força em sua mão, pedindo com a voz infantil para que ela parasse de chorar. Doía demais nela ver a mãe naquele estado. Ela puxou um frasco azul de dentro de uma bolsinha que ela carregava e entregou para a mulher, passando a mão sobre sua cabeça.
“Bebe isso, mamãe, que essa dor vai passar, eu juro” ela disse chorando, aos prantos, e acariciando o rosto da mais velha. Amelia a olhou com certa incredulidade, mas ela sabia que dali pra frente não teria cura, seria só dor. Ela tirou a máscara de oxigênio do rosto e, antes de virar o líquido azulado dentro da boca, olhou para a filha e pediu para que ela cuidasse da irmã e lhe desse muito orgulho. Cecile sabia o quando Amelia amava Naomi, sabia o quando a outra menina era importante para a mãe, mais que ela até. Sentiu um sabor amargo subir à garganta e se afastou da cama vendo a outra virar o líquido de uma vez dentro da boca. Assim que ela bebeu, começou a ter uma convulsão e seus batimentos cardíacos cessaram, rapidamente Cecile pegou o frasco e enfiou novamente dentro da bolsa, começando a chorar alto. Carlisle entrou apressado no quanto e junto dele uma equipe médica, claramente trouxa, adentrou colocando ambos para fora. Aquele havia sido o momento mais assustador da vida de Cecile e ela guardaria aquele segredo para se,pre consigo, mesmo carregando uma culpa enorme, ela sabia que havia feito o bem para sua mãe, pelo menos achava que sim.
















