❝ — Driven by a scribe's intellect and a knight's valor, she's forging her own destiny ⋆
• Anya Kaelen Briar Emberwood, 27 anos; • Apelidos: An ou Bree – além dos que ela não gosta como "contadora de histórias", "cavaleira de papel", "cavaleira escriba", entre outros; • Changeling, Cavaleira - Quarta série;
• Anya possui uma beleza etérea e enigmática com aproximadamente cinquenta e dois quilos e um metro e sessenta e quatro de altura. Seus olhos castanho-esverdeados cintilam com reflexos dourados, as orelhas levemente pontudas e pele de brilho iridescente indicam sua herança feérica. Os longos cabelos castanhos ondulados caem em cascata pelas costas, mas geralmente estão presos em um coque prático. • Iskra, uma dragão aquaris de escamas azul-cobalto brilhantes e olhos tão escuros quanto uma noite sem lua, sua saliva apresenta propriedades curativas; • Valerius Emberwood, pai + Aldara, mãe; Visserius + Kaelenyan (avós maternos); Briariannon + Octavius (avós paternos); • Lema da família: "Na tinta, a verdade eterna"; de uma tradição de escribas, a força dos Emberwood sempre estiveram nas palavras, sendo Anya a primeira a pertencer ao quadrante dos cavaleiros. Dizem as más línguas que um primo distante já se arriscou a fazer o mesmo, porém, para seguir a carreira de militar, ele optou por abdicar do sobrenome Emberwood. Anya nunca o conheceu; • Assexual; • Sol em capricórnio, com ascendente em virgem e lua em escorpião; • True Neutral + ISTJ-A, o que significa que Anya é equilibrada e focada em seus objetivos pessoais, guiada pela lógica e disciplina. • Opinião sobre o império: considera as decisões enviesadas demais em benefício próprio e principalmente dos khajols, mas não defende esse pensamento por aí com tanto fervor, tanto por sua características resiliente que lhe permite se adaptar e encontrar soluções facilmente, quanto por acreditar que tudo o que disser possa ser usado contra ela de alguma forma; • Opinião sobre changelings feéricos e dragões: os defende quando são passíveis de defesa por saber das dificuldades que encontram em Aldanrae, mas não põe a mão no fogo por ninguém, literalmente; • Opinião sobre khajols: os considera arrogantes e caprichosos, demonstrando certa resistência em aceitar suas ideias, tradições e costumes. A interação com eles é marcada pela polidez, mas sempre com desconfiança. • Curiosidades: os nomes Kaelen e Briar são uma homenagem às avós; os hobbies da cavaleira incluem costura, jardinagem e dança – embora esconda esses dois últimos com todas as forças; recebeu a marca do dragão aos vinte e três, uma silhueta em formato aquático que começa na nuca e vai até as costas; possui uma cicatriz que inicia no cotovelo direito até metade do antebraço de quando iniciou a trajetória em Wülfhere e passou pelo parapeito e, além dessa, uma na base das costas e outra no joelho esquerdo; não costuma pensar muito sobre a longevidade dos cavaleiros, apesar de sua família fazer questão de lembrá-la disso sempre que possível;
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Anya Kaelen Briar Emberwood nasceu em uma das mais respeitadas linhagens de escribas do império. Desde pequena, foi criada em meio a pergaminhos, manuscritos raros e a expectativa de que seguiria os passos de sua família, contribuindo para a preservação da história e do conhecimento. No entanto, seu coração ansiava por algo diferente: não apenas registrar os grandes feitos dos cavaleiros de dragão, mas ser uma delas.
Desde os primeiros anos de sua vida, Anya se via dividida entre as tradições de sua família e os chamados do seu espírito inquieto. Ainda muito jovem, ela passava horas sonhando e observando da fronteira os cavaleiros cortarem os céus montados em suas feras majestosas. O desejo de ser parte daquele mundo crescia a cada dia, assim como o peso do julgamento de sua família: "Uma Emberwood jamais empunhou uma espada. Nosso poder está nas palavras, não no sangue derramado", seu pai sempre lhe dizia.
Porém, Anya se recusou a aceitar o destino que sua família havia traçado! A travessia pelo parapeito foi a primeira grande prova de sua vida. Sob o olhar frio dos instrutores e os murmúrios de desprezo de outros colegas, ela sentiu a vertigem do abismo abaixo de si, mas não hesitou. Sobreviveu – e aquilo foi apenas o início. Os anos seguintes foram cada vez mais desafiadores, com os estudantes zombando de sua origem, chamando-a de "contadora de histórias" e tantas outras alcunhas na tentativa de minar a determinação de Anya em se tornar uma cavaleira. A jovem raramente recebia créditos, pois acreditavam que sua presença no Quadrante dos Cavaleiros era um erro que o tempo corrigiria. Mas Kaelen não cedeu e treinou com dedicação incansável, aprendendo cada técnica de combate e estratégia.
A Colheita do Ovo foi seu primeiro momento de reconhecimento. Enquanto outros cadetes buscavam freneticamente por ovos que garantiriam seu futuro como cavaleiros, ela sentiu algo inexplicável guiá-la para um canto escuro e isolado da caverna. Lá, encontrou um ovo de coloração azul prateada, extremamente frio ao toque, mas que pulsava como um coração vivo sob seus dedos, como se estivesse esperando por ela…
Quando chegou a temida noite da Ceifa, Anya bebeu do Cálice dos Sonhos e mergulhou no Sonhār, a dimensão onde os dragões escolhiam seus cavaleiros. Foi lá que encontrou pela primeira vez sua companheira de vida: Iskra, uma dragão aquaris fêmea de escamas azul-cobalto e turquesa, com um brilho perolado, e olhos negros como a noite. Enquanto os outros cadetes lutavam para provar seu valor aos dragões, Iskra apenas pousou diante de Anya e inclinou a cabeça em silêncio, uma aceitação silenciosa, mas poderosa. Naquele instante, todas as vozes que diziam que ela não pertencia ao Quadrante dos Cavaleiros se calaram. Ela havia sido escolhida.
Ao despertar, encontrou seu ovo partido ao meio, e ali estava Iskra, ainda filhote, esperando por ela. Os anos seguintes trouxeram novos desafios. Sua dragão não era a mais forte, nem a maior, mas era rápida como o vento e astuta como a própria Emberwood. Juntas, Anya e Iskra formaram um vínculo majestoso, conquistando seu espaço no Instituto. Mesmo assim, a sombra da insegurança nunca desapareceu completamente – ela precisava provar constantemente que merecia estar ali.
Anya não apenas sobreviveu ao Instituto – ela se destacou. Utilizou sua inteligência e estratégia, demonstrando que a força não estava apenas na força bruta, mas também na mente. Adaptou os ensinamentos de sua família, tornando-se uma guerreira que conhece não apenas as batalhas, mas a história das guerras, as falhas e vitórias do passado. Foi isso que, no fim, a tornou imbatível. Agora, no último ano em Wülfhere, Anya aguarda Iskra crescer, um laço de cumplicidade que se fortalece a cada dia. O incêndio misterioso que os forçou a se mudar para Hexwood a fez retornar aos anos iniciais de sua formação, onde precisava provar seu valor – só que dessa vez, aos khajols. Em sua opinião, os feiticeiros não passam de seres caprichosos demais e o anúncio do imperador de uma união entre os dois povos soa como um ultraje para ela. No entanto, seu objetivo permanece o mesmo e, quando o mundo contar sua história, será nas asas de Iskra, um legado de coragem e superação.












