âNĂŁo doeu como antes, sĂł um pouquinho.. Quase nada. Mas incomodou. TĂĄ incomodando, na verdade.â
â Desconhecido.  Â
he wasn't even looking at me and he found me
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@captografias
âNĂŁo doeu como antes, sĂł um pouquinho.. Quase nada. Mas incomodou. TĂĄ incomodando, na verdade.â
â Desconhecido.  Â
âTudo era tĂŁo triste, mesmo quando as coisas davam certo.â
â Charles Bukowski
âEu queria te ver. Apenas.â
â Tati Bernardi. Â
âEu continuo me autosabotando, em um minuto estou bem e no outro vou a procura de vestĂgios teus que me tragam lembranças dolorosas e por ironia, as boas sĂŁo as que mais machucam. Ă noite eu deito abraçada ao travesseiro, fecho os olhos e um filme passa em minha mente, cada momento, cada palavra dita, as risadas e atĂ© as brigas que eram constantes mas que vinham juntas das reconciliaçÔes. Tudo o que vivemos encontra uma forma de me atormentar e vocĂȘ nĂŁo sai daqui, mesmo sem estar.â
â Caren B. (via carentizando)
Teu corpo me levou atĂ© as nuvens, mas a falta de tua alma logo cortou minhas asas e eu caĂ num chĂŁo sujo e com efeito magnĂ©tico que me prendia a ele. Eu nĂŁo tinha a mĂnima força para me levantar, e, aos poucos, fui me sentindo parte daquilo, aceitando meu estado, pois nĂŁo havia esperança de melhora. Hoje vejo o quĂŁo cruel foi tudo isso; a cegueira de uma paixĂŁo aguda que te faz nĂŁo enxergar o mais importante: o amor prĂłprio, o autocuidado. Foi difĂcil quando finalmente pude perceber o mal de toda aquela situação, pois nunca imaginei que algo tĂŁo bom me traria consequĂȘncias tĂŁo ruins. VocĂȘ era um anjo, mas LĂșcifer tambĂ©m, e, embora eu nĂŁo seja tĂŁo religioso, nĂŁo hĂĄ metĂĄfora melhor do que essa. Como algo tĂŁo bom se torna algo tĂŁo ruim? Como as desilusĂ”es acontecem? As minhas dĂșvidas me consomem toda vez que penso em vocĂȘ. Ă difĂcil, porque ainda penso muito em vocĂȘ. Mas hoje, tento focar no objetivo de me reerguer pra voltar a me sentir bem; eu quero estar de volta nas nuvens. SĂł nĂŁo quero que essa sensação seja causada por outro alguĂ©m novamente. Sei que nĂŁo teria força para encarar toda essa luta numa segunda vez.
Bianca Autran e Gian Lucas. (via reerguestes)
âDe repente alguĂ©m chega e te faz sentir em um mĂȘs, coisas que outra pessoa nĂŁo te fez sentir em dez anos. E tĂĄ tudo bem. Amor nĂŁo Ă© sobre tempo. Ă sobre intensidade.â
â Pedro Pinheiro.Â
A gente jĂĄ conhece a histĂłria, mas lĂȘ de novo esperando que o personagem tenha amadurecido.
Por mais que suas promessas nĂŁo sejam cumpridas, sempre me pego pensando nos outros detalhes que nĂŁo me deixam partir. E mergulho mesmo sabendo que Ă© raso, porque a sensação momentĂąnea de ter vocĂȘ Ă© melhor que nada. Logo em seguida, balanço a cabeça e sussuro baixinho: âdepois eu supero, depois eu supero.
Pedro Pinheiro.Â
Osho dizia que sĂł conseguirĂamos enxergar puramente um ao outro se tirĂĄssemos de nosso olhar toda a poluição e tudo aquilo que nos forma. se eu espero que vocĂȘ toque na minha mĂŁo enquanto caminhamos pelas ruas da cidade, a frustração disso nĂŁo acontecer Ă© puramente minha. se eu te enxergo bonito pela manhĂŁ mesmo com o cabelo bagunçado, isso Ă© um reflexo de informaçÔes, cĂłdigos e conceitos que eu criei na minha cabeça. se eu me jogo na adrenalina da tua pele quente todos os dias Ă© porque aquilo que me forma me assegura que vocĂȘ Ă© um caminho confortĂĄvel por onde posso me desfazer sem risco.
se eu olhar pra vocĂȘ agora, no entanto, o que eu verei serĂĄ eu mesmo? se eu passar minhas mĂŁos pela sua pele e se sua pele tomar minhas sinapses e transformĂĄ-las em afeto, isso serĂĄ de mim, natural?
tantos medos.
desde o dia que pisei no mesmo espaço-lugar que vocĂȘ. e eu via vocĂȘ segundo aquilo que esperava hĂĄ muito tempo: alguĂ©m que me via para alĂ©m de um corpo. alguĂ©m que tocava na minha alma porque a via primeiro. eu vi vocĂȘ pelas lentes poluĂdas do meu coração manchado e Osho me detestaria por isso. mas seguimos, ambos, nos olhando e concluindo segundo nossos conceitos, teses, construçÔes.
o amor é construção.
eu enxergo vocĂȘ pelo que vocĂȘ me proporciona. vocĂȘ sĂł existe pra mim porque meus sistemas te notaram no meio da multidĂŁo de outras muitas pessoas que buscavam por paz. eu gostei do seu cheiro - que era o favorito da minha mente -, eu gostei da maneira como vocĂȘ se vestia, eu gostei de quando me abraçou com os braços apertando minhas costas - as sensaçÔes, tambĂ©m poluĂdas, vinham de mim atĂ© o seu encontro. nosso encontro era fruto de dois desejos, o meu e o seu, pelo amor-cometa que salva tudo e todos.
mas não éramos espelhos puros e imaculados.
mas nĂŁo tĂnhamos o poder soberano de nos despirmos para enxergar o outro com pureza.
e quem Ă© que quer abrir mĂŁo de todas as teses, bagagens e experiĂȘncias em troca de um relacionamento puro e limpo? as pessoas se esbarram umas nas outras carregadas por outras histĂłrias, cheias de outros traumas, com vontades imprĂłprias. e o amor Ă© propriedade. peito aberto, alma limpa, desejo de se entregar e de olhar sem viseira.
vocĂȘ Ă© capaz de me amar por aquilo que eu sou e nĂŁo por aquilo que vocĂȘ quer que eu seja? vocĂȘ Ă© capaz de entrar numa relação inteiramente limpo de si mesmo e limpo, principalmente, de tudo que carregou atĂ© aqui?
renĂșncia.
hoje eu queria enxergar vocĂȘ e nĂŁo aquilo que eu projeto em cima dos seus ombros. hoje eu queria enxergar todos os seus tropeços como parte de vocĂȘ e nĂŁo como uma desculpa para eu ir embora na primeira mancada. hoje eu queria te enxergar como um ser humano perdido igual a mim, correndo atrĂĄs de um porto seguro no meio de um furacĂŁo que vem sem aviso prĂ©vio. hoje eu queria te enxergar sem pudor, sem medo de me arrepiar com o demĂŽnio que hĂĄ em vocĂȘ, sem medo de me surpreender com o sobrenatural que habita em vocĂȘ, sem medo de encontrar lixo, dejeto, sujeira.
o amor sucumbe porque a gente se olha e nĂŁo se vĂȘ. a gente nos vĂȘ. e Ă© horrĂvel perceber no outro aquilo mesmo que somos: ruins.