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First Task @Beauxbatons - Lisbee & Vee
Novamente, Lisbee olhou para Vee com uma expressão que seria uma mistura perfeita de surpresa e animação, embora sempre soubesse que a garota era inteligente, não poderia imaginar que fosse tanto, afinal suas idéias eram tão criativas e elaboradas que pareciam quase improváveis, e aquela altura, confiava nas suposições da amiga, agradecendo mentalmente por ser ela sua dupla.- É uma ótima ideia. Vamos tentar.- falou rapidamente, logo aumentando sua altura de voo, em uma olhada rápida, percebeu que as pedras que Vee indicara não pareciam estar em quantidade suficiente para cobrir todo o extenso vão na qual buscavam, além de que demoraria muito aumentá-las uma por uma, e ao observar uma vista panorâmica da praia, Lisbee observou que vista de longe a areia parecia possuir não a coloração bege acinzentada como as de muitas praias que a garota já visitara em sua vida, sendo possível perceber pontinhos pretos, brancos, amarelos, amarronzados…
Os pensamentos de Lisbee logo voltaram para a primeira impressão que tivera da ilha antes mesmo do soar do canhão, quando reparara nas pedras juntas a grãos grossos de areia, muito diferentes dos grãos finos que costumava ver nas praias que já fora, a vaga memória de ter ouvido algum dia a curiosidade de que seixos arredondados substituíam a areia no litoral inglês voltou a sua mente, os mesmos ficavam amontoados, e Lisbee imaginava que desta forma, se seguissem a idéia de Vee, usando engordio em várias porções de areia, os seixos amontoados aumentariam seu tamanho para pedras maiores, e assim teriam diversos imãs espalhados por cantos estratégicos dos vãos.
Lisbee voou um pouco mais alto, segurou-se na vassoura com uma das mãos enquanto a outra segurava a varinha, ela balançou-a no ar, apontando para uma porção da grossa areia abaixo com concentração.- Engorgio.- A garota desceu mais em sua vassoura, abrindo um sorriso aliviado ao ver o amontoado de seixos tornar-se um amontoado de cerca de uma dúzia de fragmentos de grandes pedras, cerca de três quatos do tamanho de uma almofada.- Vee! - A garota chamou, voando para mais perto dela, a animação por estarem chegando a algum lugar evidente na voz.- Vamos fazendo isso com algumas porções de areias, e depois usamos a transfiguração. Você fica com aquele lado, e eu com esse.- falou gesticulando em duas direções diferentes, a ideia de separarem-se não parecia uma boa, porém, não era uma distância tão grande, e com as vassouras sabia que não demorariam muito tempo.
A loira sobrevoava a uma altura mediana, talvez a três metros do chão, para ela, alto suficiente para identificar os lugares, a garota repetiu o Engordio ao apontar para uma porção de areia a uma distância considerável de onde aumentara os primeiros seixos. Transfiguração, entre todas as aulas, talvez pudesse ser considerada como uma de suas preferidas, junto a feitiços, e naquele momento a loira entendeu o que o professor quisera dizer com “isso será útil no futuro” quando aprendiam como transfigurar um objeto em outro. Lisbee mergulhou com a vassoura, aproximando-se das pedras, apontou a varinha para os objetos, reunindo toda sua concentração utilizou o conhecimento em suas aulas, assim como o feitiço não verbal, mantendo na mente seu objetivo de obter o imã. As pedras logo mudaram sua forma, e em poucos instantes transfiguraram-se em imãs.
Ao subir novamente com a vassoura, Lisbee repetiu o mesmo processo, aumentando os seixos e transfigurando-os, ao julgar suficiente, seu olhar voltou-se para o lugar a seu redor, buscando por Vee, ao avistá-lá um tanto ao longe aumentou a velocidade, torcendo para que a ideia da garota funcionasse.
Quando voou mais alto, afim de avistar algum lugar por onde começar, Vee decepcionou-se ao ver que aumentar o tamanho das pedras e depois transfigurá-las demoraria tempo demais, mas do que havia imaginado. Logo começou a buscar outra forma de achar as chaves. Poderiam usar Flipendo e aproveitar os jatos de ar que o feitiço produzia para tentar fazer um tornado com a areia e vê se a chave aparecia no meio do tornado, mas mesmo assim demorariam muito para provocar o tornado em cada parte da praia. Mais uma vez o feitiço conjurador veio a sua cabeça. Ela semrpe tentava evitá-lo mas desta vez parecia não haver mais saída. Por sorte, quando ainda discutia consigo mesma internamente, tentando decidir se usaria o feitiço ou não, ouviu a voz de Lisbee chamá-la, e sua atenção voltou-se para a garota. Quando a ouviu falar, se perguntou sobre o que ela estaria falando, até que olhou para a areia novamente, bem a tempo de ver a mágica acontecendo. Um sorriso formou-se em seus lábios e ela assentiu com a cabeça. -É uma ótima ideia, Lisbee. Tudo bem, vamos lá.- Afastou-se da amiga, ainda que aquilo não fosse algo que ela aprovasse tanto, mas pelas circunstâncias, era necessário.
Imitou a amiga, usando Engorgio em algumas áreas da areia, e logo toda a concentração que conseguia ter para tranfigurá-las e transformá-las em imã. Quando o trabalho estava feito, Vee procurou pela amiga, e loga a avistou vindoem sua direção. Parou sobrevoando a praia, a uma distância considerável da areia, que pudesse ver se alguma coisa havia sido atraída pelos imãs e um grande sorriso formou-se em seus lábios. Desceu a toda veloscidade na direção da primeira chave, desgrudando-a do imã com um pouco de dificuldade. Estava pronta para voar até o outro lado, na intenção de ver se uma segunda chave havia sido grudada no imã da outra extremidade, quando uma ideia melhor lhe veio a cabeça. -Carpe Retractum.- Conjurou observando um lampejo roxo sair da ponta de sua varinha, e como uma corda, puxou o objeto que se encontrava no imã da outra extremidade até ela. Ao ver que era uma chave, sorriu largo e logo a pegou, guardando junto as outras duas. Agora tinham três.
Voltava a pegar altura, para ver se os outros imãs haviam fisgado alguma coisa, sabendo que Lisbee também estava fazendo isso, mas um rugido repentino fez a atenção da garota voltar ao chão. Um animal estranho com cabeça de leão, corpo de bode e cauda de dragão, estava a espreita. Algo brilhante no pescoço da fera pôde ser visto e Vee não chegaria perto para ver o que era, mas tinha quase certeza de que poderia ser a quarta chave. Olhou para Lisbee com certo desespero estampado em seu rosto. Não conseguia pensar em nada forte o suficiente que pudesse acabar de vez com o animal, e ela mal se lembrava de ter visto ele no livro de criaturas fantásticas. Tinha esperanças que Lisbee soubesse como lidar com ele, mas por enquanto, a única coisa que conseguia pensar era tentar fazer com que ele não se movesse e tentasse caçá-las. -Locomotor Mortis.- Disse o feitiço de forma clara, apontando a varinha para as patas dianteiras do animal, e repetido a mesma coisa, só que desta vez apontando a varinha para as patas traseiras. Duvidava que aquilo fosse funcionar por muito tempo, mas por enquanto não conseguia pensar em mais nada.
Voou para mais perto de Lisbee, seus pensamentos a mil por hora, tentando pensar em alguma coisa. -Todos os feitiços que eu consigo pensar agora não parecem fortes o suficiente. Poderiamos tentar usar Inflatus e depois Bombarda Maxima ou Confringo para explodi-lo. Mas eu não sei se daria certo.- Completou olhando para a garota com um olhar esperançoso.
First Task @Beauxbatons - Lisbee & Vee
Lisbee observou aliviada quando os pássaros pararam, porém tão rápido quanto chegou, seu alívio foi embora quando os animais imobilizados recuperaram o movimento, ao menos Vee escapara desta. A garota voou na direção da amiga, pensando em outro feitiço mais eficaz enquanto se aproximava da chave por outro angulo, para o caso de se Vee não conseguisse a chave, ainda teria como apanhá-la, porém no momento em que a vassoura subiu alguns centímetros, a ninhada dividiu-se em duas, e metade dos animais bateram suas asas com determinação e agressividade em direção a ela.
Os gritos de Vee se misturaram ao de sua parceira, Lisbee voava em círculos tentando distrair os animais, sua mente ocupada demais para pensar em algum feitiço. Por sorte, sua vassoura era veloz, e tentando se aproveitar disso, a garota voava próximo aos pássaros que perseguiam Vee enquanto driblava os seus, tentando chamar a atenção das aves enquanto a outra pudesse pegar a chave, porém, os animais pareciam concentrados demais em seu objetivo.
As palavras de Vee proferindo o encantamento seguiram-se pelo silêncio, Lisbee suspirou aliviada ao ver os pássaros confusos darem meia-volta e saírem voando, após respirar fundo, a loira se aproximou de Vee. -Desculpe, eu tentei ajudar mas…- suas palavras murmuradas morreram, a garota sentia-se impotente, odiava aquele sentimento, o de falhar, de sentir-se inútil, porém, achava que deveria deixar aquilo para depois, ao passo que apenas balançou a cabeça, mudando o assunto. -Você foi ótima, conseguiu a chave?- questionou com um brilho de curiosidade nos olhos, olhos estes que fitaram o objeto prateado nas mãos da garota. -Bom, agora só faltam seis.- este era um dos momentos em que Lisbee buscava o otimismo para reconfortá-la, afinal, a ideia de terem conseguido que seja a primeira chave, era maravilhosa.
-Não temos muito tempo para perder.- exclamou, e no segundo seguinte, a garota já voava novamente na vassoura, olhando para trás ao garantir que Vee estava junto a ela. -Ainda se lembra das direções do desenho? Era Sul, sudeste.- com uma mão apoiada na vassoura a outra estava livre para gesticular, e os dedos finos da garota indicaram o vão da direção que deveriam seguir, possível de se ser visto ao longe. Novamente, empinou a vassoura, ganhando velocidade ao voar na direção indicada, a sensação inconfundível de se estar voando somadas a animação por terem conseguido a primeira chave proporcionaram-a um sentimento completamente oposto ao desespero que vivenciara a pouco.
-Sua hipótese estava certa.- falou virando o rosto rapidamente para observar sua colega, voltando-o novamente para frente.- Uma chave por vão. A primeira estava no céu, eu imagino que não colocariam as mesmas criaturas e situações para a gente, então, dessa vez, não deve estar voando de novo.- A garota observava com os olhos atentos a paisagem abaixo de si, desta vez, já teriam uma ideia melhor do que na primeira, porém, novamente chegara aquele momento em que partiam do nada para outro nada, ao buscar uma chave pequena em uma extensa porção de areia. -Eu realmente espero que alguma criatura apareça logo.- exclamou em um tom alto, porém em um comentário para si mesma ao descer até o chão, planando acima da faixa de areia sem pousar de fato.
-Chave, chave… Onde está você?- a loira sobrevoava pouco acima do chão, olhando atentamente ao seu redor, aproximou-se de uma árvore com um tronco grosso, tocando-o de leve. -Poderia estar enterrada na areia, ou talvez em algumas dessas árvores?- seu olhar voltou-se para as pedrinhas de areia no chão, achava improvável. -Viu alguma coisa, Vee?- ainda com a atenção focada no ambiente que as rodeava, olhou para a garota, com esperança de que tivesse visto algo que lhe passara despercebido, com a sensação de angústia, estava tentada a usar o accio, porém olhou para a copa da grande árvore, contornando-a com atenção com um suspiro. Caça ao tesouro não era sua praia.
Ao ajeitar-se na vassoura novamente, a menina respirou aliviada por ter se livrado daqueles pássaros. Abriu a mão que segurava a chave e sorriu ao ver o objeto conquistado. Mas seu sorriso logo se desfez quando começou a sentir as feridas causadas pelas bicadas dos pássaros arderem. Prendeu a chave em uma corrente que estava em seu pescoço, pouco antes de parar para analisar as feridas em seus braços. Uma careta se formou ao ver que a situação estava um pouco feia, mas por sorte Vee sabia quase todos os feitiços de cura existentes. Eram as vantagens de querer ser Medibruxa. -Episkey.- Começou a conjurar os feitiços, apontando a varinha nas feridas que pareciam um pouco mais feias. Não teria tempo para cuidar daquilo naquele momento, então faria somente o básico. -Não se preocupe, Bee. O importante é que conseguimos a chave.- Sorriu ao final da frase, tentando fazer com que ela não se sentisse tão mal.
Seguiu a garota, inclinando-se para frente com o intuito de pegar mais velocidade. Estavam indo para o próximo vão. Torcia para que sua teoria realmente estivesse certa, e ao que tudo indicava, estava. Ao ouvir o que Lisbee havia dito, como se estivesse lendo sua mente, ela sorriu aliviada. Ter escutado aquilo fez bem a Vee. Fez sua confiança permanecer. -Acho que sim.- Respondeu já pensando em como encontrariam a próxima chave. A parte da praia não era tão complexa, mas era incrivelmente mais difícilde se achar algo, já que havia mais areia do que tudo, algumas conchas e quase nenhuma árvore. -Tem razão. Eu duvido que a próxima chave esteja alada. Mas só poderemos ter alguma ideia de onde estaria quando chegarmos lá.- Disse fazendo impulso para que a vassoura voasse mais rápido.
Assim como Lisbee, ao chegar na praia ela não pousou. Sobrevoava tão baixo que se esticasse as pernas poderia tocar na areia, mas ainda se mantinha em cima da vassoura. Estreitou os olhos tentando achar alguma coisa diferente no lugar. Qualquer coisa fora do comum, mas não conseguia ver nada desse tipo. -Enterrada na areia? É uma opção. Mas sabe quanto tempo levaria para achar uma chave daquele tamanhozinho enterrada na areia?- Disse pensando que aquela ideia nunca poderia dar certo. Seria total perda de tempo cavar um buraco aqui e ali. -Acho mais provável uma dessas árvores. Se bem que... eles não deixariam em lugares prováveis.- Disse a última parte enquanto tateava uma das árvores. Haviam alguns feitiços que Vee conhecia que poderiam revelar onde a chave estava, mas não eram confiáveis ali dentro, e não sabia se funcionaria.
Ela odiava o fato de saber onde as chaves poderiam estar mas não saber como procurá-las. Aquilo a deixava com a sensação de trabalho feito pela metade. Respirou fundo, fechando os olhos para tentar se concentrar em achar uma forma de encontrar as chaves. As únicas coisas que vinham a sua cabeça eram feitiços que poderiam ser usado para achá-las. Estava pronta para conjurar um desses feitiços, já impaciente com o fato de não conseguir achar nada ali, quando uma ideia, um tanto boba, devia admitir, lhe veio a cabeça. -Lisbee... você é boa em transfiguração?- Perguntou olhando para a amiga. -Eu tive uma ideia. É bem boba para falar a verdade, mas ainda é uma ideia. E se a gente aumentasse o tamanho de algumas dessas pedras que estão espalhadas, não só nesse vão, mas na praia toda, usando o Engorgio, e depois as tranfigurasse para virar um imã? É algo bobo, mas talvez possa dar certo. Se tiver alguma chave na areia, um imã consideravelmente grande irá atrair.- Falou aquilo mordendo o lábio inferior no final, na esperança de que não parecesse tão tola.
First Task @Beauxbatons - Lisbee & Vee
As árvores com seus troncos grossos e a folheagem densa impediam que Lisbee tivesse uma boa vista de cima, porém a garota continuava a sobrevoar, os olhos estreitados e atentos procurando por alguma coisa, qualquer coisa. A garota observava Vee, que já havia pousado, pensou pro alguns instantes em pousar junto e iniciar um busca pela areia, porém possuía uma intuição gritante que martelava em sua mente, convencendo-a de que aquele era o momento em que o algo que buscavam finalmente aconteceria. Ao ouvir o som da voz de Vee, Lisbee desceu novamente, parando a pouco mais de um metro e meia acima de onde estava a garota, ela aprendera no pouco tempo em que estava naquela arena que Vee era ainda mais inteligente do que ela sempre soubera, portanto confiava na suposição de que a chave poderia estar pelos ares.
Um olhar atento para o bando de pássaros aos quais Vee voava em direção não foi o suficiente para que Lisbee pudesse analisá-los, portanto a loira ajeitou-se na vassoura e subiu, seguindo sua parceira mais atrás. A certa distância, a garota pensou ter ouvido algum som, o que a fez parar de maneira súbita, segurando-se com firmeza no cabo da Firebolt, o olhar atentou-se a paisagem a seu redor, e principalmente, abaixo de si, porém, percebeu rapidamente que deveria ter sido apenas impressão, de modo que voltou os olhos azuis determinados para o bando de pássaros.
Um brilho. O brilho prateado chamou a atenção da garota, sentiu a euforia dominá-la e sua vontade era dar um looping com a vassoura por conta da animação, em meio aos pássaros amarronzados era possível enxergar a pequena chave de prata voando em uma monótona tranquilidade. -Boa, Vee.- comentou em um tom animado, porém o sorriso em seus lábios quebrou-se no momento que terminou a frase, algo não fazia sentido.
A memória de Lisbee a levou para o pensamento que havia concluído e as frases que dissera alguns momentos antes, quando buscava por algo na superfície, caso fosse ela quem organizasse a tarefa, jamais largaria uma chave alada com duas garotas que possuíam uma vassoura, seria desinteressante, fácil demais. Desde o momento em que percebera a calmaria, o pensamento de fácil demais dominava sua mente, não seria possível que apenas um erguer de braços de Vee pudesse lhes garantir uma chave.
E então, tudo pareceu fazer sentido na mente de Lisbee.
Pássaros voam no mesmo lugar em bando, eles não se separam e nem mudam sua rota, em meio a eles, uma chave prateada faziam pequenos círculos no ar. Não poderia ser mera coincidência. Lisbee voou mais acima, em uma fração de segundos percebeu que não era da natureza animal o comportamento daquele bando, eles movimentavam-se todos ao mesmo tempo, cada gesto de um era o gesto do outro, suas asas batiam em um mesmo ritmo, a chave eestava centrado bem em meio a eles, que sobrevoavam focados a seu redor,seguindo um padrão lógico. Como os chefes em videogames costumam proteger seus objetos mágicos, os pássaros deveriam guardar a chave, ao menos, este era o pensamento de Lisbee. Fazia sentido.
-Hum, Vee, é melhor você…- Lisbee viu os cabelos loiros de Vee se aproximando do bando, e antes que pudesse completar a frase, alertando-a de sua suposição, os pássaros interromperam qualquer ação que pudesse ter, um grunhido alto ricocheteou nos ouvidos da garota, Lisbee apenas teve tempo de segurar-se com força na vassoura e ver os animais partirem em ataque á Vee. Nenhum pensamento passou por sua mente, a loira sentiu uma sensação de pânico, não saberia o que fazer caso sua amiga se ferisse, um ataque inesperado de um bando de pássaros a uma altura daquelas poderia ser fatal.
Em toda sua vida, Lisbee unca fora do tipo que ponderava antes de agir, sua impulsividade sempre fora um problema, porém naquele momento, a velocidade de reação junto com o instinto fez com que quase automaticamente ela apontasse sua varinha para o bando de pássaros, exclamando o primeiro feitiço que lhe veio a mente.- Immobilus!
Quanto mais se aproximava, mais nítida a imagem da chave ficava. Uma certa euforia tomou parte do corpo da garota, e tudo que ela conseguia enxergar era a chave que estava a poucos metros de distância. Estava tão concentrada na chave, que não percebeu que algo podia estar errado. Algo com certeza estava errado. E a voz que tentava avisar isso a ela não era ouvida já que a ansiedade de ter a primeira chave em mãos era maior. Mas aquilo estava prestes a mudar. A partir do momento que a loira ficou a menos de um metro da ninhada e do objeto alado, o sorriso que estava em seus lábios desfez-se quando ela percebeu que havia algo errado com os pássaros. Em questão de segundo um grunhido alto e quase ensurdecedor pôde ser ouvido, e logo as aves partiram em uma velocidade absurda na direção de Vee. Ela deveria ter notado que algo estava errado. Claro que estava. Nada fácil demais era confiável em um torneio como aquele.
A primeira reação da garota foi gritar antecipadamente, mas seu cérebro também trabalhou rapidamente, tirando-a dali. E enquanto voava na vassoura, tentando fugir dos pássaros que a perseguia, buscava em sua cabeça um feitiço que pudesse usar para parar aquilo. Até que ouviu Lisbee conjurar o immobilus. Olhou para trás, vendo os pássaros congelados no ar e suspirou aliviada. Deu a volta, indo novamente na direção da chave alada que continuava no mesmo lugar, mas em menos de um minuto ouviu o mesmo grunhido de antes. Merde. Pensou enquanto inclinava-se para frente, a fim de pegar velocidade já que tinha certeza de que os pássaros vinham em sua direção novamente. A bicada que sentiu no braço só fez o que ela já sabia ser confirmado, e ainda pior, eles pareciam estar mais rápidos. Não sabia se tentava se concentrar em pegar a chave e fugir dos pássaros ou se tentava achar um feitiço que os parasse. Concentrou-se então no que estava mais perto, a chave. E quando voou perto dela novamente, esticou a mão para pegá-la.
O objeto estava perto, mas não o suficiente. E levando em conta o fato de ela não poder ficar parada para não ser atacada por aves malucas, a garota voava em circulos em volta da chave. Ter sido apanhadora no time de quadribol por tantos anos não estava sendo muito útil naquela hora. Era muito mais fácil desviar-se de balaços. E por incrível que parecesse, era muito mais fácil quando o alvo estava em movimento. Ela ainda fugia do bando, sentindo algumas bicadas fortes por seu corpo. Se não estivesse tão concentrada em conseguir aquela chave, certamente estaria gritando com a dor que aquelas bicadas causavam. Respire fundo, Brouillette. Pegue a chave. Tentava se concentrar, e foi quando esticou a mão mais uma vez para capturar o objeto que acabou inclinando-se demais e quase caindo da vassoura.
Um grito curto de susto saiu de sua boca quando achou que iria cair, mas logo conseguiu manter-se presa a vassoura. O lado bom era que ela havia conseguido pegar a chave. O lado ruim era que agora todas as aves estavam em cima dela como urubu ficava em cima de carniça. - LISBEE! - Ela tentava abafar alguns berros, enquanto protegia o rosto com um dos braços, e o outro se segurava a vassoura que estava de ponta-cabeça. Ela não conseguia se concentrar em endireitar-se sobre a vassoura, e se perguntava o que Lisbee estaria fazendo, até que percebeu que a parceira tentava se livrar do próprio bando de pássaros malucos. Ela precisava achar um jeito de acabar com o encantamento daquelas aves. Foi depois desse pensamento que as coisas se iluminaram. Encantamento. As aves estavam sob um encantamento, era muito óbvio. Prendeu as pernas na vassoura o mais firme que conseguiu, e enquanto ainda protegia o rosto com um dos braços, a mão que agora estava livre tateou as vestes em busca da varinha, ignorando os pássaros que tentavam a atacar naquela área. - Finite Incantatem. - Proferiu o feitiço o mais alto que conseguiu, esperando que funcionasse.
First Task @Beauxbatons - Lisbee & Vee
O desenho de Vee na areia foi o suficiente para que Lisbee entendesse seu raciocínio, e não teria como discordar. Observou as linhas que indicavam os vãos, associando-as rapidamente com a rosa dos ventos, a garota olhou ao seu redor, apontando primeiro para o leste e então virando-se na direção que indicava ser o Sul.
-Vee, você é um gênio.- falou simplesmente, abrindo um pequeno sorriso no canto dos lábios. A garota tentou colocar-se no lugar das pessoas que organizaram aquela prova, com toda a certeza, parecia uma ótima linha de raciocínio a se seguir, porém, caso estivessem certas, a parte que a preocupava seria a da sétima chave. Os olhos de Lisbee automaticamente foram atraídos para a água cinzenta, com toda a certeza, aquela água era mais que apenas uma água, e a ideia de terem de mergulhar ali parecia intrigante, a garota pensou em feitiços que possibilitariam a respiração, porém temia as criaturas que poderiam existir ali, e principalmente, a consistência da própria água, afinal, não duvidava nada que seus dedos corroeriam ao tocar aquilo. Um feitiço localizador teria de servir. A loira balançou a cabeça, pensaria naquilo depois.
Ao ouvir o feitiço pronunciado por Vee, Lisbee esperou alguns segundos, observando atentamente tudo a seu redor a espera de algo negativo, porém a vassoura de sua dupla veio em suas mãos sem alguma consequência, e já segura, Lisbee pegou a própria varinha, imitando o gesto da amiga. -Accio Firebolt.- pronunciou pausadamente, esperando até que sua vassoura a encontrasse, e no momento em que os dedos delicados tocaram o cabo, a garota sentiu uma onda de confiança, aquela sensação que apenas sentia junto a ideia de estar voando em sua vassoura. -Ótima ideia. Então começamos pela parte Sul?- €a garota observou a numeração do desenho, balançando a cabeça em concordância.- Sudoeste, sudeste, leste, nordeste, noroeste, oeste, sudoeste e centro.- suas palavras saíram quase em um murmúrio ao citar baixinho a direção da ordem que Vee numerara.
Lisbee subiu em sua Firebolt após lançar a Vee um olhar confiante, tinha certeza de que com o raciocínio da garota chegariam a algum lugar. Começou a subir lentamente, encontrando uma distância mediana que não tirasse os vãos de sua vista, a ideia de usar as vassouras era inteligente, assim, estariam ganhando mais tempo, porém para ela era mais do que isso, e enquanto subia, observando os desenhos na areia desaparecerem de seu campo de visão, pensava no quanto voar a tranquilizava. Seguiu a direção que Vee indicara, sentia o vento batendo em seu rosto e balançando os cabelos, amava a sensação de liberdade que sentia ao estar no ar, amava a confiança que sentia com sua vassoura, a perspectiva de que mesmo a uma grande altura estava segura. Não havia sensação melhor para se desejar naquele momento.
Lisbee diminuiu a velocidade quando já sobrevoavam o vão, empinou a vassoura com suavidade, começando a descer, porém antes de chegar a pousar, sobrevoou uma curta distância que estava a seu redor, em busca de algo que uma visão de cima poderia localizar.- Está vendo alguma coisa? Eu acho que não teria muita emoção se nos fizessem ter de ficar buscando uma chave enterrada na areia ou algo assim, agora é o momento que deveria aparecer uma pista, ou talvez, que nem em videogames, tenha alguma criatura estilo “chefão” guardando as chaves, se for o caso, essa criatura iria acabar nos achando, senão, será a hora de tentar algum feitiço de localização.- Em sua mente, Lisbee pensava em alguns feitiços que poderiam funcionar, sentiu uma sensação de preocupação, embora tivesse a impressão de que estavam no caminho certo, temia não encontrar nada. Buscou firmeza e equilíbrio com apenas uma das mão, enquanto segurava a varinha nos nós dos dedos com a outra, olhava para todos os lados preparada pra qualquer coisa
Vee subiu em sua vassoura, e enquanto se distanciava do solo, sentiu uma brisa forte e gélida contra seu rosto, o que a fez lembrar que aquelas brisas poderiam apagar seu desenho na areia, mas ela torceu para que não acontecesse, afinal, desenhar aquele mapa na areia toda hora seria uma total perda de tempo. Mas caso acontecesse, ela ainda tinha esperanças de que a memória de Lisbee as ajudasse. Enquanto sobrevoava a água escura e duvidosa, na direção do primeiro vão que ficava na parte mais densa e extensa da floresta, a garota organizava em sua cabeça todos os feitiços localizadores que conhecia, com o intuito de achar um que pudesse representar menos perigo se proferido.
Diminuiu a velocidade e também a altura, aos poucos, enquanto já estava sobrevoando terra firme. As árvores dificultava-a de ter uma visão ampla do lugar, então não tinha nada mais a fazer, senão, pousar e procurar pelo chão. Mas ela ainda não havia o feito. Aparentemente não havia nada ali. Nenhuma pista. Nenhum sinal. A calmaria chegava a ser suspeita. A única coisa que ela conseguia ouvir era o farfalhar das folhas nas árvores, o canto dos pássaros e a própria respiração. As palavras de Lisbee quebraram o silêncio que começava deixar Vee um pouco tensa. - Não consigo ver nada. E você? Deveria haver uma pista. Talvez haja, nós só não estamos conseguindo identificá-la. - Disse aquilo enquanto olhava ao redor com atenção. Tinha que haver uma pista. Qualquer coisa. Ela finalmente pousou a vassoura, e desceu da mesma com um pulo, indo logo atrás de alguma coisa.
A floresta era um lugar complexo demais. Se a chave estava ali, não estaria em um lugar tão escondido, ou levariam horas para achar. Talvez estivesse em um lugar tão óbvio que elas não imaginariam. Ou elas já poderiam ter visto e não terem percebido. Aquela duvida deixava a meio-veela apreensiva. Tudo que ela conseguia ver eram árvores, folhas, e pássaros sobrevoando o local. - Fala sério. Estou a um minuto de usar o accio e acabar logo com isso. - Disse aquilo sem saber mais onde procurar. pense, Clemènce, pense. Vamos lá, você chegou até aqui, não é possível que não consiga achar uma misera chave. Obrigava a si mesma, quase entrando em um conflito interno quando teve uma ideia repentina. Poderia estar certo. Olhou para o céu, na direção dos pássaros que sobrevoavam sempre o mesmo lugar e estreitou os olhos tentando encontrar algo diferente ali. - E se a chave estiver alada? - Perguntou, como se fosse mais um comentário e subiu na vassoura novamente, voando em direção ao bando.
First Task @Beauxbatons - Lisbee & Vee
A ideia de que uma das chaves poderia estar próxima ao objeto era reconfortante, já que assim teriam um ponto de partida, porém era improvável. Ao se aproximar da garota ajoelhada, a loira pensou em talvez virar o baú, quem sabe não teria algo escondido embaixo? A ironia seria engraçada, talvez a ideia de que passearem por ali diversas vezes sem imaginar que poderia se o esconderijo de uma das chaves, até fez menção de se aproximar, porém não havia ideia do que o objeto guardava, talvez pudesse haver algum feitiço que impedisse de ser tocado? Antes mesmo que contestasse sua possível ação, ouviu a ideia de Vee, sorrindo ao balançar a cabeça afirmativamente.
-Você tem razão, Vee.- a garota falou após terminar de ouvi-la.- O que se espera é que todos saibamos fazer feitiços. Não teria como colocarem uma prova sem botarem a prova a nossa capacidade física, ou mental.-dessas vez suas palavras eram calmas e cuidadosas, pensava consigo mesma que apenas um feitiço seria algo que todos poderiam fazer, e provavelmente teriam que unir esta habilidade com feitiços a alguma outra habilidade lógica, e agradeceu a Merlin por ter uma parceira inteligente como Vee. -Eu não sei se consigo pensar em como os pontos teriam um papel tão grande aqui, mas é uma ótima referência para começarmos.
Lisbee olhou para o céu cinzento, esperava que não fosse encantado como o teto do grande salão de Hogwarts. Astronomia sempre fora uma de suas matérias preferidas, ficar paradas simplesmente observando o céu e as constelações era quase como um hobbie relaxante, e por este motivo, Lisbee possuía um bom senso de direção. A garota lembrava-se de ter se informado do horário aproximado do nascer e se por do Sol na Inglaterra antes de deixar Londres, e como a mesma já havia confirmado com os próprios olhos, durante o período de fevereiro, o Sol nascia no leste por volta das sete ou oito horas da manhã, e se punha mais ou menos entre as quatro e cinco horas no oeste.
-Espera, então gente usa os pontos como referência, se não funcionar, um feitiço?- Lisbee questionou voltando o olhar para sua dupla, talvez em uma confirmação de que estava acompanhando o raciocínio dela.-Ótimo.- A garota olhou novamente para o céu, e agradeceu mentalmente por estarem realizando a prova naquele horário próximo ao final da tarde, embora a neblina dificultasse a visão, estava muito claro o ponto onde o Sol, uma pequena luz distante a brilhar no céu, se aproximava da linha de nossa Terra. Lisbee ajoelhou na areia, usando o dedo para desenhar uma rosa dos ventos improvisada, o ponto indicava com clareza onde se encontravam cada ponto colateral, representando-os com sua inicial. O olhar da garota voltou-se para Vee enquanto levantava-se, alternando o olhar que buscava examinar tudo a seu redor entre a rosa dos ventos e sua posição real no espaço -Então. Por onde começamos?
Os pontos cardeais poderiam não ser uma coisa tão exata, mas levando em conta que elas precisavam de uma linha de raciocínio, para ter por onde começar, seguiria com sua intuição. Observando Lisbee enquanto a mesma desenhava uma rosa dos ventos na areia, Vee teve uma ideia que poderia ajudá-las consideravelmente, e ela sorriu com aquilo. - Lisbee, você me deu uma ótima ideia! - Exclamou ajoelhando-se na areia novamente e começando com um circulo ao lado da rosa dos ventos. Olhou ao redor mais uma vez, para ter certeza do que estava prestes a desenhar, e após estar certa, iniciou o desenho. Um circulo com uma linha fina dividindo o meio. Um terço de uma metade praia. Um terço da outra metade selva. No centro estava a pequena ilha com o baú e as faixas de areia irradiando. Após terminar seu rascunho, ela olhou para o desenho satisfeita. Talvez ficasse mais fácil de tentar descobrir onde as chaves estavam com um mapa do lugar.
Seu olhar mudava da rosa dos ventos para o rabisco que havia feito na areia. E a garota pensava em tantas coisas ao mesmo tempo que mal conseguia se concentrar em uma só. Parou por um segundo, fitando apenas a rosa, e após recuperar seu raciocínio e organizá-lo, levantou-se da areia. - Nós estamos ali. No centro. Temos que encontrar sete chaves. Na minha opinião, elas não estão em lugares tão distintos. Agora observe. Estas são as faixas de areia. Se contar o espaço que há entre elas, temos seis vãos. Nós procuramos sete chaves. Cada chave pode estar em um desses vãos, e a sétima, sob nós. Literalmente sob nós. - Ela lançou um olhar para a amiga quando terminou sua explicação usando o mapa na areia, correndo em seguida para a beirada da ilha e fitando a água cinzenta. - Vamos procurar as chaves nesses vãos. Se acharmos e concluirmos que minha teoria está certa, a sétima chave só pode estar debaixo da água. - Olhou para Lisbee um pouco apreensiva. Tudo parecia fazer muito sentido em sua cabeça, mas talvez não fizesse tanto sentido quando dito em voz alta.
Os vãos era o primeiro passo. Ainda que aquilo desse certo, eles eram muito extensos e elas não teriam tempo para procurar por todo o espaço. Poderiam usar um feitiço localizador, ou até mesmo achar uma pista que indicasse onde a chave estava. Vee tinha quase certeza de que aquilo poderia dar certo. Não tinham um plano melhor, e aquele parecia coerente para ela, ainda que houvessem falhas, haviam dado o primeiro passo de verdade. Estava certa de que se continuasse naquela linha de raciocínio chegaria a algum lugar. - Vamos numerar os vãos e fazemos em ordem. Eu sei que o espaço deles é extenso, mas se eu estiver certa, haverá uma pista lá. E podemos até tentar um feitiço localizador. Eu acho difícil que esses tipos de feitiços venham desacompanhados, mas não temos outra escolha. Nós decidimos estar aqui, e vamos fazer isso. - Disse sentindo seu peito estufar de confiança, Vee nunca havia se sentido tão segura em toda sua vida. Pela primeira vez ela sentiu que estava pronta para aquilo.
Agachou-se perto do desenho da arena e começou a numerar os vãos em ordem crescente, colocando como primeiro o que estava no sul. Tombou a cabeça observando o trabalho por alguns segundos depois de feito, e levantou-se mais uma vez sacando a varinha das vestes. - Há uma forma de nos deslocarmos de um vão para o outro sem precisar dessa caminhada toda. - Ela sorriu de uma forma marota e olhou para o céu antes de conjurar o feitiço. - Accio Silver Arrows. - Disse com clareza e precisão, esperando que a vassoura chegasse até elas.
First Task @Beauxbatons - Lisbee & Vee
Um sentimento de insegurança dominou Lisbee enquanto caminhava ao lado de Vee em direção a Arena. Milhares de pensamentos confusos gritavam em sua mente, o medo crescente de que ela ou Vee poderiam ferir-se gravemente, medo de uma derrota, humilhação ou reprovação, a garota conseguia ouvir os próprios batimentos cardíacos e percebeu que se continuasse daquela maneira toda sua preparação psicológica iria por água a baixo. Suspirou fundo enquanto andava de modo quase automático para fora do túnel, a garota jurou para si mesma que deixaria qualquer sentimento negativo escorrer para fora de si. Respirou fundo, uma, duas, três vezes e soltou o ar, dizendo para si mesma que junto com o CO2 estava livrando-se também de qualquer medo ou insegurança.
Lisbee ajeitou a postura, endireitou a cabeça e ergueu o queixo, seus olhos estavam fixos na “paisagem” a seu redor, sentiu a brisa gelada com um calafrio, porém não se importou, sempre gostar do frio. Os olhos azuis estudaram meticulosamente o lugar onde se encontrava, obviamente era a Arena, porém sua atenção era exclusivamente dada á grande quantidade de água cinzenta e as faixas de areia. O olhar de Lisbee encontrou com o de Vee, seguindo o aceno de cabeça da amiga, ao estreitar os olhos atentamente Lisbee conseguiu observar o objeto brilhante em meio á areia que a garota lhe indicara.
Os poucos instantes que esperaria pelo som do canhão passaram mais uma vez com imensa lentidão, e em uma tentativa de ocupar a mente, observou a areia, sempre achara curioso como em Londres os grãos de areia lembravam pequenas pedras. O som do canhão trouxe de volta toda a atenção de Lisbee, além de uma seriedade que ele nem imaginara possuir. Atentou-se aos passos de Vee, ela indicava-lhe as faixas de areia, o olhar da loira deteve-se nas faixas por alguns instantes antes de começar a correr junto de Vee.
A adrenalina parecia correr em suas veias sentia o vento balançando o cabelo e os pés afundando lentamente, era uma sensação boa. Ao estarem na ilha, Lisbee olhou para todos os lados com atenção, em sua cabeça repassava as frases ditas por Minerva, “Sigam seus instintos e conseguirão desencadear o segredo guardado a sete chaves.”, quando pensara na primeira prova, a garota imaginara alguma dica impossível de se decifrar, porém, aquilo parecia fácil. Estranhamente, fácil demais para ser verdade.
-Achar uma chave- murmurou mais para si mesma do que para sua dupla, porém logo erguendo o olhar para encarar Vee, de uma maneira boa, a presença da garota a ajudava, dava a impressão de que, pelo menos no momento, não estava sozinha nessa.- Eu diria para usarmos algum feitiço, como accio, mas tenho a impressão de que seria fácil demais, tem que ter alguma coisa, se fosse assim, só dizer accio diversas vezes e ptonro, teria acabado.- suas palavras foram quase que cuspidas em meio ao raciocínio, porém, para ela, parecia fazer sentido.- Eu imagino que vão nos dar alguma pista, não seria muito emocionante deixar os campeões cavando na areia.- após o final de sua frase, Lisbee ficou em silêncio, esperava que a outra loira tivesse alguma sugestão melhor do que a que daria em seguida.- Vamos andar por aqui, olhando tipo bem atentamente, devemos procurar por uma chave, ou qualquer coisa que pareça uma pista.- novamente imaginou estar falando muito rápido, esperando que não houvesse se embolado nas palavras, cada frase dita possuia um irritante ar de dúvida.
As palavras ditas pela professora parecia algo tão fácil. Mas ao deparar-se com um lugar daquele tamanho para achar somente algumas chaves, vee ficou com um pé atrás. Não poderiam vasculhar a floresta, nem cavar a ilha. Não tinham tempo para aquilo. Usar accio seria mais prático, mas também parecia fácil demais. Enquanto tentava acompanhar as palavras que Lisbee cuspia rapidamente, Vee chegou a conclusão que já deveria ter chegado desde o momento em que pisou naquela arena. Era puro raciocínio lógico. Sentiu-se aliviado por um momento, já que sempre foi melhor em raciocínio do que em força física, mas o alívio evaporou num piscar de olhos quando ela percebeu que estava em um labirinto dentro da própria mente.
- Bee, tente falar mais devagar. Por favor. - Pediu sem conseguir se concentrar nos seus pensamentos e nas palavras da agrota ao mesmo tempo. - Provavelmente haverão pistas. Mas precisamos começar por algum lugar. Então... onde você esconderia uma chave? - Aquela altura, Vee já estava próxima ao baú. Ela encarou o objeto prateado por algum tempo, antes de tomar coragem para se aproximar. Quando já havia reunido coragem o suficiente, ajoelhou-se perto do objeto, analisando-o. - Será que há alguma pista por aqui? - A ideia de que não conseguiriam encontrar aquelas chaves tão rapidamente começava a atormentar a loira. Era impossível completar aquela prova em três horas sem usar nenhum feitiço. Terminantemente impossível.
Calma. Mantenha a calma. Murmurava para si mesma. Sem dúvidas se ela estivesse assistindo àquela prova já teria tido alguma ideia de como começar. Mas estando ali tudo se tornava mais difícil, e a responsabilidade que levava nas costas deixava tudo mais tenso. - E se tivesse alguma coisa a ver com os pontos cardeais? - Sugeriu sem saber muito bem o que estava falando, torcendo para aquilo fazer algum sentido na cabeça de Lisbee, assim como fazia na sua cabeça. Não era uma sugestão tão ruim, afinal. Pelo menos assim ela pensava. Havia achado uma linha de raciocínio. - Podemos tentar pensar dessa forma. Se não der muito certo, apelamos pra algum feitiço. Tudo bem por você? - Vee sentiu a ansiedade correr por seu corpo. Já não conseguia ficar parada.
Ela levantou-se da areia, olhando tudo ao redor mais uma vez. Sul. Se tivesse alguma coisa a ver com os pontos cardeais, com certeza teriam que começar pelo sul.
First Task @Beauxbatons -- Lisbee & Vee
Era normal sentir-se tensa em um momento como aquele. Inevitável, na verdade. Vee estava a alguns minutos de fazer a primeira prova do Torneio Tribruxo. Questões como o porquê dela ter se inscrito naquilo começaram a invadir seus pensamentos. Parecia loucura. Parecia até suicídio, levando em conta que ela estava, não totalmente, mas despreparada para um Torneio tão perigoso quanto aquele. Tudo pra enfrentar seus pais. O primeiro pensamento da garota era que ela estava prestes a cometer um suicídio, mas logo tratou de espantar aquela negatividade. Não tinha mais pra onde correr. Ela teria que enfrentar aquilo, e o faria. Só precisava manter o pensamento positivo. Daria tudo certo.
Enquanto era encaminhada, junto com Lisbee, para a tenda, instantes antes de entrarem na arena da prova, Vee não conseguia falar. Pra dizer a verdade, estava ocupada demais com seus pensamentos para falar alguma coisa. Olhou para Lisbee e sorriu, ainda que o nervosismo em seu sorriso fosse notável, num ato como quem dizia que daria tudo certo. Ouviu todas as instruções de Minerva com atenção, e a frase dita pela mulher deixou Vee com a leve impressão de que essa prova não seria assim tão fácil quanto parecia. Enquanto se preparavam para subir pra arena, a loira não conseguiu conter-se e acabou por abraçar a amiga ao seu lado. “Conseguiremos.” Sussurrou enquanto abraçava Lisbee fortemente. Tinha sorte por ela ser sua amiga, talvez dessa forma as coisas ficassem mais fáceis para as duas.
Nó na garganta e embrulho no estômago. Essas eram as duas únicas sensações que a garota conseguia sentir. Pelo menos até o momento que saíram do túnel. A primeira coisa que sentiu foi uma brisa gelada atravessar seu corpo. A loira olhou tudo ao seu redor com precisão, reparando primeiramente em algo brilhante no círculo de areia que se parecia com uma ilha. Ao ver aquilo, ela olhou para Lisbee acenando com a cabeça. Tinha que se lembrar do canhão. Precisava esperar o som do canhão ou poderiam ser desclassificadas daquela prova. Agitou os braços, enquanto fitava o próprio reflexo que mal podia ver na água cinzenta. Repetia pra si mesma, seguidamente, que não havia a opção insegurança a partir daquele minuto. Ela precisava confiar em Lisbee. Tinha que confiar em si mesma e na sua capacidade. Vamos lá, Clemènce. Encorajava a si mesma.
Quando ouviu o som do canhão, ela olhou para a amiga com os olhos um tanto arregalados. Seu batimento cardíaco acelerou consideravelmente, ainda assim ela surpreendeu-se com o próprio pensamento. Não estava desesperada, estava determinada, ainda que um pouco nervosa. Encarou a água sob seus pés por algum tempo, mas não confiaria mergulhar ali. Indicou as faixas de areia para Lisbee e começou a correr pela faixa que estava a sua frente, em direção a ilha circular.
small || veefire
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Estudando.. Todo mundo com quem eu costumava andar parece distante, então achei que talvez não me quisessem por perto e fosse melhor eu estudar um pouco mais.
Como não te querem por perto? Com certeza deve haver alguma coisa a mais acontecendo na vida deles, porque não conversa com eles sobre isso? Você chegou a ir para Peverell's Hill?
Mas pode ser que todos estejam enganados e preferem manter a segurança mesmo que possa ser algo não tão.. Ai, como é a palavra? Eu me esqueci. Não é perigoso, é parecido com perigoso.
Hm... tudo bem, Az, se você prefere acreditar nisso eu não vou te assustar. Enfim, estava sumida, por onde andou?
Ainda não decidi..
Eu não acho que seja uma brincadeira, Az. E os professores também não. As ordens que eles passaram para os monitores deixou claro que estão preocupados.
Isso.. Talvez seja apenas uma brincadeira, certo?
Você quer ouvir a verdade ou algo que lhe conforte?