A gente não precisa de certezas estáticas. A gente precisa é aprender a manha de saber se reinventar. De se tornar manhã novíssima depois de cada longa noite escura. A gente precisa é saber criar espaço, não importa o tamanho dos apertos.
Ana Jácomo
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A gente não precisa de certezas estáticas. A gente precisa é aprender a manha de saber se reinventar. De se tornar manhã novíssima depois de cada longa noite escura. A gente precisa é saber criar espaço, não importa o tamanho dos apertos.
Ana Jácomo
A vida sabe ser surpreendente. Muitos sonhos começam a ser realizados em silêncio, sutilmente, E desabrocham quando menos esperamos. Assim, a qualquer momento pode acontecer aquele sonho. Aquele, que faz tudo mudar…
Ana Jácomo
Resta este constante esforço para caminhar dentro do labirinto Este eterno levantar-se depois de cada queda Essa busca de equilíbrio no fio da navalha Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo Infantil de ter pequenas coragens.
Trecho de “O haver”, Vinicius de Moraes
DE TANTO OLHAR
as coisas por dentro
fiz delas
meu lado de fora
Geraldo de Barros
sozinho
o silêncio comigo faz tiroteio na mente trincada feito farelo na mesa posta jantar especial: eu e o caos (Giovanna Zambianchi)
Mede-se gente pela qualidade dos sonhos.
Leminski
Eu me esqueci no armário. Pensei estar vivendo, estudando, trabalhando, sendo! Pensei ter amado e odiado, aprendido e ensinado, fugido e lutado, confundido e explicado. Mas hoje, surpreso, me vi no armário embutido calado, sozinho, perdido, parado
Mário Quintana
nalgum lugar em que eu nunca estive, alegremente além de qualquer experiência, teus olhos têm o seu silêncio: no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram, ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra embora eu tenha me fechado como dedos, nalgum lugar me abres sempre pétala por pétala como a Primavera abre (tocando sutilmente, misteriosamente) a sua primeira rosa ou se quiseres me ver fechado, eu e minha vida nos fecharemos belamente, de repente, assim como o coração desta flor imagina a neve cuidadosamente descendo em toda a parte; nada que eu possa perceber neste universo iguala o poder de tua imensa fragilidade: cuja textura compele-me com a cor de seus continentes, restituindo a morte e o sempre cada vez que respira (não sei dizer o que há em ti que fecha e abre; só uma parte de mim compreende que a voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas) ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas
E. E. Cummings
DA JANELA
Espio estrelas pisando na ponta dos pés para não acordar o céu.
Geraldo de Barros
por uma só fresta entra toda a vida que o sol empresta
Alice Ruiz