Eu sinto a vodca percorrer as minhas veias e adentrar o meu cérebro, este é o primeiro texto que escrevo bêbada, ou levemente alterada, minhas pupilas andam tão dormentes, meus obstáculos não tonaram-se ultrapassáveis, eu cantei tantas músicas que hoje já não tenho voz, e meu timbre eu abandonei, queria ter a voz de Adele, a delicadeza, o som de um silvo, o pormenor de um tordo. sorry my baby, mas não há coerência em minhas palavras, eu te disse que me tornaria uma puta, que pegaria todos e mais um pouco, desculpa se hoje já não choro mais por ti, se meus lábios percorrem outros corpo, mas teu adeus me tornou este pedaço de desilusão, esta pedra que apenas se pinta de forma abstrata para se afogar em um mar de futilidade, parabéns a vocês que se amam, pois hoje eu só tenho uma garrafa adulterada e um baseado mal enrolado.
Secretária da Morte (via cardiografias)
















