i don’t like u, but i love tease u
De facto, Yuna não conseguia esconder o quanto aquela situação estava lhe desagradando, especialmente o facto de ter que partilhar casa com a última pessoa que ela desejava ver no mundo. Não era como se o outro tivesse alguma importância em sua vida, porém a garota não conseguia conviver com o mesmo. Eles eram como cão e gato quando se encontravam sobre as mesmas quatro paredes. Era inevitável que os dois não acabassem brigando sobre algo, especialmente porque a relação entre eles era assim. Uma relação de puro ódio, onde a Bang simplesmente não conseguia entender a razão para odiar tanto o outro. Talvez fosse as atitudes do mesmo para consigo que a faziam querer odiá-lo, ou simplesmente existia algo bem mais forte por detrás daquelas provocações todas. A asiática não conseguia entender, mas de uma coisa ela tinha certeza, ela jamais iria deixar que o outro a pisasse ou machucasse. Yuna era uma menina forte e destemida, e por isso jamais iria permitir que alguém a pisasse, bem como a machucasse. Isso era algo que ela jamais iria deixar, afinal apesar de aparentar ser aquela menina dócil e frágil, ela ainda possuía uma aura de garota forte capaz de pisar todos aqueles que se atravessassem em seu caminho. E sem dúvida que a morena jamais olharia a meios para atingir seus fins.
As palavras alheias fizeram com que o sorriso presente nos lábios da Bang se tornasse ligeiramente mais largo, afinal ela haveria conseguido o que desejava: provocar o outro. Ela manteve seu olhar fixo naquele olhar que poderia intimidar qualquer um, contudo não tinha qualquer efeito sobre ela. Ou pelo menos era isso que Yuna jurava a pés juntos, afinal seu corpo parecia estremecer por completo sobre aquele maldito olhar. Seu estômago parecia se revirar como uma espécie de roleta russa sem fim, e sua respiração parecia praticamente falhar. Contudo, a asiática se mantinha firme olhando para o mesmo. Ela não poderia ceder, e ela não iria ceder. Ela jamais iria dar esse gostinho ao Jung. — “ Quem falou que é tudo falsidade, meu caro? ” — questionou usando um tom de voz completamente calmo, acabando por contracenar com o jeito como seu corpo parecia se encontrar na presença do mesmo. A morena acabou por soltar uma breve risada após a ameaça alheia, e acabou por balançar brevemente a sua cabeça para ambos os lados. Aproximou também seu rosto ao do outro, e sorriu ligeiramente de canto. — “ Cuidado com suas palavras, amorzinho, eu posso ser bem pior do que você pensa. ” — murmurou próximo ao ouvido alheio, acabando por depositar um beijo delicado sobre a bochecha alheia. Yuna se afastou mantendo o contacto visual com o mais alto. — “ Seja bem-vindo. ” — piscou um de seus olhos em direção ao mesmo, porém tudo não passava de uma mera encenação sua. Era óbvio que ela não queria aquele garoto ali, contudo tudo o que ela poderia fazer no momento era aceitar, e assim tentar montar algo para que o mesmo acabasse por sair dali.
Sem dúvida que a Bang sabia como provocar o outro, afinal ela já haveria se tornado uma verdadeira perita no que se tratava em provocar Jung Minho. Quase parecia que a morena haveria tirado uma espécie de Mestrado simplesmente porque amava irritar o mais alto. E de facto, a verdade era que Yuna amava provocar o outro. A irritação alheia parecia lhe causar uma espécie de alegria e prazer, quase como se isso acabasse por preencher o breve vazio que existia em seu coração. Ao escutar as palavras azedas de Minho para com seu pai, a asiática acabou por se aproximar dos mesmos. Ela sorriu docilmente para o seu pai e assentiu brevemente com a sua cabeça. — “ Deixe estar, papai, eu acompanho Minho até seu quarto. Não se preocupe. ” — sugeriu tentando manter a imagem de filha perfeita. Porém, tudo que a coreana queria era estar sozinha com o outro para simplesmente avisá-lo que não poderia falar assim com seu pai, ele não tinha qualquer direito para tal. Yuna lançou um olhar ameaçador para Minho, e começou a subir as escadas que dariam para o andar de cima, esperando assim que o outro a seguisse. — “ Essa será a última vez que eu te aviso: cuidado com os modos como você fala com meu pai. ” — ameaçou enquanto voltava seu olhar para trás.
O Jung dizer que aprovocação da garota não o havia afetado, seria mentir com quantosdentes tinha na boca. O seu sangue ferveu quando a morena ousoubeijar a sua bochecha em pura provocação, sentindo o seu estômagorevirar e o seu peito arder, provavelmente devido ao nojo e à raivaque o mesmo sentiu no momento. Ele abominava qualquer tipo decontacto físico, principalmente com pessoas pelas quais tinha umódio de estimação, porém engoliu o orgulho e ignorou aquelaprovocação, deixando um lembrete de que se vingaria mais tarde. Éóbvio que Minho iria se vingar, ele não era o tipo de garoto quelevava desaforos para casa e tão pouco permitia que os outrossaíssem por cima dele. Ele e somente ele tinha que levar a melhor,então deixaria que a Bang sentisse o sabor da vitória por brevesmomentos, deixando que a mesma se iludisse para depois destruir essafelicidade pela sua vitória temporária.
Com um olhar entediado,Minho fintava os presentes na sala, não deixando de notar que a suamais recente “irmã” emprestada não tinha gostado da forma comque ele se havia dirigido ao seu progenitor, o que o fez soltar umpequeno sorriso lascivo, sabendo que tinha ali um ponto fraco paratocar e usar e abusar contra a outra. Piedade? Ele desconhecia essapalavra. Limites? Não tinha. Ele prezava demais o seu prazer emrebaixar as outras pessoas e sair sempre a ganhar de qualquerdisputa, fosse ela através de argumentação, simples picardias ouaté mesmo algo mais extremista. A última palavra tinha que ser asua e só descansaria quando as pessoas tivessem sido suficientementepisadas e desistido de o confrontar.
Enquanto subia asescadas, o sorriso lascivo não desapareceu do seu rosto, bem como oseu olhar de desdém que fintava as costas da garota que caminhava nasua frente em silêncio. Porém esse silêncio não durou muito tempoe quando ouviu as palavras que saíam pela boca alheia, Minho soltouuma gargalhada, inclinando ligeiramente a cabeça para o ladoenquanto retribuía o olhar que a morena lhe dirigia. — “Nossa,estou tremendo de medo!” — exclamou sarcástico. Quando chegaramao cimo das escadas e em frente à porta do que seria o seu quartodali adiante, o moreno voltou-se para voltar a fintar a garota,desfazendo aos poucos o seu sorriso lascivo carregado de desdém esuperioridade. A sua expressão fria e séria voltou a adornar o seurosto pouco delicado, sendo aquela a sua expressão mais normal epela qual era conhecido. — “Da próxima vez que me tocar com essasua boca suja, vou fazê-la beijar o chão que piso, que é o únicolugar que ela tem o direito de beijar.” — avisou num tom tãofirme quanto o seu olhar gélido e cortante. Ele estava pouco sefodendo se a outra era uma mulher, não ia pegar leve somente por queela ser do sexo mais fraco. Sim, sexo fraco, Jung Minho era o típicohomem machista que, apesar de não bater em mulheres – por essemesmo motivo de as achar mais fracas, achava que era superior e queelas não tinham voz e lugar para lhe fazer frente. Ele tinha essapostura relativamente a toda a gente, inclusive homens, mas serafrontado por uma mulher machucava o seu orgulho masculino que ficavaferido e atiçava ainda mais a sua frustração e raiva. — “Nãoatravesse o meu caminho, fica avisada.” — finalizou, dando costase entrando no seu novo quarto, batendo a porta na cara da outra semqualquer delicadeza.