Você me fez pensar "então, é assim que é amar alguém? São essas as sensações físicas e espirituais de um amor de verdade?" Nada se compara. É como se Deus sussurrasse no fundo da alma: "Exista". E eu finalmente existo.

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Você me fez pensar "então, é assim que é amar alguém? São essas as sensações físicas e espirituais de um amor de verdade?" Nada se compara. É como se Deus sussurrasse no fundo da alma: "Exista". E eu finalmente existo.
"Não fiquem com medo, pois estou com vocês; não se apavorem, pois Eu sou o seu Deus. Eu lhes dou forças e os ajudo; Eu os protejo com a minha forte mão." (ISAÍAS 41:10)
Título: Banho Confluente do Alento Divino Nankin sobre Papel Nankin on Paper 29,7↔ x 21↕ cm
As vezes a vida vira a gente de cabeça para baixo, para que possamos encontrar a direção certa.
- encontrei
O sorriso que surge no seu rosto é uma daquelas coisas que a gente espera, espera e quando acontece, é a porra de um suspiro que sopra e traz algum alento em meio a tormenta.
( CAOS )
Dias chegam e vão, e nossos ombros pesam em meio ao cansaço de nosso corpo, de nosso ser. São muitas as circunstâncias desordenadas e complexas que se apresentam em nossos dias, tornando a densidade da gravidade maior sobre nossa alma, sendo, muitas vezes, quase impossível de levantar a cabeça e olhar para o alto. E no devaneio gerado por toda bagunça de nossos dias, algo persiste, gerando esperança sobre nossos corações, nos entregando dias de paz e alento, dias onde a alegria transborda, e as lágrimas antes formadas pelos tropeços e tristezas da vida, se transformam em lágrimas de gratidão e imensurável alegria, felicidade esta que é envolta por uma tranquilidade e paz que excedem toda a forma de entender e de compreensão.
Somos abraçados.
A sede que antes tínhamos, em profunda e extensa necessidade, é consumida pela água que preenche, agora, nosso interior, gerando vida e trazendo cores para onde só havia cinzas.
Valter de Melo
il lento fiume alento
Eu sou,
Aquele livro criando poeira na tua estante, que você julgou pela capa. E meu amor, eu tenho uma história tão linda nessas páginas.
Sou o pôr do sol alaranjado no final do dia, que você nunca admira porque fecha as cortinas pra luz não entrar.
Sou as dunas de areia que você não arrisca a desbravar.
Sou o mundo que você teme se aventurar.
Sou eu me esforçando em vão pra ser tua,
Que foge contra minha direção.
Sou o vento que toca tua pele às 19h da noite de uma quarta feira, e você nunca é grato e coloca uma blusa reclamando do frio.
Sou as borboletas na tua varanda te chamando pra dançar, e você nunca vem.
Sou o formato de corações nas nuvens, e que tu fala indiferente: Não vejo nada.
Sou o rio que você não quis mergulhar, por medo da profundidade.
Sou a pele do canto da tua boca, que você insiste em tirar mesmo arrancando quase todo o lábio.
Sou as pintas do teu corpo que eu tanto adoro, e você odeia.
Sou o Jazz naquele bar que você não dançou por vergonha, mesmo gostando da música.
A última cerveja que você não tomou por não aguentar mais, mesmo desejando.
Sou teu medo, aquele que você não encara.
Sou teu sonho, que vira pesadelo e você não quer mais sonhar.
A carteira de cigarros que esqueceu em casa, pela pressa que estava.
Sou caminho sem volta.
Sou sua sem você fazer por merecer
Sou o que você quiser que eu seja desde que queira me ter.
Sou as pirâmides do Egito, Deusa dos troianos
Sou a Gabriela de Jorge Amado, Capitu do Machado
Sou tua personagem favorita
Sou o corpo que você não tocou
A pele que não habitou
O gemido que não ouviu
O gozo que não teve
Sou tua poesia inacabada.