Yuri.
Por 3 anos estive mais distante de você. Voltei. Onde está? Deixou de existir em matéria... só restam os ossos. Por um motivo invisível aos meus olhos desistiu. Mas a gravidade esmagadora lhe enterrou, pra sempre. Saudades de você irmão. :(

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@carnederobo
Yuri.
Por 3 anos estive mais distante de você. Voltei. Onde está? Deixou de existir em matéria... só restam os ossos. Por um motivo invisível aos meus olhos desistiu. Mas a gravidade esmagadora lhe enterrou, pra sempre. Saudades de você irmão. :(
Tempo é dinheiro
Tem como fazer o que ama e sobreviver? Difícil, mas sim. Sua prioridade de liberdade se reflete em produto aos outros, que a deixarão de lado assim que suas próprias prioridades entrem em cheque. Mas o que você ama? O que você faz que sempre te deixa satisfeito? Musica? Talvez. A partir do momento que ela se torna um produto que te molda fica complicado. Mas apreciar musicas boas, principalmente pela primeira vez é uma das melhores sensações que já experimentei. Causando mais impacto até que ver e sentir (olfato). Regula etapas da vida como os ciclos das estações. Basta um trecho relacionado a uma memória que a mesma se torna vívida, retornam com mais facilidade. E para um psico nauta sua memória é o bem mais frágil. E sem memórias nada seriamos além de seres vazios. O futuro, incerto. Presente, o agora. Passado é a única certeza, e sem memória nem isso é. Memória que se perde na rotina, em atos automáticos. No fundo sempre há um grito por novo, uma necessidade não percebida devido ao volume alto. As vozes gritam em louvor a semi-deuses prometedores do novo paraíso. Enquanto isso aumento o volume causando dano aos tímpanos adormecendo qualquer tipo de impulso a essa direção. Rotina. Rotina que padroniza e toma os dias como as folhas no outono. Deve-se buscar essa disrupção. Mas a natureza hipócrita tende ao caos, mas se organiza em padrões, que refletem nos mais diversos campos conhecidos. O ser humano, animais mais fascinante e imundo que já andou por aqui não está fora disso. O universo para funcionar parece necessitar de dualidade; luz e trevas, vazio e matéria. Ou será que a dualidade humana está sob efeito da percepção limitada? A luz é partícula e onda, a matéria é boa parte “vazio”. Nada é o que realmente parece, e aos homens e mulheres que desbravaram o limite da percepção humana, estes são iluminados. Perdidos eternamente para o tempo, mas vivos em um pequeno espaço infinito. Certamente não sou especial, mas porto minha dualidade domesticada. Destroça a mente aos poucos, sedimentando em algum lugar. Quando menos se espera há algo novo a se apreciar, nem sempre bom, mas existente. E a dor que se manifesta como confusão prejudica porém afaga com boas sensações. É assim que se navega no espaço. Um dia chegarei ao ponto de estar acima de toda reação indesejada. Cortar as cordas invisíveis estabelecidas por pura auto-limitação. Ou o ser que aqui escreve não é realmente quem pensa que é? A plasticidade do cérebro e seus diversos estados, quão fundo vai esse poço?
De onde vem a necessidade de separar?
Aponto um sentimento que mal conheço. Presente no dia a dia obstrui a visão, mas quem não quer enxergar mantém os olhos fechados. Com toalhas quentes tampam os olhos e sussurram palavras acaloradas para tolos - o inimigo é teu irmão, seu irmão é o inimigo. Puxe a corda do fútil e breve movimento, live? Não.
A joana.
Agora ela está parada, mas nem sempre foi assim. No momento em que a acolheu soube parte de sua história, de alguns lugares em que ela passou, e que está perto, pela sua planta. Planta essa que com seu cuidado cresce forte, há outras flores, folhas e galhos na vida do seu coleóptero favorito. Haverá outras flores? Outras joaninhas?
01010011 01101001 01101101
Dois brotos surgiram e a joaninha está dormindo. As lentes quebraram, não há como capturar.
Fogos de artifício.
Após escalar e acabar com suas unhas artificiais, saiu de sua caixa. O céu estava lindo, colorido com brilhos distintos. Então ele observou que havia uma flor bonita fixada no tronco de uma árvore enorme próxima a sua prisão. Chegou no limite do cubo, se esticou retirando a planta. Percebeu que nela havia uma joaninha, a levou de volta para seu cubo, com sua nova planta. Estava transformando sua limitação em lar, pois não havia mais aonde ir.
O príncipe
Em uma tarde de domingo quente se buscam maneiras para escapar, ir a outra parte. Tentando escalar as paredes de seu cubo metálico, que lança uma corrente de vapor constante. A noite cai, sons de “clicks” o amenizam, trazendo a notícia da nova guerra do príncipe, sem motivo aparente. Acaba-se o som,o conforto e entretenimento te distanciava da realidade...você, um robô preso no cubo dentro de uma grande cidade.