O que viria a ser
Sempre foi assim. Um coração de papel que sempre acreditou ser dono do próprio dilema. Riscado em páginas de lamento e destruição entre prosa e poema. Enquanto manchava as palavras ríspidas do que acreditava ser um amor com todo o álcool que conhecia. Logo ele revelava que a aparência fria de páginas rabiscadas, amolecia e revelava a própria confusão que se alastrava por todas as páginas de uma pseudo imprecisão. Fazia da grande apatia uma bela mentira. Uma imensurável perda de impecáveis liras traduzidas em uma percepção muito tardia do que viria, um dia, a ser solidão.















