meta: não preencher o vazio com coisas vazias

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meta: não preencher o vazio com coisas vazias
Que amor é esse, onde tudo em volta perde o sentido!
As perguntas que não param de surgir sem respostas.
Onde não existem mais certezas, só motivos a serem explicados.
Aonde está aquela pessoa do início? Se perdeu, ou nunca existiu?
E sem respostas, mas não há duvidas quando se escolhe.
Que amor é esse quando o outro não escolhe?
Ele não existiu!
-Mas então o que foi?
-Um produto da imaginação!
Talvez eu nunca tenha o conhecido de verdade.
Tentando me entender e o que é o momento, escrevo para esquecer observando o tempo.
Eu faço para aprender, eu repito, continuo mas eu tento.
Me falaram para não desistir e que eu precisava viver, então fechei a porta e acumulei conhecimento.
Eu achava que não precisava dizer, então com as minhas atitudes honrrei o juramento.
Não há para onde correr, tudo o que eu passei foi como um vento.
22 anos sem me conhecer, anotei tudo e me tranformei em um instrumento.
Com tudo vivo para perceber, que a origem é o nascimento.
E que o fim não é morrer, é desistir e deixar de ser sentimento.
as curvas do seu cabelo chamavam me pra afundar as minhas mãos. em atos inconsequentes, afundei me em você e nas curvas do seu corpo. a cada nova volta, pego me querendo mais e, loop após loop, vejo a queda em uma espiral sem fim e sem destino.
Me segura se for ficar, do contrário me deixe voar.
-metamorfose;
O tempo dirá as respostas então descanse em si mesmo, que as perguntas impostas se transformarão em sossego.
Você foi o amor que eu sempre quis ter. A calma que eu buscava em todos os lugares errados. O abraço que encaixa, o cheiro que sossega, o peito onde eu queria repousar o mundo inteiro. Mas a vida... essa velha trapaceira, achou graça de nós dois. E nos fez cruzar caminhos, acender incêndios pra depois fingir que nada aconteceu. E a gente obedeceu. Duas almas que se reencontraram pra lembrar o que é amor, mesmo que fosse só por um instante. E talvez, só talvez, pra entender que existem amores que não são pra ser. É difícil te olhar e fingir que não nos conhecemos. Difícil aceitar que o tempo não quis nos ver juntos. Porque eu ainda sinto, cada vez que o vento muda, cada vez que a vida silencia, cada vez que penso em tudo o que poderíamos ter sido, quem sabe, se o destino tivesse um pouco mais de piedade. Não, não faltou amor. Faltou o tempo, faltou o “agora”, faltou coragem pra desafiar o destino. E mesmo assim, quando penso em você, ainda acredito que em alguma vida a gente deu certo. E foi lindo!
- Aryelli Veiga.
Você me rendeu:
- bons orgasmos.
- algumas poesias.
- e uma baita cicatriz.