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é galerinha, estamos com problemas... nossa querida Neko esta incomunicável e sem ela isso nao rola, entao... vamos demorar um tempo ate postar novas cenas...
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Cena 03: Linhagens
Depois de servir de saco para todas as reclamações e desabafos por parte de Neko nós finalmente chegamos à prefeitura, nisso ela já tinha terminado a tigela de tirinhas que pareciam ter funcionado em deixá-la mais calma. Ela dispensou a tigela de tirinhas e entramos no grande prédio branco à nossa frente.
Cena 02: Memórias de uma gata
Eles gritavam e brindavam, cantarolando músicas sobre a batalha recém-ganhada. Pareciam mais felizes do que nunca e eu, por um momento, senti como se estivesse em casa. Aquele ambiente alegre contagiava e nos deixava com um estranho calor no peito. Tomei o último gole da minha bebida e fiquei observando.
Teria ficado mais tempo naquele mesmo lugar, porém, uma imagem me chamou a atenção. Aquela garota, a brava soldada que deu um fim à luta contra o exército Branco e há pouco tempo estava tão cheia de vida estava isolada e sentada sozinha em uma das banquetas do bar, o que era estranho porque ela não parecia se encaixar na cena. Era pequena, muito diferente do resto dos marmanjos que ali estavam, seus pés nem chegavam a encostar-se ao chão por conta da altura da banqueta.
Decidido a me aproximar, eu cruzei toda a taberna, desviando do homem-polvo e seus amigos que já muito bêbados, comemoravam, esquecendo-se dos seus ferimentos e de todos os sofrimentos passados. Cheguei até o bar e me sentei à esquerda dela num banquinho que estava livre, pedi outra bebida e comecei a analisar ela pelo canto do olho. Aparentava uma tristeza misturada com mágoa, não sei bem como descrever a expressão dela. Percebi que sua ferida na bochecha já estava bem cuidada e quase cicatrizando, provavelmente no dia seguinte não teria mais nada ali, uma das vantagens de viver num mundo de magia.
- Hey... Nunca te disseram que é feio ficar olhando as pessoas, nyaw? – ela já devia ter percebido faz um tempo que eu estava olhando-a, confesso que fiquei um pouco envergonhado, mas não deixei que ela notasse então sorri.
- Então... - comecei a puxar assunto. - Gata valente, como foi crescer em meio a tanta festa aqui em Feliccia? - imediatamente notei que ela ficou mais triste e recluída dentro da sua pequena mágoa recém-formada, então tentei consertar meu erro. - Desculpe, eu disse algo erradão?
- Não... - ela disse, quase num suspiro. Fez uma pausa, respirou fundo e disse, sem olhar pra mim. - Não é isso... Eu não nasci aqui, nyaw.. - seu olhar estava fixo em algo nas prateleiras do bar, então ela continuou. - Eu nasci em Gatto, era uma cidadezinha que existia há poucas milhas daqui.
- Não, espera... - eu a cortei. - Existia? Do tipo que não existe mais? - ela parou e virou para mim, o olhar dela era de dúvida, como se estivesse tendo certeza que eu não estava brincando com a mesma.
- É, gênio.. Do tipo que não existe mais... - disse, estreitando os olhos.
- O que houve? - eu indaguei, curioso. Ela automaticamente desfez o rosto duvidoso e desviou o olhar, se recluindo de novo. Parei por um tempo percebendo que não haveria mais respostas, suspirei e tentei me reaproximar da única forma que funciona comigo.
- Vamos fazer assim, eu pago outra bebida e umas tirinhas de peixe, nos sentamos, conversamos e você me conta a sua história. - O.K., aquela era ou não uma oferta irrecusável? Principalmente para uma gata, porém ela pareceu ofendida por um momento e logo veio pra cima.
- Olha aqui, você acha que consegue me subornar com... - parou por um momento e virou a cabeça em dúvida. - Não, espera... Tirinhas de peixe?! - um sorriso largo começou a se abrir em seu rosto. - Pode ser, nyaw! - Ela aceitou a oferta, sorrindo como uma criança feliz que acabara de ganhar um brinquedo novo.
Sentamos na mesinha mais afastada da taberna, começamos a conversar enquanto eu tomava outro gole de minha bebida e ela comia tirinhas uma atrás da outra entre os goles de seu Milkbeer, um tipo de leite super espumante com gelo e mais alguma coisa que eu não consegui identificar (algo alcoólico, provavelmente.. espera... eu deveria ter pagado uma bebida alcoólica para uma garota de 14 anos?).
- Enfim, eu nasci... - ela começou, tomando um gole de sua bebida. - Em Gatto. Era uma cidadezinha.. - Neko parou por um pequeno momento. - Na verdade estava mais para vilarejo, mas enfim.. - deu de ombros e continuou. - Era uma cidadezinha pacata que havia entre Feliccia e Pandor, a cidade à noroeste daqui. Era um lugar encantador, cheio de música e vida.. - ela sorriu, mirando algum ponto na taberna, seus olhos brilhavam. - Mas... - tristeza retornou, seu olhar parecia ter sido cobertos por um névoa espessa e ela o abaixou, mirando sua sua própria caneca de bebida. - Eu não vi isso por muito tempo... Há uns 5 anos atrás, uma fera, meio-homem, meio-dragão atacou a cidade, no primeiro momento que meus pais tiveram eles me esconderam e.. - sua voz falhou e ela engoliu em seco. - Eu fui a única sobrevivente... nyaw. - ela olhou para mim depois da última frase.
- Nossa. - pisquei, acordando e me endireitei em minha cadeira. - Que tenso isso.
- Pois é... Eu sabia que voltariam mas não tinha para onde fugir. - ela mordeu uma das tirinhas. - Até que encontrei um grupo de mercenários que passavam numa caravana por ali, eles me acolheram e me ensinaram tudo que sei.
- Uou, espera! - eu levantei as mãos, fazendo uma pausa. - um grupo de mercenários te acolheu assim.. De boa? - levantei uma sobrancelha, ela achava que eu era idiota por algum acaso? Neko estreitou os olhos para mim novamente, com uma cara quase que de desgosto.
- Claro que não né, idiota. Não vou entrar em detalhes sobre isso com quem acabei de conhecer. - Eu parei por alguns segundos e bufei.
- Touché. - disse em derrota, ela deu um risinho e continuou.
- Enfim. Eu fiz coisas das quais não me orgulho para sobreviver, fiz de tudo para tentar descobrir o porque de minha cidade ter sido atacada, até que encontrei um grupo de camponeses, eles vinham de uma cidade distante que também fora destruída da mesma forma que a minha, eles me contaram que esse tal homem-dragão era um subordinado do Rei Branco, que estava prestes a começar seu plano de dominação dos dois reinos. - ela parou, comendo mais tirinhas.
- Continue... - eu disse quase que automaticamente, estava muito interessado na história.
- Então. - a gata tomou mais um gole de seu "leite". - Um ano atrás eu abandonei o grupo de mercenários, mesmo que com dificuldade e vim para Feliccia atrás de mais respostas, aqui eu conheci o Mon-senhor Jaumet, o prefeito da cidade, vendo todo meu potencial ele me ofereceu a vaga de líder de um dos bandos do F.E.R.A. e claro, rebaixou Storm para o cargo de vice-líder o que não a deixou nem um pouco feliz, nyaw, diga-se de passagem. - ela bufou. - Mas...
- Espera, espera... Quem é Storm? - eu a interrompi novamente. Neko fechou a cara com a minha pergunta e murmurou algo como "Um abutre". - O quê? - eu me aproximei para escutar direito e ela apenas fez um sinal com a mão, como se dispersando a pergunta.
- Um dia eu te conto, enfim. Eu me tornei a líder da 3º linha de frente F.E.R.A., porém meu grupo não me respeitava pelo fato de eu ser uma mulher muito pequena. Mas que poderia arrancar facilmente a cabeça deles. - ela diminuiu o tom na última frase. - Então eu fingi que estava indo embora mas apenas comecei a esconder meu cabelo e usar máscara, na esperança de que eles fossem realmente tão trouxas a ponto de serem enganados assim. - um sorriso afiado se abriu no rosto dela. - E eles realmente eram, deu certíssimo meu plano. Apesar de uma certa ave mal-amada ter me descoberto nesse meio tempo. - abaixando o tom novamente na última frase pude entender que a tal "ave mal-amada" provavelmente era a tal da Storm. - Tudo ia muito bem, até hoje de manhã quando eu fazia minha ronda e cruzei com um certo estranho tagarela que tinha chegado à cidade, sabe um com cara de bobo.. - ela juntou as mãos e apoiou a cabeça nelas, me fuzilando, o rabo se agitando de um lado para o outro à suas costas. Engoli em seco.
- Eu...? - sorri amarelo, a ideia de que ela estava prestes a passar suas garras pela minha jugular se agitou em minha mente, senti uma gota de suor frio escorrendo pelo meu rosto. Mas ao invés de me atacar ela apenas abriu um sorriso e riu.
- Temos um vencedor! - ela abriu os braços em comemoração. - Alguém entrega o troféu de gênio do ano para ele? - rindo da própria piada, sem qualquer pingo de contagiamento, mas eu percebi que a tristeza de momentos atrás aparentemente tinha ido embora... juntamente com a terceira tigela de tirinhas, meu deus, isso vai pesar no meu bolso mais tarde. Espera, ela está pedindo OUTRA?!
- Hã, Neko.. - chamei-a, mas no momento em que o fiz a mesma virou para mim com um olhar desconfiado. - O que foi? - indaguei, me sentindo pressionado com o olhar, como ela conseguia fazer aquilo?!
- Me responda uma coisa.. - Neko virou o rosto, levantando uma sobrancelha e passando as unhas pela mesa. - O Exército Branco.. - ela me mirou. - Eles chegaram bem atrás de você.. O que está escondendo, Rin? - apesar do olhar incrivelmente opressor eu não perdi a postura e logo revidei com um sorriso um tanto vitorioso.
- Bem... - me inclinei na cadeira, pondo as mãos na nuca. - Só te conto se você vier comigo. - um sorriso travesso e zombador surgiu no rosto da gata que agitava o rabo à suas costas, provavelmente iria soltar algum desafio ou zoação em seguida porém no momento em que eu terminei de falar, três guardas da cidade adentraram a taberna, o silêncio foi simultâneo no lugar então eles anunciaram.
- Líder da 3º linha de frente F.E.R.A., Valentina DeBenedictis Leonheat, apresente-se! - A expressão travessa de Neko mudou subitamente para uma de seriedade e ela se levantou, virando e indo em direção aos guardas em postura total.
- Líder da 3º linha se apresentando, Valentina. - Neko disse, parando pouco a frente do primeiro guarda. Ele descaradamente fingiu procurar ela até abaixar a cabeça e dar uma risadinha, pude ver uma veia saltando na testa da gata.
- Mon-senhor Jaumet quer a presença de vossa simpatia e de Baurin no hall da prefeitura rapidamente. - o guarda da frente continuou, abaixando e se aproximando dela com um sorriso estúpido no rosto, tratando-a como uma criança e... Espera.. Eles me chamaram também?! - Espero que não precise de ajuda para subir os degraus da entrada, eles são meio grandes, sabe? - ele disse isso baixo, perto do ouvido de Neko mas eu pude ouvir, os companheiro atrás dele deram risinhos, eu estava prestes a me levantar quando a garota, que já estava muito irritada a esse ponto apenas fez um movimento rápido com a mão e acertou o pescoço do guarda que engasgou e caiu no chão. Os acompanhantes dele correram para ajudá-lo enquanto Neko seguia com passos firmes para a porta da taberna.
- Rin, vamos logo! - ela gritou na porta, saindo em seguida. Seu tom era de completa fúria e eu percebi aquilo, peguei a tigela de tirinhas que haviam acabado de chegar e me levantei, seguindo ela. Talvez um petisco ajudasse-a a se acalmar, ao menos um pouco. A prefeitura não era muito longe da taberna, logo chegaríamos. O que será que o prefeito quer conosco e como raios ele sabe meu nome?!, pensei, alcançando a pequena gata estressadinha.
Nota da Neko (Beta-reader): Dessa vez nós não demoramos, não é? No final eu nem escrevi esse capítulo, mas vou escrever algumas outras coisas, como alguns spin-offs. E vou ficar devendo o desenho da Neko ;u; desculpem-me~ Enfim. O Rin já me enviou o 4º capítulo, então provavelmente amanhã sai òwó)/
Cena 01: Presa e predador (parte 02)
Parte 02. Não demorou muito para eu me pegar cercado, de um lado, um mar branco formado pelos soldados inimigos, enquanto em contra ponto, o exército de Feliccia, pequeno e formado por seres de todas as espécies. Uma vez que o exército da cidade não era tão grande e bem armado como o do Rei Branco, não pensei duas vezes, saquei a Tsunoyoshi, antiga espada de meu pai, e me juntei à Feliccia.
O Exército Branco havia invadido a cidade pelo Portão Sul da cidade, o que obrigou os moradores mais desesperados a correrem para o Portão Norte. Mas isso só os fez caírem em uma grande armadilha posta por ordens do Rei Branco, na qual o povo era capturado e logo depois levados embora para servirem de escravos. A cidade inteira já teria sido capturada há muito tempo atrás se não fossem os valorosos soldados especiais da F.E.R.A. (Força Especial de Rápida Ação), uma organização muito disputada pelos que querem lutar pelos seus semelhantes e difícil de entrar, apenas os melhores e mais habilidosos são aceitos na F.E.R.A., são eles que protegem a cidade. Sem querer me gabar mas eu tenho potenciais e seria facilmente aceito, talvez essa se torne uma opção de vida depois de eu terminar de resolver tudo que tenho até agora.
Nem havia me posto direito ao lado de alguns guerreiros quando finalmente percebi que a batalha começará. O Exército Branco não perdia tempo em apunhalar os soldados de Feliccia e partir pra cima, assim como nós também não recuamos. Batíamos de frente e sem medo. Eram soldados brancos sendo jogados para pontos distantes da cidade, híbridos caindo machucados no chão mas logo se levantavam e muito sangue sendo derramado. Alguns soldados brancos me cercaram mas não foi nenhuma ameaça, eu simplesmente investi com minha espada e desviei as armas deles, logo os mesmos estava no chão, sorri vitorioso por uns segundos, quando um vulto marrom e verde me chamou a atenção.
Em meio a todo aquele caos um pequeno ser lutava contra diversos soldados inimigos juntos. Tão pequeno e já fazia parte dos F.E.R.A., ágil, esguio e um verdadeiro gênio com as lâminas de suas adagas, acho que nunca havia visto alguém usar quatro delas ao mesmo tempo sem vacilar ou deixar cair alguma vez. Pulava por cima dos inimigos os derrubando e cravando as adagas em pontos vitais das costas, girava logo acertando outro e pegando de volta a arma das costas do já derrubado. Era incrivelmente habilidoso, para alguém de seu tamanho. Parecia mais uma sombra quando corria e logo o perdi de vista no meio da batalha.
Conforme a mesma foi se desenrolando já podia-se notar que o número de soldados brancos diminuirá em demasiada quantidade, os soldados de Feliccia se destacavam, nós estávamos ganhando. Diversos soldados da cidade já começavam a comemorar a vitória visto que estava ficando difícil achar inimigos brancos no campo de batalha. Mas é claro que não acabou ali.
Eu já estava embainhando minha espada novamente quando um grupo de oito soldados enormes surgiram em meio à multidão, não era possível, eles haviam praticamente brotado do chão porque qualquer um da cidade veria um grupo de soldados cinco vezes maiores que os que estávamos enfrentando. Eram corpulentos e usavam máscaras diferentes e em formatos estranhos, algumas maiores que outras e nenhuma com uma imagem que desse para entender, lembravam mais os blocos rochosos mais altos de uma das torres do que de qualquer ser vivo.
Não tínhamos mais chances possíveis de vitória, uma vez que, os soldados que tentaram atacar as "rochas" foram simplesmente pisoteados ou chutados para longe. Os que restaram simplesmente se afastavam de costas, procurando um jeito de fugir.
Uma pequena sombra apareceu correndo e parou do meu lado, era aquele gênio baixinho, ele estava com um olhar apavorado no rosto enquanto observava o grupo de gigantes e respirava aceleradamente, andando para trás com passos incertos e nas mãos, suas adagas cobertas de sangue. Com um rugido estranho de um dos soldados do grupo inimigo nós levamos um susto e nos vimos, junto com os que sobraram dos F.E.R.A., cercados próximos à grande estátua de Lee-oh. Foi então que percebi como estávamos em desvantagem naquele momento, de pé à frente da estátua, estavam eu, um homem-polvo alto embainhando um machado e um arco, juntamente com flechas, presos às costas e o baixinho das adagas, estávamos na frente alinhados como a ponta de uma lança enquanto um grupo pequeno de híbridos se aglomerava atrás de nós, era possível ouvir alguns choros e preces.
Suspirei, pensando no que fazer, olhei para o baixinho que estava inquieto, batendo os pés no chão como se estivesse analisando todo o espaço e vendo o jeito mais fácil de atacar ou fugir, parei um instante e então perguntei:
- Ei, carinha, como se chama? - estranhamente, ele me olhou por baixo do capacete com olhos curiosos e ao mesmo tempo confusos, a máscara que cobria seu rosto se mexia com a respiração descompassada e ele virou de volta para frente, inquieto novamente, mas sem qualquer resposta para mim. Aquilo por um momento pareceu normal, já que haviam muitos ruídos e e gritos vindos dos cidadãos. Então tentei perguntar novamente com um tom mais alto, tive certeza de que ele ouvira, porém, não me respondeu novamente. Esperei alguns momentos, foi então que o cara me lançou um olhar de relance e virou, pronto para falar quando, num ataque inesperado vindo do grupo de soldados ele foi acertado por uma pedra afiada e caiu no chão, criando um corte imenso na sua bochecha e derrubando seu capacete, juntamente com a máscara do rosto, revelando longos cabelos cacheados, orelhas de gato com alguns brincos e um rosto feminino incrivelmente lindo e delicado. As bochechas num tom rosado, apesar do corte em uma delas, os lábios largos mas finos e os olhos grandes, num tom de mel misturado com castanho e talvez um pouco de amarelo, só para deixar bem claro.
Não pensei, parti pra cima da monstruosidade que avançava pra cima dela. O máximo que consegui foi empurrá-lo de volta para o grupo antes daquela sombra que eu já havia visto pular na minha frente e cravar duas das adagas na perna do inimigo, o monstro urrou e empurrou ela pra trás de volta, ela encostou suas costas com a minha e estávamos cercados novamente.
- Teria sido uma honra lutar ao seu lado mais vezes. - disse, desembainhando minha espada novamente, costa-a-costa com ela.
- Você sentiria a mesma honra se lutando ao lado de uma mulher, nyaw? - ela perguntou com a voz trêmula.
- Se ela lutasse como você.. - disse e então abri um sorriso. - Com toda certeza. - pude ouvir ela soltando um risinho abafado e, por algum motivo, eu sabia o que fazer em seguida.
Me agachei, ela apoiou as mãos na minhas costas e deu um cambalhota pra trás, logo em seguida apoiou os pés nos meus ombros, pegou impulso e pulou, tirou duas adagas maiores de dentro do uniforme e eu pude ver ela lançando no ar as duas, acertando em cheio os dois buracos dos olhos da máscara de um dos brutamontes. Ela voltou ao chão e começamos a atacar em dupla, éramos incríveis juntos, trabalhando e atacando no mesmo momento como se tivéssemos ensaiado tudo. Estava ficando animado e ela também, estávamos arrasando! E, eu já pronto para dar um outro golpe junto com ela, pisei em falso e cai de peito. Os inimigos não perderam a oportunidade de chutar a minha parceira para cima da estátua. Pude ver o rosto dela mudando de animação para dor e o sangue saindo de sua boca, ela caiu na base da estátua, gemendo de dor e tossindo sangue. Já era, esse é o nosso fim!, pensei, já me preparando fisicamente para o golpe certeiro que ia receber, mirei a estátua de novo por uma última vez e vi.
Uma luz estranha começou a emanar de dentro da estátua, essa luz se espalhou por toda a cidade por alguns momentos e então voltou para onde saiu. Aquela que eu nem sabia o nome estava coberta de luz, sua expressão confusa e surpresa ao olhar para si mesma indicavam que ela estava tão perdida quanto eu. Suas feridas começaram a sumir e duas manoplas apareceram em seus braços... Eram as garras de Lee-Oh. Ela olhou surpresa e maravilhada para o novo acessório e depois.. na verdade eu não me lembro bem, um dos soldados me acertou no estômago depois daquela luz aparecer e eu me senti tonto mas lembro de um sorriso aberto e um tanto psicopata aparecer no rosto da minha dupla antes de desmaiar.
Acordei deitado aos pés da estátua que fora nosso campo de batalha segurando a Tsunoyoshi embainhada no meu peito e a garota com uma das mãos que estava dormindo. Havíamos ganhado. Me sentei com uma pequena e irritante dor de cabeça e esfreguei os olhos. Avistei alguns cidadãos indo ajudar os guerreiros da cidade que estavam desacordados e/ou feridos. A maioria estava vivo, não tivemos tantas perdas mas muitos feridos.
Suspirei, me sentindo cansado, estava quase voltando a dormir ali mesmo quando a garota acordou. Virei para ela, vendo-a se esticar toda, espreguiçando-se como um gato. Ela bocejou e olhos rapidamente para mim, depois virou para frente com a cabeça baixa.
- Valentina... - disse num tom baixo e sonolento.
- Como? - perguntei, franzindo o cenho.
- Você tinha perguntado como me chamo, não é? - ela retrucou, me olhando. - Então, Valentina Leonheat, mas todos me chamam de Neko.
- Ufa, ainda bem! - soltei uma risadinha, fingindo verdadeiro alivio. - Valentina é nome de velha, e você não é velha, nem parece ter 14 anos. - ri um pouco exagerado e estendi a mão. - Eu sou Rin, só me chame de Rin. - dei de ombros, ela apertou minha mão, falando:
- Rin, né? - levantou uma sobrancelha.
- Sim. - respondi, sorrindo.
- Morra, Rin. - ela completou, rindo. Encarei-a por um tempo mas acabei rindo também.
E foi assim que eu conheci a minha melhor amiga.
Nota da beta-reader que sofre com os erros de português desse autor: O Rin decidiu me enviar o novo capítulo. Obvio que eu nem perdi tempo em betar ele~ O que estão achando, queridos? O próximo é meio que por minha conta porque é a Neko contando a história dela u3u. Ah, e no próximo eu vou postar um desenho dela~ :33 Beeeeijos!
We came back pipou
Sim… dois meses, pois um grande tempo de espera, mas eu(Rin) voltei, é qe eu tive muitos problemas pessoas, espero qe me desculpem… Mas vamos falar de coisas boas e nao estamos falando da tekpix… apartir de hj teremos pelo menos uma atualizaçao diaria, feita por mim (postarei nem qe seja uma ficha de personagem, mas postarei) e toda sexta vai ter uma “sessão” portal com o leitor onde eu pretendo responder perguntas atenter pedidos e tentar agradeçer de alguma forma as pessoas qe elem essa fic.
HÉLOU, PIPOUS~
Era para serem postados capítulos dia sim, dia não.
Mas nosso autor (eu chamo ele de Rin) ainda não me enviou nenhum capítulo para betar. Bem, apenas aguardem, ok?
Beeeeeeeijos, Neko!
Cena 01: Presa e predador
Parte 01.
Primeira imagem do Rei branco.
Os dois são o Rei branco?
Sim os dois são o Rei branco. u.u
Cena 00: Prólogo das Engrenagens
New Makai, 27 de dezembro de 2615,
Já fazem quase 500 anos que a raça humana foi quase completamente extinta, os poucos que sobraram após o Apocalipse tiveram que reaprender a viver, agora dividindo o mundo deles com anjos, demônios e outras criaturas… Mas isso não foi ruim, pois se descobriu que os demônios não são tão maus e os anjos também podem pecar… e, com isso, a raça humana teve uma nova chance sobre a terra que agora não era só deles. Com essa nova ordem mundial o mundo foi divido em dois, New Makai (N’makai) e New Sora (N’sora), e cada parte era controlada por respectivos reis, Preto e Vermelho governavam Makai, Branco e Azul, Sora. Teoricamente o mundo estava em paz, teoricamente, porém, há uma semana atrás o atual Rei Branco declarou guerra à Makai. O mundo estava em caos novamente, e em meio a todo esse caos, os dois mais poderosos reis se enfrentaram, e mesmo com todos seus esforços o Rei Preto caiu… E antes de seu último suspiro, após ter sua própria espada estacada em seu peito, o Rei Preto disse: ” É meu amigo... você me superou novamente, mas lembre-se… nem mesmo possuindo toda a Terra e todo o Céu você se tornará um deus… coff… agora, relaxe… coff… sua vida começou a acabar… seu… fim… não… de.. morará… “ Agora, eu caminho por esse mundo de caos, tentando decifrar essa sequencia de códigos que meu pai me deixou, tudo que me resta são esses códigos e a alcunha de bastardo negro… Meu nome é Baurins “Rin” Salamanse, e o que me resta é decifrar esse maldito código chamado: Code:h.e.l.l., mas que merda isso significa?, penso, e libertar essa terra.