Oh, ér… mas deve haver algum lugar que tenha vodca aqui, e alguém que você conheça, desculpa não quero atrapalhar…
Todo mundo consegue todo mundo aqui, é uma triste realidade.
Aliás, quer vodka?
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Oh, ér… mas deve haver algum lugar que tenha vodca aqui, e alguém que você conheça, desculpa não quero atrapalhar…
Todo mundo consegue todo mundo aqui, é uma triste realidade.
Aliás, quer vodka?
Vodka, tequila, curaçau blue e limonada.
Chama-se Blue Moon. Pra combinar com os seus olhos.
Prefiro a vodka pura mesmo, a garrafa, se possível.
Oh. — olhou atrás de si procurando alguém. Então percebeu que a garota estava a falar com ela mesma — Não, não… eu disse Co-ca.
Nossa, que sem graça isso.
Você disse vodka?
Isobel Priestly, com seus 18 anos, é frequentemente confundida com Jane Levy. Nos arquivos de Isobel constam que ela está indisponível.
“She’s got lion in her heart a fire in her soul he’s a got a beast in his belly that’s so hard to control. When you’ve been fighting for it all your life you’ve been struggling to make things right that’s how a superhero learns to fly.”
Who will tell the story of your life?
Isobel nascera em um beco qualquer de Tampa, Flórida, Estados Unidos, sendo abandonada horas depois em uma lixeira. O choro da criança era tão agudo que um casal de turistas que passavam pelo local a ouviram, resgatando a pobre recém-nascida, adotando-a. Sua mãe de consideração, Donna, era uma doméstica, que recebia ordens de seu marido e apanhava do mesmo, toda vez que o homem chegava em sua residência. O homem, Steve, machista, agressivo, trabalhava no turno da tarde, indo logo após para o bar, encher a cara e depois descontar toda sua ira em esposa e filha.
Num dia, a escola de Priestly entrara em greve a mesma voltara para sua casa, onde fora molestada por seu “pai”, ocasionando graves traumas em Isobel, que começara a roubar bebidas alcoólatras em estabelecimentos em sua vizinhança. Fora presa duas vezes quando ainda era adolescente, gerando assim, o início de sua ficha criminal, que ao atingir seus quinze anos, era mais extensa do que um meliante experiente. A bebida lhe ajudava a aturar os abusos do pai e o silêncio que a mãe mantinha diante da situação, a mulher não conseguia defender nem ela mesma, quanto mais a filha, então fingia não saber o que estava acontecendo.
O tempo foi passando e ver Isobel sóbria se tornava cada vez mais raro, a dependência do álcool era tanta que quando ficava sóbria não sabia mais como conversar ou reagir, desaprendendo totalmente a se socializar. As coisas saíram do controle uma noite em que voltou pra casa e pegou seu pai batendo em sua mãe, coisa que sempre acontecia, mas naquela noite ela estava um pouco mais exaltada, provavelmente a bebida da festa em que fora tinha alguma coisa a mais, e Priestly nunca havia provado drogas antes, logo, sua reação acabou saindo um pouco do controle. Avançou em cima do homem, mas ele era forte e logo revidou, a ruiva quebrou a garrafa de uísque que segurava na cabeça dele, fazendo seu pai cair no chão, logo depois acendeu um isqueiro e o jogou próximo a cabeça do homem, onde o uísque que estava na garrafa havia derramado. Não demorou muito para que o fogo se espalhasse, principalmente pela casa estar uma bagunça e ter papel por todo lado, o homem no chão, desacordado, estava pegando fogo junto com a casa e Isobel precisava sair dali, mas seus pés não lhe obedeciam.
Quando acordou, estava numa cama de hospital, policiais estavam do lado de fora e sua mãe lhe explicara o que havia acontecido, ela tirara a ruiva do local e quando fora questionada, teve que contar a verdade pois encontraram substâncias no corpo de Isobel quando fizeram os exames, e aquilo provavelmente aquele incidente levaria a prisão da jovem.
Sinceramente, Priestly não se lembrava de absolutamente nada, nem mesmo tinha flashs do acontecido, por isso precisaria ser levada para um psiquiatra que poderia ajudá-la a se lembrar daquela noite e então ela poderia dar seu depoimento quando fosse julgada. Quando entrou na sala do doutor, algo atingiu sua cabeça, fazendo-a desmaiar, quando acordou, estava em Dundley.
And who do you think you are?
Isobel costuma ser uma jovem normal quando está sóbria, costuma não ser aminada demais, nem seca demais, tornando-a razoável. Porém quando coloca uma gota de álcool em seus lábios, ela muda da água para o vinho, sua personalidade muda conforme a mesma se encontra antes de beber, podendo variar a cada ocasião. Uma garota muito bonita com um belo corpo, com grandes cabelos ruivos que lhe caiam como uma cascata pelas costas. Muito observadora e ousada, se faz de fria, porque acha que é melhor fingir que não tem sentimentos fortes como o amor, para não se machucar, mesmo não dando muito certo. Algumas vezes é meio grossa, mas só quando o mal-humor à ataca, ou quando alguém tira sua paciência, mostrando o seu lado quente. Não gosta de seguir as regras, não é nem um pouco reservada, nunca tem nada à esconder à ninguém, mas existem algumas coisas que prefere preservar para ela mesma, ou com aqueles que ela confia bastante.