Prólogo
“Às vezes o amor parece difícil, complicado, longe, distante de alcançar…
Mas às vezes o amor esbarra em você e te faz correr só um pouquinho por caminhos diferentes do normal, te deixa encurralado, te faz perder-se nas distrações, pegar o ônibus errado, aventurar-se em amizades inesperadas, perder o táxi e pegar carona com uma velha muito louca e tagarela.
Às vezes o amor parece longe, momentâneo, um acontecimento surreal, assim como a felicidade. Mas do nada ele aparece nas nossas vidas, quando a gente menos espera faz tudo o que um dia deu errado ser uma mera lembrança ruim.
Meu desejo, meu bem, é que você veja o mesmo que vi antes que seja tarde demais.”
Vivemos de escolhas a todo o momento, desde as mais simples e cotidianas até as mais complexas onde escolhemos se continuamos ou se mudamos, se preferimos esse ou aquele caminho. Escolhas que mudam nossos rumos predeterminados. Escolhas que nos fazem perceber se vale à pena insistir ou se é melhor jogar tudo para o alto e fazer o que nossa consciência manda. Às vezes, algumas escolhas são feitas nos momentos de pressão e algumas optamos dar mais um tempo para fazê-las. Outras, tem consequência imediata. Muitas são tomadas no impulso. E algumas nem mesmo chegam a serem tomadas e mesmo assim, incidem efeitos colaterais. Essas são as que geram dúvidas, sempre somos tomadas por aquele temor do arrependimento e do erro. Essas escolhas tomadas inconscientemente por puro medo de escolher, por receio do novo, do diferente e até mesmo por puro comodismo, nos faz continuar exatamente igual e estagnados em quem não somos realmente.
Com nitidez ou não, simples ou complexas, fáceis ou particularmente difíceis, essas escolhas nos fazem crescer, amadurecer e sermos quem somos a cada vez que decidimos parar e iniciar uma nova fase ou continuar um antigo capítulo da nossa vida.
A vida é isso. Fazer escolhas. E algumas vezes, essas escolhas ditam quem somos ou são simplesmente feitas por razão de quem já somos.













