Sabe, eu não deveria estar falando com estranhos, mas sinto que já te conheço! Foi você o sonho bonito que eu sonhei, certo? Você costumava ser conhecida como CLARA STAHLBAUM, do conto NUTCRACKER antes da maldição atingir o seu mundo NUTCRACKER e o seu reino NUTCRACKER. Agora, em Storybrooke, você é conhecida como VICTORIA CHARIS HUBERT, uma VENDEDORA NA TOY STORE E ESTUDANTE DE DESIGN GRÁFICO de VINTE E DOIS anos de idade. Você me lembra um pouco SABRINA CARPENTER, mas deve ser só a névoa da maldição me confundindo…
Pontos positivos (+): Criativa e altruísta.
Pontos negativos (-): Distraída e desengonçada.
Em Storybrooke
Victoria cresceu sendo muito apegada a sua mãe, tendo como o passatempo favorito das duas suas invenções e desenhos de mundos mágicos e fantasiosos, o que frequentemente era desencorajado por seu pai que esperava que a filha fosse mais pé no chão. O meio termo que os pais apreciavam era o ballet que exigia certa rigidez, mas ainda era uma forma de expressão artística. Perdeu a mãe quando tinha seus onze anos de idade em um fatídico acidente de carro quando a mãe viajava para fora da cidade. Esse acontecimento marcou tanto Charis quanto seu pai, que passou a ser ainda mais rígido com ela a impossibilitando de seguir com suas invenções e desenhos, a isolando de seu doce mundo dos sonhos e possibilidades. A única coisa que restava para ela eram os estudos e o ballet que a cada dia se tornava mais uma obrigação do que algo que almejava fazer.
O pai de Victoria ficou tão abalado após a morte da esposa que foi se afundando cada vez mais, não demorando muito para sucumbir à doença e morrer, deixando a jovem Victoria completamente sozinha. Então, ela passou a viver no orfanato desde os doze anos de idade até atingir a idade o suficiente para sair do local, não tendo basicamente nada para herdar além da antiga e bem acabada casa dos Hubert, ela se viu obrigada a aceitar os mais diversos trabalhos, até conseguir se tornar uma vendedora na Toy Store, que sempre fora um de seus lugares favoritos na cidade, uma lembrança da infância. Recentemente começou a estudar design gráfico, uma forma de voltar a fazer uso de sua criatividade de uma forma produtiva.
Como após a morte da mãe o pai acabou por se afundar em dívidas, não havia sobrado muito para que ela pudesse herdar além da casa caindo aos pedaços a ponto que sequer fosse ideal para se residir em. Ainda assim, a Charis talvez ainda possuísse alguma sorte em sua vida, Asabi(@xbornvillainx) se mostrou como uma verdadeira fada madrinha lhe oferecendo suporte e apoio, a ajudando com as despesas de um apartamento que ela jamais conseguiria pagar sozinha. Mesmo com todas as tragédias que pareciam a cercar, ela sempre tentava se ver otimista, em especial por ser tão afortunada com as pessoas que lhe cercavam. Atualmente ela junta suas economias para conseguir reformar a antiga casa da família, mas isso é algo que não conta a ninguém, deseja ser capaz de adquirir algo inteiramente sozinha ao menos uma vez, ser ao menos um pouco independente.
▽ ≋―――――― ✣ ⊱ O comentário a fez sorrir, até porque não era difícil voltar em suas memórias falsas para encontrar que a pequena Waller queria ser uma sereia quando crescesse. É claro que aquele sonho estava enraizado no seu interior, onde o instinto de sereia ainda estava vivo; e é claro que o sonho havia sido destruído com as memórias falsas de crescer e parar de acreditar em magia. Assentiu em concordância, achando que uma contagem seria mais seguro com a loira que era um tanto desastrada, mas a decisão dela de pegar impulso para pular em vez de simplesmente se deixar cair para trás como uma mergulhadora fez um pouco de bagunça. Maya riu com o gritinho e não se importou com a água que espirrou - o costume era grande àquela altura, mesmo sem as lembranças verdadeiras. Se aproximou para olhar a cauda e então subiu o olhar para a garota “———E aí, tudo bem? Como está funcionando a cauda? ”
Victoria ainda se permanecia insegura em diversas ações, pois ser desajeitada piorava imensamente sua locomoção. Isso a fez bagunçar mais do que devia, mais água que devia, e até mesmo achou que iria afogar. Mas a cauda a ajudou, começando a movimentar mais as pernas ao costume. ❝Maya, olha! Eu tô parecendo uma sereia!❞ Pronunciou, animada, usando os braços para nadar mais para longe da mais velha, mostrando que estava conseguindo. ❝Você realmente é uma ótima professora. E isso daqui ajuda! Parece até que tem um tipo de motorzinho, algo assim...❞ Comentou, parando para olhar a si mesma, quase afundando na água. ❝Opa, opa, okay, vem cá, um abraço nunca é demais.❞ Pediu, se aproximando mais aos poucos, nem esperando para a agarrar Maya quando chegou perto. ❝Acho que podemos fazer uma cena de filme, sereia e marinheiro, mas com você grudada ou eu vou me afogar...❞
Por algum motivo que não conseguia entender, os últimos sonhos que teve havia a perturbado mais do que deveria. Ela realmente não queria pensar sobre eles, afinal eram tão bobos, mas inevitavelmente mantinha flashbacks do que viveu naqueles sonhos na cabeça; a troco de quê? Percebeu que talvez poderia estar incomodando por conta da sua inquietação quando percebeu que Victoria havia ligado o abajur, de imediato virando-se na cama mais uma vez, agora para que pudesse olhar pra amiga. “Desculpa mesmo assim. Acho que talvez a gente só precise levar mais a fundo esse negócio de festa do pijama.” disse suspirando, antes de se sentar na cama também. “Fofocar sobre as pessoas até amanhecer, ou assistir algo até o sono vir. Ou fofocar sobre nós mesmas. deu de ombros, seu olhar se tornando curioso. “Vai, me conta o que tá te tirando o sono.”
❝Olha, eu certamente não iria me opor, estou precisando distrair a cabeça.❞ Ela suspirou existindo mil e uma coisas das quais ela não queria lidar ou pensar no momento, apenas faria o que sabia fazer de melhor, fugir de tudo aquilo e fingir que nunca havia existido, até por que, eram apenas sonhos. ❝Fofocar sobre as pessoas poderia ser divertido, mas acho que não sou tão atenta pra saber muito o que dizer.❞ Ela deu uma curta risada e deu de ombros, sempre no mundo da lua para que pudesse prestar atenção ao que ocorria ao seu redor. O rosto se retorceu levemente com a fala alheia, justamente sendo tudo que ela estava evitando pensar sobre. ❝Eu só tive sonhos muito estranhos e constrangedores... Do tipo a cena dramática de um filme de comédia romântica, sabe? Acho que não quero ver chuva por um bom tempo.❞
agora que estava acordado, teoricamente, achou o sonho com a loira bastante engraçado. a maneira como ambos acharam o roteiro do sonho horrível, se desprenderam dele e seguiram a vida tranquilamente era tão absurda que quase fazia jake rir. porém, o final do sonho foi o que chamou sua atenção. por que sua cabeça pensaria uma coisa dessas? nem era sua intenção encontrá-la, mas quando saiu da loja, deu de cara com victoria. “e-ei.” gaguejou, soltando uma risada fraca. “que coincidência te encontrar por aqui.”
Que Victoria tinha muitos sonhos bizarros não era novidade, mas alguns em especifico lhe deixavam com tanta vergonha que isso transparecia em suas relações interpessoais. Por isso, ela andava evitando um grupo de pessoas bem especifico, incluindo pessoas que ela mal conhecia, mas por alguma razão havia sonhado com. O corpo paralisou por completo quando deu de cara com Jake, uma das pessoas da qual evitava no momento, as bochechas prontamente recebendo um tom mais avermelhado. ❝O-oi... Dia bonito hoje, não?❞ Ela riu em certo nervosismo, olhando para o céu e torcendo para que não desse qualquer indicio de chuva, o dia era cinzento e frio como a maioria estava sendo, talvez a única coisa bonita fossem as ruas pintadas de branco pela neve, ainda que essa pudesse ser incomoda. ❝Como você está?❞
— Outra pessoa? — arqueou uma das sobrancelhas. Lumi não era a mãe da outra, nem a irmã mais velha, mas é claro que ela perguntou o que não era da conta dela. — Que pessoa é essa? Você a conhecia? — tinha mais algumas outras perguntas, e o alerta para fazer um teste, mas ela precisava de mais informações para isso. — Eu sei, eu sei, mas vamos lá, eu quero os detalhes que você não está me dando. Esse é o pagamento pelos doces que eu trouxe. E você nem tente ser evasiva, eu tenho Tory Kolbeck como irmã mais nova, você não quer saber o que acontece quando eu sou uma de detetive.
Victoria sabia que no momento que falasse aquilo, a mais velha iria se preocupar, por isso prontamente movimentou as mãos e negou com a cabeça como se dissesse que não era necessário se preocupar. ❝Sim, sim... Foi só o Sten, ele cuidou de mim e ficou tudo bem, eu só fiquei morta de vergonha depois por que eu sou uma péssima bêbada.❞ Ela explicou não querendo fazer muito da situação, não era algo tão preocupante assim, só embaraçoso mesmo. Levantou as mãos em sinal de rendição, dando uma pequena risadinha. ❝Não irei, não irei... Mas é sério, não foi nada demais, eu diria que ele sofreu mais nas minhas mãos do que qualquer outra coisa.❞
pegou a garrafinha, não sabendo o quão mal estava, mas definitivamente tinha algo errado. bebeu um longo gole, já se sentindo minimamente melhor, devolvendo a garrafa para ela. “obrigado… acho que minha pressão caiu. só isso… você tem alguma coisa para fazer subir?”
Aceitou a garrafa de volta, ainda que o olhasse preocupada, realmente não fazia ideia de como agir com pessoas passando mal, anda que se esforçasse para ajudar ao máximo que conseguia. ❝Hum... Eu acho que ainda tenho sachê de sal em algum lugar da minha bolsa...❞ Disse ela prontamente abrindo a bolsa e a revirando em meio a bagunça, até achar o sachê de sal intacto e o estender pra ele. ❝Talvez isso ajude? Não sei, mas me disseram que se colocar um pouco debaixo da língua pode fazer a pressão subir... Se isso não ajudar, pode ser hipoglicemia também...❞
“Eu não estava falando sério em gravar um vídeo” corrigiu. “Era uma brincadeira, afinal parece tão mais fácil fazer sucesso na internet hoje em dia que quando tenho problemas no trabalho me faz pensar se não seria mais fácil largar tudo e fazer dancinha nos tiktok” brincou, ainda que considerasse a ideia um pouco repugnante, afinal por mais que pudesse fazer sucesso, não era o tipo de reputação que ele passou a vida toda construindo.
❝Ah, claro! Desculpa...❞ Pediu abaixando a cabeça envergonhada, era justamente por situações assim que ela deveria aprender a ficar de boca fechada e não falar nada. ❝Hum, na verdade acho que isso vai muito da sorte, muita gente fica famosa do nada.❞ Ela deu de ombros, meio incerta do que falar, não sabendo como brincar com alguém do porte dele, lhe deixava um pouco acuada. ❝Mas, se me permite dizer, você parece ser bem sucedido no trabalho, independente dos problemas que possa ter.❞
“Pode me odiar por isso, pode me odiar por tudo, eu me odeio por não ser o cara que você merece, mas isso não é capaz de apagar o fato que eu te amo” confessou, as palavras dela o dilaceravam, afinal ele nunca quis fazer qualquer mal a Victória, cego por tanto tempo sem perceber que ela gostava dele, ela era a sua melhor amiga… mas tudo que ele queria é que ela fosse a sua garota. “Se não queremos nos perder Victória, não é complicado, só precisamos ficar juntos e nos dar uma chance” sua mão prontamente foi sobre a dela pedindo que não cessasse aquele tão quisto carinho, ele queria o toque dela, o carinho, o amor dela, assim como queria ser a fonte de tudo isso para ela, os olhos lamuriosos se encontravam ao dela num pedido silencioso de que ela não deixasse. Não precisava daquela confirmação ele já estava certo disso, mas quando os macios lábios de Victória se encontraram o seus daquela forma suave, Icaro pode sentir no âmago um big bang explodir dentro de si, suas mãos atentamente se agarraram a cintura da loira a puxando para mais perto, indicando que depois daquilo, não poderia mais sobreviver sem aquela carícia, sem que seus lábios dançassem com os dela naquela melodia secreta que ambos os corpos sempre guardaram e agora se revelava no encontro do desejo desvelado sob a chuva, Icaro apenas tornou o beijo mais intimo sem a necessidade de parar ou pedir permissão era como que o decurso natural daquele ato em que evidenciava a Victória o quando entregue a ela o moreno estava.
Ela queria poder odiar ele por tudo que havia feito ela passar, feito com que ela sentisse durante todo aquele período, pelo tanto que ela havia chorado e se entupido de sorvete. Era difícil aceitar o fato que ele a amava, que tão subitamente as coisas haviam mudado, isso apenas servia para lhe deixar mais confusa. Ele falava como se tudo aquilo fosse fácil, como se eles pudessem apenas ficar juntos agora e passar uma borracha por tudo que ela havia passado até o momento, toda a dor que havia sentido por meses e escondido tão bem. Ela saia que não era, mas ali só quis focar naquele momento compartilhado pelos dois, na forma que os lábios pareciam se encaixar tão bem. No arrepio que sentiu ao ser puxada pela cintura, no calor de ter o corpo dele contra o dela mesmo que fosse apenas um beijo, focar em como todo o resto do mundo parecia ser secundário no momento que os lábios se tocaram. Os dedos se enroscando nos fios de cabelos negros o puxando para mais perto, como se tivesse medo que ele pudesse se afastar a qualquer segundo, ela havia sonhado com aquele momento como a boba que era... E no fundo, sabia que naquele momento aquilo também não passava apenas de mais um sonho e eventualmente chegaria ao fim.
ao escutar a lógica dela, assentiu, por ser exatamente o tipo de coisa que faria. “nada mal.” comentou, impressionado que alguém naquela cidade observava seu jeito e até conseguia prever o que ele faria/falaria. não era a primeira pessoa, mas pelo menos parecia não julgar ao fazer tal leitura. “e você tem motivos para sonhar comigo?” ergueu uma sobrancelha, deixando a cabeça tombar de leve para o lado.
❝Sei que não parece, mas eu presto atenção em algumas coisas.❞ Comentou levemente orgulhosa de si, era algo difícil ela tinha de admitir, mas quando algo lhe prendia a atenção era mais fácil para que fizesse analises. Estava tão perdida em suas hipoteses do que estava acontecendo, que não prestou muita atenção no que dizia, por isso tossiu um pouco com a pergunta sentindo as bochechas esquentarem. ❝Ahn... Sabe, hum... Olha a hora! Eu acabei de lembrar que tenho que encontrar uma amiga!❞ Foi o que ela conseguiu dizer enquanto apontava para um relógio imaginário no próprio pulso, apontando em uma direção aleatória antes de começar a andar em passos rápidos. ❝Vou indo então... Bom sonho...?❞
“É bom saber que eu te inspiro pequeno botão de rosa” sorriu para mais nova com olhos ternos através do espelho enquanto ajustava o seu brinco “Mas você deve querer ser melhor que eu, a sua melhor versão” afirmou prontamente enquanto verificava o visual da loira. “Se você abrir os olhos tenho certeza que verá que tem uma longa lista de pretendentes, mas isso não significa que deva dar atenção a todos eles, especialmente os homens, sempre espere o pior deles para não se decepcionar”
❝Eu vou tentar, prometo.❞ Mesmo que fosse ser difícil, ela dizia a verdade, iria tentar ao máximo que podia ser a melhor versão de si mesma. Talvez fazendo isso ela conseguisse se encontrar, achar algo em si que gostasse acima de tudo. ❝Eu diria que é mais fácil eu estar na fila de gente que nem me dá bola, mas faz parte... E eu tento, mas a maioria das meninas só querem ser minhas amigas, acho que nunca me senti tanto na friendzone.❞
Costumeiramente era a Hubert que precisava de ajuda por ser tão descuidada ou avoada, mas dessa vez o sol parecia brilhar sob ela, mas o mesmo não poderia ser dito quanto ao outro. ❝Aqui bebe isso, vai te deixar melhor.❞ Ofereceu uma garrafinha pra ele, ainda que estivesse incerta se ele estava de ressaca ou apenas mal do estômago, para todos os casos água nunca faria mal. Ela colocou uma mão no braço dele, por que baixinha do jeito que era não alcançava no ombro sem esforço, em uma tentativa de conforto. ❝O que exatamente você tem? Dependendo do que for eu devo ter algum remédio na bolsa que possa ajudar.❞
Já fazia algum tempo que não fazia uma festa do pijama, mas depois dos últimos sonhos que teve achou que talvez fosse melhor para tirar a mente de tudo aquilo, por isso chamou Miranda para dormir ali. Se sentou na cama quando ouviu a mais velha se virar na cama pela milésima vez aquela noite, ligando o abajur. ❝Não tem problema, eu também não tava conseguindo pegar no sono.❞ Respondeu prontamente quando a amiga tentou se desculpar, não era preciso. A loira se ajeitou na cama, o cotovelo apoiado no joelho e a mão segurando o rosto. ❝A gente pode assistir alguma série ou você prefere conversar? Por que dormir acho que a gente não vai conseguir tão cedo.❞
Que Victoria era sem sorte e completamente desengonçada não era novidade, talvez por isso não foi surpresa quando esbarrou em Chariya, derrubando os doces que a outra tinha nas mãos, de imediato pedindo desculpas. ❝Mil perdões! Eu to com a cabeça na lua hoje!❞ Não só hoje, mas isso eram detalhes. Até tentou juntar ou ajeitar o que caiu no chão, mas tudo já havia sido desperdiçado por completo, em um suspiro ela se pôs de pé de novo. ❝Por que não fazemos assim, como um pedido de desculpas eu compro uma caixa igual a essa pra você e não, não vou tomar um não como resposta.❞
Já fazia bastante tempo que não falava com Stella propriamente, não sabia dizer exatamente quando que o caminho das duas deixou de se cruzar, acreditava que a outra só tinha achado amizades melhores que ela e tentou ficar bem com isso, mesmo que lhe deixasse chateada. Mesmo assim, quando notou que ambas estavam indo na mesma direção naquele fim de tarde, tomou coragem de se aproximar. ❝Hey... Já faz algum tempo, como andam as coisas?❞ Indagou em uma tentativa de iniciar uma conversa, ainda que não fosse a melhor nessas coisas. ❝Você tá indo pra casa, né? Eu posso te fazer companhia até lá.❞
Já fazia algum tempo que não cruzava com Grace, mas isso não lhe impediu de chamar a mais velha para se sentar com ela na confeitaria quando a viu passando do lado de fora. ❝Vamos, sei que você vai adorar esse cupcake se der uma chance.❞ Insistiu enquanto já partia o cupcake ao meio com um talher que havia pedido para um dos funcionários, estendendo a outra metade para a mulher a sua frente. ❝Você pode ficar com essa metade, assim não precisa comer tudo caso não goste, que tal?❞
“Eu acho isso um grande caso de exagero de sua parte.” Comentou assentindo ao que fechava a porta atrás da mais nova. “Você tem essa carinha de princesinha que ficaria bem em qualquer coisa. Eu acho até que tenho uma blusa dessa aqui que ficaria linda em você.” Eva disse ao que seguia para o próprio quarto e buscava por uma blusa preta folgada que tinha. “Aqui, vai ficar linda em você.”
❝Okay, eu admito que posso estar exagerando um pouquinho.❞ Concedeu em um pequeno sorriso tímido, que se alargou mais com o comentário alheio. ❝Obrigada, ainda que qualquer coisa talvez seja demais.❞ Ela riu lembrando de algumas roupas que Freya já havia lhe feito experimentar e o resultado não havia sido dos melhores. Pegou a blusa preta meio sem jeito. ❝Certeza? Eu estou vestindo tantos casacos agora... Na verdade estou começando a me sentir como um pinguim quando ando.❞
“eu não uso nada.” afirmou com precisão, mesmo que suas memórias o fizessem lembrar dos cigarros em seu quarto. de qualquer forma, nada chegava ao nível do que passaram ali. “não sei… já tive sonhos que mesmo notando que era um sonho, não acordei.” franziu de leve sua testa, pensativo. quando olhou ao redor, notou que o cenário parecia levemente diferente… a chuva parou. e ele não lembrava de estar naquela rua antes, mas agora estavam. “como iriam hipnotizar a gente?!” fez uma careta, focando na loira. “acho que tem mais chance de ser um sonho… e você não está aqui. você só é o que minha cabeça acha de você… o que é estranho.”
Ela franziu o cenho concentrada em seus pensamentos tentando buscar uma explicação plausível ali, mesmo que isso se mostrasse uma tarefa bem difícil. ❝Certo, não é um sonho... E poderiam estar fazendo alguma dinâmica na rua e escolheram a gente, eu aceitaria por achar engraçado, você provavelmente por achar que não daria certo.❞ Presumiu com facilidade, Jake não parecia do tipo que acreditava nas mais variadas lorotas como ela o fazia. ❝Ou isso é um sonho e você é um fruto da minha imaginação, acho que isso faz mais sentido... Você não teria por que sonhar comigo, se bem que considerando a cena inteira estaria mais pra pesadelo o que faria mais sentido.❞