FILHO DE AFRODITE. Tomas Grace, 21 anos, originalmente do Acampamento Meio-Sangue. Dizem que é parecidO com Tom Daley.
Diferente da maioria dos filhos e filhas de Afrodite, Tomas não é do tipo de garoto que se gaba de sua beleza e/ou dons. Tendo a vaidade como característica comum se dá bem com seus meio irmãos e irmãs. É um garoto bem simpático e divertido, podendo conseguir amigos sem nem perceber ou sem intenção alguma. Por ser um garoto tímido, fica sem jeito facilmente dependendo do que dizem a ele e, a ingenuidade, é sua maior qualidade. Depois que faz um amigo e se apega a ele, ou eles, é capaz de fazer qualquer coisa pra mantê-los seguros, fazendo disso seu defeito mortal… Se importar demais com os amigos. Um grande defeito do moreno, é ser teimoso ou em outras palavras, cabeça dura. Não é uma pessoa ciumenta, mas tende a desenvolver bem facilmente essa característica. Quando nervoso, começa a falar demais enquanto brinca com os dedos de ambas as mãos e, as desviadas e olhares, é uma indicação de que está com vergonha ou nervoso com algo dependendo do assunto ou do que esteja acontecendo. Grace é bem comunicativo e sorridente como pessoa, uma ótima e agradável companhia pro dia a dia.
Tommy possui um par de adaga com a lâmina feita de bronze celestial. Em seu punho, de ferro envolto com tiras de couro, um detalhe peculiar, a pomba símbolo de sua mãe. Arma encontrada por ele no arsenal do acampamento jogada por algum semideus que não a quis. Fora isso, ganhara um anel de seu pai com um coração de rubi, presente de sua mãe a ele, mas o que o moreno não esperava, era que esse anel se transformava em um escudo de mesmo material das lâminas de suas adagas, porém, com um busto de Afrodite esculpido no centro do grande escudo.
Tem dois poderes diferentes, os quais ele gosta de chamar de poder passivo e poder ativo. O poder passivo consiste em basicamente criar sentimentos nas pessoas, seja eles raiva, ódio, calma, serenidade, entre outros. E, o poder ativo, o torna capaz de impor sua vontade sobre os outros, qualquer vontade que ele quiser, desde se que seja se jogar de um penhasco, como imitar um ciclope, apenas com todo seu poder concentrado na voz e olhar. — não que seja importante, mas ele ainda está pensando em nomes para eles.
Se eu sabia que era um semideus? Pode saber que sim. Desde que eu era pequeno, meu pai me contava esse tipo de história. Por ser professor de história na NYU, era fácil pra ele saber dessas coisas. Afrodite era uma das alunas de meu pai, um ou dois anos mais velha e, segundo ele, o que a fez se atrair por ele, foi a simplicidade e jeito carismático e foi dele que herdei minhas maiores características humanas. Namoraram por quase um ano até que eu nasci. Não gosto muito de me lembrar dessa história, pois quando ela o deixou, foi, com certeza, um dos piores momentos de sua vida. Criar um filho sozinho, não é muito fácil e eu sempre o ouvia perguntar ”como as mulheres conseguem isso?”. Quando fiz oito anos, em uma das histórias eu perguntei a ele quem era minha mãe. Uma lágrima apareceu em seus olhos mas ele não a deixou que caísse. Aos poucos, ele começou a me contar a história de uma mulher, a mais linda de todas as outras existentes, Afrodite. A história de seu nascimento, de seu pai, como se tornou Deusa e de seus filhos um tanto heróis e carrascos ao mesmo tempo. Ao término da mesma, ele disse que era ela a minha mãe. Minha ingenuidade me fez acreditar naquilo, mas as pessoas diziam que eram apenas historinhas para crianças, mas eu não dava importância.
Cresci com aquela história na cabeça até que cheguei em meu pai e perguntei se tudo aquilo era verdade. Sentamos na sala e ele segurava uma moldura com uma foto, nós três. Eu, ainda bebê, ele e mina mãe. Eu nunca entendi porque ele nunca me disse que aquela era Afrodite, que aquela era a minha mãe, sempre me dizia ser uma tia. Aquela mulher se enquadrava em todas as descrições da Deusa das histórias de meu pai, então minha ficha caiu. A história para crianças, na verdade, era real. Fiquei perturbado por um tempo acreditando não ser possível, acreditando que aquilo era um sonho e que meu pai estava brincando comigo, mas sua seriedade me mostrava o contrário. A partir daí começaram as advertências. Brigas, discussões, dias sem se falar… Meu pai queria a todo custo que eu fosse para o acampamento, mas eu não podia simplesmente deixar meus amigos e sumir, deixar Arya, a única pessoa que me entendia, a única que não me chamou de louco quando contei toda essa história a ela, mas ele me venceu pela insistência, e Arya por sua teimosia maior que a minha. Dois dias depois eu estava no acampamento.
A princípio, eu estava achando aquilo tudo chato. Sentia falta do meu pai e de Arya, sentia falta de ir pro colégio, de sair. Mas acabei me acostumando. Nunca fui de chamar a atenção, diferente dos meus meio-irmãos e irmãs, não quero ter toda a atenção em mim, então, sempre procurei ficar na minha fazendo os deveres do acampamento e treinando. Em um dia comum de treino com armas, fui até o arsenal — que já havia decorado o caminho — a procura de uma espada, mas uma estranha luz dourada vinha de um canto atrás de um montinho de espadas, lanças e escudos. Me cortando uma vez ou outra, encontrei um par de adagas que emanava aquela luminosidade, a qual simplesmente desapareceu. Fiquei fascinado com sua beleza e tomei-a pra mim aquele dia. Com peso na consciência, conversei com Quíron sobre elas e que as peguei para mim, ele simplesmente sorriu e me respondeu, “se ela brilhou pra você, e justamente você a encontrou… Elas estavam destinadas a serem suas.”. Contente com aquilo, passei a treinar arduamente com elas, conseguindo até uma perícia com um certo tempo.
Quando surgiu um boato de uma guerra entre dois acampamentos, eu claramente me desesperei. Não estava pronto ainda, eu não me sentia pronto, iria morrer assim que visse um exército de semideuses romanos apontando naquela colina. E então, o acampamento se dividiu. Uma parte deles queriam acabar com os romanos e, a outra parte, queriam dar abrigo a eles. Zeus, havia decretado a junção de ambos os acampamentos, e que houvesse paz entre os dois. Eu, sinceramente, nunca fui a favor nenhuma guerra. Entendo o ódio de ambos os lados, mas sempre carrego comigo um pensamento de que dois inimigos podem, em algum ponto, se tornarem amigos. E então, nos unimos. Vez ou outra acontece um “arranca rabo”, mas nada que não conseguimos apartar e seguir em frente. Acho que estamos fazendo um grande progresso, pois as brigas tem diminuído com os dias passados.
Todas as noites, giro o anel de meu pai nos dedos. Meio que um ritual antes de dormir, de me sentir com ele novamente como se ele estivesse ali, conversando comigo. É até bonito, de ouro com um coração de rubi no centro. Ele disse que minha mãe o deu de presente antes de partir, uma lembrança de que ela foi real e o amor que ambos sentiram um pelo outro também foi. Então, antes de me trazer pra cá, ele me entregou e disse, “pra você se lembrar de mim, meu filho.”. Foi, de longe, a despedida mais difícil pra mim.
E hoje estou aqui, em uma diferente dimensão, quatro anos depois da minha chegada com dois acampamentos unidos, minhas habilidades em lutas e poderes ficando cada vez mais forte e sobre controle. Fico feliz por estar aqui, depois de algumas histórias que ouvi por tabela de como chegaram ou o que aconteceu antes de chegarem… Os invejo por outro lado, tiveram uma real experiência de batalha, mas por outro lado não os invejo, pois graças aos Deuses, não corri nenhum risco de vida. Mas, ainda espero um dia com uma real missão que possa me trazer alguma experiência e ver minha mãe algum dia. Ah, e aquele anel do meu pai, descobri que ele vira um lindo escudo com o busto de Afrodite no centro, agora eu posso me defender dos filhos de Ares/Marte. (risos)
◘ Do you want to meet my family?
Arya - Melhor amiga fora do acampamento.