kim min jae in red velvet’s ‘would u’
PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH

JVL
d e v o n

Love Begins
No title available
KIROKAZE

Discoholic 🪩
let's talk about Bridgerton tea, my ask is open

祝日 / Permanent Vacation

Janaina Medeiros
Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ
taylor price
No title available
🪼
noise dept.
I'd rather be in outer space 🛸
Show & Tell
trying on a metaphor
Cosimo Galluzzi
hello vonnie

seen from Bahamas
seen from Türkiye

seen from Canada
seen from Italy

seen from Malaysia
seen from United States
seen from Germany
seen from United States

seen from United States
seen from Singapore

seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from T1

seen from United States

seen from Spain
seen from Italy
seen from Australia

seen from Malaysia

seen from United States
@ccontrolfreak
kim min jae in red velvet’s ‘would u’
𝓁𝒾𝓀𝑒 𝓌𝑒 𝓊𝓈𝑒𝒹 𝓉𝑜 — 𝟤𝓌𝑜𝑜 ♡
( mullenxmi )
A atividade que tinha como favorita desde a infância havia se tornado seu pior pesadelo, a assombrando durante a noite ou quando ousava mover o pé esquerdo em ações que necessitavam maior esforço, latejando a ferida marcante ao cair entre os braços do parceiro diante a plateia eletrizante que automaticamente demonstrou sua reação decepcionada, precisando que a tirassem as pressas do rinque e cuidassem da melhor maneira possível, pois o estrago já estava feito. Havia se preparado por tanto tempo e agora lhe restava somente a memória do corpo feminino tombando no chão subitamente e assim arruinando toda a apresentação, automaticamente os desclassificando e impedindo que dessem seus nomes para as olimpíadas de inverno, um inferno particular na terra.
O assunto não fora mencionado até então, evitando tanto vídeos, quanto o treino e a pista disponível no The City Breeze. O fim de semana não a deu margem para escapatória, encarando os pés deslizantes pela área no que formigava para seguir, mas era vencida pela insegurança de ter todos os olhos sobre si novamente. A mão alheia arrancou um suspiro da jovem, relembrando a face do namorando por todo o tempo em que esteve buscando pela recuperação, também prejudicado. — Você deve estar com saudade, não é? — Virou-se minimamente, afastando o contato a fim de pegar as mãos masculinas com os corpos já próximos, erguendo a destra para afastar a franja lateral com os dígitos em vão, vendo que essa voltou a modelagem natural. — Vá sozinho, eu estarei observando de longe já que ainda não me sinto pronta, é assustador só de olhar.
Seungwoo moveu-se para que as mãos fossem seguradas por Eunwoo, o olhar mantinha-se o dela; a frase não era exatamente a que esperava, mesmo que não devesse esperar algo, queria apoiá-la de alguma forma. — De patinar com você? Sim. Só de patinar? — Apertou um dos olhos, mexendo a cabeça de um lado para o outro ao ponderar a resposta. — Nah. — Negou com um sorriso sutil nos lábios em uma tentativa de não deixar o clima pesado. Não tratava-se de uma mentira quando o pensamento de andar sozinho não lhe alcançava, sendo assim Seungwoo estava em um verdadeiro impasse com a resposta que seguiu. Levantou-se de onde sentava, mas as mãos continuavam sem soltar as delas. Com um fácil e rápido impulso usou as mãos para que ela se aproximasse e pudesse levantar-se a sua frente e pudesse manter o corpo dela perto do seu. Respeitava a forma como ela dizia e chateava-o não poder patinar com ela, mas a verdade era que o próprio orgulho e os anos que passaram ao lado um do outro não o deixavam desistir. Óbvio que jamais a forçaria patinar com ele, no entanto se não podiam fazer aquilo, ao menos que conversassem sobre o assunto. Para Seungwoo isso era o mais importante como um casal e, principalmente, como amigos. Aproximou os lábios da bochecha dela e voz saira baixa para que dissesse o óbvio: — Não saio com você para fazer coisas sozinho. Não tem graça. — Selou a pele, voltando a olhá-la. Naturalmente os dedos se esparramavam para que entrelaçasse aos dela. — Quão assustador? — Indagou em um múrmuro atencioso, querendo entendê-la. Estava sério e queria mostrá-la isso. — Como quando você não sabia patinar?
all the small things
( cagedfireflies )
Estar de folga era — literalmente, nos últimos dias — uma das coisas que Momo mais gostava. Amava o que fazia, e a perspectiva de logo, logo formar-se de fato e poder trabalhar na área a qual queria era animadora, porém, todo o esforço para chegar até lá era extremamente cansativo. Mas, não reclamava tanto, afinal, tinha um dia livre por semana — ou, quando dava — para que pudesse fazer outras coisas, e acima de tudo, descansar. Por isso que naquele dia em específico, a Ueno estava tão leve. Havia dormido bem, e após acordar, decidira que precisava ir ao mercado, afinal, a geladeira da casa que dividia com o namorado estava completamente vazia, visto a falta de tempo de ambos, e à preguiça que tinham de cozinhar depois de um longo dia de trabalho. Sequer sabia quando haviam passado à viver de fast food, e queria surpreender Joowon com algo feito por ela mesma. Caminhava então, de forma tranquila pela rua, a sacola bem presa em mãos, e distraída procurando algo no celular, tentando ao máximo otimizar todas as suas tarefas. Ainda havia a roupa para lavar. Os pensamentos estavam focados em qualquer coisa quando os olhos avistaram Seungwoo. Ergueu a mão para comprimentá-lo, até perceber que o garoto além de correr como se a vida dependesse disso, estava com o rosto machucado.
— O que aconteceu com você?! — Questionou com espanto ao vê-lo parar abruptamente, reconhecendo-a enfim, contudo, não obteve uma resposta — Desculpa pel— — E as palavras morreram nos lábios da médica, que repentinamente havia sido arrastada pelo menor para dentro da primeira loja que havia na frente de ambos, abaixando-se com ele. Os olhos estavam fixados no rosto do garota, e a expressão contrariada. Onde diabos ele havia se metido? Sabia da personalidade de Seungwoo, e sabia também que geralmente o garoto não se envolvia em brigas de tapas. — Sua peste! — Bronqueou, ignorando completamente o pedido de desculpas exagerado do amigo, as mãos agarrando-o o rosto com cuidado, apesar de brutamente — O que diabos você estava pensando? Se enfiou numa briga?! Eles te machucaram? — O cenho se franziu, os olhos avaliando o os ferimentos do garoto — Quer que a noona vá dar uma surra neles? Aish! Esses malditos punks acham que são quem para tocar no meu dongsaeng?! — Ergueu o pulso no ar, virando-se para sair da loja atrás dos garotos que passaram, mas parou por um segundo, contrariada de novo — Depois eu faço isso. Primeiro, venha. Deixe-me comprar uma água para você, e vamos remendar esse sua cara.
As mãos repentinas em seu rosto fizeram com que fechasse os olhos, o semblante mudou-se da surpresa de quem poderia receber outro soco para uma expressão jovial ao abrir um dos olhos caracteristicamente e perceber que se tratava somente da preocupação da mais velha. Se fosse a irmã de Seungwoo, ele certamente levaria um soco. Os pensamentos do garoto estavam em um meio termo infinito e, por isso, a resposta que poderia dá-la era exatamente a primeira pergunta feita: o que diabos estava pensando? Levantou instintivamente os ombros; não era nada, claro. — Mais ou menos. — Respondeu sentindo que aquilo resumia tudo, mesmo que de fato não tivesse dito nada. Se planejado anteriormente, poderia ter chamado a coordenação ou algum professor próximo, no entanto só faria com que demorasse mais para ajudar o garoto. Pelo menos tinha diminuído os hematomas dele pegando um pouquinho para si. Estava satisfeito e nada arrependido. — Não! Não, não, não. De jeito nenhum. — Levantou as mãos para o alto na intenção de impedi-la de ir trás dos garotos, mas se ela realmente tivesse saído, Seungwoo não teria feito nada além de correr junto e continuar insistindo para que ela não se envolvesse. Agradeceu mentalmente pela desistência de Momo, as possibilidades caso ela corresse atrás dos colegas poderiam ser as piores possíveis e teria de achar um jeito de não colocá-la em perigo, afinal estudantes eram malucos. Um suspiro aliviado comprovava que estava relaxado o suficiente para continuar o seu dia sem alunos problemáticos, lidaria com um ou outro sorriso dolorido, mas não era nada demais para ele. — Eles não valem à pena, não se preocupa, noona. Eu estou sério, huh? Uns machucados assim não são nada. E, além do mais, eu não ‘tô charmoso assim, não? Dizem que hematomas deixam um homem mais másculo. — Levantou as sobrancelhas esperando uma resposta positiva e uma relaxada por parte de Momo.
Ergueu a destra e automaticamente juntou o polegar ao médio gesticulando um “ok”, o sorriso fácil e o compromisso sempre andavam com ele. Como não era uma característica de Seungwoo negar coisas dos mais velhos, sendo assim bastante mimado por aqueles ao seu redor, não recusou o pedido dela. Por outro lado, ele não gostava de causar problemas, então andou para dentro da loja, indo em direção ao caixa e pedindo alguns dos chocolates que gostava e via atrás do balcão. Juntou as mãos para entregar o dinheiro ao atendente e agradeceu. — Irei te pagar com chocolates, então. — Disse quando voltou para Momo com uma sacola junto.
here comes the sun
( jxnsoulrst )
Impaciente. Não era preciso observar atentamente o seu rosto para notar os indícios de impaciência, que estampavam em suas feições. Seungwoo tinha lhe avisado que levaria Choco para ela hoje, e apesar, de sua alergia atacar nesses poucos momentos com o cachorrinho, ela não se importava com isso. Era uma dog person, mesmo sendo algo contraditório. Sempre teve uma paixão inexplicável por animais e seu cachorro era extremamente fofo e amoroso com ela, então, estava ansiosa para finalmente revê-lo. Com um suspiro irritado, fitou o celular, ligando novamente para o primo. Nada. Quase que ao mesmo tempo escutou o barulho do interfone soando pela casa, levantando do sofá que outrora ocupava. Não pode conter o riso pela fofura do mais novo. —— Yay! Pirralho… eu estava quase ligando para polícia. —— Retrucou de volta, sem esperar uma resposta de volta. Com passos rápidos, caminhou em direção a porta. Querendo matar sua saudades o mais rápido possível.
—— Choco! Que saudades da minha bolinha. —— Gritou animada, assim que pôs os olhos em seu animalzinho. Como uma reação que ela já esperava e adorava, o cachorro balançou o rabo, parecendo desesperado para soltar-se da coleira o mais rápido possível. Sentia o nariz começar incomodá-la pela proximidade que ela fazia questão de encurtar. Desviou sua atenção para Seungwoo, era impossível permanecer com raiva do mesmo, principalmente quando ele agia de maneira fofa. —— Ele ‘tá tão gordinho, o que você está dando para o nosso bebezinho? —— Semicerrou os olhos, logo, suavizando sua expressão em um sorriso animado, em um reflexo pelas reações do animal. —— Mamãe também sentiu sua falta. —— Abaixou-se para pegar Choco em seu colo, afagando-o rapidamente. Fora uma questão de segundo até o primeiro espirro aparecer e vários sucederem em seguida, podia ouvir os sermões da mãe ecoarem pela sua cabeça em um looping infinito. Em um lembrete do porquê o cachorro era proibido de ficar em sua casa. Maldita alergia. —— Ai puta que pariu. Eu tomei remédio ainda, enfim, você trouxe comida. Por isso, vou te perdoar….
Pelo interfone Seungwoo ainda conseguia ouvi-la, por isso continuou falando: — Aish, mas ligando pra polícia pra quê? O que poderia ter acontecido comi- — Parou de repente, sabendo que não estava sendo mais escutado. Juntou os lábios, concordando com a cabeça e respirando fundo com a frase interrompida e a vinda dela que poderia ser vista por ele de longe. Seungwoo mantinha um sorriso divertido nos lábios observando a animação tanto de Choco quanto de Minah, ambos animais incríveis do planeta terra para ele. — Ele não está gordo, está grande. Choco está crescendo e estou cuidando dele perfeitamente bem. Como sempre! — Afirmou expressivamente. Era confiante sobre seus cuidados, embora possivelmente o peso a mais do cão tratava-se dos saches caninos. Como não era algo que dava em excesso e só mantinha Choco feliz preferia pensar que o tamanho do animal o deixava charmoso. O que podiam fazer?, pensava ao olhar para Choco que o encarava doido para ser solto. Somos ambos irresistíveis. Em uma cumplicidade perfeita de um homem e seu cão, sabia que eram igualmente apreciados pelo resto da humanidade. Estavam ótimos, realmente.
Seungwoo aproximou-se da prima quando ela pegou Choco no colo, levando as mãos para soltar a guia do peitoral de Choco e dobrá-la consigo. Afastou um pouco o pescoço com uma expressão desgostosa quando os espirros começaram e não pareciam querer parar. Nada novo para ele. — Aigo, me dá ele aqui e segura isso. — Disse passando o saco com comida para pegar Choco no colo e livrá-la da crise e, também, da briga que poderia facilmente sobrar para si devido os gritos de sua tia. — Nee, a tia fez janta? — Indagou interessado e passou pelo portão aberto, seguindo para dentro da casa que estava acostumado a entrar. Parou quando chegou na porta e retirou os sapatos, deixando-os no local próprio para isso. Olhou para a mais velha como se disposto a ir para uma guerra. — Estou entrando! — Disse educadamente ao que fazia sua entrada com Choco no colo, soltando-o no chão e recebendo os berros esperados de Jinsoul. — EI! AHJUMMA! Senti saudades. — Abriu os braços querendo receber um abraço ao se aproximar, mas os tapas que tentou se esquivar vieram e ele não fez nada além de rir. — Ai, ai, ai. — Não era culpa dele nem de Choco que Minah sofreria com os pelos e, também, sabia que era o que a mais velha queria. Um tapinha aqui e outro ali, como sempre, não eram um problema. Abraçou a tia com educação, afastando-se em seguida, ainda rindo.
sweetness, sweetness, i was only joking
( lostaeboy )
Fosse ou não pela influência dos pais que amavam o local e inclusive haviam se conhecido lá, Sujin adorava estar o City Breeze. Havia algo sobre ele que atraía muito a garota, provavelmente era aquele estilo retrô que sempre chamou a sua atenção. Seu pai principalmente era muito ligado em música e também fotografia, por isso a menina cresceu com uma paixão por essas duas coisas. A ideia de montar uma banda com sua melhor amiga, era só o que faltava para ela completar esse desejo que sempre esteve dentro de si.
As meninas ainda não eram super conhecidas, mas como sempre estavam tocando no bar, conseguiam agitar o público que frequentemente pedia algumas versões retrô de músicas da atualidade. Isso era o que Sujin amava fazer e desde que havia aberto mão de seu primeiro sonho por conta de sua irmã, era a única coisa que se via fazendo. O show tinha sido ótimo e garota decidiu beber com alguns amigos que estavam lá para prestigiá-la. Caminhou até o bar e pediu uma cerveja para começar. Enquanto participava parcialmente da conversa, olhava para ver se havia alguém interessante por ali naquela noite.
Logo foi surpreendida por uma voz masculina conhecida e acabou revirando os olhos. Não que Sujin não gostasse do primo de Minah, ele era um menino legal e às vezes até se divertiam bastante, mas o problema era que ele adorava curtir com a sua cara. — Ugh. — Resmungou, esticando a mão para dar um leve tapa no ombro do mais novo. Tinha certeza que aquela confusão havia sido proposital e a garota detestava ser confundida com a sua gêmea “mais famosa”. — Oh, você está me elogiando. Que milagre. — Disse com um bico nos lábios. — Gomawo. — Agradeceu em um tom debochado. A mais velha franziu o cenho e olhou para ele, Seungwoo provavelmente tinha bebido, pois estava se comportando de maneira diferente. — Yah, você veio aqui para encher a cara, moleque? — Perguntou séria, mas não se importava de fato, afinal, ela não era um bom exemplo para aquilo, já que bebia desde seus quinze anos. — Eu te pago uma cerveja e você fica me devendo uma, que tal? — Disse com uma sobrancelha erguida. Adoraria usar isso contra ele no futuro.
O riso veio assim que recebeu o tapa no ombro, sendo uma forma usual de ser tratado e, sem dúvidas, divertia-o. — Não precisa agradecer, eu sei reconhecer um talento quando vejo um. — Respondeu com um sorriso presunçoso, sabendo somente dizer verdades para ela daquela forma, visto que não poderia de fato avaliá-la. Só gostava mesmo e era ótimo para ele. O olhar pensativo fitou o teto por alguns segundos antes de voltá-los a Sujin e soltar uma negação: — Hm-hm. — Os lábios esticaram-se em um sorriso nos lábios finos. — Eu vim, definitivamente, assistir o show. Gosto de garotas cantando e tocando. — Uma verdade incontestável e, apesar de ser muito bonito vê-las, ele apreciava tudo que envolvia mulheres e arte. — As bonitas e chatinhas, também. É meio que meu tipo ideal. — O flerte continha deboche, mas o elogio era genuíno e nutrido pelo álcool correndo em suas veias. Arqueou as sobrancelhas com a proposta, afinal Seungwoo não comprou absolutamente nada que consumiu. Embora ninguém contasse nada, sua mãe tinha deixado claro para todos os funcionários do estabelecimento que se vendesse álcool para o jovem, ela os mataria. O Do sabia que não era verdade, contudo fora negado diversas vezes quando fez brincadeiras e, por vias das duvidas, animado do jeito que estava era melhor alguém fazê-lo por ele. — Ok! — Levantou o polegar na altura do rosto afirmando ainda mais o trato feito. Levantou de modo ágil e a chamou com a cabeça para que fossem juntos. Pela quantidade de pessoas, ele mal se preocupava em ser notado já que estava no meio da galera, por isso esperava a mais velha para andar próximo. — E ai, estrela da City Breeze, quando um autografo seu vai começar a me dar dinheiro? — Indagou com bom humor.
all the small things
@cagedfireflies
Os cotovelos ralados pela queda atrás do colégio foram a parte menos afetada de sua discussão com os colegas de classe, a língua solta às vezes o trazia grandes problemas, Seungwoo era o típico garoto cheio de amigos e que dificilmente colocava-se em situações sem saída. Contudo, ele preferia se complicar ao negligenciar algo. Por isso não poupou ajudar a um desconhecido que apanhava sozinho por um motivo que ele não sabia. Sua justificativa para o ato era porque conhecia os agressores e eles não eram justos, por isso sentia que os socos levados eram gratuitos. Talvez aquela fosse uma característica que lembrassem a todos de que era filho de alguém que já foi punk — por mais engraçado e difícil para ele imaginar as roupas e penteados da época devido a ausência evidências, ou seja, fotografias. Existia imprevisibilidade em seu modo de agir e invés de apaziguar a briga, ele somente se envolveu. Como iria agir dependia de seu humor e naquele dia, ele estava atrevido o suficiente para dizer só verdades problemáticas. Grande parte dos hematomas que possuía em sua face aconteceu para que o menino agredido pudesse fugir e, por isso, se livrou dos garotos após algum tempo e pôs-se a correr com a sua mochila e uniforme sujo como se não houvesse amanhã. Certamente teria, mas por ora ele não pensaria nisso.
Parou abruptamente ao quase se chocar com uma pessoa ao virar o quarteirão, os olhos levemente arregalados deviam-se ao reconhecimento. — Oh! Noona. — Disse rapidamente, dando uma olhada para trás sem ver quem o seguia. — Desculpa por isso. — Adiantou-se no pedido visto que não pediria permissões para suas próximas ações. Com um pensamento repentino ao ver uma loja de conveniência próximo deles, Seungwoo a puxou para dentro consigo, ficando na frente dela. Abaixou-se ofegante vendo os quatro garotos passarem direto sem notá-los. — Wow! Quase, huh? — Levantou, rindo e olhando em volta; tinha causado uma cena desnecessária. Como o garoto polido que era, começou a curva-se ao atendente que o olhava atento. — Desculpe, ahjussi. — Disse educadamente, fazendo uma careta triste pela bagunça que fez. Virou-se para aquela que tinha incluído na situação, mostrando os dentes ao que não se arrependia de ter feito. Talvez tivesse a puxado para que não trombassem com ela, ou talvez estivesse agitado demais para pensar no porque de ter feito aquilo, afinal não a reconheceriam como alguém próximo de si. No entanto, independente de motivos, Seungwoo achava que desculpar-se era o ideal. Bateu as palmas das mãos dramaticamente na frente do rosto antes de curvar-se com educação ao que pronunciava seu pedido de desculpa. — Moushiwake gozaimasen deshita! — Embora fosse um pedido sincero, ele sabia estar exagerando, por isso após alguns segundos naquela posição, Seungwoo levantou-se com um sorriso divertido nos lábios. — Você vai desculpar, não vai? Te puxei sem pensar.
sweetness, sweetness, i was only joking
@lostaeboy
Sendo bastante próximo de sua prima, Seungwoo estava sempre envolvido nos shows que esta tocava e, provavelmente, sabia cantar todas as músicas. Por ser um ambiente que em sua maior parte frequentava pessoas mais velhas, ele sabia que deveria se atentar para o que fazia. Seungwoo não levava broncas dos pais por ser bastante sensato em suas ações, por esse motivo também, permitiam que ele saísse livremente pelas noites de Seul. Existia um horário de recolher para ambos os filhos, mas se lembrassem de mandar uma mensagem ou avisar que iriam se atrasar, tudo estava bem. Felizmente os pais não implicavam com coisas pequenas e confiavam nos filhos que criaram. Possivelmente o motivo disso era o fato de frequentar lugares parecidos quando jovens, mas podia não ser.
Com um grupo de amigos que não via a tempos, Seungwoo deixou-se divertir sem se importar, aceitando um pouco da bebida alcoólica que pela idade ainda não era permitido dele tomar, sendo assim cometendo sua primeira imprudência da noite. Era só um pouco, claro, sempre era somente pouco. E para alguém que seguia bastante as regras, ele estava desnecessariamente alegre pelo álcool e animado com o decorrer da festa.
Com o término do show e o ritmo normal da festa, ele ficou bastante tempo com um grupo de amigos que incluía Minah e logo notou um rosto conhecido ao que se sentou em um dos acentos macios. Embora a face fosse exatamente igual, existiam outras características óbvias que diferiam as gêmeas para ele. Para uma pessoa observadora como Seungwoo, o convívio fazia com que notasse as sutilezas e por esse motivo tudo se tornava de óbvio reconhecimento entre elas. E obviamente o fato de ser Sujin que tocava com a sua prima. Fosse ou não o álcool, Seungwoo estava extremamente afim de falar com ela. — SubJIN-NOONA. — A provocação desnecessária veio somente para abrir o assunto que, por sua vez, incluía as intermináveis provocações que seguiriam dali em diante. — Parabéns pelo show. Daebak! Até que você toca bem, huh? Ah.... Nunca duvidei do seu potencial.
𝓁𝒾𝓀𝑒 𝓌𝑒 𝓊𝓈𝑒𝒹 𝓉𝑜 — 𝟤𝓌𝑜𝑜 ♡
@mullenxmi
Pelos dias que se seguiram, Seungwoo evitou assuntos sensíveis, respeitando Eunwoo em não querer falar sobre eles. Preferia conversar com tranquilidade, sem forçar um momento desagradável entre eles. Embora fosse cauteloso, não deixava nada importante de lado e seu silêncio não tratava-se de negligência, pois as intenções de citar o acontecido existia. Seungwoo sabia que a falta de diálogo distanciava as pessoas e era o que acontecia entre Eunwoo e ele. Algo invisível vista aos olhos alheios que absorvia a animação adolescente como se só existisse isso dentro dos corpos jovens. Eram ótimos em agir como se tudo estivesse bem e, com certeza, eram bons um para o outro. Conheciam-se desde crianças, foram amigos por longos anos antes de tornarem-se namorados. Por esse motivo, apesar de ainda notar que a namorada o evitava e afastava-se de qualquer contato com o gelo que deslizavam por tanto tempo juntos, naquele momento achou que era hora de se expressar.
Com os dedos da mão entrelaçados, Seungwoo levantou ambos os braços, despreguiçando-se. Um suspiro relaxado deixava os lábios e observava alguns jovens brincando na pista de patinação dentro do The City Breeze. Era algo comum que fazia com frequência, rejeitando-o somente quando os treinos estavam muito intensos, sendo mais fácil esquivar-se para o boliche ou o palco, se arriscando em alguma música que não sabia cantar direito. Fitou com o canto dos olhos Eunwoo e o olhar da namorada o deixava aflito, por isso o ato veio com a intenção de fazer algo comum soar como um pequeno flerte. Como se não prestasse atenção, ele desceu um dos braços até que ficasse sobre os ombros dela, olhou para o outro lado possuindo a certeza de quem ninguém os olhava. A língua umedeceu rapidamente os lábios e virou o rosto na direção dela em um sorriso, em seguida apoiando o queixo no ombro da jovem; atentando-se a ela. — Está encarando a pista porque está morrendo de vontade de patinar comigo? — A sugestão indicava claramente os sentimentos do garoto, sendo aquela sem dúvidas a vontade dele.
here comes the sun
@jxnsoulrst
Adotou um cachorro sabendo de todos os motivos para não fazê-lo, era uma questão óbvia visto que não pretendia ter um cachorro, no entanto, ao ver o filhote e um rosto surgir automaticamente em sua cabeça, ele não hesitou em tomá-lo para si. Pretendia dá-lo, obviamente; mas não podia. Existiu uma discussão em sua casa já que Seungwoo não tinha tempo suficiente para cuidá-lo e isso significava que Choco teria de ficar sob cuidados de terceiros. Também significava que os oficiais donos dele — Minah e Seungwoo —, não cuidariam dele. O cachorro é cuidado por uma babá e, às vezes, por suairmã que apesar de dá-lo várias broncas, adora cuidá-lo e mantê-lo sempre cheiroso. Apesar disso, o jovem Do, em seu tempo livre o leva para passear e, eventualmente, vai visitar a sua prima. Com Minah sendo o motivo da adoção, é quase de lei procurar um tempinho para visitá-la e, assim, levar Choco até sua dona.
Devido ao horário noturno e o vento fresco, o passeio levava quase uma hora e divertia-se com o animado Choco que não saia com tanta frequência de casa, muito menos ficava livre para ver as ruas. Seungwoo gostava bastante de andar, por isso não se preocupou em demorar. O único problema era que tinha dito a hora que saiu de casa e, por isso, se a prima estivesse esperando, ele estava atrasado. Pensando nisso, ele comprou um saco com gyeran bbang para que comessem juntos e se redimisse pela demora. Com Choco preso na coleira, ele parou na frente da casa de Minah e apertou a campainha. — Alo, alo, alo. — Disse no interfone, certificando-se que saberiam que era ele ali.
musingmeme :
touch meme . send one to do to my muse .
001. grab their hand .
002. kiss their cheek .
003. give massage .
004. kiss hand .
005. high five .
006. cuddle .
007. cry on .
008. shoulder hug .
009. bear hug .
010. kiss them .
011. pinkie promise .
012. piggy back ride .
013. give them food .
014. from behind hug .
015. fist bump .
vamo trocar amor, por favor!!
rpmemesfam :
FAMILY REFERENCES / SENTENCE STARTERS .
i : in reference to siblings .
❝ i’m not here to see you. i’m here to see your brother/sister. ❞
❝ so, how many siblings did you say you had again? ❞
❝ sometimes i wish i had a sibling or two. ❞
❝ where ever my brother/sister goes, i go. from now on. ❞
❝ i have a long lost sibling out there somewhere. ❞
❝ you are like my brother/sister. ❞
❝ you are brother/sister to me. ❞
❝ you are the brother/sister i never had. ❞
❝ no offense but, your brother/sister scares me. ❞
❝ if you brother/sister knew about us … come on. ❞
❝ me and my siblings don’t get along that well. ❞
❝ i never knew you had a brother/sister. why didn’t you tell me? ❞
❝ i always wondered what it would be like to have a twin. ❞
❝ for a twin, you all look nothing a like. ❞
❝ i have a twin brother/sister somewhere out there. ❞
❝ my brother/sister and i don’t get along anymore. ❞
❝ hey, we should invite your brother/sister to come with us. ❞
❝ me and your brother/sister, we might .. kind of … like each other. ❞
❝ my brother/sister would have liked you. ❞
❝ you remind me of my brother/sister. ❞
❝ sometimes i just think about what my brother/sister might do. ❞
❝ me and my siblings go everywhere together, what did you expect? ❞
❝ my brothers/sisters are always into trouble but not me. ❞
❝ i’m the only good sibling between me and my siblings.. ❞
ii : in reference to parents .
❝ so, your parents turned out to not be your actual parents.. ❞
❝ i didn’t realize we were at that point in our relation/friendship to meet parents. ❞
❝ i thought you might of wanted to meet my parents. ❞
❝ no offense but your mom(s)/dad(s) scare me. ❞
❝ i’m not sure that your parents like me very much. ❞
❝ wait, you want me to meet your parents? ❞
❝ my parents are going to freak out if they find out. ❞
❝ are you insane? my parents will kill me, bring me back, then kill me again! ❞
❝ my mom(s)/dad(s) are fighting again.. ❞
❝ your parents give me hope that love does last. ❞
❝ i don’t even get along with my own parents, let alone yours! ❞
❝ i think we should definitely call our parents. ❞
❝ my mom(s)/dad(s) will know what to do, trust me. ❞
❝ wait, you want me to lie to my parents? ❞
❝ my parents took my phone, so i couldn’t text or anything. ❞
❝ i can’t go, my parents want me to either stay in or go with them somewhere. ❞
❝ my mom(s)/dad(s) called yours and so, that’s how i know. ❞
❝ wait, my mom(s)/dad(s) called you? why? ❞
❝ my parents are grounding me, i’m not sneaking out anymore. ❞
❝ okay, just let me go ask my mom(s)/dad(s). ❞
❝ i asked my mom(s)/dad(s), she/he/they said no. ❞
❝ what your parents don’t know won’t hurt them, right? ❞
❝ hey, i think your mom(s)/dad(s) are starting to like me finally. ❞
❝ so, you just found out that you were actually adopted? ❞
iii : in reference to children .
❝ cute kid, is he/she yours? ❞
❝ do you have any kids? ❞
❝ wouldn’t you like to have kids some day? ❞
❝ how many kids would you want to have in the future? ❞
❝ do you ever think of having kids with me? ❞
❝ i have a kid, things are different now. ❞
❝ i’d rather hang out with my kid than hang out with you. ❞
❝ you can walk with me to pick my son/daughter up from school if you want. ❞
❝ i don’t think i’m really ready to have anymore kids, what about you? ❞
❝ so, you have kids? how many? ❞
❝ i’ve raised enough kids to know better than that. ❞
❝ hey, she’s/he’s just a kid, leave she/he alone. ❞
❝ you’re really good with kids. ❞
❝ wow, i’ve never seen anyone so good with kids before. ❞
❝ i’m really good with kids considering i have one of my own. ❞
❝ sometimes i think i should just have more kids. ❞
❝ i’m good at a lot except for being a parent, it seems. ❞
❝ i’ve seen you with your kid, you’re doing a fine job. ❞
❝ the hardest thing to do is to raise my son/daughter. ❞
❝ you worry too much, i’m sure you’re daughter/son will be fine. ❞
❝ i met your daughter/son, he/she seems wonderful, sweet almost. ❞
❝ i like the idea of having kids more i think. ❞
❝ it’s natural as a parent to worry for their child, relax. ❞
❝ my child drives me crazy but i love him/her and wouldn’t have it any other way. ❞
iv : in reference to all the above .
❝ i’m leaving town, going to stay with some of my family. ❞
❝ today is the day i meet with my real family, wish me luck. ❞
❝ you are more than family to me. ❞
❝ my whole family decided to come into town and stay a bit. ❞
❝ are you worried about meeting my family? because you shouldn’t. ❞
❝ have you seen my family? crazy is an understatement. ❞
❝ i wish i had a family, but i’ll never know the feeling. ❞
❝ you are lucky to have a family, that’s all i’ve ever wanted. ❞
❝ i will do anything and everything for my family, no matter what. ❞
❝ you are family to me, more so than some of my actual family. ❞
❝ it’s the closest thing i’ve got to a family. ❞
❝ this family is falling a part and it is all your fault! ❞
❝ you’re the reason our family is the way it is now. ❞
❝ i don’t think your family likes me very much. ❞
❝ i have a complicated relationship with my in-laws. ❞
❝ what’s it like to have a family? i’ve never known. ❞
❝ one day, we are going to have a family of our own. ❞
❝ do you want to start a family with me one day? ❞
❝ i have a really big/small family. ❞
❝ where is your family? ❞
❝ i don’t have a family. ❞
❝ we are not family anymore. ❞
❝ we’re no longer family as far as i’m concerned. ❞
❝ if you mess with any of my family then you’re messing with all of us. ❞
musingmeme
random dialogue starters from “doki doki literature club” . PT. 1 always feel free to change pronouns! ( TRIGGER WARNING / SPOILERS )
001. ❛ i guess there’s a little devil inside all of us , huh ? ❜
002. ❛ i imagine a future where i can be with you . ❜
003. ❛ after all you’ve done for us , there isn’t much i can do for you in return . ❜
004. ❛ they don’t teach us in high school that there are other options for us out there . ❜
005. ❛ is it love if i set you free ? ❜
006. ❛ this is where we say goodbye . ❜
007. ❛ don’t cut yourself on that edge ! ❜
008. ❛ don’t be shy . . . ❜
009. ❛ how can i write love into reality ? ❜
010. ❛ i’m going to miss you . ❜
011. ❛ i’ve had really bad depression my whole life . ❜
012. ❛ GET OUT OF MY HEAD ! ❜
013. ❛ most days i can’t even find a reason to get out of bed . ❜
014. ❛ do you want me to go home crying ? ❜
015. ❛ all my memories are hazy . . . ❜
016. ❛ surreal horror is often successful at changing the way you look at the world . ❜
017. ❛ i didn’t want you to feel left out . ❜
018. ❛ shut your fucking mouth . ❜
019. ❛ something terrible’s about to happen . . . ❜
020. ❛ please stop playing with my heart . ❜
021. ❛ i don’t want to come back . ❜
022. ❛ have you considered killing yourself ? ❜
023. ❛ i might be a little jealous . . . ❜
024. ❛ my dad would beat the shit out of me if he found this . ❜
025. ❛ i was waiting for you . ❜
026. ❛ there’s no happiness here after all . ❜
027. ❛ i don’t want them to think we’re a couple or something . ❜
028. ❛ i guess you don’t have it in you to be mean ! ❜
029. ❛ thanks for keeping your promise . ❜
030. ❛ but a poem is never actually finished . . . it just stops moving . ❜
rpmemesource :
angsty sentence starters.
’ I never really loved you. ’
’ You mean/meant nothing to me. ’
’ You were never my first choice. ’
’ I don’t love you. ’
’ I never want to see your face again. ’
’ Just leave me alone! ’
’ You’re not welcome here anymore. ’
’ How am I supposed to trust you ever again? ’
’ Please, let me explain! ’
’ Are you really picking them over me? ’
’ Please don’t go. ’
’ You broke my heart. ’
’ There’s nothing left for me here. ’
’ Was it all a lie? ’
’ Why can’t you just tell me the truth? ’
’ I never thought it would end like this. ’
’ We could’ve had it all. ’
’ Us? There is no more us. ’
’ You weren’t worth my time. ’
’ I will never forgive you for what you did. ’
’ There’s no way we’re coming back from this. ’
’ So that’s it? That’s all you’ve got? ’
’ This wasn’t supposed to happen. ’
’ This is all your fault! ’
’ What do you mean, this is my fault? ’
☆ ゚。 ゚。 ゚ — i’m free to be whatever i choose and i’ll ( sing ) the blues if i want. always seems to me, you only see what people want you to see ・✧
do seungwoo, dezoito,
estudante e atleta
Seungwoo é o filho mais novo de Willa e Hyukjin.
É naturalmente voltado aos esportes, no entanto sempre tentou aqueles que as pessoas menos faziam. Já fez balé um tempo com a irmã e, definitivamente, já cantou opera em um festival de bandas.
Foi uma criança bastante comunicativa e ousada, portanto não havia nada que o pequeno Do não fazia. Decerto prefere sair de sua zona de conforto e experimentar coisas novas o tempo todo, assim fazendo com que se envolvesse nos mais diversos tipos de grupos sociais e criando ótimos laços com as outras pessoas.
É observador, sincero e falante.
Como um garoto cheio de suas próprias opiniões, nunca foge de uma discussão.
Diria que fora um simples olhar que havia feito ele se apaixonar pela patinação artística, assim passando a treinar junto dos seus novos amigos. Esforço e dedicação o tornaram um excelente atleta olímpico junto de sua amiga e namorada, Eunwoo.
last orders
( mullenxmi )
O horário delimitado pela matriarca horas antes da apresentação estendia-se após a vitória tão desejada, precisando afastar-se dos amigos também em clima comemorativo para que os dedos teclassem o número do vizinho que era o único com um telefone decente na rua e também parecia bem disposto a visitar a mulher ao lado quando necessário, recebendo a ajuda silenciosa de Mirae que deixou como aviso o motivo do atraso, sem dar informações concretas sabendo que teria quem leva-la caso a madrugada fria parecesse perigosa para a jovem desacompanhada e provavelmente alcoolizada que necessitou duas tentativas até ouvir a voz familiar do outro lado da linha.
Voltou a pista em busca da libertação geralmente impedida pela preocupação que rondava seu passado, fosse através do membro familiar ou o melhor amigo que era o único a ter acesso a suas marcas mentais, e agora a incentivava com copos preenchidos pelos mais diversos drinques, misturando diferentes sabores que resultavam na confusão entre olhos e mente, pois mesmo que seu cérebro tentasse ser claro, o corpo dormente não o obedecia, tornando os movimentos mais lentos e as palavras proferidas arrastadas.
Muitos vinham em sua direção parabenizar o desempenho como baterista, e independente do sexo, a que era conhecida por Mimi entre os admiradores e colegas, agradecia junto ao sorriso largo que preenchia os lábios carnudos e já sem qualquer resquício do batom vermelho emprestado por uma das meninas do Cupid. Os toques gentis se tornaram um apertado envolvendo o braço exposto, virando a face curiosa para encontrar o homem robusto e o cheiro de cerveja que evidenciavam o estado pouco racional, perdoando a abordagem até ouvir o que esse tinha a dizer. — Você estava tão bonita tocando, eu sempre quis ficar com esse tipo de garota. — Visualizou o contato na pele que se tornava avermelhada e quente, a respiração mesmo sem incentivo corporal se tornou ofegante e os olhos da Sook cresceram em desespero, não era possível estar acontecendo outra vez. — Me solta. — Buscou por Jinhwan entre a multidão agitada, os pés recuando enquanto o todo o tronco tentava desvencilhar-se dos dígitos em vão. — Me solta! — Gritou, debatendo-se com as mãos contra os músculos que seguiam em sua direção em busca da boca com a pretensão de beija-la. A música parecia servir como desculpa para que ignorassem as lágrimas escorrendo pelo par de bochechas rosadas, a ligando as lembranças soterradas após todas consultas que voltavam com total intensidade, traçando o rosto do desconhecido com o do ocidental que nada tinha a ver, a infância retirada pelas mãos masculinas trazendo a tona a pequena frágil, automaticamente sem outros pensamentos de defesa, a não ser parar de lutar, e aceitar o fardo como alguém submisso, entregue ao silêncio que pedia mentalmente pelo fim da aproximação.
Sorte ou destino, a rendição não lhe custou o novo trauma, impedido pelo o que sequer imaginava estar dentro da festa que tinha como única intenção saudar o resultado do dia. Petrificou-se com a íris escuras recaídas sobre as costas largas, sabia que era um costume grave de Hyukjin intrometer-se e ignorar qual fosse as intenções da coreana com terceiros, mas no momento tinha apenas o agradecimento na ponta da língua. O procurou pelo tato, surpreendendo-se então com a forma com que foi encurralada novamente, a área pulsante dolorida. — O que? — A proteção não era gratuita, vinha como cobrança o poder masculino ao pensar que ao ajuda-la ganhava o direito de também intrometer-se como se ainda o devesse satisfações. Aquela expressão feroz nada tinha a ver com o jovem conhecido a anos atrás por baixo da mentira inocente, o lago esverdeado como plateia para a conversa descontraída e as ações minimalistas. — Muito obrigada pela ajuda, mas o que tem a ver com o resto? Acredite, se por acaso eu passasse mal você seria a última pessoa a quem procuraria. — Tinha certeza de que tentar empurra-lo não renderia nada além de uma extensa discussão, desviando do rosto para a pele. — Está machucando. — Cerrou os dentes, a voz falhou pelo misto da embriaguez e as lágrimas. — Tenho que encontrar os outros. — Anunciou como uma nova tentativa, girando as pernas na direção contrária a fim de localizar qualquer um que lhe passasse conforto, o contrário da aura agressiva do ex namorado. Dois passos foram necessários para que Mirae tropeçasse no cadarço do sapato, apoiando-se na mulher que se mostrou carrancuda. — Desculpe.
O comportamento deveras explosivo não é injustificado, apesar de não controladas todas as ações, no estabelecimento mantinha-se ao cabível e ao ver em distancia o homem derrubado por terceiros, optou a deixá-lo de lado. Contudo, o olhar sombrio voltou-se momentaneamente para àquele que havia se aproximado de Maeri, pois decerto ele estaria morto caso se cruzassem novamente. Abriu o aperto que segurava o pulso alheio, mas as veias salientes sobrepunham a pele da mão que fechou com força. — Parece que não perdeu todos os sentidos, então. — O tom sarcástico acentuava a falta de vontade em ajudá-la, ligando diretamente a insatisfação de presenciá-la agindo daquela maneira. Embebedar-se e estar vulnerável não deveria ser motivos que o causavam raiva, no entanto, Hyukjin achava que no mínimo ela deveria cuidar-se já que ele não estaria lá para isso. No final, era inapto de desligar-se da mágoa sentida sendo essa, infelizmente, a única forma que sabia agir diante ao término. E que também não pudera ser completamente superado com os inúmeros encontros e a dificuldade de reatar os laços da importante amizade que tinham, e assim mantinham os sentimentos, mas tantos deles tornavam-se uma bagunça de problemas não resolvidos e conversas inacabadas. Dos tempos antigos restaram-se tantos ressentimentos que, por fim, sua maneira arrogante tornou-se a habitual diante a tudo que o soasse ofensivo ou meramente desconfortável. Desferir ódio não era a intenção e deixar Maeri alcoolizada daquela maneira seria impossível para Hyukjin. Embora parecesse manter-se sempre ao limite tratando-se de sua ira, ele sabia discernir o que era mais importante para ele. Naquele momento, a pseudo estrela do rock que alguns o acusavam de tentar ser desaparecia. Portanto, a atenção foi desviada para a baterista que o deixaria novamente com as suas desculpas ignoradas por ele. Dadas as circunstâncias pressentia o que estava por vir e, felizmente, estava próximo o suficiente para passar o braço pela cintura dela, dessa vez seu toque teve mais agilidade do que força ao impedir que ela caísse, trazendo-a de modo que seu corpo servisse de apoio e ela se colocasse em pé de forma adequada. — Isso aqui já deu pra você. — Afirmou, puxando-a consigo. Maeri estaria sempre entre os que ele cuidaria, ainda que com ela as coisas fossem mais espontâneas do que o planejado. Hyukjin soltou um suspiro sério e a olhou diretamente para que pudesse falar aqui, decidindo-se imediatamente. A festa tinha acabado para ambos. — Vou te levar pra casa já que você mal consegue ficar em pé. — Avisou esperando que ela não se opusesse à situação.