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Ana, não seja tola. O tempo não cura, ele só pendura sua dor na altura do céu, onde você pode fingir que é outra nuvem. Mas ainda assim trovoa, ainda assim relampeja, ainda assim vai chover.
não estou pronta ainda para andar nas mesmas ruas que você andou sem ter a chance de segurar tua mão no caminho.
eu me despeço de você.
não porque você quer, não porque eu quero. mas porque algumas decisões não cabem a nós.
lido com a tristeza como quem lida com um animal selvagem trancado, temendo abrir um pouco a porta e vê-la sair destruindo tudo o que construí fingindo que ela não estava ali. [ela nunca foi embora]
O colapso nada mais é do que a desordem e acumulo de pensamentos frenéticos, então quando somos capazes de organizar e fazer uma limpa no que é ou não útil... Possibilitamos a otimização da mente.
— abismoadois
por tudo que você me disse ou pelo o que eu achei que estava me dizendo quando talvez você não estivesse me dizendo nada. pelos seus olhos e pela maneira que eles observavam o mundo com tanta gentileza e naturalidade. pela selva do seu coração ou a paz que você já transmitiu ao sussurar meu nome. por todas as músicas que eu dediquei e toda poesia em que eu já chorei ao despejar seu nome.
ando tão cansada ultimamente mas não é o cansaço do corpo é da alma tudo sempre me parece tão assustador em proporções elevadas nada normal tudo me atinge de uma forma descomunal me tirando de órbita nc.
eu continuo e às vezes continuar não faz sentido.
Você prefere se afastar do que conversar, me pediu um tempo para por as coisas no lugar, me deixando sozinha e sem ninguém com quem contar. Me vi perdida na primeira semana, mas tentei manter a calma, não tinha nada o que eu pudesse fazer. Então, apenas aceitei. A vida continua seguindo por aqui, espero que por aí também. Nunca foi a minha intenção te sufocar, eu só queria poder desabafar, ter o seu apoio e ser o teu apoio também. É só você quem eu tenho por perto. Era pra você que eu corria quando o medo e a insegurança me dominavam, era de você que eu esperava uma palavra de conforto, era... Enquanto você tem outras pessoas para se apoiar além de mim. E tá tudo bem. Eu sei que não é obrigação sua estar o tempo todo disponível para me ouvir, mas eu queria te contar como eu me sentia e não te encher mais com os meus problemas. As coisas andam tão confusas por aqui, principalmente dentro de mim, meus pensamentos não me dão trégua, é exaustivo tentar ameniza-los e não conseguir. Tenho tanto medo de não ficar bem, de não conseguir evoluir na vida, porque eu sinto que parei no tempo e me sinto incapaz de fazer coisas simples do dia a dia e isso me apavora. Preciso focar mais em mim, preciso me cuidar, principalmente da minha saúde mental, por isso vou estender mais o nosso afastamento, espero que me entenda e não deixe que isso nos afaste ainda mais.
Se cuida daí, que eu vou me cuidar daqui.
Apenas um desabafo, Nessa Cross.
sinto um aperto no peito toda vez que lembro dos dias em que estive ao seu lado. será que é saudade? mas se for, será dos momentos ou de você? ou será de ambos? me pego sempre me perguntando essas trivialidades. é tão estúpido e banal pensar nessas histórias do passado... no entanto, essa sensação de que faltou resolver algo, que faltou mais disposição de nós dois, ainda me incomoda. penso na mesma ideia repetidamente: será que deveríamos ter terminado? daria para melhorar e tentar reatar? será que faltou mais esforço em tentar fazer dar certo? mas todas essas dúvidas são sempre quebradas por mais uma pergunta: sim, tudo isso é válido, porém: você seria capaz de resolver todos os problemas de uma relação "a dois" sozinho? após a mesma, me calo e tento deixar para lá.
— cartasquechoram
foram enésimas as vezes que eu me culpei pelo abandono alheio. o rombo foi pesarosamente doído e difícil de suportar. por que tenho que sentir tantos efeitos colaterais por causa da indiferença dos outros? o erro não é meu! então por que eu devo pagar por ele? me esgostei tanto por pensar sobre isso, perdi noites de sono, perdi peso, ânimo e a minha (já escassa) paz. me autossabotei sem ao menos notar que eu não sou culpado pelos vacilos dos outros, pelos quais não devo ousar carregar em meus ombros. foi uma idiotice associar o desprezo a mim mesmo, como se por minha culpa as pessoas me tratassem mal, mas aí, os meus olhos se abriram e compreendi. foi tarde, mas pude perceber. a culpa não é e nunca foi minha, pois dei sempre o melhor de mim, mesmo errando por um bocado de vezes, eu sempre estivesse disposto a assumir que errei e recomeçar. então para quê me pôr como réu num autojulgamento ridículo e sem nexo algum?
— dissipou-se
É como se esse maldito ciclo não acabasse nunca, como se eu estivesse andando em um círculo grande e infinito. Os erros se repetem, as novas pessoas são como as antigas e as partidas são como um déjà vu. Não importa o quanto eu tente fazer diferente, as cenas se repetem como um filme sobre as minhas tentativas frustradas de seguir em frente. Talvez essa história de amar não passe de uma mentira que a sociedade inventou para vender felicidade de mentira.
- Nem todo domingo é de sol.