amusement mile ;
thetrlckster:
beeawarrior:
Sempre achara que os filmes de terror com cenas em parques de diversão meio toscos, mas ao ver aquele lugar completamente vazio, entendeu completamente porque de usarem isso. Era, no minimo, uma experiência bizarra e a sensação de que alguma coisa poderia pular em cima do grupo a qualquer momento era bastante presente.
“Adoraria saber também, linda. Nunca estive nesse lugar antes e andar por aí parece uma ideia tão boa quanto entrar num labirinto…” Franziu a testa. Era por isso que não gostava muito de missões investigativas, não tinha muita paciência para ficar procurando coisas por aí. Se ao menos não houvesse aquela maldita lei que fazia com que tudo tivesse de ser escondido, poderia sobrevoar a área e ter uma melhor ideia de onde deveriam ir. “Alguém sabe usar aquele negócio de energia que nos deram? Podiam ter dado um cursinho rápido de como usar essas coisas antes de nos mandarem pra cá, né?” Comentou, rindo. Não estava muito preocupado, aparentemente não teriam problemas por ali e nem imaginava em que tipo de confusão poderiam se meter além de se perderem; E estar em ação, mesmo que não fosse numa luta, sempre o deixava de bom humor.
Regina já estava se preparando para dormir quando as luzes da cidade apagaram; da janela de seu apartamento, Reggie não conseguia ver mais que as silhuetas dos prédios e dos poucos passantes que provavelmente haviam sido pegos de surpresa pela escuridão. Por isso, o chamado da Legacy League veio um pouco mais tarde do que ela esperava, mas ainda assim, Regina não conseguiu recusar — por menos que ela quisesse admitir, a perspectiva de um pouco de ação a deixava empolgada. Por isso, a morena vestiu as roupas mais escuras e quentes que tinha, e foi para os tunnels o mais rápido que pôde.
Ela não tinha o que reclamar quanto ao grupo em que havia ficado; não era íntima de nenhum deles ali, mas já os tinha visto pelos tunnels em diversas ocasiões e pareciam ser ao menos agradáveis. Menos feliz ela ficou ao saber que haviam sido designados para um parque de diversões — Reggie era dessas que assistia filmes de terror trash sozinha durante a madrugada e depois virava a noite acordada; as imagens de um desses filmes e um palhaço com uma fantasia suja e ensanguentada ainda estavam bem gravadas em sua memória.
Ao passar pelos portões do lugar, Reggie se abraçou e instintivamente foi para mais perto dos outros — não que de maneira alguma ela fosse admitir que estava assustada; mas, ainda assim, qualquer um devia ficar no mínimo com um pouco de medo ao se entrar num parque de diversões abandonado em Gotham logo após um apagão. “Eu sinceramente não faço nem ideia de onde fica ou de como é um quadro de energia” resmungou Reggie, com os olhos bem abertos e olhando para todos os lados. “Mas não acho que seja uma boa ideia ficarmos parados aqui, no meio do parque, para tentar descobrir como fazer o detector funcionar” disse, mesmo que a sua vontade de entrar em qualquer uma daquelas barraquinhas estivesse próxima do zero absoluto.
Christopher Todd odiava várias coisas. Fazia parte do pacote de ser um jovem adulto extremamente inconsequente e cuja fase rebelde, iniciada na adolescência, ainda não terminara. Ele odiava acordar cedo, odiava café amargo, odiava dedo babado e gente que falava demais e indecisão. Mas o que ele mais odiava eram palhaços; isso fazia parte do pacote de ser membro da família Todd e Wayne, ele imaginava. Seu medo dos mesmos, conquanto, era controlável. Foi por isso que num misto de raiva, determinação e vontade de sair correndo encarou a notícia de que ele e seu grupo iriam para o Parque de Diversões abandonado da cidade. Ele conhecia o local com a palma da mão, como toda Gotham também por ter sido criado ali, e também porque fora ali que seus dois pais e a irmã fizeram questão de assustá-lo trezentas vezes com palhaços numa terapia de choque até ser capaz de se controlar como um ser humano decente; so much for fraternal love.
Mesmo controlado, porém Chris continuava a odiar palhaços, e a odiar a situação, odiar a sensação de que algo ali daria errado a qualquer instante. Por milagre, porém, o que mais odiava de tudo era a completa falta de utilidade no momento dos colegas de grupo; se revirasse mais os olhos, era bem capaz que caíssem. “Oh, for fuck’s sake, is there anything that you guys actually know how to do?” O sarcasmo era claro como o dia e, trocando sua glock preta de mãos, Black Hood tratou de pegar o bendito rastreador de energia, ligando-o e analisando as ondas de medição por um instante; parecia tudo okay. “Se não mudaram nada de lugar fica no centro do parque o gerador, perto da casa dos espelhos, mexam a bunda.” E sem esperar por resposta, Christopher começou a andar, tomando a dianteira para desbravar o parque. Cada passo era firme e mantinha ritmo, por sinal, mesmo por dentro ainda não se sentindo muito confortável; ele nunca admitia as próprias fraquezas em voz alta, de qualquer maneira, ao menos não sóbrio.















