Você foi a minha despedida mais dolorida, aquele adeus que eu nunca quis dar.
- O último adeus.
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Você foi a minha despedida mais dolorida, aquele adeus que eu nunca quis dar.
- O último adeus.
eu te escrevia coisas triste porque era tudo o que havia restado.
IG: @rodrigo_lopes_escritor
sinto falta das nossas conversas
sinto falta de como tudo se encaixava bem
a sintonia de nós dois
dava para jurar que daríamos certo
talvez a culpa é do tempo
que ainda não estou pronta pra conhecer o amor
que ainda não consigo me jogar nesse sentimento.
“Tudo, exatamente tudo me lembra você. Passaram-se os anos e eu tentei de todas as formas te esquecer, até mesmo me convenci disso, porém, aqui está você de novo, presa em meus pensamentos. Não acredito que ainda te amo, bem que disseram que o “Os laços que criamos permanecem para sempre”, custava ao menos me ensinar a desatá-los?”
— Um Suposto Alguém.
Éramos diferentes, você sabe disso. Até o nosso silêncio parecia uma conversa.
geminiano
Escrevo para te demorar porque você não vai. Faz parte de algo na sua essência ser volátil, volúvel, levado pelo vento como folhas soltas. Apesar da chegada forte, suas palavras são tão incertas quanto os bom-dia que dou a estranhos porque seu afeto escapa entre os dedos com a mesma rapidez que se ajunta. Suas incertezas pontudas e meias-verdades ásperas compõem uma visão tão nova que quase me tira o ar. Quase. Faz parte da sua natureza a fuga da compreensão, mas, meu bem, preciso entender tudo para permitir que permaneça. Preciso conhecer seu jeito antes de te deixar (me) ver um pouco mais. Te distraio com mil palavras que se fingem profundas, gasto vocabulário e lirismo para te distrair da sensação crescente de não saber. Porque não saber me assusta, porém, saber demais também. Sei que nada me aterroriza mais que a sua assertividade. Acuso como mentira, pois sei que se for verdade, palavra por palavra, estamos fadados a falhar. Se ousar significar algo, o fracasso é certo.
Cercar você é apostar no desejo transbordando do corpo, inundando mil Venezas entre suas mãos. Você diz que não conhece o terremoto interno e eu invejo, pois meu mundo já é de ruínas há anos. Não me identifico com sua lacuna de catástrofes naturais, pois quando você brinca de fazer sentido meu peito faz tsunami. Nosso embate mais íntimo é que você quer ser desejado e eu quero ser amada. Você quer se banhar nos meus olhares, se vestir da libido e da paixão, já eu me prendo às sensações quentes de dormir sobre o peito de alguém. Geminiano, sua brisa bagunça meu cabelo e minha mente que só quer terra firme, entretanto, não me arrependo de essa noite ser poeta, e você, Afrodite. Você pode me chamar de “amor” pelo fim de semana enquanto fingimos juntos não ser de verdade.
Pago o preço de te deixar marcar hora na minha agenda e sei que em algum lugar você sorri com essa possibilidade. O que foge de seu radar é que minha prosa é maquiagem para as marcas que não quero que veja, e meu lirismo esconde entre linhas o meu medo de fracassar de novo. Te encapsulo nas páginas até que se torne apenas história, pois se for mais que isso o sangue para nas veias. Transformo seus olhos em quadro, suas mãos em divindade, te guardo no pote dos quase morrendo de medo de deixar de ser.
Morrendo de medo da sua impermanência te fazer ser mais. Te tornar poesia é o fim mais seguro, mesmo que tenha te dito ser perigoso, pois a poesia acaba no ponto e na rima e nós não acabamos — ainda. Te tornar poesia é um fim seguro, repito, mas minha poética é prosa e eu falo demais.
mar morto
eu não tenho medo de ondas agitadas, baby eu tenho medo é do mar morto. entre altos e baixos o que me assusta é a possibilidade do nada é a vontade de coisa alguma onde nada é absolutamente ruim mas também nada é absolutamente bom você me entende? não são as emoções que me assustam o coração acelerado o aperto na garganta porque isso significa que eu vivo que o ar circula em meus pulmões que o meu coração bombeia sangue pro resto do corpo com um propósito, uma razão me assusta a ausência me assusta a sensação de que os dias passam e tudo continua a mesma coisa
[o grito preso na garganta]
voarias
Talvez existam amores que só sabem existir no quase.
— Apesar de tudo, amor.
Somos duas almas que se amaram em todas as vidas, mas nunca pertenceram uma à outra. Ocupamos o mesmo tempo e o mesmo espaço, mas jamais a mesma história.
— Urano.
Sempre achamos que o primeiro amor será o último e choramos pelo último como se fosse o primeiro.
a.c /@almapisciana
Você me ignora,
mas ainda está aqui.
Nos meus dias,
nas minhas músicas,
nos meus pensamentos.
Eu tento esquecer,
tento seguir,
tento deixar ir.
Mas meu coração
ainda chama por você.
a gente se olhava com aquele olhar de quem se pertencia mas não podia ficar.
voarias
talvez o verdadeiro sentido do amor não esteja em como começamos ou no que acreditamos ser o nosso destino. talvez ele esteja nas escolhas que fizemos, nos momentos que nos trouxeram até aqui, mesmo que o fim tenha chegado.
céu de júpiter em: notas sobre o (nosso) fim
“E depois de um tempo eu entendi que esquecer não significava ignorar uma chamada no telefone, nem evitar reencontros casuais. Eu descobri que quando você esquece, atende o telefone e sua voz não falha, que reencontros casuais não mais faziam as pernas tremerem. Eu descobri que o lado mais triste do amor, é não sentir mais nada.”
— But, I like you.
O silêncio do outro também é uma resposta. E, no fundo, você sabe exatamente o que ele significa.
Escrito em código, traduzido em saudade