Decidi: eu a amo. É. Mas, não daquele amor bandoleiro, que da voltas ao mundo para poder encontrar-se. Não, não esse. Meu amor é daquele firme, fiel à solidão dos desencontros e à eternidade dum abraço. A amo tão grande que minha poesia se finda no seu mais breve intervalo de beijo, e meu destino rompe-se em sua doce fragrância. Ah, essa fragrância é culpada. Quando assim, num gesto lento, arrasto lentamente seus cabelos e libero teu belo pescoço à um beijo leve, enquanto vou descendo lento, me parto, sem fartar-me de tua pele. Meu amor é momento. E eu sou meu amor. E quando ele voou, não sei mais o que sou.








