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@canto-da-sereia
Resolvi levar alguns dos poemas daqui pro insta.
Quem quiser acompanhar por lá @garotadapoesia.
Não consigo não amar
o amarelo no céu no fim da tarde.
Me apaixono perdidamente pelo laranja.
Inspiro o frescor,
expiro o estresse.
Tento esquecer
todas as dúvidas que me habitam.
Naquele instante,
nada mais importa.
O mundo todo para
pra observar
o sol usando o mar de cobertor,
até a hora de acordar.
Quando o amanhecer chega,
banha o céu de cores
mais uma vez.
O aperto no peito me trava
Eu tô adiando essas lágrimas
Tentando não deixar transbordar
Mas sem coragem de atravessar
Só mantendo tudo aqui
Respirando
Empurrando
Abstraindo o enjoo
O medo
Enquanto tento não me afogar
Um momento breve
Pausa pro café
Um pedido de pizza
Sorriso despretensioso
Um olhar acolhedor
A alma brinca de brincar
Serelepe
Por um momento
Breve
A vida parece
Leve
Hoje me perguntaram pra que fase da minha vida eu gostaria de voltar.
E algo em mim
Se desfez
Ao perceber
Que a resposta que eu tinha era
“Nenhuma”
Não há nenhum momento da minha vida que eu gostaria de retornar,
Nem mesmo hoje.
Soube que vai viajar
Espero que vá pra longe
Um lugar em que a minha lembrança não te alcance.
Mas, se te alcançar,
Que seja breve,
Leve,
Um quase sorriso no canto da boca
E nada mais.
Aquele dia
Um dos dias mais lindos
E mais tristes da minha vida
Um dia que quero para sempre lembrar
E ao mesmo tempo, esquecer
Um dia que eu não mudaria nada
Ou talvez, mudasse tudo
Um dia de muitas lágrimas
Muitas de felicidade
Outras de tristeza
Um dia ambíguo
Tal qual a vida
Em todos os outros dias do ano.
Sonhei com você
Mais uma vez.
É sempre meio reconfortante
Te ver
Te ouvir
Mesmo que não seja real.
Uma pena que esses sonhos
Sempre acabam da mesma forma.
Quase como um aviso.
Um pedido.
Em que você sempre diz:
“Não me procure.”
Ando meio distante de mim.
E, com toda essa distância,
nem me reconheço mais.
Eu só quero que chegue logo a fase do “um ano”.
Talvez assim minha mente me permita te esquecer.
É que hoje tudo o que faço,
cada data importante,
cada feriado,
me lembra você.
Sempre me pego pensando:
“Ah, nessa mesma data, ano passado…”
Então, preciso que faça logo um ano.
Para que minhas memórias de você
não estejam tão perto de mim.
Espero pelo dia em que vou dizer:
Hoje faz um ano que te vi pela última vez.
Hoje faz um ano que falei com você pela última vez.
Hoje faz um ano que acabou.
Talvez, assim,
eu consiga, de verdade,
recomeçar.
Um pouco cansada de tudo isso que eu sou.
A sensação que eu tenho é que você será pra sempre um eco na minha memória.
Hoje te escrevi uma carta
Bom, mais uma carta
Para aquela coleção de palavras não ditas
Escrevi todos os sorrisos que te daria
Tentei sentir o conforto dos seus braços enquanto colocava a paz em palavras
Mas nada parecia suficiente.
Nunca é.
Escrever sobre você
Não te traz de volta
Mas, ainda assim, escrevo
É pouco,
É imaginário,
Mas é tudo que me resta.
Estou a caminho daquela fase.
Escura.
Dolorosa.
Cheia de uma rotina que aperta
Pra que não sobre tempo de sofrer.
O que é irônico,
considerando que o próprio ato de respirar dói.
Rasga.
Sufoca.
Busco por ar
Enquanto repito:
“É só uma fase”
Fases passam.
Vai passar.
Precisa passar.
As vezes me impressiono como a dor escorre pelos meus dedos com tanta facilidade
Formando frases, compondo poemas.
Gostaria que a felicidade também o fizesse…
Quem sabe assim eu escreveria coisas mais belas.
Sinto falta dos dias em que eu tinha controle da minha vida
Hoje caminho quase no automático
Só não sei que configurações são essas que me mantém de pé,
Mas de uma coisa eu sei,
Não são as minhas,
Não me reconheço,
Não consigo acordar cedo e encarar com responsabilidade as atividades que tenho,
Não como nas horas corretas,
Não durmo a quantidade de horas que deveria,
Mas sigo funcionando
Caminhando, respirando
No automático.
Que a tristeza do meu peito
não grite alto o suficiente
a ponto de não me ouvir
gritando de volta
que ainda há tempo
de ser feliz.