Mais do mesmo
daqui, de dentro do meu próprio peito, de onde te olho, você é a fusão das coisas mais belas e sagradas do (meu) mundo. não julgo ser possível que exista alguém, um sequer, tão superiormente desenhado quanto você. eu fico supondo Deus debruçado em Seus rascunhos de você. e adivinho que Ele já podia saber que você, ainda em rabiscos, seria aquele que mais alto falaria ao meu coração. e o primeiro a quem ele realmente ouviria. olhar pra obra, então completa, me emociona. é como se eu me reconhecesse em outro corpo. a contemplação do mais sublime abrigo para o meu afeto. espécie de ponto de encontro comigo. e não pelas semelhanças, que Deus sabe - e nós somos rotineiramente lembrados -, não são muitas, mas pelas sensações. é transcendental isso de sentir(-se) só por causa de um, e não senti-lo na presença de qualquer outro. eu me reconheço naquilo que experimento e sinto e que, até aqui, só você inspira. em algum ponto e grau do ângulo perfeito que seu nariz faz em dança com a sua boca. nas cutículas desperdiçadas pela ansiedade e pavor de errar. no canto do seu ombro que na horizontal silencia minhas preocupações e pressa como nenhum outro lugar. na meditação sobre olhos tão profundos, bondosos e gentis; a certeza das minhas lágrimas. esperança. um amor avassalador. e nova ordem pro caos das minhas impressões. você é a contradição das minhas preferências e vontades mais agudas, mas tem exatamente o que eu preciso. com frequência, não o que eu preciso pra ser absolutamente feliz, mas sempre o que eu preciso pra ter coragem de ser eu mesma. mesmo que não em mim, já que tantas vezes em você.












