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Gratidão por você
Me encho de gratidão quando penso que você fez parte da minha vida, gratidão a Deus por ter me mostrado o amor da forma mais pura, respeitosa e sublime. Parece que tudo que vivi depois de você foi vendaval, coisas boas e muito intensas, grandes amores também, mas quando você partiu a frase clichê fez sentido: você levou parte de mim. Tudo o que vivi depois parece que não se compara porque foi único (como tudo é). Já se fazem três anos desde a última vez que te vi com meus olhos embaçados de tanto chorar por te ver ir embora e por saber que de alguma forma não nos veríamos mais. Seu amor não me completou, me transbordou. Me fez entender a reciprocidade, me fez amar enlouquecidamente, mas não a ponto de me perder de mim mesma, era uma calmaria, aquela que eu amava por só me somar. E nessas suas voltas repentinas, pra saber como estou, eu só me encho de mais gratidão por termos conservado esse carinho imenso um pelo outro. Não consigo ter raivas, mágoas e nem arrependimentos quando o assunto é você, porque no final eu só sinto saudade do que tivemos, uma saudade boa e que não dói mais. De só desejar seu bem e não sentir ciúmes de saber que você pode ter outra pessoa assim como talvez outra já esteja na minha vida. Porque simplesmente foi amor e quando é amor a gente sabe.
Queria tanto que você tivesse gostado de mim que me esqueci de dizer antes, aquela hora em que você me acordou cedo, que você nem tinha ideia do quanto eu tinha gostado de ti
Daniel Bovolento
Chorei. Chorei porque aparentemente não havia uma solução. Chorei porque eu era a única pessoa que poderia fazer alguma coisa, mas, não pude. Chorei porque eu estava com tanta saudade que não sabia onde eu estava. Chorei porque nenhum porre desse mundo poderia me impedir de chorar. Chorei por todas as coisas que tive de abrir mão, por todas as pessoas que abriram mão de mim. Chorei porque era tudo que eu poderia fazer, chorar como uma criança desesperada. Chorei pelo cansaço, pelas dores nas costas, pela falta de alimento no estômago, chorei porque acreditava em tudo, e hoje já não havia mais nada para acreditar. Chorei porque eu estava em todos os lugares, mas, nenhum deles era o meu lar.
Orquestrando. (via inverbos)
Eu queria entender porque dói tanto e também queria saber quando que a dor vai passar.
Tão inteligente para escrever sobre o amor e tão burra para amar…
Clarisse Lispector. (via c-u-i-d-a-r)
Olheiras, corpo cansado, xícara de chá ao lado; palavras vazias.
William Leal. (via mil-cartas)
Silenciar quando a dor grita peito adentro, silenciar quando é preciso buscar força onde não se tem, silenciar pra se permitir se encontrar porque quando eu me sinto só é quando eu mais me vejo. Ir dormir com o coração doendo e o soluçar de um choro sem sim, mas a dor precisa ser sentida pouco a pouco, para que se tenha fim. É preciso mergulhar na dor, é preciso sentir cada ferida pra que ela então possa ir embora. Assumindo a culpa por se amar e se entregar demais quando não se deveria e entendendo que é preciso se fechar para que só algo muito nobre seja permitido invadir toda essa imensidão outra vez.